Keblinger

Keblinger

Vi

| sábado, 20 de fevereiro de 2010
Interação

Então foi quando olhei pela janela molhada pelos pingos da chuva e vi que ele me encarava pelo vidro. Não sei se olhava diretamente para mim, mas eu logo senti uma conexão. Fiquei mais alguns minutos o encarando, decidindo se devia sair ou ficar ali. Ele continuava parado. Olhando. Me analisando através da pequena distância que nos separava. A chuva continuava a cair. Preciso tomar uma atitude, pensei. O barulho de um prato caindo na cozinha tirou minha concentração e despreguei os olhos da janela por um instante e quando olhei novamente um segundo depois só vi a chuva, o nada... a rua vazia.

Quem eu vi? Isso não importa...
Quem você viu?

Escrevi esse texto absurdo e sem sentido enquanto deixei meus dedos dançarem sobre o teclado para ver o que sairia. Agora depois de escrito, percebo que cada pessoa que ler enquanto se imaginar olhando pelo vidro vai ver uma coisa e se ler outra outra vez verá algo diferente. Agora me diga...

O que você viu?

Wish / Love / Freedom

| sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
FYI* - This is my first English post, I don't know why I wrote this in English. No, actually I know why, it's because sometimes I think I can make myself clearer when I talk/write in English (even if my English is not that good), that's just bullshit I know, but here it is. Maybe I'll do that another time. If it's necessary, I can translate this post later.

"I wish I knew how it would feel to be free
I wish I could break all the chains holding me
I wish I could say all the things that I should say
Say 'em loud say 'em clear
For the whole wide world to hear"

That's what we always do, we wish... we wish we could be a different person, we wish we could be richer... or whatever... I wish I could know how to say some things I keep to myself, I wish I could be clearer and allow people to see what I'm really feeling. Someone told me once that I'm a "firewall", maybe this is true because I push people away by being a reticent guy, but I don't know how to be someone else... this is who I am.

"I wish I could share
All the love that's in my heart
Remove all the bars that keep us apart
And I wish you could know how it feels to be me
Then you'd see and agree that every man should be free"

What about love? Well, love is such a complicated thing, which I could never understand. There were some times when I used to think that this thing (love), it wasn't meant for me... today I still don't know if it is. Love is an issue I haven't learnt to talk about.

"I wish I could be like a bird in the sky
How sweet it would be if I found I could fly
Well I'd soar to the sun and look down at sea
And I'd sing 'cos I know how it feels to be free"

Freedom is another thing that makes me wonder about life. I mean, we are all free, but sometimes we hold ourselves into prisons we build. "Love is a prison we built for ourselves" I read this sentence and realized that some people really got themselves held by love, because they let that happen... no matter what, I believe a relationship can't take someone's freedom away. Well, some people might disagree with me, but, at least, I'll have my freedom.

Passages from "(I wish I knew how it would feel to be) Free/One - Lighthouse Family"

*FYI = For Your Information

NONSENSE POST?! ~> If you think so, I kinda of agree with you... rsrs

Planos

| quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
"Life isn't about waiting for the storms to pass... it's about learning to dance in the rain!"
(autor desconhecido)

Ao meu ver a frase quer dizer que temos que aprender a lidar com as adversidades. Não devemos sempre ficar esperando por uma determinada coisa ou sempre esperar que tudo seja sempre o mesmo... a vida da gente é cheia de surpresas e reviravoltas. Se você não tem aquilo que quer, acostume-se com aquilo que você tem, saiba aproveitar as oportunidades. Realmente use essa frase como um lema de vida e "não espere a tempestade passar... aprenda a dançar na chuva." Muitas vezes deixamos de fazer alguma coisa porque algo que planejamos não aconteceu como esperávamos, isso é frustrante, eu sei, mas por que não tomar um novo rumo a partir do que a situação oferece? Porque queremos que tudo ocorra como o planejado SEMPRE. Planos não são confiáveis e a gente aprende isso ao longo da vida. Devemos ter planos sim, mas devemos estar cientes que TALVEZ eles não se realizem ou, pelo menos, não da maneira esperada, por isso se algo que você pretende fazer não acontecer como deveria, não se frustre, veja as novas possibilidades e aproveite essa mudança... mesmo que o caminho seja tortuoso, no final a gente acaba alcançando aquele objetivo, aquele plano que passou por diversas mudanças se realiza, às vezes, até de uma maneira melhor do que esperávamos e se isso não ocorrer, não se preocupe, sempre há novidade pela frente, só temos que saber quando abrir mão de algo não viável para podermos ter algo que realmente precisamos.

Velha Infância

| segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
"I was the one who would always jump in first
I didn't think twice to look behind
Got such a good feeling
Just from playing in the dirt
Once when I was little"

Quando pegamos algum álbum de velhas fotografias, nos deixamos levar por aquele sentimento terno de nostalgia... nos vemos quando criança e damos risadas das roupas que usávamos, do corte de cabelo e recordamos, dos dias, da infância, das brincadeiras, dos machucados... um época maravilhosa que não volta mais...

"... and there wasn't nothin', nothin' that we couldn't do
Once when I was little"

Quando pequenos nos sentíamos donos de tudo, achávamos que tudo aquilo que estávamos vivendo ia durar pra sempre e queríamos (para nos arrependermos mais tarde) ser adultos...

"I could dream more then
I could believe more then
That the world could only get better..."
"... There was a time when I trusted everyone
There was no place that I wouldn't go..."

Acreditávamos nas pessoas, não distinguíamos muito bem o que era bom ou ruim, certo ou errado, e tínhamos a impressão que o mundo era só feito de coisas boas...

"I used to feel so strong
Even when they'd tell me
Tell me I was wrong
That I can't live in a magic world
Coz it's time for me grow up
And I've got to live like the rest of them
And I know things have been lost"

Com o tempo fomos perdendo a inocência e enxergando como as coisas realmente são, deixamos de ser enganados. E só então percebemos que aquele mundinho que ficou pra trás, na infância, aquele sim era um mundo melhor. Ser adulto cansa, é chato, é difícil e entendiante...

"So here comes the next one
Next in line
Stay as young as you can
For the longest time
Coz those days flew by
Like a breeze just passing through
Once when I was little"

Hoje só temos recordações, imagens guardadas de uma vida que parece tão distante... enquanto isso a nova geração de crianças está tomando um rumo diferente. Eu não trocaria o que eu tive (brincadeiras na rua, arranhões, safanões dos pais) pelo o que as crianças tem hoje (computadores, celulares, TECNOLOGIA)... a minha época foi mais divertida, mais proveitosa, mas acabou. Queria, pelo menos, por um dia voltar a ser criança, me livrar das responsabilidades e viver aquele dia sem preocupações e anseios... ser somente CRIANÇA. Porque o tempo passa, a infância acaba de repente e quando paramos pra ver, muita coisa ficou pra trás... e muitas vezes nos pegamos dizendo: "Eu era feliz e não sabia."

Trechos da música "Once when I was little - James Morrison"

O que aconteceu?

| domingo, 14 de fevereiro de 2010
"Não se pode planejar o futuro pelo passado."
(Edmund Burke)

O que aconteceu com aqueles sonhos que tínhamos que deixamos para trás? O que aconteceu com aqueles conceitos que mantínhamos que foram abandonados ou menosprezados? O que aconteceu com nossas antigas ambições? O que aconteceu com a gente? Eu digo o que aconteceu: CRESCEMOS, amadurecemos... deixamos de lado sonhos que agoram soam patéticos aos nossos ouvidos, mas que antes nos motivavam a seguir em frente, criamos novos conceitos a partir dos velhos que foram renovados e não esquecidos, descobrimos novas ambições e desejos. Tínhamos vários pensamentos que hoje não existem mais, nossas ideias mudaram, nossas mentes evoluiram. Às vezes nos perguntamos se algumas decisões que fizemos no passado teriam sido mais bem feitas se tivéssemos a cabeça que temos hoje, é claro que sim, teríamos decidido melhor, mas não teríamos aprendido, não teríamos errado o caminho para saber qual a direção certa a tomar, não teríamos crescido... cada erro, cada acerto, cada opção acertada ou equivocada nos ajudou a ser quem somos hoje e as escolhas de hoje, se estivermos preparados para elas ou não, nos levarão a ser quem seremos amanhã e assim quando olharmos para trás não enxergaremos um caminho errado que optamos e sim uma oportunidade de amadurecimento. A vida vai seguindo, se a gente decide fazer algo ou esperar... a vida não espera até que estejamos prontos, ela não para e diz "quando estiver preparado a gente continua". Não. Temos que encontrar nosso próprio ritmo, saber dar um passo de cada vez sempre esperando pelo melhor, mesmo que isso não ocorra, mas no final, se erramos ou não, tivemos a intenção de acertar e com isso vamos aprendendo. Como diria uma amiga minha "The past is the past" e eu complemento "The past belongs to the past". Não devemos basear nossa vida no que passou, mas sim saber que tudo serviu para nos transformar em quem somos hoje... se sonhos mudam, conceitos se renovam e encontramos novas ambições, significa que o resto ficou pra trás e na vida retroceder é impossível e seguir em frente é mais um desafio.

Amizades

| sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
"A amizade é um amor que nunca morre!"
(Mário Quintana)


Falar de amizade é fácil, tão fácil como ser e ter um amigo. Porque amigo é aquele irmão que o coração escolhe, é aquela pessoa que te escuta e fala o que você precisa ouvir sem medo de má interpretação ou que fica em silêncio contigo sem achar isso incômodo, é aquela pessoa que aceita seus defeitos e engrandece suas qualidades... Amizade é cumplicidade, é carinho, atenção, é valor, afeto, é cuidado... e amor, por que não? Ter um amigo é sentir querido, é saber que sua presença importa para alguém, que suas conquistas e alegrias são comemoradas por essa pessoa... é saber que sua ausência é notada, que o simples fato de estar distante deixa um vazio no peito de alguém. Esse vazio é a saudade, mesmo uma saudade daquele amigo que você se despediu há 5 minutos... Um amigo é um presente, é alguém que você olha e se vê refletido, com ele você aprende, ensina, compartilha histórias bobas e até faz confissões secretas. No quesito amizade, jamais quantidade vence a qualidade, posso ter 10 conhecidos, 10 colegas, mas se tiver um amigo, já é o suficiente... felizmente posso estufar o peito e dizer que tenho vários amigos e que confio em todos eles e sinto que confiam em mim. Amizade é confiança, que é a base de tudo. Sei que ao ler esse texto, durante esses minutos você pensou em pelo menos um amigo. Eu poderia ficar horas e horas escrevendo e descrevendo a amizade, poderia usar várias frases clichês ou expressões que todos conhecem, mas pra concluir só digo que "a amizade não se rotula, não tem preço... não importa o tempo nem a distância, mas sim a intensidade com que é sentida e vivida" e "amigo é pra sempre, mesmo que o pra sempre não exista."

"Final feliz"

| quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
"Você terá um final feliz."
Biscoito da Sorte via Orkut

Não posso dizer que não gostei da mensagem do meu biscoito, até porque ela é bem direta e positiva, só que eu acho que não devemos basear nossa vida ou nossas metas sempre esperando por um final... devemos ir vivendo, atingindo nossos objetivos, até porque no final nem tudo sai como a gente queria nem como havíamos planejado, mas no final tudo sai exatamente como deveria sair. Um "final feliz" é o que todo mundo deseja, mas convenhamos que a maioria dos "finais" é triste... e o final de uma vida talvez seja o mais triste, não pra quem vai, mas pra quem fica... então acredito que um final feliz na verdade não se resume especificamente ao final, mas sim naquela última curva virada, nos últimos momentos agradáveis, nas últimas lembranças que ficarão. Um final feliz é conquistado.
Não devemos confundir um "final feliz" com "viveram felizes para sempre", pois isso é uma utopia... primeiro: ninguém vive feliz para sempre, o que há sempre são dias diferentes, humores e sensações diferentes, nem tudo é um mar de rosas. Segundo: o "para sempre" não existe. Finais felizes não são coisas apenas de novela, apesar de serem raros no mundo real... finais felizes acontecem, acreditar que isso é impossível só faz parecer menos possível.
Viva sua vida. Sorria, chore. Cante, grite. Ria. Erre para aprender. Caia para levantar. E nunca desista dos sonhos, dos objetivos, por mais difíceis e distantes que eles possam estar, a medida que você caminhar eles ficarão mais perto. O horizonte não se afasta enquanto caminhamos, ele se transforma, ele se aproxima sorrateiramente. O horizonte não é inalcansável, assim como um final feliz... por isso busque pelo seu, quem sabe se essa página da sua vida já não foi escrita? Talvez ela só esteja esperando o momento certo para ser lida.

Máscaras

| quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
"Masquerade! Hide your face,
so the world will never find you!"
"...breathing lies . . . "
"You can fool any friend who ever knew you!"
Masquerade - The Phantom of the Opera

Quantas faces uma pessoa pode ter? Uma só, mas minha teoria é a de que as pessoas têm máscaras, na quantidade que são capazes de usar. Todos usamos máscaras de vez em quando, isso não é necessariamente a pior coisa do mundo, usamos máscaras pra esconder uma tristeza, um sentimento reprimido que por hora queremos manter só pra nós. Mas há também quem usa máscaras para se passar por amigo, amante... mas que por trás daquela máscara de feições simpáticas, há um rosto dissimulado, com um sorriso que esconde perversas intenções, pode até parecer que estou descrevendo o vilão de algum filme, mas a realidade é que existem pessoas assim... pessoas que fingem, que mentem, que enganam, e outra verdade é que nem sempre estamos preparados pra encontrar essas pessoas e quando encontramos, não somos capazes de dizer à primeira vista quem ela é de verdade, é assim com todo mundo... o tempo mostra quem é quem, e por mais ajustada que uma máscara seja, mais cedo ou mais tarde ela pesa e cai... e também não estamos preparados pra isso, pra encarar a face mentirosa e cínica que esteve escondida o tempo todo. O que fazer a seguir? Quando descobrimos que fomos enganados e iludidos? Cada um tem uma resposta pra essa pergunta, e independente de qual seja a reação, no final o que podemos oferecer é a indiferença... perdoar, mas não esquecer (e que isso não seja confundido com rancor). Pessoas assim são dignas de pena e desprezo... pode ser que essa pessoa faça outras "vítimas", mas no final, ela sempre vai perder, sempre vai ficar só e sempre vai se arrepender, só que às vezes, já é tarde demais.
Por isso, vista máscaras, mas que sejam máscaras boas... não aquelas carrancas horríveis... vista máscaras de sorrisos, mesmo que nem tudo esteja bem, não é todo mundo que precisa saber de seus problemas, pra isso servem os amigos, pra você mostrar a cara, aquela por trás da máscara... pro resto, você não precisa ser um modelo, seja apenas um mascarado consciente.
Usamos uma máscara de "estranhos" na sociedade, só quem nos conhece de verdade sabe o que tem escondido.

"Quero fugir...

| terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
... para um lugar onde somente tudo aquilo que me importa possa me encontrar!" (Rodolpho Padovani)

Pra compensar por aquele enorme post anterior, só deixo essa frase, que por si só já quer dizer muita coisa.

Miscelânea de pensamentos

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A questão é: Como minha vida chegou a esse ponto? Essa é uma pergunta retórica, obviamente, apesar de a resposta estar nas coisas que fiz, nas decisões que tomei, ora impensadas, ora muito bem analisadas, nos momentos que vivi. Tudo isso me fez chegar exatamente onde estou, detalhes imperceptíveis, fatos conectados, linhas cruzadas pelo destino ou pontos interligados por mim mesmo. E aqui estou eu, me fazendo esta estúpida pergunta que tem a resposta infinita e além da compreensão humana e no entanto, não tem resposta alguma.
Encher a vida de "porquês" é inútil e um desperdício de tempo. Por que estou aqui? Ora, é porque deveria estar. Se eu tivesse tomado uma decisão diferente em determinada situação, como tudo seria? Impossível dizer. Só me resta imaginar minha vida seguindo um rumo diferente, um caminho que jamais percorrerei ou saberei como é. Eu me trouxe até este lugar, de alguma forma. Por mais complexo e assustador que posso parecer, eu estou no comando de minha vida. Eu escolho as direções, entretanto não posso adivinhar ou prever o que me aguarda no final de cada curva. E assim cada dia é um mistério, cada noite uma espera, cada minuto é essencial, por mais insignificante que seja. O conceito de tempo é muito relativo e volátil. Uma hora de diversão passa rápido ao tempo que uma hora entendiante parece infindável, apesar de serem a mesma coisa, os mesmos 60 minutos. Tudo isso é complicado demais para se entender ou debater. A verdade é que o tempo tem seu próprio tempo.
O ser humano é um bicho engraçado, se esforça para ser superior e mais forte que os outros animais, mas não compreende que está vivendo na mesma linha tênua como todo ser vivo. Uma linha frágil que pode se romper a qualquer momento. A linha que sustenta o peso das nossas culpas, anseios, arrependimentos e frustrações. A linha solitária que suporta um fardo demasiado pesado. A linha da vida. Única e sem preço.
Além dos "porquês" que floreiam nossa mente acerca de nossa existência, há também, os "ses", que são ilusões ou a "forma física" de nossas frustrações. E se eu tivesse mais dinheiro... e se eu fosse mais sortudo... os "ses" são prejudicias e deprimentes, eles nos levam a imaginar condições absurdas sobre os parâmetros de nossa vida. E por falar em sorte, o que é a sorte afinal? A sorte é a definição para um fenômeno ou evento agradável e satisfatório, porém passageiro. Ninguém nasce com sorte, a sorte é um acontecimento, um fato, assim como o azar, que também pode ser definido como um estado de espírito. Se você se sente sem sorte, assim você ficará.
Mudando de assunto, é estranho como às vezes nos sentimos sozinhos numa multidão ou como quando estamos rodeados de pessoas e queremos estar sozinhos e ao estar sozinho queremos ter alguém pra conversar. Descomplicando tudo isso, quero dizer que nossas emoções são muito volúveis. Um simples gesto ou palavra é capaz de alterar drasticamente nosso humor, até mesmo uma pessoa bem centrada, às vezes perde o controle numa explosão de sentimentos.
Para muitas pessoas a solidão é algo palpável que está em toda parte, assim como o ar, mas a solidão é algo mórbido e sufocante, que envolve o ser humano e ataca seu inconsciente. A solidão é um veneno para a alma. Ela se alimenta da impaciência, da ansiedade e da tristeza, corrói o coração e é capaz de adoecer uma mente sã. A cura para a solidão é encontrar uma companhia prazerosa, um amigo, um amor, um animal, mas aí volta aquele conceito de estar só. Quem é capaz de nos entender? Quando pensamos que conhecemos a nós mesmos, percebemos que ainda há muito a ser revelado, contudo temos o péssimo hábito de supor que conhecemos outro alguém completamente. As mentiras que contamos para nós mesmos são as piores, pois podemos acreditar. O fato é que gostamos de nos iludir, criando teorias e conceitos que julgamos fundamentais, aliás, julgar é uma coisa que está encravada na essência da humanidade. Nós nos julgamos aptos a julgar os outros, esse é o problema. Julgamos aparência, sem se importar em saber que a beleza não tem um padrão específico. Julgamos caráter, apesar de estarmos cientes de que cada indivíduo tem sua personalidade própria. Julgamos o mundo, a vida, Deus e isso nos leva aos "porquês" e "ses" mais uma vez.
Apesar de estarmos no comando de nossas vidas, livres para tomar decisões, o que nos move adiante é a certeza de que nada é certo. Tudo pode ser alterado por uma escolha mal feita, se é que existe tal coisa. Uma escolha mal feita? Acho que isso não é real. Afinal de contas, quando decidimos por alguma coisa, estamos esperando pelo melhor, então não há más escolhas e sim escolhas precipitadas.
Ao longo de nossa vida nos deparamos com inúmeras encruzilhadas do destino e algumas de nossas escolhas geram mais bifurcações em nossa trajetória. Não teria nenhum sentido se nossa estrada fosse uma linha reta, com tudo previsível. São as surpresas que dão tempero a nossa vida. As surpresas são facas de dois gumes, é claro, pois podem ser boas ou ruins, mas elas servem para mostrar que nem sempre é viável termos planos previamente elaborados, pois eles podem não se concluir e quando isso acontece, nos enfurecemos e nos frustramos, culpamos tudo, menos a nós mesmos, porque a nosso ver somos perfeitos. Perfeitos? Não. Se existe alguma coisa nesse mundo que seja perfeita, é a natureza, onde a harmonia rege o ritmo da vida e cada ser tem seu papel fundamental. E essa perfeição está ameaçada pela perversão da mente humana. Não nos julgamos racionais? Mas quem está levando o mundo a um estado calamitoso? Certamente não são os animais que constroem bombas nem as árvores que iniciam guerras. No final, somos os piores animais existentes. Se somos racionais? Acredito em parte nessa teoria, porque se fôssemos mesmo, não estáriamos onde estamos hoje, num mundo em decadência e em destruição. Talvez quando a humanidade toda parar de olhar para o próprio umbigo e arregaçar as mangas, algo possa ser feito, mas até lá, só nos resta rezar, esperar e continuar a nos perguntar: como o mundo chegou a esse ponto? Mesmo que saibamos a resposta.

Nesse texto pode haver algumas repetições de coisas já ditas no blog antes, porque eu o escrevi há algum tempo, mas só achei que agora fosse o momento ideal para postá-lo.

É contagiante...

| domingo, 7 de fevereiro de 2010
Como rir e sorrir pode ser tão bom, tão puro e tão gostoso? Pergunta retórica... Tem coisas que não se explicam, se vivem. Tenho percebido que "um sorriso é REALMENTE a distância mais curta entre duas pessoas" É tão natural, quando você vê alguém sorrindo sua boca se curva num sorriso involuntário (não forçado) e verdadeiro. E quando você vê ou ouve alguém rindo, isso também contagia de uma maneira inexplicável que sua resposta automática a isso é rir também, mesmo sem motivo, mesmo sem ter um pingo de graça. Rir é divertido. Faz bem... há quem diga que sorrir ajuda a não envelhecer e se for pra ter rugas que sejam por sorrir demais, concordo com isso. A vida da gente já é tão séria e complicada, se você também for sério e complicado, você não vive, você se reclusa num mundo chato e entediante, por isso eu vivo rindo, brincando, cantando, talvez até "encantando"... e acima de tudo, CONTAGIANDO. Não importa o que se diga num momento de crise de riso, desde um "vou fazer xixi" a um "minha barriga tá doendo", o que vale é o momento... deixar as lágrimas saírem se for o caso, sentar pra recuperar o fôlego, tudo isso faz parte. Afinal, mesmo tendo gente que não acredite, as melhores coisas da vida são de graça! (piadinha de duplo sentido, rs)

Madrugada

| sábado, 6 de fevereiro de 2010
Esse é o período do dia que eu mais gosto, eis aqui o porquê: a madrugada é um momento tranquilo e silencioso, dá aquela impressão de você e o mundo e mais ninguém... onde enquanto a maioria dorme, você ali acordado reflete e mergulha em pensamentos acerca de tudo. A madrugada envolve, nela se pode ouvir o silêncio que diz aos ouvidos mais apurados, observar as minúcias de um mundo desconhecido, escutar os ruídos noturnos e sentir a brisa suave entrando pela janela e sacudindo de leve a cortina... Lá fora o mundo adormecido parece fazer parte de outra realidade... as ruas desertas despertam sensações diferentes, a lua irradia sua luz sobre a Terra e as estrelas brincam de brilhar e encantar a quem as admira... enquanto dentro de casa, cercado por esse mundo quieto, porém cheio de sonoridade, as engrenagens de nosso cérebro se movimentam e o fluxo de pensamentos é denso... A madrugada me inspira. A madrugada é fascinante... é um mistério, onde não se pode dizer o que vem a seguir, se aquele latido distante significa algo, se um estouro ecoando é algo além de um simples estouro... é ouvir pra interpretar, mas a madrugada, por mais calada que ela seja, tem me dito muito ultimamente. E eu tenho escutado, sou um bom ouvinte. Enquanto o céu ainda permanece escuro meu momento particular e precioso comigo mesmo se intensifica... penso, repenso, crio, viajo em pensamentos, sonho acordado, vejo as horas se arrastarem lentamente e curto a noite... curto o tempo e faço minhas postagens. Disse e repito: "A madrugada me inspira."

Tempo

| sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Por que tem dias em que a gente tá confuso? Mas é uma confusão que dura, que não termina quando o dia passa e a noite vem, que não termina quando a noite vai e o outro dia começa. Confusões geralmente são uma desordem em nossa mente, uma explosão de pensamentos aleatórios e sem sentido, uma montanha russa de sentimentos que ora estão claros e ora totalmente imperceptíveis. Se houvesse uma cura pra isso, garanto que muita gente ia querer (me incluo nesse "muita gente"), mas não há. O que fazer então? Se eu pergunto é porque não tenho respostas, tenho teorias, e mesmo que tivesse uma resposta, eu não a adotaria, porque o bicho estranho que é o ser humano nunca ouve os próprios conselhos, sempre precisa que alguém diga o que fazer, como fazer e quando fazer, mas, voltemos ao foco principal... O que fazer quando nossa cabeça está a mil e já nem sabemos mais o que estamos fazendo da vida? Nada. A espera é sempre uma boa solução, o tempo é dono da cura, o tempo é a solução do problema e com o tempo as coisas se ajeitam e voltam pro lugar. O tempo, bem... o tempo é uma definição vaga, pois o tempo é indefinido. O tempo. Que tempo? Eu não sei. Uma coisa que costumo dizer é: "O tempo tem seu próprio tempo!" Não adianta querer apressar as coisas, querer prolongar os prazos e adiar as responsabilidades, chega uma hora que tudo isso aparece, chega uma hora que a gente tem que entender que o "tempo" é agora. As confusões que mexem com nossa cabeça normalmente tem a ver com decisões. Tomar decisões é realmente algo sério, chato e necessário (o pior de tudo)... tomar decisões traz consequências, que trazem responsabilidades, que trazem mais decisões... a vida da gente é feita de escolhas, não tem como fugir disso, então só digo que quando estiver com a cabeça tumultuada, apenas espere. O tempo vai te mostrar o que fazer, ele vai te ajudar a dar um jeito em tudo. E como diz aquele provérbio: "O tempo é o senhor da razão!" E num é que é mesmo?!

Coincidência?

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Muitas vezes a gente se pergunta como nossa vida é regida... será tudo uma questão de coincidência ou acaso ou predestinação? Ainda não encontrei quem me desse essas respostas... pois então, vamos divagar. Acredito em coincidências sim, elas podem acontecer ao acaso, podem, ou não, ser predestinadas, mas ainda são coincidências... já lhe ocorreu pensar em alguém e pouco tempo depois essa pessoa te ligar? Comigo já. Ou citar uma música e segundos depois ela começa a tocar? Já me ocorreu também. Seria isso uma coincidência? Na verdade, acho que no final não importa em que acreditamos, em qual teoria nos baseamos, o fato é que nossa vida vai seguindo... coincidindo acasos com predestinações ou escolhas próprias, quem sou eu pra dizer o que é real ou não. Creio que temos um certo controle sobre nossa vida, fazemos escolhes, concessões... optamos pelo caminho errado, às vezes... mas quem é perfeito? A estrada da vida não é uma linha reta em que caminhamos tranquilamente, ela é uma estrada sinuosa, cheia de obstáculos, algumas barreiras pra quebrar, encruzilhadas de dúvidas... e sempre cabe a nós mesmos decidirmos qual caminho seguir. Entre encontros e desencontros dessa estrada que leva pra ninguém sabe onde, estão os acasos, as coincidências e pode haver um dedo do destino no meio disso tudo, mas nós, simples humanos, só continuamos caminhando, sem saber o que tem além da próxima curva, sem saber se teremos força pra subir a próxima ladeira, sem saber se as pegadas que deixamos vão ser seguidas... mas caminhamos... sem saber onde essa estrada termina e onde a outra começa.

Voltei,

| segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
até quando eu não sei.
Não é sempre que tenho esses "lapsos inspiratórios" (sou um criador compulsivo de neologismos e expressões, e adoro isso), mas enquanto eles durarem estarei escrevendo, traduzindo meus pensamentos para algo visível, e acima de tudo divagando. Isso até que faz bem, é relaxante, é como esvaziar a cabeça. Realmente não sei se o que escrevo aqui interessa ou serve de alguma coisa pra alguém, o fato é que parei de me preocupar com isso, escrevo pra mim, se alguém está lendo e gostando, que bom, isso me anima... se leu e não gostou, verdade seja dita, eu não escrevi isso pra você. Divagações têm de ser curtas, por isso vou parando por aqui. Quando tiver algo pra falar eu volto. Quero me tornar mais assíduo em meu próprio blog.

Passageiro

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Tem momentos que a gente pára e reflete, pára e observa... e simplesmete pára mesmo. E em algumas dessas "paradas" a gente devaneia e se sente um conhecedor do mundo, um filósofo, um alguém que sabe das coisas... enrolei até agora pra dizer que numa dessas paradas, eu notei (até porque eu já sabia) como as coisas da vida são efêmeras, os anos, os dias, os minutos... Mas dentro de cada efemeridade, onde as coisas alcançam um fim, elas também alcançam um novo começo, a verdade é essa "pra algo começar outro tem que terminar", isso é lógico, é natural. Uma noite não começa sem o fim de um dia. Um mês não começa antes que o outro termine. E nessas idas e vindas passageiras, nos ponderamos o que não é e o que não precisa ser tão efêmero, eu digo que a efemeridade das coisas está na intensidade que duram, como um abraço apertado, um olhar que diz mais que uma palavra, um sorriso trocado, um riso compartilhado... tudo isso é momentâneo, mas o sentimento que deixa é duradouro. Então pode ser até correto dizer que a efemeridade é duradoura, por mais contraditório que isso pareça. Enfim, no final o tempo não é importante, o que importa é que se viveu, se aproveitou... se durou muito ou pouco, não vale a pena discutir, até porque há segundos que marcam pra sempre e horas que se perdem pra sempre. E o "pra sempre" é muito tempo, um "muito tempo" que ninguém conhece.

Alimente as carpas

 

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