Que seja ímpar

                                          Foto por: Amanda Lisbôa

♪ "I wanna see the world,
I wanna sail the ocean
I wanna know what it feels like 
to never come back again..." ♫

Dizem que mares calmos nunca fazem bons marinheiros. É preciso emoção, caos e até um pouco de sofrimento para aprender certas coisas, pois as lições que a vida nos dá nem sempre são fáceis como a tabuada do cinco, a maioria dos problemas demanda muito mais paciência da qual, nem sempre, estamos dispostos a ceder. O aprender é cotidiano, há sempre algo novo para saber e descobrir. Sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre nós mesmos.
Cada dia somos desafiados de alguma maneira, como um barquinho navegando em ondas ora tranquilas, ora furiosas e o mar, ah, o mar, ele é de uma imprevisibilidade assustadora. Não há como se preparar para as surpresas que aparecerão durante o percurso, jamais saberemos se uma pescaria vai render ou não nem se sairemos ilesos da viagem para poder aportar novamente.

Certamente vamos cruzar com diversos outros navegantes, uns mais perdidos que outros; alguns guiados por bússolas, pelas estrelas, pelo vento; alguns seguros de para onde querem ir, mas não tão confiantes de como chegar lá; haverá aqueles que navegam há muito tempo e já adquiriram uma experiência razoável, mas que ainda cometerão erros; aqueles mais novos e aventureiros que ainda enfrentarão muito tempo ruim até o fim do trajeto. O fato é que todo tipo de pessoa, de sorte e de clima estarão à espera, saber reagir a eles é a prova maior.
Haverá dias em que a tormenta será tão forte que pensaremos em desistir ou em ancorar em algum lugar ao qual não pertencemos; dias de sol que se transformarão em chuva e dias de chuva que se tornarão limpos feito paisagens pintadas; dias de solidão e dias de companheirismo; dias de abraços curtos nos encontros e de abraços longos nas despedidas; dias de todas as cores, sabores, tamanhos.

Há uma nova viagem prestes a começar, um novo mar de possibilidades, escolhas e desafios pela frente. Desejo que as lições sejam aprendidas, que seu barco seja forte o bastante para resistir às provações, que sua tripulação seja a melhor possível. Que haja dias de sol e de chuva, de céu aberto e de nuvens coloridas. Que as ondas sejam amigáveis, principalmente quando você pensar em abandonar tudo. Que você veja novas cores, prove novos sabores, ouça novas melodias, sorria os sorrisos mais sinceros e dê as gargalhadas mais sonoras. Que encontre seu porto seguro se ainda não tiver ou mantenha-o se já o possuir.
Desejo ainda que você torne sua viagem mais importante que seu destino. Que volte se for necessário, que ancore em outro lugar quando encontrar morada, que viva. Que essa nova aventura seja ímpar.

Dizem também que depois da tempestade vem a calmaria. Que assim seja.

2016 foi um daqueles anos que a gente ainda vai falar muito, seja mal ou bem, porque foi um ano que ainda estamos tentando entender e muita coisa a gente só entende depois de um certo tempo. Vamos aguardar então. Espero que o próximo ano seja memorável também, mas muito mais recheado de coisas boas, que os desafios sejam vencidos, que todos possam sair de sua zona de conforto e conhecer a si mesmos um pouco mais. Que grandes histórias estejam por vir.


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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

2 sorrisos compartilhados:

Nati Pereira disse...

Foi tão profundo isso tudo o que tu disse, que escreveu. Me fez refletir bastante sobre todos os acontecimentos de 2016 e me deu mais esperança para continuar a viver e não desistir das coisas.

Tomara que todos nós consigamos ser melhores em 2017 do que em 2016, afinal são 365 oportunidades novas.

Feliz Ano Novo.

Beijos
Mundo de Nati

Jaynne Santos disse...

Precisamos saber navegar nosso navio com muita sabedoria, para não desistir-mos na turbulência e sabermos aproveitar a calmaria. Lindo texto!

jaynnesantos.blogspot.com.br