Minha pessoa preferida


(...) Eu tenho mil amigos,
mas você foi o meu melhor namorado...

Até algum tempo atrás eu poderia jurar que se houvesse eternidade eu a passaria ao seu lado, mas nunca podemos prever os rumos que a vida vai tomar nem as decisões que faremos.

Nunca vou me esquecer de como nos conhecemos, tão ao acaso naquela festa de final de ano, onde poucos amigos me sorriam e então ele surgiu vestido com uma camisa branca, bermuda azul cor de céu limpo e chinelos, totalmente diferente de todos os outros naquele lugar elegante. Sorriu para mim, desejou-me um simpático “feliz ano-novo” e ergueu a taça de champanhe brindando com o vento, devolvi o sorriso, o cumprimento e exibi meu copo com refrigerante. Tão simples.
Conversamos por horas a fio, ignorando completamente os demais presentes. Ele era educado, engraçado e charmoso. Discutimos nossos gostos em comum e puxa vida!, como tínhamos vários. Eu gostava de música clássica e ele tocava piano, sou fã de O Senhor dos Anéis e ele tinha a versão estendida do filme, adoro animais e ele tinha dois cachorros em casa.
Depois daquele dia passamos a nos ver com frequência. Quase me afoguei babando quando ele tocou uma composição sua só para mim, passei as mais longas e perfeitas horas a seu lado assistindo a gigantesca versão dos filmes e as mais lindas tardes no parque caminhando com seus cães.
Não me lembro de gostos de sorrisos mais doces do que os que provei enquanto estive com ele. Minha família gostou dele, como não poderia ser o contrário e a família dele também gostou de mim. Lembro-me de tantos detalhes que preferia esquecer. Lembro-me do seu cheiro que se tornou parte de mim depois de tantos abraços, lembro-me do seu sabor depositado em cada beijo, lembro-me de cada pequeno fragmento dos tempos mais felizes de minha vida.

Não sei dizer se o tempo não foi certo, se nossos caminhos estavam traçados nas contas do destino até certo ponto ou se nossa história ainda está sendo guardada para mais tarde, não sei nada disso, apenas sei que houve desgaste, houve lágrimas e frustração. Sei que ele e eu não estamos mais juntos e não há tantos motivos que provem o porquê disso. Também não posso dizer se é melhor assim, não me acostumo a vê-lo com outras.
Ainda que nossa história jamais volte a preencher a mesma página, eu sempre vou levá-lo no peito, como um sonho bom, dos quais não queremos acordar.

Mesmo que eu prove outros sabores, ele vai ser sempre o meu favorito. O meu sorriso mais bonito. A minha lembrança mais delicada.

(...) Depois de você, os outros são os outros e só.

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

2 sorrisos compartilhados:

Tati disse...

Eu já li esse texto?

Graziele Santos disse...

Esse texto me fez viajar no tempo. Me vi ao lado de uma pessoa que jamais vou esquecer, pelo simples fato de ter me feito feliz. Foi bom enquanto durou.

"Não sei dizer se o tempo não foi certo, se nosso caminhos estavam traçados nas contas do destino até certou ponto ou se nossa história ainda esta sendo guardada para mais tarde, não sei nada disso, apenas sei que houve desgaste, houve lágrimas e frustração. Sei que ele e eu não estamos mais juntos e não há tantos motivos que provem o porquê disso. Também não posso dizer se é melhor assim, não me acostumo a vê-lo com outras. Ainda que nossa história jamais volte a preencher a mesma página, eu sempre vou levá-lo no peito, como um sonho bom. dos quais não queremos acordar".

E foi nesse trecho que enxerguei claramente a minha história. Texto suave, sutil, porém tão tocante.

Graziele Santos
(http://lamiaparticolare.blogspot.com)