O shyriano - Parte 2

Hora do conto - Para entender leia a Parte 1





Tudo aconteceu muito rápido. A corrida. A prisão no orbe. A queda da muralha brilhante.
Ele agarrou-se firmemente aos pinos do núcleo do orbe enquanto sentia uma força devastadora sugá-lo para algum lugar. Logo as chamas envolveram toda a cápsula e a queda continuou por mais algum tempo até encontrar algo sólido que a interrompeu.
Ele conseguiu abrir o orbe metálico, que permanecera intacto durante todo o percurso e não sofrera nenhum dano com o impacto e o cheiro de fumaça tomou o ambiente.
Ao adaptar a vista para o local, não demorou muito para descobrir onde estava. Ele caíra em um dos nove planetas proibidos – a Terra.
Lembrou-se de seu treino e da fisionomia de um terráqueo e rapidamente tomou a forma de um.
Pouco tempo depois estava diante de um humano.

ü

Max olhou para a cratera e se deparou com um garoto. Ele vestia uma blusa cinza e uma calça escura. Os pés estavam descalços e os cabelos cor de amêndoa dançavam feito um halo pela brisa, os olhos, porém, chamaram sua atenção. Eram roxos, de um roxo diferente de qualquer roxo que ele já tivesse visto.
O garoto estava dentro de uma grande esfera prateada e espelhada, o fogo começava a se extinguir e a fumaça espiralava e desaparecia no ar.
- Quem é você? – ele perguntou, ainda com os olhos arregalados.
Khir-kûn han tëuh – o garoto respondeu, mas sua voz soou feito o som de algum animal.
Max franziu a testa e estendeu a mão para ajudar o garoto levantar-se.


Ele observou a forma humana surgir em sua frente. Era um dos pequenos. Tinha uma expressão no rosto que ele não soube identificar. Medo, talvez? Não. Não era medo. Era algo diferente. Curiosidade? Quase. Espanto. Era isso.
O humano fez ruídos com a boca. Fala. Ele o imitou, mas pareceu surtir efeito contrário ao que esperava.
A mão do humano voltou-se para sua direção. Ameaça?
Ajuda. Ele constatou e agarrou-a para se levantar.
Assim que tocou a pele do humano todas as características, expressões, sentimentos, formas de comunicação e sensações dos terráqueos foram-lhe implantados.
- Eu sou o shyriano – ele disse e ouviu sua voz humanoide. Nem alta, nem baixa. Suave como uma lufada de ar.

ü

Max estava prestes a dizer alguma coisa quando viu que faróis intermitentes e coloridos se aproximavam do local. A polícia.
Ele tinha que tirar o garoto desconhecido dali.
- Venha.

EM BREVE - PARTE 3

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

2 sorrisos compartilhados:

Gessy disse...

Que surpresa... Parte 3, please. rs

Rebeca Postigo disse...

F5, F5, F5...
Por que a página não atualiza???
Quero a continuação!!!
Hahaha...

Bjs