Uma história de @mor.com - Parte 3 (Final)

Para entender - Parte 1 e Parte 2


O tempo é um ser extremamente impiedoso, devo logo dizer. Ele tem o prazer maquiavélico de apressar os dias felizes e caminhar lentamente sobre períodos melancólicos. E o tempo - ah, o tempo - ele é quem comando tudo, não há como contê-lo.
Os dois apaixonados sentiam cada vez mais dentro de si a devastadora distância imensurável que existia entre eles. O toque era necessário para tornar as coisas reais, é assim que a realidade é, feita de coisas palpáveis e ao alcance das mãos. Os sonhos existem apenas num mundo perfeito e paralelo e os contos de fadas só acontecem para os mais sortudos. E já sabemos que a garota russa e o menino canadense não são extraordinariamente fora do comum para protagonizarem um conto de fadas. Infelizmente.

Imagine o amor como uma sementinha, ele precisa ser regado, adubado e cuidado para crescer e se desenvolver, agora imagine essa sementinha depositada em um vaso menor do que seu poder de expansão. Duas coisas podem acontecer: ela vai crescer e quebrar o vaso ou será sufocada por ele. É com pesar que anuncio que foi o segundo caso que vingou, ou não vingou, afinal.

Eles tinham tanto amor dentro deles que não dava para guardar apenas para esperar por um capricho do tempo que fosse os colocar um diante do outro. Como todo amor, esse necessitava ser compartilhado e isso não poderia ser feito à distância. Reitero meu infelizmente.
Com a naturalidade que tudo começou, as coisas caminharam para seu o fim, mas hei de dizer que a história dos dois termina em reticências e não em um ponto final. E você, caro leitor, sabe muito bem o que as reticências significam.

(...)

É isso, mais um conto curto terminado (depois de muito tempo, né?), mas a falta de inspiração me persegue, portanto não é culpa minha, haha.Ah, mais uma vez (tá ficando chato já), se não for pedir demais, curtam a página do blog no Facebook - só clicar ali em cima no lado direito. Abraços!

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

1 sorrisos compartilhados:

Gessy disse...

Sim, eu sei muito bem o que as reticências significam. Minha vida está cheia delas...

Infelizmente, a falta de inspiração persegue a todos, eu que o diga. rs