Uma história de @mor.com - Parte 1

Do lado de cá ele digita e espera.
Do lado de lá ela lê e sorri.




Dizem que não há barreiras para o coração, que quando o amor tem a necessidade de brotar, ele o fará independente de qualquer circunstância, eis aqui um relato fiel de um destes casos.
Os dois haviam se conhecido sem grandes pretensões num bate-papo comum de um site comum. Obviamente ambos viviam uma vida tão pacata quanto uma noite fria no deserto.
De um lado ele fazia aquelas perguntas de praxe que toda pessoa que se conhece virtualmente faz, do outro lado ela as respondia pacientemente.
As palavras dos dois se transformaram em códigos binários que viajaram quase à velocidade da luz durante um ano. E convenhamos que durante um ano muita coisa pode acontecer.
Ele percebeu que sua vida fora das ondas cibernéticas não fazia mais sentido, que não havia nada no mundo real que lhe despertasse algum interesse que fosse capaz de desconectá-lo e tudo isso se devia ao fato de que naquele mundinho pequeno dentro da tela de seu notebook era onde sua história realmente era escrita. Ela deixou de sair com amigas, trocando noites de festa por noites regadas a diálogos intermináveis com aquele garoto que de uma forma tão natural ganhara um espaço mais que especial em sua vida.

Evidentemente aquele sentimento que começou despretensioso passou a evoluir para algo maior, algo que não se traduzia em palavras jogadas à distância e que não cabia nas telas de poucas polegadas. É, o amor tem suas maneiras peculiares de aparecer e repreendê-lo por isso não vai mudar nada. Os dois entenderam que o melhor a se fazer era acolher aquele sentimento, o qual alimentaram por mais um ano.
Não sei se mencionei, mas os dois vivem em continentes diferentes, isto explica o grande desencontro de um encontro que nunca existiu, pelo menos não fisicamente. O amor, por outro lado, tem asas. Ele viaja para todos os cantos, à procura de um coração fértil para plantar sua semente.

Como escritor onisciente que sou, contarei esta história aos poucos, que é para não apressar os acontecimentos, então nos vemos outra hora.

CONTINUA.
Galera, criei uma página para o blog no Facebook, ali no cantinho à direita, você pode curtir e me fazer feliz. Abraços.

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

7 sorrisos compartilhados:

Mariana disse...

Rodolpho adorei!
Serei uma fiel leitora do seu blog a partir de hoje.
Espero anciosamente pelo resto dessa história =D
Bjos,
Mari (namorada Rani)

Tati disse...

Adorei o conto. Quero mais. Esse vou acompanhar direitinho e logo mais eu volto pra ler o restante dos que perdi.

Beijos

Gessy disse...

Eu também estarei aqui acompanhando esse conto, no qual essa primeira parte muito me agradou.
Beijos

Ana Seerig disse...

Belo conto. Só não gostei dessa de deixar amigos e coisa e tal de lado. Quer dizer, acho que em nenhum relacionamento isso deve acontecer, seja real ou virtual.

Mas enfim, sigamos, quem sabe esse teu conto não me surpreende?

Isadora disse...

ai ai, os amores virtuais só não são melhores que os amores de metrô!

Alexandre Fernandes disse...

Estou animado com o conto. Meio que estou vivendo algo do tipo. Só que mais perto... rs

Ei meu amigo, não some. aparece.

Saudades hein!

Abração!
Fica com Deus!

Carol disse...

AI QUE GRACINHA DE LUGAR!! VOU VOLTAR! BEIJOS