Serial Killer - Parte 8

Desta vez Amir foi o primeiro a chegar ao local e começou a analisar o perímetro. Joshua chegou em seguida e começou a fotografar os corpos e as evidências.
- Você acha que é o nosso cara? – ele perguntou ao criminalista.
- Definitivamente – foi Samuel quem respondeu – Ele recriou um dos assassinatos do Zodíaco, a garota foi baleada cinco vezes nas costas, certo?
- Sim, como você sabe? – perguntou Amir confuso.
- Como eu disse, ele copiou o Zodíaco neste crime – respondeu ele – Algum de vocês viu a Agente Weber por aí?
- Não e nem o sargento – falou Joshua.

***

- Seu celular não pára de tocar, você vai atender ou não? – perguntou o homem atrás do balcão.
- Se preo-cupe em encher o meu co-po – respondeu McNeil irritado e mais uma vez o aparelho tocou.
O homem ignorou o pedido e atendeu a chamada.
- Por favor, me diga que é a mulher dele e que está vindo buscá-lo, ele já tomou doses demais para um... O quê? Só um minuto... – ele apanhou um guardanapo e uma caneta – Pode falar. – ele anotou, desligou o celular e falou para o homem a sua frente – Escute, sargento, aconteceu um crime, aqui está o endereço – ele mostrou o papel e enfiou no bolso da camisa do velho – Vou chamar um táxi para...
- Eu estou bem... – disse o sargento e saiu cambaleando para fora do bar, assim que o homem deu a volta no balcão, ele já tinha entrado no carro e ligado a ignição.

***

- As duas vítimas apresentam marcas de mordida de algum animal – falou Amir analisando a moça – Mas não parece que foram atacados, as mordidas foram “plantadas”.
- O que você quer dizer? – perguntou Joshua.
- O assassino forçou algum animal a mordê-los.
- Isso está ficando cada vez mais sinistro.

***

A moça caminhou discretamente até o detetive e falou sorrindo:
- Eu não esperava que você fosse realmente me ligar, não depois de tudo terminado.
- Do que você está falando? – perguntou Samuel à repórter.
- Do seu caso com a Agente Weber, vocês terminaram, não foi?
- Não, nós... por que está dizendo isso?
- Eu a vi entrando em um carro com um homem por volta das 21h.
- O quê? Isso não é possível, ela... eu... Qual era o carro?
Natalie pensou por um momento e respondeu com convicção:
- Um celta sedan preto.
O detetive ligou para central imediatamente.
- Foi reportado o roubo de algum carro recentemente? – a pessoa do outro lado da linha confirmou – De qual tipo? Ah, meu Deus. – ele desligou o telefone e se aproximou de Amir. – Você pode dizer como o assassino chegou até aqui?
- Há marcas de pneu ao lado do carro e na beira da estrada, ele veio dirigindo... – o celular do detetive tocou.
- O quê? Onde? – os outros olhavam atônitos para ele – Encontraram o carro, em chamas no depósito de lixo e um corpo carbonizado dentro dele. Natalie, você sabe para onde aquele homem levou a Rita?
- Eu sou uma repórter, detetive, eu segui os dois até o local.
- O que está acontecendo aqui? O que Rita tem a ver com tudo isso? – perguntou Joshua tentando entender.
- É o que vamos descobrir, preciso que vocês vão até o carro incendiado e tentem identificar aquele corpo. Eu e Natalie vamos encontrar Rita.

***

O sargento forçava os olhos, abrindo e fechando-os para encontrar um foco nítido a sua frente, as mãos tremiam no volante. Ele demorou a abrir os olhos entre uma piscadela e outra e nem viu quando o outro carro cruzou a esquina.
O outro carro capotou e girou várias vezes. Um filete de sangue começou a escorrer da testa do sargento inconsciente e escorria pelo painel cheio de cacos de vidro.

***

Joshua e Amir estavam em uma viatura, um policial os levava ao depósito de lixo. O telefone do criminalista começou a tocar.
- Com certeza é o sargento ligando para me xingar – ele falou e atirou o telefone para o fotógrafo – Atende você, diz que eu estou ocupado.
- Alô, é o Joshua – ele ouviu as palavras e ficou boquiaberto.
- O que aconteceu?
- O Detetive Bowley e Natalie Smith sofreram um acidente.

EM BREVE - PARTE 9

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

7 sorrisos compartilhados:

@barbarakang disse...

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! RITAAAAA! :(((( QUERO MAISS PARTES!!!!!!!

vell disse...

Não li todo, mas já copiei todas as partes disponíveis para ler. As vezes posto esses tipos de texto também, sua imagição pelo visto não tem limites.

Grande beijo.

• cynthia bs disse...

Ahhhhhh, não li nenhum capítulo. Que droga. Odeio perder esses seus contos super legais! Mas nem te preocupes, vou ler agora mesmo.

E, antes que eu me esqueça, indiquei-te um selinho que encontra-se na página "selinhos" em meu blog.

Até mais**

Tati disse...

Ei calma garoto, cadê as vírgulas, ficou muito desesperador ler vc correndo assim.
Apesar de tudo, gostei um pouco do drama, mas confesso, não estou entendo nada e não gostei que ela se machucou.

Carlos F. Dourado disse...

Nossa cada parte que passa o texto vai ficando cada vez melhor, muito suspense, muito drama, muita gente morrendo, adoro historias assim.

• cynthia bs disse...

Ok ok.
Mais um selinho para ti em meu nlog (:

Não esqueça-o.

Inté mais**

• cynthia bs disse...

[aaaaaaaaaa]
Que história sinistra, Rodolpho. Nunca vi tanta inspiração, viu? Estou amando, está óóóótima, sem defeitos (:

Ah, que horror o acidente do carro da Natalie e do Samuel com o do Sargento totalmente bêbado. Coitados :x

Mas isto faz parte da elegância do conto o que a deixa ainda mais sinistra **

Indo ler a nona parte :D