Serial Killer - Parte 2

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1

O Det. Bowley chegou ao Departamento com notícias, quando a manhã já começava a esquentar.
- A vítima se chamava Mary Ann, ela foi vista pela última vez por suas colegas de trabalho, quando deixou seu ponto para atender um chamado...
- Você está dizendo que ela era prostituta? – perguntou Fayad.
- Sim, investiguei a conta do telefone dela e a última ligação foi recebida de um número restrito, provavelmente um celular descartável, às 2:50h. A ligação para nosso departamento foi feita às 3:30h, o que deu ao assassino 40 minutos para matá-la e arrancar sua pele ou vice-versa.
- Os cortes foram feitos pos mortem, por uma lâmina muito afiada, um bisturi talvez – explicou Fayad – Não havia nenhuma impressão digital ou nada que nos levasse ao autor do crime.
- Você tem certeza disso, Fayad? Você já está acordado o suficiente para assinar o laudo da perícia? – questionou McNeil.
- Sim, chefe, mas em todo caso vou fazer outra checagem – respondeu o criminalista irritado e se dirigiu ao morgue.
- Quero Rita nesse caso, interrogue as colegas de serviço da moça, faça uma lista dos clientes mais habituais e daqueles mais extravagantes e vamos pegar esse cretino – ordenou o sargento e se retirou.

***

Samuel deixou a central e foi atrás da agente.
- Hoje à noite, na minha casa – ele disse ao passar por ela e deu meia volta – Quer uma carona, Agente Weber?
- Vou usar a viatura, detetive, mas obrigada – ela sorriu e fez um gesto que dizia que eles se veriam mais tarde.

***

Amir examinava o corpo no ambiente frio do morgue, procurando por qualquer coisa que pudesse levar ao criminoso. O corte na garganta da vítima fora profundo, mas havia marcas escuras no seu pescoço. O corte nas costas fora feito com precisão, o que indicava que o assassino tivera tempo para fazer e não estava com pressa.
No abdômen da moça havia um pequeno corte que não fora visto anteriormente, era mínimo, do tamanho de um cílio.
- Olha o que eu acabei de ver – disse Joshua que entrara abruptamente no necrotério segurando uma foto. – Ela tem um pequeno corte na barr...
- Eu acabei de ver isso também, Josh. O assassino usou um bisturi, acredito que ele ia estripá-la, mas alguma coisa o impediu.
- Santo Deus, precisamos informar isso ao chefe.

***

- Ela tinha algum inimigo ou alguém que tinha algum motivo para machucá-la? – Rita perguntava para as outras garotas de programa e a maioria alegava não conhecer muito bem Mary Ann ou se negavam a conversar com a polícia. Ela foi informada de que os clientes era particulares, nenhuma tinha conhecimento do cliente da outra.
Ela estava em um beco sem saída.

***

Amir e Joshua entraram no escritório do Sarg. McNeil para informar sobre as novas descobertas, mas um assistente estava lá deixando um pacote que chegara pelo correio.
- “Ao Caro Chefe” – ele leu no destinatário e abriu a caixa dando sinal para que falassem.
- Encontramos uma coisa que talvez...
- Puta merda! – o sargento exclamou e atirou a caixa sobre a mesa.
Os outros dois olharam em seu interior e se depararam com números ensanguentados feitos de pele: 1888.
E havia um bilhete escrito em uma máquina de escrever que dizia: Haverá mais que somente um pedaço de pele faltando na próxima vítima.

EM BREVE - PARTE 3

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

3 sorrisos compartilhados:

Fernando César disse...

Vou divulgar o conto no meu site sobre serial killers, ok?

Abraço!

Tati disse...

Nossa to ficando com medo de você, como sua mente consegue essas cenas? E como seus dedos a reproduzem tão bem?

• cynthia bs disse...

Caramba!
Ta me lembrando a série "24 horas". Nossa! Ta muito boa, Rodolpho. Vou continuar a ler. [aaaaaa] to adorando.

Beijos**