Serial Killer - Parte 1


Um grito cortou a noite silenciosa e despertou o homem que dormia no primeiro andar do prédio ao lado. Tudo aconteceu muito rápido. Ele olhou pela janela a tempo de ver um vulto fugindo do local e uma sombra jazia caída na viela escura. Rapidamente seus dedos tatearam o telefone e a chamada foi feita para a polícia.

***

O Detetive Samuel Bowley foi acordado pelo celular que tocava sem parar, se desvencilhou da moça que dormia em seu braço e agarrou o aparelho. Era um chamado urgente.
Rapidamente ele se levantou da cama, vestiu uma roupa e apanhou seu distintivo, depois acordou a moça e pediu que ela se arrumasse, pois seu celular estava prestes a tocar e um segundo depois o aparelho da Agente Rita Weber tocou.
Ela levantou-se, se vestiu e os dois saíram, cada um em um carro.
O caso dos dois começara há pouco mais de um mês, mas o departamento era contra namoro entre funcionários, por isso mantinham em segredo.
Joshua Barry apanhara sua câmera fotográfica o mais rápido que pôde, assim que recebeu o chamado e já se dirigia para o local do crime, ele era o mais novo fotógrafo da perícia, com seus vinte e seis anos.
Sean McNeil, o sargento cinquentão, rabugento e grosseiro fora o primeiro a chegar ao local e examinava minuciosamente o perímetro, gritando com as pessoas que começavam a se formar atrás das faixas de isolamento, com os policiais que não conseguiam contê-las enquanto praguejava o criminalista que não chegava nunca.
Amir Fayad, recém chegado ao país, conseguira o emprego de criminalista forense por indicação de um amigo, ele caminhava apressado pelas ruas escuras quando recebeu o telefonema e correu até seu apartamento para apanhar seus equipamentos de trabalho.

***

As faixas de isolamento de uma extremidade à outra da rua cercavam a cena do crime. Havia o corpo de jovem mulher, de saia e sutiã, estirado ao chão sobre uma imensa poça de sangue.
O Detetive Bowley desceu do carro, mostrou suas credenciais e atravessou a faixa, indo na direção de Joshua que disparava diversos flashes sobre o corpo sem vida.
A Agente Weber esperou alguns minutos e chegou ao local, cumprimentou a todos e se direcionou ao corpo.
Os gritos do Sarg. McNeil ecoavam pela viela e as luzes dos prédios se acendiam por toda aquela confusão, pessoas colocavam as cabeças pela janela, ora protestando pelo tumulto, ora curiosas para saber do que se tratava aquele escândalo todo.
- Agora que você resolve dar o ar da sua graça, Fayad? – berrou o sargento assim que viu o rapaz se aproximando. – Temos muito trabalho a fazer por aqui, se seu sono é tão precioso para ser interrompido você está no serviço errado e...
Amir fechou os olhos, suspirou e fingiu não ouvir os berros, colocou as luvas de látex nas mãos e se aproximou do corpo.
- Não esquenta, daqui a pouco ele perde a voz – falou Joshua rindo.
- E então? – perguntou o detetive, que mantinha uma distância segura de Rita.
- Mulher, 25 a 30 anos – falou Amir e observou as manchas de sangue no muro de tijolos – O corte na garganta foi a causa principal da morte. Ela sangrou até morrer. – ele fez um gesto para os assistentes se aproximarem e pediu para que virassem o corpo.
- O que é aquilo? – Rita apontou para as costas da moça.
Amir apontou o feixe da lanterna para onde Rita indicara e viu que a pele da moça tinha sido arrancada para formar o número 1888.
- Mas que merda é essa? – grunhiu McNeil quando viu aquilo.

EM BREVE – PARTE 2

Tô com problemas de conexão, vou ficar sumido por uns tempos, mas vou continuar postando sempre que der. Odeio isso "/

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

4 sorrisos compartilhados:

Mahh Ruiz disse...

adorei, estou ansiosa pela proxima parte.
e sorte com os problemas de conexão.
beijos.

Rebeca Amaral disse...

Ai que saudade que eu tava de vir aqui te ver Rodolpho! Sumi mais do que nunca nos últimos dias, mas ainda tô aqui, viu? E que texto, rapaz! Cheio de mistério, adooooooro! Tem muita coisa pra eu me atualizar por aqui, né? Vou aproveitar!

Um beijo!

Tati disse...

Nossa, tadinha, 1888?
Número de vítimas que ele alcançou? haha que sinistro, deixa eu ler os próximos.

• cynthia bs disse...

O começo foi surpreendente **