Férias na mansão - Parte 4

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2 e Parte 3

Rapidamente retirei o pedaço de papel do relógio e o desenrolei à vista de Jesse, para que ambos pudéssemos ler o que estava escrito.
- “A moldura guarda um segredo” – meu primo leu. – Que moldura?
- O corredor dos quadros – eu falei sem pensar.
A mansão de vovô tem três andares, o primeiro abrange a cozinha, copa, escritórios, a sala de reuniões e outros cômodos. Os segundo andar é onde se localizam os quartos da família, os de hospedes e dos criados e o terceiro andar é um corredor cheio de cômodos desconhecidos e com quadros espalhados por toda sua extensão.
Não podíamos ficar circulando pela casa como ratos noturnos e por isso decidimos deixar para procurar pela “moldura” na manhã seguinte, sendo assim Jesse foi para o seu quarto e eu fui para o meu.
Deitei na cama, mas meus pensamentos não paravam de questionar para onde vovô estava nos levando com aqueles jogos e enigmas. Adormeci preso a esses questionamentos.
Logo cedo, após o café da manhã, Jesse me puxou pela manga da camisa e disse que queria terminar logo com aquele mistério.
Esperamos por uma deixa da criada e subimos ao misterioso terceiro andar.
- E agora? Qual moldura estamos procurando? – Jesse perguntou encarando o longo corredor cheio de quadros.
- Eu não tenho ideia – respondi e comecei a caminhar, observando cada retrato, paisagem ou desenho abstrato emoldurado.
- Você contou? – Jesse exibia um olhar irritado e eu não compreendi a pergunta – São vinte e oito quadros. Que tipo de pista é essa?
Retirei o papel dobrado do bolso e o li novamente.
- Talvez não estejamos procurando por um quadro. Aqui diz que a moldura guarda um segredo, vamos nos separar e procurar alguma coisa nas molduras.
Jesse assentiu e ficou responsável pelo lado esquerdo do corredor e então começamos a procurar por algo que nem sabíamos o que poderia ser.
- Aqui, encontrei – eu quase gritei e Jesse abandonou rapidamente o quadro em que estava vasculhando. Ambos estávamos diante de um quadro abstrato, era uma pintura a óleo do mundo na ponta de um dedo indicador gigante.
Na parte inferior direita da moldura havia uma data gravada na madeira: 06/08/1945.
- O ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial – falei.
- Mas o que aconteceu em 6 de agosto?
Apanhei meu celular, digitei a data em um site de pesquisa e assim que obtive uma resposta mostrei a tela ao meu primo.
06/08/1945 – A bomba atômica é lançada pelos EUA na cidade japonesa de Hiroshima.
- Será que isso nunca vai ficar fácil? – Jesse reclamou e antes que eu pudesse responder ouvimos um grito vindo do andar de baixo.

EM BREVE - PARTE 5

Compartilhe

Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

9 sorrisos compartilhados:

Pegadas do Coração disse...

Vim lhe dizer que tem selo pra você lá no meu blog,mano!
Abraço.

Pegadas do Coração disse...

Vim lhe dizer que tem selo pra você lá no meu blog,mano!
Abraço.

Ariela disse...

Esse conto é muito cativante!
Li todas as partes e não vejo a hora de ler a próxima!

Jéssica Trabuco disse...

Nossa.. que maravilha!
tô adorando :)

Amanda Arrais disse...

Ai, que suspense! Minha mente criativa e dramática imaginou alguém da família sendo esfaqueado no andar de baixo.
A tua riqueza nos detalhes é fascinante, adorei o conto.

=*

Carlos F. Dourado disse...

E ai Rodolpho esse conto está ficando cada vez mais interessante. Está de parabéns.

Letícia ' disse...

Olá!
Muito bom texto, como sempre!
Tem um selo pra vc no meu blog!
Tenha uma ótima semana!
=D

Amanda Menezes disse...

Ohh Rodi, porque vc faz isso hein? hdiuasohduisa To morrendo de curiosidade, quero ler logo as outras partes. :)
Beijoos e não demorar. To adorando muito. *--*
Mandy

Tati disse...

Nossa que suspense Menino. Quero mais logo. Deixa eu ir ler - o bom de ler depois é isso. Não morro de ansiedade haushaush