Crise natalina - Parte 4 (Final)

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2 e Parte 3

Noel se sobressaltou ao ver um enorme urso polar correndo em sua direção. O animal se aproximou e encarou o bom velhinho, intrigado com seu aparecimento no meio do nada. Ele passou a mão enluvada no pêlo no urso e o montou cautelosamente.
O vento forte permanecia e depois de algum tempo de caminhada, outro pontinho se destacou na imensidão branca. Noel sorriu ao ver que era Dasher e que ela estava perfeitamente bem. Ele deu uma bronca na rena pelo seu desaparecimento e os três seguiram em frente.
- Vou precisar de sua ajuda, minha amiga – ele falou à rena assim que chegaram à beira mar gelado.
Ela entendeu o recado e deixou que ele a montasse. Dasher era a mais rápida de todas, Noel estava um pouco acima do peso, mas mesmo assim ela foi capaz de voar carregando-o.

Ao chegarem à cidade do menino Nicolas, passaram em um supermercado antes, onde Noel comprou um panetone e então seguiram para o hospital.
Seu iPhone vibrou com uma mensagem dizendo que os computadores haviam sido consertados e o banco de dados recuperado. Com uma mensagem aos PDAs dos duendes ele cancelou a fiscalização.
De alguma forma a informação da visita de Papai Noel a Nicolas se espalhara pelo mundo todo e havia várias pessoas no hospital aguardando sua chegada.

Nicolas, um menino franzino, veio ao seu encontro e lhe deu um abraço, sorrindo com olhos molhados e agradeceu.
- Eu trouxe isso para você – Noel entregou-lhe o panetone.
- Venha, quero que você conheça minha mãe – o menino pegou na mão de Noel e o guiou pelos corredores.
A mãe do menino estava presa a sondas e ligada a aparelhos que monitoravam sua respiração e batimentos cardíacos.
- Ele veio mamãe, eu não disse que ele viria?
Ela sorriu para Noel e ele entendeu que acreditar é o primeiro passo para qualquer realização e que se ele existia de fato era por causa de todos aqueles que acreditavam.

A mãe de Nicolas teve o melhor Natal que ela poderia ter e seu filho se sentia orgulhoso por causa disso. A notícia da carta do garoto se espalhou para todo canto, mobilizou pessoas e entidades que se propuseram a ajudá-los como pudessem. As cartas que Noel passou a receber eram de crianças que cediam seus presentes para o menino do hospital.
Esse, como havia sido dito antes, foi um Natal sem presentes, mas no sentido material, pois todas as crianças, até mesmo aquelas mais egoístas, aprenderam o que é solidariedade e entenderam o verdadeiro sentido da época, que não é receber, e sim doar.

O aquecedor de cascos de renas foi construído e foi um sucesso. Dasher voltou ao lar. As preparações dos presentes para o próximo ano começaram. Um antivírus e firewall poderosos foram instalados nos computadores do escritório em Rovaniemi e os duendes passariam por um treinamento de boas maneiras.

“Um Feliz Natal a todos #HOHOHO.” Foi o que Noel escreveu em seu twitter à meia-noite de 25 de dezembro.

É isso, espero que tenham gostado de mais esse conto e um Feliz Natal meu para todos vocês. Abraços e curtam a Playlist de Natal.

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

4 sorrisos compartilhados:

Flor de Lótus disse...

Feliz Natal,Rodolpho para ti e toda a tua família!Que neste Natal assim como tu escreveu no teu conto tanto as crianças como os adultos valorizem o real sentido do Natal , pois Natal é acima de tudo amor e doação.
Beijosss

Charlie B. disse...

E o natal chegou, rá. Uma nova visão do Noel, bom, acho que se ele existesse seria mais ou menos assim, tecnológico até.

Charlie B.

Francilene Suri disse...

FELIZ NATAL! atrasado ... hehe!

E que 2011 seja mil vezes melhor do foi 2010 ok?
Sucesso e muito amor!

Beijos Rodolpho!

Tati disse...

É. É isso aí... Doar...

Amei o conto, cada detalhe - E achei fofo o urso carregar ele. rs

Beijos