Três amores e uma guerra - Parte 4

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2 e Parte 3

Os dois soldados caminhavam por entre as cinzas e pelos campos destruídos, agarrados ao desejo de viver e voltar para casa. Tudo ao redor era puro caos. O ar cheirava a medo e morte, o vento soprava gemidos agonizantes e ameaças terríveis. Nenhum local era seguro o suficiente.
As tropas inimigas estavam quase todas abatidas, mas havia alguns poucos homens vagando em busca de vingança. É essa a moeda vigente da guerra, a vingança, a vontade de causar dor naqueles que lhe fizeram mal.
A necessidade de se manter alerta nem os deu a chance de sentirem a perda do colega que ficara para trás, uma vida perdida e esquecida como tantas outras, uma história inacabada.
O sol se ergueu vermelho no céu, as nuvens rubras como reflexo do sangue derramado em batalha pintavam o céu do alvorecer de mais um dia imprevisível. Ao longe bombas ecoavam à guisa de "bom dia". Sons de disparos de armas automáticas e de variados calibres estouravam no ar. A terra tremia ao peso de tanques gigantescos e dos corpos tombando sem vida.
Caos, morte, destruição. A guerra não suporta adjetivos felizes. Vitória? Será que existe vitória alguma em uma guerra? A morte de tantos por uma causa banal é motivo de vitória? Não há explicações ou argumentos cabíveis para descrever esse horror que o homem criou.
Enfurnados em um abrigo mal feito, os dois soldados tentam repousar um pouco, mas a má sorte estava em seu encalço e um grupo de quatro homens os cercaram. Com as armas em punho, atiraram para matar. Derrubaram três e o quarto inimigo, vestindo um olhar de ódio, mirou no peito de um dos soldados e disparou... o outro se lançou à frente do colega e recebeu a bala em seu lugar, caiu imóvel no chão enquanto o outro disparava contra o homem, tirando sua vida.
O soldado caído, gemendo e tentando se manter consciente, puxou as duas cartas do bolso e as entregou ao que sobrevivera.
- Diga a ela... que, que eu... eu sinto muito... - ele balbuciou cuspindo sangue e deu seu último suspiro.
O soldado sozinho urrou de raiva e dor. As lágrimas desenharam riscos grossos em seu rosto sujo e ele encarou o nada, pronto para a próxima batalha.

Flashback

Cameron e Oliver se conheceram através de um amigo em comum, a amizade entre os dois fluiu de maneira suave, como se pertencessem à vida um do outro desde sempre. O próximo passo não demorou a acontecer, o primeiro beijo roubado foi a fagulha que acendeu a chama da paixão. Em pouco tempo estavam namorando.
O temperamento exigente de Cameron proporcionou ao casal dias intensos de brigas e discussões, Oliver sempre tentava manter as coisas na paz e não criar confusão, mas a garota tinha vocação para encontrar problema onde não existia, mas apesar dos momentos de crise, das separações de pirraça, o amor os unia outra vez. E assim estavam juntos há um ano, entre gritos e beijos, mas com amor e desejo de estarem juntos.

EM BREVE - PARTE 5 (FINAL)

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

10 sorrisos compartilhados:

Heloísa Lyra disse...

Estou muito curiosa pra saber quem vai voltar vivo para casa... e gostando bastante do conto ^^
beeijo :**

Gabriela Furtado disse...

Aiiii Rodolpho, tô doooida para saber como termina essa estórica (curiosidade mode on) :x
beijos, beijos

*Amanda* disse...

MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: Deixar sua amiga mais linda do mundo curiosa causa irritação, ansiedade e, principalmente, curiosidade ilimitada! rsrsrsrsrsrsrsrs...

Acabaaaa logoo com esse sofrimentoo Rodiiiiiii!!!!!!

^^

Cristiano Guerra disse...

Rodolpho, n li, como preucação. Só vou le quando as cinco partes tiverem saído, n to muito afim de morrer de curiosidade. ;D

# caso Nini n publique amanhã, vc tem como postar no lugar dela? tipo, antecipar sua vez ou colocar alguém no lugar dela, pq sinceramente to sem tempo até para ir ao banheiro. o que vc decidir, para mim tá fantástico.

Abraço ;)

Jaci Macedo disse...

Awn, estava lendo as partes anteriores que quero muito logo a parte 5 \o
Escreveste bem, como sempre.

beijos e perdão pelas faltas aqui.

Tati disse...

Oi Coruja, sei que ando ausente, mas sempre por aqui quando dar...

Estou amando o conto e sinceramente não vou votar em ninguém, acho que você pode nos surpreender muito mais do que esperamos.

Um Beijo e obrigada por todo encanto que me causa.

Thiara Ribeiro disse...

Vou chorar de qualquer jeito no final do conto, né?

^^

Tô anciosa!

;*****

Rebeca Amaral disse...

nem tô acompanhando esse conto :/ mas quando arranjar tempo vou ler tudinho, não posso perder! amei o lay!

Jaqueline Jesus disse...

Nossa essa sua história apesar de linda ta me deprimindo ;s
meu namorado é do quartel e ler textos sobre guerra me assusta muito...
Mas a história é bem interessante, vidas diferentes que se cruzam, mas todas lutam por um propósito comum. Acho que quem volta é o Oliver, porque os outros eram bem resolvidos amorosamente antes de falecerem, e ele ainda precisava acertar as contas com o amor... acho que a gente não morre deixando coisas mal resolvidas aqui...

Tava com tanta saudade daqui... desculpe pelo sumiço viu, vou tentar me manter mais presente. Beeijos Rô *-*

Thammy disse...

Me prendendo, novamente. Estou inebriada aqui, de tanta curiosidade para o próximo capítulo. Confesso, viciei nesse conto.
Muito bom.!
Beijoo!