Três amores e uma guerra - Parte 3


Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1 e a Parte 2

Emily mantinha os olhos fixos no anel toda manhã, antes de se levantar da cama. Ainda no quarto meio escuro alisava a superfície lisa envolta de seu dedo e seus pensamentos buscavam seu amor. Ela orava para que Greg estivesse vivo e que voltasse em segurança para seus braços para que pudessem construir uma vida juntos, a vida que tanto sonhavam.
Desde que ele partira para a guerra e não mandara notícias, o desespero e a saudade martelavam seu coração com pregos de tristeza que faziam sangrar lágrimas de dor. Ela precisava dele ao seu lado, precisava de sua presença e de sua voz dizendo que tudo estava bem e que assim ficaria. Ela não suportaria viver uma vida sem que ele fizesse parte.

Terri sentia o bebê se mover em seu ventre e aquilo remetia a lembranças de quando Brandon ainda estava ali, conversando e cantando perto de sua barriga para que seu filho pudesse ouvir. Ele queria tanto ser pai que certamente seria um daqueles super-protetores. A enfermeira estava morando com a mãe desde que seu marido havia partido, há três meses. O bebê já estava quase para nascer e não ter nenhuma notícia boa ou ruim sobre Brandon era sufocante.
Ela se sentia presa com as algemas da impotência que apertavam seus punhos enquanto a incerteza e o medo calavam sua voz. Seu amado prometera voltar pelo filho e essa era uma promessa que não poderia ser quebrada.

Camerom não teve a chance de se despedir de Oliver, soube pelos pais dele que ele havia sido convocado para a guerra e desde então o arrependimento bate a sua porta a cada novo dia e passa o resto da tarde ao lado dela e à noite o remorso e as lágrimas pelas palavras não ditas e pelo adeus não pronunciado se deitam com ela na cama e dividem seu sono turbulento por causa de pesadelos terríveis.
Ela enxergava seu erro e havia percebido que nem tudo deveria ser feito à sua maneira e ela apenas rezava para não ter aberto os olhos para realidade tarde demais. Ela pedia forças para poder passar pelos dias silenciosos e sem notícias de seu amor.

Houve uma manhã cinzenta nas três cidades onde cada uma morava. Nuvens negras cobriam o céu e os trovões rugiam no desconhecido. Nessa manhã uma delas recebeu a visita de um homem uniformizado e sua visita era sinal de que ela não tinha que esperar mais pela volta de seu amado. Esse homem de feições rígidas e coração duro sibilou um "eu sinto muito" e foi embora, enquanto a dor a rasgava por dentro e as lágrimas jorravam incessantes.

Flashback

Emily e Greg vinham de famílias abastadas e influentes e era de costume entre eles organizarem festas ou, pelo menos, ter seu sobrenome como destaque entre os colaboradores. Em uma dessas festas, onde os mais velhos procuravam fazer negócios, os mais jovens iam em busca de diversão. Greg estava elegantemente vestido em um terno extremamente caro quando uma moça desajeitada, dentro de um vestido estonteante, derrubou uma taça de vinho sobre ele. Foi assim que os dois se conheceram e o brilho nos olhos de cada um indicava que aquela não era uma simples história de contos de fadas que dura uma noite só, o amor que nasceu naqueles corações era para a vida toda.

EM BREVE - PARTE 4

Pessoal, o Contos Franqueados tem uma vaga disponível para um contista, quem se interessar me avisa, é para escrever um conto a cada 9 dias.

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

6 sorrisos compartilhados:

Thammy disse...

Que lindo, que lindo, que lindo.! Por que você nos tortura tanto.? Confesso que estou ansiosa pelo resto dessa história tão encantadora. Vai absorvendo a gente em cada palavra. Perfeito Rodolpho, eu amei, de verdade.!
Espero pela continuação.
Beijo!

Karla Thayse disse...

Lindíssimo!

Tenha uma semana iluminada!
Beeijo

Gabriela Furtado disse...

É incrível o teu dom para escrever contos, sabe prender direitinho as pessoas... e eu tô suuuupeeer ansiosa para saber o final, torço para que não seja o Brandon, confesso...
p.s escutei teu grito e tu, cativos, estais em meu peito...
beijos querido

Tati disse...

Ai ai me deixa aqui nessa agônia sem saber quem morreu e toda encantada com o jeito que você consegue desenhar tudo nos nossos olhos.

Quero mais!

*Amanda* disse...

Ounnnnnnnnn... vai pros meus favoritossss...

quem será que morreu... puxa q barraaaa... a minha curiosidade tah me matandoooo!!! rsrsrsrsrs


bjs***

Thiara Ribeiro disse...

Faz o Brandon voltar pra casa? Por favor! Por favor! Por favor!

Sabe que tá cada vez mais dificil torcer, né?

As histórias são tão bonitas...

=/

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