Três amores e uma guerra - Parte 2

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1

O céu estava escuro e manchado pela fumaça das explosões. No chão esburacado por granadas e minas, os soldados corriam desesperados, gritando e atirando. Numa barricada improvisada três homens se escondiam da frente inimiga que avançava.
Naquele ambiente hostil e fulminado pelo ódio, as vidas desses três homens se cruzaram. Um laço de fraternidade se criou no intuito de permanecerem vivos. Durante o fim da tarde, tiveram a sorte de escapar de uma emboscada e se refugiaram nas trincheiras de um campo árido.
Nenhum deles queria estar ali, tirando vidas de estranhos para manter a própria.
A guerra é um palco sujo onde os atores são obrigados a matar ou morrer, não há meio termo, não há tempo de pensar duas vezes... é mirar e atirar.
Os três passaram a noite no abrigo encontrado e revezavam o posto de ficar de guarda, mas a verdade é que nenhum deles conseguiu dormir com o som dos bombardeios à distância.
Eles compartilharam suas histórias e seus motivos para retornar. Cada um possuia uma história inacabada que pedia um final feliz, mas naquele lugar era praticamente impossível encontrar felicidade, só o que viam era desgraça, mortes e destruição e isso fazia o peito arder de desejo de voltar para casa enquanto a saudade machucava mais que projéteis.
Antes de irem para a batalha, cada soldado escrevia uma carta de despedida para quem deixou, caso não retornassem vivos, mas nenhum queria que essa carta fosse entregue.
Na madrugada daquele dia, um grupo inimigo atingiu o local onde estavam e houve um confronto rápido e sangrento.
Os guerreiros comemoraram a vitória até notarem que um dos seus havia sido ferido gravemente.
Permaneceram com ele por cerca de uma hora, usando os recuros precários para mantê-lo vivo, mas o ferimento fora muito profundo e ele não resistiu. Foi aí que perceberam que em uma guerra, nunca existe um lado vencedor.
Um dos que restaram apanhou a carta que o companheiro abatido levava e disse que a entregaria a quem ela se destinava.

Flashback

Brandon era atendente no hospital e em um dos seus plantões noturnos foi chamado às pressas ao quarto de um paciente que estava tendo um ataque cardíaco. Ele fez o procedimento de ressuscitamento com a ajuda de uma enfermeira e conseguiram estabilizar o paciente.
Dias depois, ele convida essa mesma enfermeira para sair e ela aceita. A química perfeita entre os dois os mantiveram unidos, além do amor que surgiu.
O casamento aconteceu dois anos e meio depois e em dois meses souberam que seriam pais.

EM BREVE - PARTE 3

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

12 sorrisos compartilhados:

Lury Sampaio disse...

Com certeza na guerra não existe nem um lado vencedor, só a paz nos faz todos vencedores...
Esperando a continuação :D
beijos.

Emi disse...

Já te disseram que você é um excelente escritor de contos?
Adorei, e tô adorando o enredo! Aliás, aqui as histórias apresentam universos completamente distintos do que estamos acostumados a ler ou escrever, e isso é ótimo!
Beijos, querido!

Tiago Fagner disse...

Valeu pelo elogio. Gostei muito também do jeito que você escreve rapaz. As vezes uma carta se torna tanto quando é a única memória de quem amamos.
Abraço!

*Amanda* disse...

Só pra comentar.....

EU ODEIO ESSES POST'S... só pq eu fiko curiosaaaaa.... rsrsrsrsrsrs...
às vezes é mto triste ter um amigo escritor... pq ele quer que nunca deixemos de seguí-lo... e o pior é que isso acontece.. sempre! rsrsrsrs...

Eu tenho certeza q eu que eu escolhi vai ficar vivo! rsrsrsrsrs

Thiara Ribeiro disse...

Aaah, Rodolpho! Não diz que foi o Brandon! =/

Coitadinha da Terri!

Esperando anciosamente a parte 3!

;*

Nini C . disse...

Nuss adorei. Gosto de contos assim. Espero a terceira parte.
Beijo.

mari ebert disse...

To adorando! hahaha principalmente, achei mt inteligente a sua definição de guerra, aquele lance do palco sujo e tal... ADORO seu blog, jah fazia um tempo que eu não vinha aqui! bjão!

Amanda Vieira, disse...

Não sei se ti digo que está ótimo, porque eu já disse mil vezes. Serei uma das primeiras a comprar seu livro.
Aqui continua belo como sempre.
bjksss

Doce Nostalgia disse...

Como você bom em contos *-*
Ahhhh invejinha boa ta? hahaha

Eu adorei, tô acompanhado, confesso que leio e as vezes nem comento sabe?
mais tô sempre aqui xeretando =p

beijos!

Lua Nova disse...

Acompanhando... não vai me dizer que é o Brandon!!! Justo o que vai ser papai!!! Vc é muito mal... rsrsr
Beijokas.

Heloísa Lyra disse...

Gostei bastante de seu blog :)
E eu queria que o Brandon voltasse pra casa vivo, mas depois desse post... tenho que esperar a outra parte ._.
estou te seguindo ^^
beeijo

Tati disse...

Literalmente pegou fogo o circo[como disse a Flá]

Muito bem escrito, vou lá ver o próximo.

Beijos