As cartas do monge sem nome - Parte 5

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4

Assim que os portões se fecharam e eu soube que jamais o veria, me esgueirei até o aposento vazio do monge expulso e procurei pela carta que ele me deixara. A encontrei dobrada debaixo do assoalho solto.

N.

Eu soube que o reconheceria facilmente quando chegasse até você e naquele inverno há cinco anos quando fui recolhido no mosteiro eu senti no mesmo instante a nossa ligação. Seus olhos te revelaram, seu semblante acalmou a minha busca. Eu entendia o risco que estava correndo ao vir até ti, mas eu precisava te conhecer, eu precisava saber quem você era. Todo o tempo que estive aqui me passando por um monge, ocultando meu verdadeiro eu e o laço que temos, nos aproximamos cada vez mais. Em cada noite que passamos juntos conversando e compartilhando histórias eu me sentia mais parte de você. Somente você conheceu meu segredo que além de tudo era seu segredo. No começo eu não compreendi seus motivos para ter partido, não entendi as leis e votos que o prendiam aqui, mas com o passar do tempo meu disfarce se transformou em uma nova vida, eu realmente passei a ser um monge feito você. Ter te encontrado somente agora, depois de tantos anos foi receoso, ponderei por um tempo a hipótese de ser rejeitado ou mal recebido por ti e me deparei com seus braços abertos para me receber calorosamente. Eu queria passar mais tempo com você, te conhecer melhor, aprender mais, mas sei que toda essa mentira deve acabar, sei que não nos veremos outra vez. Levo algumas de suas cartas escondidas comigo para entregá-la, vou fazê-la entender seu lado e suas escolhas.
Saiba que esses anos ao seu lado, foram os melhores da minha vida, pai.

N.

EM BREVE - PARTE 6

Compartilhe

Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

15 sorrisos compartilhados:

Janetinha disse...

Textos sempre maravilhosos!
Bjos.

Vanessa Monique disse...

Que bafão oO
como assim? Pai?
Não esperava por isso.

mt bom
:*

Milla disse...

Bom, agora que eu descobri que ele é o pai do monge sem nome, estou menos curiosa. Mas isso não quer dizer que eu não queira saber o final do seu conto :)

Jaqueline disse...

nossa! :O
essa foi de mais.
então as cartas que ele mandou eram pra mãe desse monge anônimo?que tenso, rs.
quero a continuação *-*

Cristiano Guerra disse...

:o
Rpz, aquela perguntinha básica: como assim?
Tô quase pondo o pacote de pipoca no microondas pro próximo.

Ariana disse...

História ta ficando muito boa, tu tens talento!
Adorei o blog!

bjos

Carolyne Mota disse...

Ah como eu gosto desses mistérios que quando são revelados nos deixam perplexos ou até mesmo emocionados.
Espero pela a parte 6!
Beijos ;*

@juusep disse...

Cada trecho se faz muito bem sozinho!

Ariela disse...

Nossa, eu tinha lido a primeira parte do conto e depois não tive tempo de entrar no computador novamente, mas agora que tive tempo, a primeira coisa que fiz foi vir aqui ler as outras partes.
É impressionante como os seus textos me prendem!

Parabéns!

Grafite disse...

As palavras em ordem e construção perfeita são o resultado de textos incríveis!!!
Parabéns!
adoro aqui...

beiijo
*.*

*Amanda* disse...

Páraaaaaaaaaa tudoooo... uma semana depois eu consegui ler a parte 5!!!!

tô rosa chicleteee!!!!

=0

querooo saber horroress... tudooo!!!! rsrsrs

ameiiii*

surpreendente!!!

bjs*

Tati disse...

Está ótimo Moço. Melhor a cada Carta.

Amando cada detalhe.

Doce Nostalgia disse...

Hahahaha, que babado!!!!!!!!!!
O bom mesmo e que ninguem esperava!

Rebeca Amaral disse...

hãããããããã? como assim, pai?
agora confundiu tudo, menino!

conta maiiiiiiiiis!

Mandy disse...

:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O COMO ASSIM PAI?
Meu deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeus. Dexa eu ir logo pra parte 6.