As cartas do monge sem nome - Parte 3

Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1 e Parte 2

S.

A cada dia minha vontade de te possuir aumenta mais, a medida que meu lado são enlouquece aos poucos. Nunca pensei que querer não te querer me doesse tanto, nunca imaginei que o desejo carnal poderia ser insaciável. Eu anseio o não te amar, anseio pelo dia em que meu coração vai bater aliviado e mais leve por não te carregar mais, anseio pela calma em meu desejo avassalador de te ter, tocar e sentir. Meus pensamentos me encolhem diante de minha escolha, me conto mentiras mal elaborados e finjo acreditar nelas. Me corrompo em devaneios sóbrios de você.
Eu fiz os votos. Os fiz por escolha e o arrependimento me fere como adagas em brasa. Eu dei as costas a quem eu era para tornar quem eu sou, eu decidi recomeçar e afundar o passado no poço mais profundo que existia, mas a escuridão me enganou e esse poço se mostrou ser raso e rapidamente o passado transbordou.
Não quero seu perdão, não peço compreensão e nem aceitação. Eu quero apenas seguir adiante e apagar tudo o que construímos, mas o que fizemos não pode ser desfeito. Plantamos a semente de um fruto que agora vive entre nós.
Entenda que meu mundo só é completo com você, mas você é minha ruína.

N.

O Abade esperou pacientemente pela resposta do monge à sua frente.
- Meu nome não é João - ele finalmente disse e pela primeira vez em todos aqueles anos sua voz foi ouvida. O superior sacudiu a cabeça lentamente e fez um gesto para que ele continuasse, mas o irmão se calou.
- Você entende que deve dizer a verdade? Preciso ouvir tudo o que você guarda - disse o Abade.
- A verdade é um hábito sujo, senhor, que somente aquele que o vestiu deve lavar - o monge falou depois de algum tempo - O que o vai acontecer comigo?
O prelado do mosteiro analisou a resposta e ponderou por um minuto, pronunciando em seguida o que deveria acontecer com o monge.

EM BREVE - PARTE 4

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Mais sobre o dono dos sorrisos

Autor de sorrisos. Sou aquele que fala sobre o que sente e o que não sente com a mesma veracidade. Há quem diga que sou feito de palavras e quem sou eu para discordar? Ao ler minhas (entre)linhas nosso laço se aperta e assim podemos ser íntimos, de alguma forma. Contatos: rodolpho.padovani@hotmail.com

19 sorrisos compartilhados:

Jaqueline Jesus disse...

aaaaaaaaaah como você para numa parte dessa?
eu to SUPER curiosa pra saber quem ele é, e quem é essa pessoa pra quem ele escreve.
posta logo a outra parte heiin *-*
beijos

Cristiano Guerra disse...

Sim! O que vai acontecer com ele? Parar assim bem no meio é pra tirrar onda, né? Enfi, todos nós vamos ter de seprar pelo resto.

" e esse poço se mostrou ser raso e rapidamente o passado transbordou. "

Essa construção é digna de Machado. O conto tã ficando cada vez mais fantástico. Parabéns.

- maria elis disse...

só espero que ele não vá parar em uma forca antes de ser revelado os segredos '-'

beijas, moço :*

*Amanda* disse...

arggg... que raivaaaaaaaaaa...
como assim... vc para nas melhores partesss???!!!

xapeii! rsrsrsrsrsrsrs

Tati disse...

A cada carta eu vou gostando mais e ficando mais curiosa.

Muito bem escrito Moço.


Beijos

Mandy disse...

Isso agora foi golpe baixo viu. Como vc faz isso Rodolpho Padovani? Como vc termina assim, bem numa parte dessa? =X
Enfim, to adooorando e to muito curiosa pra saber qual vai ser o final de tudo isso. :)
E bom, agora eu vou ler os outros textos que perdi. ♥
Beijoos
Mandy

Milla disse...

Huummm..muito bom até agora. Ah ele falar que o nome dele não é João isso todo mundo já sabia! Quero saber mais :/

beijos

Carolyne Mota disse...

Ah, mas isso é crueldade, na melhor parte você para de escrever! Rs. Espero ansiosamente pela continuação.

Abraço.

daniella disse...

muito suspense :x HIAUSHUIOAH quero saber logo como isso acaba !

Evelyn Ceinwyn . disse...

Tem um mimo todo especial para você lá no meu blog, passa lá.

http://folhasdemeuoutono.blogspot.com/2010/08/blogs-selo-de-ouro.html

Beijos <3

Mari E. disse...

Eu tive que ler a parte dois antes para entender, mas agora que eu já li tudo estou doida para saber o que vai acontecer com o monge e quem é a tal mulher. Espero ansiosa pela próxima parte, e obrigada pelos conselhos lá no meu blog, bjão!

Luria Corrêa , Martins . disse...

"Os fiz por escolha e o arrependimento me fere como adagas em brasa" . A frase me tocou Rodolhpo, já quase disse o mesmo, e isso me fez lembrar de várias cenas. Adorando o conto, e aguardando a continuação.

bejs :)

Amanda Vieira, disse...

Me faz um favor, quando escrever seu livro me avisa?
quero ser a primeira a comprar! :) adorei
você é demais.

@barbarakang disse...

Que sacanagem essa paradinha ai! :((
quero mais!

Grafite disse...

lindoooo!Parabéns...
já estou ansiosa para o próximo...

beiijo
*.*

Taynara Ambrósio disse...

ME AJUDE POR FAVOR.

tive dois textos meus plagiados, e gostaria que vocês blogueiros me ajudassem a pedir para o 'ser' que publicou meus textos no blog, para dar os créditos OU deletá-los.

O plágio -> http://umabelamelodia1.blogspot.com/2010/07/so-resta-voce.html

Original -> http://trueslove.blogspot.com/2010/06/escolhas.html

Outro plágio -> http://umabelamelodia1.blogspot.com/2010/07/med.html

Original -> http://trueslove.blogspot.com/2010/06/experimentando-me.html

quem puder comentar lá, eu agradeço. Pois somente quem é blogueira(o), sabe como isso é revoltante, e lembrem-se: PODERIA TER SIDO COM VOCÊ.

daniella disse...

estou repassando um selinho pra voce no meu blog (:

Rebeca Amaral disse...

"Me corrompo em devaneios sóbrios de você."
"A verdade é um hábito sujo, senhor, que somente aquele que o vestiu deve lavar"
Quanta inspiração. Meu Deus!
Filosofia pura, Rodolpho!
Arrasou!
Espero ansiosamente pela continuação!

Jéssica Trabuco disse...

tô curiooooooooosa! rs