<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066</id><updated>2012-02-15T08:17:09.188-02:00</updated><category term='Linhas livres'/><category term='Sonhos'/><category term='Clica em sim'/><category term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><category term='Mensagens'/><category term='Falando de amor'/><category term='Das dúvidas que estão pelo caminho'/><category term='O valor de uma amizade'/><category term='Conto'/><category term='Homenageados'/><category term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category term='English'/><category term='Citações de outrem'/><category term='Poema'/><category term='Sorrisos alheios'/><category term='De um refinado gosto musical'/><category term='Interação'/><category term='Parceria'/><category term='Andei pensando'/><category term='Sessão Picadinho'/><category term='Selo'/><category term='Desafio'/><category term='Da sessão animal'/><category term='Gincana'/><category term='Pra pensar na vida'/><category term='Das cartas de Nathaniel'/><title type='text'>A arte de um sorriso</title><subtitle type='html'>"Um dia sem sorrisos é um dia perdido!" (Charles Chaplin)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>336</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2118587662697742791</id><published>2012-02-12T02:31:00.003-02:00</published><updated>2012-02-12T14:43:24.199-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linhas livres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Take a sip of me</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0-fv_uQE3Rc/Tzc_4G079AI/AAAAAAAAAxE/aXxdH3trp_s/s1600/tumblr_kqm6a8cyRQ1qzwdn5o1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-0-fv_uQE3Rc/Tzc_4G079AI/AAAAAAAAAxE/aXxdH3trp_s/s1600/tumblr_kqm6a8cyRQ1qzwdn5o1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando olho no relógio, enxergo mais que meras horas. Meu olhar alcança além dos ponteiros e se lança no desconhecido em busca da trilha da esperança que já desvaneceu em mim. Eu busco a verdade por trás do amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O tempo passa, a vida passa e o coração apenas bate dentro do peito, inerente ao amor. E o que é este sentimento inconstante e volátil que todos falam? É possível que todos realmente o sintam percorrer suas veias e ser bombeado pelo corpo? Ele é real ou fruto da imaginação de um gênio que o criou com a maquiavélica intenção de tornar o mundo um lugar insano? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu queria que o amor fosse palpável. Eu queria tocá-lo. Queria bebê-lo e sentir seu gosto, ora docemente fatal, ora amargamente suave. Mas amar é conjugar um verbo errante, que se perde nas entrelinhas e se enfeita de poesia para tornar-se atraente e belo. Amar é correr riscos, é caminhar numa corda bamba feita de barbante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Minhas divagações saltam em minha mente como disparos de armas, elas voam e passam zunindo em minha frente. Às vezes eu desvio delas, outras eu me atiro em sua frente e peço para ser atingido. Quero que minha camisa branca se manche com o rubro líquido quente que vaga dentro de mim. Quero que o amor vaze. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Como expelir um sentimento que pode ser irreal? Não sei se o tenho dentro de mim. Preciso de uma confirmação. Fecho os olhos e a imagem daquela pessoa se materializa em meu pensamento, um truque barato de mágica para enganar meu coração. O coração não pensa, ele não foi feito para tal. Ele foi feito para pulsar e sentir. Pulsar e sentir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma xícara quente de café se acomoda entre meus dedos e aquece as palmas de minhas mãos. Sinto o calor atravessar a porcelana e tocar minha pele. O calor é real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez se eu me transformasse em bebida você poderia me sentir. Meu ser deslizaria pelos seus lábios e dançaria pela sua língua, assim você provaria meu sabor e me possuiria dentro de ti. Só assim. Meu calor seria o seu. Meu gosto apeteceria seu desejo de amar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Os livros na minha frente transbordam palavras e muitas palavras são jogos de adivinhações. Elas supõem conhecer o amor. Elas tentam desvendar seu segredo obscuro de ser o que é. Elas imploram insistentemente pela sua definição. E o amor simplesmente se emudece. Ele é um tirano silencioso que jamais se dobra às vontades alheias. O amor é um ditador. Ele rege e você obedece. Não gaste suas forças tentando provar que o contrário disso é minimamente possível, no final você só vai envergonhar-se por ter que admitir que estava errado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O amor é maior que o tempo, ele é atemporal, alguns podem dizer. Afirmar coisas a seu respeito é bem do feitio do homem que usa as palavras de forma incoerente e se perde em seus diversos sentidos. Não aprisione o amor em palavras. Não o tranque entre aspas. Amor e gramática não se fundem, ele sempre foge à regra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Minhas teorias roubam o tempo que o tempo rouba de mim. Eu não sou atemporal. Eu existo, coexisto até. Ponderar sobre o amor é o mesmo que desejar viver eternamente. Nenhum mortal vai compreendê-lo inteiramente e essa é a beleza por trás do amor. Mistérios enchem os olhos e a boca. Segredos são instigantes. Verdades são convenientes, mas nem sempre são verdadeiras e esse é um paradoxo complicado de mais para as divagações deste mesmo dia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu realmente queria caber em uma xícara. Você a pegaria delicadamente pela asa e o vapor do meu existir sussurraria “beba-me”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;O nome do texto em português é "Tome um gole de mim". Não é o nome de uma música nem de um filme, eu optei por deixar em inglês só para causar curiosidade mesmo. E sim, o blog está de cara nova, tomei vergonha e mudei o layout. Abraços.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2118587662697742791?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2118587662697742791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2118587662697742791&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2118587662697742791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2118587662697742791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/02/take-sip-of-me.html' title='Take a sip of me'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0-fv_uQE3Rc/Tzc_4G079AI/AAAAAAAAAxE/aXxdH3trp_s/s72-c/tumblr_kqm6a8cyRQ1qzwdn5o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2509186804725343882</id><published>2012-02-06T01:35:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T01:35:33.856-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Segredo circense</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_kCwHEgzcFU/Ty9KF8bejgI/AAAAAAAAAw8/k90fUXjSyhI/s1600/raymond-voinquel-from-trapeze-1956carol-reed-film-220376-477-650_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-_kCwHEgzcFU/Ty9KF8bejgI/AAAAAAAAAw8/k90fUXjSyhI/s1600/raymond-voinquel-from-trapeze-1956carol-reed-film-220376-477-650_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quer descobrir esse segredo?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2012/02/segredo-circense.html"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Sim&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Clique em&amp;nbsp;&lt;b&gt;sim&amp;nbsp;&lt;/b&gt;para ler meu novo texto na&amp;nbsp;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Franquia&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2509186804725343882?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2509186804725343882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2509186804725343882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2509186804725343882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2509186804725343882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/02/segredo-circense.html' title='Segredo circense'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_kCwHEgzcFU/Ty9KF8bejgI/AAAAAAAAAw8/k90fUXjSyhI/s72-c/raymond-voinquel-from-trapeze-1956carol-reed-film-220376-477-650_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7607586722783103147</id><published>2012-02-02T23:20:00.001-02:00</published><updated>2012-02-03T13:31:27.810-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Gestos e sorrisos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu sempre acreditei que romances fossem feitos para pessoas perfeitas, para aquelas que não têm nada em falta e que até possuem atributos sobrando, mas quando meu coração começou a dar sinais diferentes eu percebi o quão equivocado eu sempre estivera. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-n7ZXCkDyaDk/Tys2Lggk5RI/AAAAAAAAAws/Xy8CRPemXlU/s1600/sinal_eu_te_amo_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-n7ZXCkDyaDk/Tys2Lggk5RI/AAAAAAAAAws/Xy8CRPemXlU/s1600/sinal_eu_te_amo_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela era aquele tipo de garota que está sempre apressada ou distraída demais, portanto eu jamais seria alvo de sua atenção. Jamais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Todas as manhãs pegamos o mesmo ônibus para ir à escola. O sono que paira sobre mim rapidamente se dispersa quando ela sobe os degraus e procura um assento vazio. Meus olhos se abrem avidamente e eu me ponho a observar de longe... Os cabelos castanhos esvoaçantes, o tecido do vestido liso sacudindo pelo rufar do vento, os braços alvos carregando os materiais e os lábios curvados em um sorriso que parece eterno e até mágico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu não aceno, claro. Sou um estranho para ela. Apenas me resumo a assistir seu desfilar pelo corredor até a porta de saída quando chega sua vez de descer e um dia desses, eu posso jurar que um fiapo de seu sorriso escorregou e sacudiu-se no ar em minha direção feito folha seca no outono, tão singelo. Não me contive de emoção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Numa manhã tocada pela cálida luz do sol, ela entrou no ônibus e caminhou... meu coração deu um salto triplo e agarrou-se nas cordas vocais silenciosas enquanto ela se aproximava. E ela sentou-se exatamente no assento livre ao lado do meu. Com tantos outros lugares ela resolveu sentar-se ali. Respirei profundamente e olhei desinteressado para a janela. De esguelha pude ver que ela sorria. Sim, ela sempre sorria, não é? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Desgrudei os olhos do vidro pouco antes de ela descer e congelei-me quando ela acenou um tímido adeus. Ela acenou? Eu não estava sonhando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Na manhã seguinte ela disse um “oi” tão sonoro que parecia música. Vi as notas pairarem no ar por uma fração de segundos. Levantei a mão num rápido aceno e ela sorriu, como eu esperava que fizesse. Desta vez aquele sorriso foi todo para mim, quase despenquei do banco, nocauteado pela sua beleza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu tive medo de contar a ela que eu era uma pessoa defeituosa, tive medo de espantá-la e de nunca mais poder ter porções de sorrisos matinais. Então eu escrevi um bilhete e deixei-o cair convenientemente no meio de seus livros quando ela saía e me deixava seu sorriso comigo. Eu sempre o guardava, na minha mais recente memória, para contemplá-lo por horas até mesmo de olhos abertos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Para minha surpresa ela voltou a sentar-se comigo no outro dia e fez um gesto de que me compreendia. Aquele foi o golpe que tirou todo meu fôlego e meu coração atirou-se em pulsares desenfreados. Ela me entendia. Melhor do que isso, ela aceitava minha condição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu tinha tanto para falar para ela, tinha tantos sorrisos para compartilhar e gestos para mostrar. Ela era paciente. Perguntava quando não entendia e aprendia rápido. E seu interior era lindo, carinhoso e puro. Ela era uma em um milhão. Que sorte a minha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Em casa escrevi linhas e mais linhas do que eu queria que ela soubesse. Eu não vejo a hora de lhe dizer aquilo tudo que eu decorei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando ela entrou no ônibus, cabelos caídos e sedosos, vestido de tom claro, caminhando até mim, tudo que eu gastara horas decorando no dia anterior, simplesmente desapareceu. Eu me vi perdido numa sala escura, sozinho e sem saber o que fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Então meu coração tomou-se de uma coragem que eu nunca vira e controlou meus movimentos. Ela sentou-se perto de mim com seu sorriso a tiracolo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu ergui minha mão. Estendi o polegar, o indicador e o mindinho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O sorriso dela se alargou e eu afundei nele, inebriado. Ela sabia que aquele gesto significava “eu te amo” em libras. Ela fez um gesto semelhante e então meu sorriso abriu-se tão bobo que eu achei que mais parecia uma careta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela nunca se importou de conversar com um mudo e eu adorava o som da voz dela e de sua risada quando ela se perdia nos sinais. Ela tinha voz e eu não, de certo modo, completávamos um ao outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Romances não foram feitos somente para quem é perfeito, pois ninguém é perfeito até que aprenda a amar e perfeição é ponto de vista. De onde eu olho, aquela garota que agora é parte constante de minha vida, é perfeita para mim e de onde ela olha, eu, tão incompleto, também sou perfeito para ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela sorri. Um sorriso assim, perfeito demais para descrever, não existem palavras nem sinais que possam explicar como ele é. E ela o entregou a mim. Só a mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7607586722783103147?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7607586722783103147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7607586722783103147&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7607586722783103147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7607586722783103147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/02/gestos-e-sorrisos.html' title='Gestos e sorrisos'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n7ZXCkDyaDk/Tys2Lggk5RI/AAAAAAAAAws/Xy8CRPemXlU/s72-c/sinal_eu_te_amo_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2075407694231182960</id><published>2012-01-30T17:09:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T17:09:14.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O shyriano - Parte 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Para entender leia a&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-66LerwQFEWU/TybqpiO2YkI/AAAAAAAAAwk/ed6HaPBdskk/s1600/IC405HaRGB_185%252050%252050%252055_a_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-66LerwQFEWU/TybqpiO2YkI/AAAAAAAAAwk/ed6HaPBdskk/s1600/IC405HaRGB_185%252050%252050%252055_a_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu posso explicar tudo...&amp;nbsp; – Max começou, mas o pai ergueu a mão para interrompê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Vá já para a cama, isto não são horas de um garoto estar acordado. Vamos – o pai esperou-o deitar-se. O olhar de Max buscou Kwinx, mas não o encontrou. O pai apagou a luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;As estrelas no teto começaram a brilhar fracamente. O garoto dos olhos roxos apareceu do lado do telescópio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Você pode ficar invisível? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não – ele respondeu secamente – Me adaptei à cor ambiente. Mimetismo. Como um camaleão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Uau! – Max exclamou – Por que você veio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu não vim. Eu caí. – ele observou uma expressão formar-se no rosto do humano. Confusão. Incompreensão. Ele suspirou, foi algo novo e diferente. Então contou como tudo acontecera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18.0pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Webdings;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele estava numa simulação de corrida de orbes com outros shyrianos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Tudo aquilo que você vê não é real. O céu – ele contou. – Toda a extensão estelar é uma muralha entre o meu mundo e os demais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- As estrelas não são reais? – Max indagou com pesar na voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não. E sim. Elas são luzes afixadas na muralha. A muralha nos protege...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mas as estrelas estão por toda parte no universo, como podem estar presas em algo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- A muralha não é apenas uma barreira. É um campo imenso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Você está dizendo que o seu mundo é do tamanho de todo o universo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Kwinx notou algo na voz do garoto. Ceticismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não. A muralha é. Meu mundo fica atrás da muralha. Lá é onde praticamos a corrida de orbes – ele apontou para a janela, para fora. Para o objeto prateado no gramado – Mas a muralha tem falhas, algumas rachaduras e fendas. Portais. Um outro shyriano – ele soltou um som gutural de raiva – bateu em meu orbe e me empurrou. Caí em uma fissura na muralha e a atravessei. Podemos controlar os orbes acima dela, mas uma força maior me impediu de voltar e eu caí. Caí em um dos planetas proibidos. O seu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Planetas proibidos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Nós temos o conhecimento de uma vasta parte do universo. De várias galáxias. Não deixamos Shyrejo. Nunca. Nosso mundo é nosso lar. Não se abandona o lar – ele experimentou uma sensação melancólica humana. Tristeza – Existem nove planetas dentro no nosso saber que são proibidos. Perigosos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Por que a Terra é um deles? – Max quis saber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Por causa dos humanos, obviamente. Eu preciso avisar Shyrejo que estou bem antes que...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Max sentiu um arrepio na nuca e esperou pelas palavras do shyriano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Antes que haja uma guerra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;EM BREVE - PARTE 5&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2075407694231182960?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2075407694231182960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2075407694231182960&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2075407694231182960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2075407694231182960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-4.html' title='O shyriano - Parte 4'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-66LerwQFEWU/TybqpiO2YkI/AAAAAAAAAwk/ed6HaPBdskk/s72-c/IC405HaRGB_185%252050%252050%252055_a_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2473509358399340233</id><published>2012-01-26T16:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T16:55:50.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linhas livres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Quero...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OfjszEfWmws/TyGhJOriUYI/AAAAAAAAAwc/rzr_UYm7ko8/s1600/tumblr_lxlmxaPt1J1qcqxn9o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-OfjszEfWmws/TyGhJOriUYI/AAAAAAAAAwc/rzr_UYm7ko8/s1600/tumblr_lxlmxaPt1J1qcqxn9o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero beijos molhados, lábios com gosto de paixão e textura de nuvem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o toque, a pele eriçada e os sentidos afiados feito lâminas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero olhar com clima de mistério, sussurros ricocheteando pelas paredes e visões do paraíso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o calor do impulso, o contato da aproximação e o som dos gemidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o aperto do prazer, o enlace da luxúria e o expurgo do pudor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero a regência da lascívia e o despertar do pecador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o domínio das sensações e o sabor da tentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero a fome do desejo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o tempo preso em meus dedos, a liberdade do desbravar e suas mãos sobre mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o desvendar do oculto, o cheiro do hálito libertino e a possessão da sua vergonha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero trepidações dos ossos, distensão dos músculos e pressão da carne.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero trejeitos desnudos, fantasias desmascaradas e medos rasgados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o destroçar dos anseios, o riso do gozo e a pureza do acontecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero a face da verdade e o odor do clímax.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero sua voz me pedindo para devorar-te pouco a pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero a sede de você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o momento arfante do delírio, o cravar das unhas e a força carnal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o entrelaçar da alma, a fusão dos corpos e o encaixe dos sentimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero alimentar as vontades, entregar-me por completo e sorver seu mel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero o silêncio depois do fim, o sorriso de contentamento e um suspiro escorregadio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero a palavra não dita, o refrescar do suor e o sibilar do cuidado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero semicerrar os olhos e adormecer com você em meus braços sabendo que vou acordar do seu lado.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Galera, a próxima postagem será a continuação do conto em partes. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2473509358399340233?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2473509358399340233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2473509358399340233&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2473509358399340233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2473509358399340233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/quero.html' title='Quero...'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OfjszEfWmws/TyGhJOriUYI/AAAAAAAAAwc/rzr_UYm7ko8/s72-c/tumblr_lxlmxaPt1J1qcqxn9o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8586082330101265019</id><published>2012-01-23T21:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T21:22:09.205-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O shyriano - Parte 3</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Para entender leia a&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IyTLbMDCJfM/Tx3rfKUL8bI/AAAAAAAAAwU/_PxFsrc8xp0/s1600/tumblr_l5bomeFSce1qc9gh2o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-IyTLbMDCJfM/Tx3rfKUL8bI/AAAAAAAAAwU/_PxFsrc8xp0/s1600/tumblr_l5bomeFSce1qc9gh2o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Max agarrou o garoto pelo braço e o arrastou até sua bicicleta caída. Ele montou e fez um gesto para o outro subir na garupa, mas o que aconteceu deixou-lhe ainda mais perplexo. O garoto estranho sacudiu as mãos e o objeto metálico em que ele estava, deslocou-se pelo subsolo e rasgou a terra como uma bolha prateada no meio dos dois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mais rápido. Mostre o caminho – o garoto disse e o puxou para dentro do globo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A bicicleta ficou jazida no meio do campo quando o orbe afundou outra vez na terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18.0pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Webdings;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O interior da esfera era oco e iluminado naturalmente, não havia telas, nem botões, nem luzes piscando. Apenas dois pinos na parte superior, feito estalactites de prata. O garoto o controlava de alguma forma que Max não soube explicar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Qual o caminho? – o garoto dos olhos violeta perguntou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não sei me guiar por baixo da terra – Max falou tentando esconder o desapontamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Para onde?&amp;nbsp; – o outro insistiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Para casa...&amp;nbsp; – Max mal terminou de dizer e a esfera acelerou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Houve um solavanco como quando o elevador está prestes a subir e a esfera abriu-se no meio. Eles estavam no quintal de Max. A grama bem cuidada pelo pai fora destruída e um buraco estava aberto no meio do gramado, com o que parecia ser uma laranja gigante de metal partida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Meu pai vai ficar uma fera – ele murmurou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Fera? – o garoto repetiu e viu um animal selvagem invadir seus pensamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Vamos, não podemos ficar aqui – Max disse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18.0pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Webdings;"&gt;ü&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Em seu quarto, com o abajur ligado, Max encarou atenciosamente o garoto sentado em sua cama. Ele tinha a pele alva, a mais clara de todas que ele já vira e aqueles olhos violáceos que tanto lhe tiravam o sentido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- O que é shyriano? – ele perguntou. (A pronúncia correta da palavra é &lt;i&gt;siriano&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu sou – o outro respondeu – Meu lar, Shyrejo (pronuncia-se &lt;i&gt;Sreio&lt;/i&gt;) – ele apontou para o teto, mas Max entendeu que ele se referia ao espaço. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Qual o seu nome? – o outro fez um som gutural incompreensível. – Não consigo falar seu nome, me desculpe. Posso te chamar de shyriano?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não. Shyriano não é nome, é ser. Eu sou – o garoto o repreendeu duramente. – &lt;i&gt;Kwinx&lt;/i&gt; – ele repetiu o som de maneira mais humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Kwinx?&amp;nbsp; É um bom nome. Eu sou Max.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18.0pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Webdings;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Kwinx observou o quarto de Max e foi capaz de identificar várias coisas, por causa do processo de implantação de informações terráqueas quando tocou no humano. Seu olhar depositou-se no telescópio. Sem nenhuma mesura, ele foi até o objeto e fixou o olhar no céu. No universo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Na muralha brilhante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A porta do quarto se abriu repentinamente e a silhueta do pai de Max recortou-se na escuridão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- O que está acontecendo aqui? – ele perguntou. Irritado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;EM BREVE - PARTE 4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8586082330101265019?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8586082330101265019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8586082330101265019&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8586082330101265019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8586082330101265019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-3.html' title='O shyriano - Parte 3'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IyTLbMDCJfM/Tx3rfKUL8bI/AAAAAAAAAwU/_PxFsrc8xp0/s72-c/tumblr_l5bomeFSce1qc9gh2o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2149448398873674424</id><published>2012-01-19T18:25:00.004-02:00</published><updated>2012-01-20T13:48:32.294-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O shyriano - Parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Para entender leia a&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mapoiPzkghU/Txh9OZUb53I/AAAAAAAAAwM/_Gr3CyUHaiM/s1600/enhanced-buzz-12334-1323362937-24_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-mapoiPzkghU/Txh9OZUb53I/AAAAAAAAAwM/_Gr3CyUHaiM/s400/enhanced-buzz-12334-1323362937-24_large.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tudo aconteceu muito rápido. A corrida. A prisão no orbe. A queda da muralha brilhante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele agarrou-se firmemente aos pinos do núcleo do orbe enquanto sentia uma força devastadora sugá-lo para algum lugar. Logo as chamas envolveram toda a cápsula e a queda continuou por mais algum tempo até encontrar algo sólido que a interrompeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele conseguiu abrir o orbe metálico, que permanecera intacto durante todo o percurso e não sofrera nenhum dano com o impacto e o cheiro de fumaça tomou o ambiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao adaptar a vista para o local, não demorou muito para descobrir onde estava. Ele caíra em um dos nove planetas proibidos – a Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lembrou-se de seu treino e da fisionomia de um terráqueo e rapidamente tomou a forma de um.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pouco tempo depois estava diante de um humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;ü&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Max olhou para a cratera e se deparou com um garoto. Ele vestia uma blusa cinza e uma calça escura. Os pés estavam descalços e os cabelos cor de amêndoa dançavam feito um halo pela brisa, os olhos, porém, chamaram sua atenção. Eram roxos, de um roxo diferente de qualquer roxo que ele já tivesse visto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O garoto estava dentro de uma grande esfera prateada e espelhada, o fogo começava a se extinguir e a fumaça espiralava e desaparecia no ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Quem é você? – ele perguntou, ainda com os olhos arregalados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;i&gt;Khir-kûn han tëuh&lt;/i&gt;&amp;nbsp;– o garoto respondeu, mas sua voz soou feito o som de algum animal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Max franziu a testa e estendeu a mão para ajudar o garoto levantar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;…&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele observou a forma humana surgir em sua frente. Era um dos pequenos. Tinha uma expressão no rosto que ele não soube identificar. Medo, talvez? Não. Não era medo. Era algo diferente. Curiosidade? Quase. Espanto. Era isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O humano fez ruídos com a boca. Fala. Ele o imitou, mas pareceu surtir efeito contrário ao que esperava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A mão do humano voltou-se para sua direção. Ameaça?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ajuda. Ele constatou e agarrou-a para se levantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim que tocou a pele do humano todas as características, expressões, sentimentos, formas de comunicação e sensações dos terráqueos foram-lhe implantados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eu sou o shyriano – ele disse e ouviu sua voz humanoide. Nem alta, nem baixa. Suave como uma lufada de ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;ü&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 27px;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Max estava prestes a dizer alguma coisa quando viu que faróis intermitentes e coloridos se aproximavam do local. A polícia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele tinha que tirar o garoto desconhecido dali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Venha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;EM BREVE - PARTE 3&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2149448398873674424?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2149448398873674424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2149448398873674424&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2149448398873674424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2149448398873674424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-2.html' title='O shyriano - Parte 2'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mapoiPzkghU/Txh9OZUb53I/AAAAAAAAAwM/_Gr3CyUHaiM/s72-c/enhanced-buzz-12334-1323362937-24_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4243198832277263685</id><published>2012-01-16T17:54:00.002-02:00</published><updated>2012-01-16T18:52:41.338-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O shyriano - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html" style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que quando a lua se esconde e as estrelas piscam como vagalumes no céu negro, é noite de mistério. É noite vestida de enigma e cheia de sorrisos secretos. É a noite em que uma história incomum viu seu primeiro capítulo ganhar vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y0mg_4dZM48/TxR_hBLWCnI/AAAAAAAAAv4/C3YCpfoiYDQ/s1600/tumblr_lxd0rhzI9n1qargfho1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y0mg_4dZM48/TxR_hBLWCnI/AAAAAAAAAv4/C3YCpfoiYDQ/s1600/tumblr_lxd0rhzI9n1qargfho1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A cidade estava a alguns quilômetros de distância. Silenciosa e adormecida. Os campos cerrados em seus arredores observavam a brisa levantar uma fina nuvem de poeira para depois libertar os grãos nas mãos da gravidade. E a gravidade tem o poder de atrair tudo para seu centro, como uma luminária atrai um inseto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Um clarão repentino. Um baque surdo da queda de algo pesado. E um buraco no chão - aqui começa a história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Webdings; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;ü&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Max era um garoto que queria ser astronauta, tinha até um telescópio e aqueles adesivos de astros que brilham no escuro, pregados no teto de seu quarto. Ele costumava contrariar as ordens de seus pais para ir para a cama e esgueirava-se até a janela para observar o céu. Aquela noite não tinha luar, ele logo percebeu antes mesmo de botar o olho na lente do telescópio, mas as estrelas brilhavam encantadoras. Isso era o bastante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Bem, isso seria o bastante se ele não tivesse vislumbrado algo envolto em chamas, caindo numa velocidade alucinante em algum lugar próxima da cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O garoto livrou-se do telescópio e arregalou os olhos para a noite, segurando a respiração e sentindo a curiosidade afrouxar as amarras para libertar-se. Ele precisava descobrir o que era aquilo. Sim, e como precisava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A casa estava escura, seus pais dormiam enquanto ele, muito sorrateiramente, saiu para o quintal, montou em sua bicicleta azul e branca e saiu pelas ruas desertas. Cruzando a madrugada e o sopro frio do vento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele não pedalou muito para deixar a cidade, sua casa não era muito longe dos campos sem árvores. Ele e o pai, frequentemente, iam até lá para um amistoso jogo de beisebol. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao chegar ao campo, largou a bicicleta no chão duro de areia e correu até uma luz que brotava do chão. Seu rosto tornou-se uma máscara de espanto quando ele viu o que estava lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;EM BREVE - PARTE 2&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Galera, fazia tempo que eu não escrevia esses contos em partes, mas a ideia me voltou (junto com uma pitada de inspiração). Posso dizer que esse conto é um dos mais diferentes que já escrevi e está sendo bem legal enveredar por um caminho desconhecido. Espero que gostem. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4243198832277263685?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4243198832277263685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4243198832277263685&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4243198832277263685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4243198832277263685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/o-shyriano-parte-1.html' title='O shyriano - Parte 1'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y0mg_4dZM48/TxR_hBLWCnI/AAAAAAAAAv4/C3YCpfoiYDQ/s72-c/tumblr_lxd0rhzI9n1qargfho1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3326962158150504704</id><published>2012-01-06T15:38:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T15:38:47.839-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Espero-te na varanda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Svk_pkV-Efo/Twcw8thpB6I/AAAAAAAAAvs/GIySvQ85Gu8/s1600/tumblr_lw082l7PUH1qh4vqzo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Svk_pkV-Efo/Twcw8thpB6I/AAAAAAAAAvs/GIySvQ85Gu8/s1600/tumblr_lw082l7PUH1qh4vqzo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quer ler esta carta?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2012/01/espero-te-na-varanda.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Clique em &lt;b&gt;sim &lt;/b&gt;para ler meu primeiro texto de 2012 na &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Franquia&lt;/a&gt;. Abraços, seus sorridentes.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3326962158150504704?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3326962158150504704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3326962158150504704&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3326962158150504704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3326962158150504704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/espero-te-na-varanda.html' title='Espero-te na varanda'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Svk_pkV-Efo/Twcw8thpB6I/AAAAAAAAAvs/GIySvQ85Gu8/s72-c/tumblr_lw082l7PUH1qh4vqzo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6220062718244910662</id><published>2012-01-02T18:45:00.002-02:00</published><updated>2012-01-02T18:50:28.354-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>As faces do céu</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Feche os olhos e veja com o coração – recomendei antes de começar a contar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eTsqyIBdERs/TwIWKw7yYmI/AAAAAAAAAvc/0UHuc3S36fw/s1600/tumblr_lhyyknHPrg1qdj3jvo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-eTsqyIBdERs/TwIWKw7yYmI/AAAAAAAAAvc/0UHuc3S36fw/s1600/tumblr_lhyyknHPrg1qdj3jvo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;O primeiro lírio desabrochara. Na paisagem bucólica o céu azul predominava se estendendo até o horizonte, as nuvens alvíssimas flutuavam exuberantes no alto, mais parecendo feitas de algodão. O vento suave fazia os campos de aveia parecer palcos cheios de bailarinos sincronizados. O sol nascente irradiava uma luz cálida e revigorante. Borboletas e abelhas dividiam o ar em voos contínuos e acrobáticos, pousando aleatoriamente em flores e exercendo seus papéis naturais de polinizadoras (...)&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;Ele me ouvia, encantado pelas palavras do livro. Continuei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;(...) Se você parar para enxergar mais profundamente, verá as ínfimas características da natureza e daquilo que o cerca, deixe a pressa de lado e ignore o restante da correria que lhe puxa pelo braço, há muito mais para ser visto além do alcance dos olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;Talvez se você escutar o silêncio ouvirá o leve murmúrio das águas cristalinas de um riacho perdido entre as pedras. Os peixes coloridos dançando em seu leito são ternos e lhe darão paz. O sussurro do vento lhe contará segredos e compartilhará as histórias esquecidas pelo tempo...&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;Ele ainda mantinha os olhos fechados e um sorriso pueril desenhou-se em seu rosto e então me lembrei daquela fotografia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Certo dia eu estava com seu avô, no mirante do campo. Alto e imponente – fechei o livro e passei a proferir minhas próprias palavras – Sempre que eu estava lá tinha a utópica sensação de que podia beliscar o infinito ao erguer os braços, mas eu era só um garoto na época, o que eu poderia realmente saber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O dia já estava cansado e se preparava para sua despedida majestosa. O horizonte vestiu-se de um tom salmão e as nuvens começaram a se dispersar. Simples e delicadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ouvi o riso leve do meu pai, feito a brisa mansa de uma tarde de primavera e quando encontrei seu olhar percebi que ele estava perdido em alguma coisa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Você pode abrir os olhos agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;Ele fez como eu pedi e eu lhe entreguei a foto daquilo que prendeu a atenção de meu pai naquele ocaso mágico. Ele sorriu ao ver a imagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Seu avô me disse naquele instante uma frase que jamais esquecerei. Ele voltou seu olhar para mim e comentou com sua total naturalidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- É através da natureza que Deus nos mostra como é emoldurar no céu o seu sorriso – e a cena diante de nós sorria. As aves sorriam. O sol sorria. E até mesmo a tristeza que poderia existir poupou um segundo do seu tempo para sorrir também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao observar aquela imagem, retornei pela estrada das memórias doces e vivi aquele momento outra vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Um dia eu o levarei até o velho mirante, filho, e você verá toda essa beleza com seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;Ele sorriu, sacudiu a cabeça e seu olhar se perdeu naquele fragmento de tempo congelado num pedaço de papel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6220062718244910662?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6220062718244910662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6220062718244910662&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6220062718244910662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6220062718244910662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2012/01/as-faces-do-ceu.html' title='As faces do céu'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eTsqyIBdERs/TwIWKw7yYmI/AAAAAAAAAvc/0UHuc3S36fw/s72-c/tumblr_lhyyknHPrg1qdj3jvo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1281916423841269379</id><published>2011-12-29T21:19:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T21:21:54.540-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><title type='text'>Uma última conversa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--SyPDR8PbSM/TvzxlWp4POI/AAAAAAAAAvQ/BDTBJ5YndeI/s1600/tumblr_lwqd3mLqDC1r76n1yo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/--SyPDR8PbSM/TvzxlWp4POI/AAAAAAAAAvQ/BDTBJ5YndeI/s1600/tumblr_lwqd3mLqDC1r76n1yo1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="JA"&gt;♪&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;(…) &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;For auld lang syne, my dear&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;For auld lang syne,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;We'll take a cup of kindness yet,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;For auld lang syne… &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;♫&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cKtQS_prDh0" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Auld lang syne – Lea Michele&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aproximei-me discretamente daquele velho que estava prestes a partir e o interceptei. Por um fragmento de segundo, ele me olhou profundamente e sua boca cheia de rugas se abriu e formou uma pergunta:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- O que você tem a me dizer? – ao som daquelas palavras pus-me a refletir nas coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Tenho que confessar que não botei muita fé quando você apareceu e como não gosto de mudanças repentinas passei a te odiar por um tempo ao ponto de fechar os olhos para as coisas boas que surgiam. As lembranças frescas do que havia passado e ficado para trás me atormentavam e empurravam qualquer chance de esperança por um precipício de frustrações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ele não mudou suas feições enquanto eu falava, apenas meneou a cabeça, não sei se por concordância ou simplesmente por fazê-la. Continuei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Com o tempo, eu finalmente percebi que nem tudo estava tão mal quanto eu via, que havia sim motivos para sorrir e agradecer e até colher uma lembrança ou duas para levar adiante. Você me tirou bens preciosos, levou-os para um lugar tão distante que talvez eu nunca os veja outra vez, mas por outro lado, me presenteou com inúmeras outras coisas de valores particulares e especiais. Seus planos nem sempre são claros para mim, mas quando os reavalio sempre enxergo o melhor, apesar dos vários contratempos que ocorreram para se chegar até lá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ele suspirou, não pude dizer se foi de alívio ou de impaciência e então fez outra pergunta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Você sente que &lt;i&gt;você &lt;/i&gt;tenha mudado? – mais uma vez parei para pensar por um instante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Acredito que grande parte do que agreguei e mantive foi devido a uma mudança interior, que já vinha acontecendo aos poucos, mas que se intensificou ultimamente – sorri naturalmente ao dizer isso – Tudo ao redor muda quando nós mudamos, certo? – ele fez que sim com a cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Todos os dias em que te acompanhei não foi apenas para tirar-lhe ou dar-lhe coisas, foi para causar uma mudança dentro de ti. Foi para abrir lentamente teus olhos e mostrar que você pode fazer a diferença contanto que acredite nisso. Agora é uma época de reflexão, renovação, de repensar os valores e seus conceitos. Um período de nostalgia e esperança em que o passado se une aos desejos futuros que estão em seu coração no presente. Não descarte velhos pedidos e nem acenda novas chamas que em breve se apagarão, aprenda a discernir o que é possível e real, renove sua fé em você mesmo e busque aquilo que está em seu alcance e tão logo perceberá que até o que não estava você atingiu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aquelas palavras recaíram sobre meus ombros e eu pude sentir o peso delas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- É, estou pronto para te dizer adeus, Ano Velho – ele sorriu e sacudiu a cabeça novamente, saí de seu caminho e antes que ele se afastasse muito acrescentei – peça que o Ano Novo desacelere os movimentos de translação, o tempo está correndo mais rápido do que posso acompanhar, quero aproveitar mais tudo o que tiver a oportunidade antes de ter que dizer adeus outra vez. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ele virou-se com cuidado, acenou e então partiu, para o lugar aonde todos os anos velhos vão e jamais retornam, a não ser na memória da gente.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;É isso, pessoal, estamos chegando ao fim de mais um ano, que foi conturbado, perturbado, animado e recheado de surpresas e é exatamente tudo isso que desejo para todos no próximo ano e adicione também uma pitada de fé em si mesmos para que seus sonhos jamais se desvaneçam e sim se realizem conforme for a necessidade. Desejo também que as alegrias se multipliquem e que o amor chegue a ponto de transbordar, mas não transborde (ele é valioso demais para se desperdiçar) e que os ressentimentos, mágoas e tristeza possam encontrar seu modo de transformarem-se em algo positivo. Desejo que cada dia seja abençoado e que seja vivido com muito apreço, pois cada um deles é único, sem preço e insubstituível. Um feliz ano novo acompanhado de tudo que há de bom para você que está lendo isso e para um mundo cheio de problemas que precisa descobrir o que é a felicidade e solidariedade.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1281916423841269379?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1281916423841269379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1281916423841269379&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1281916423841269379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1281916423841269379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/uma-ultima-conversa.html' title='Uma última conversa'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--SyPDR8PbSM/TvzxlWp4POI/AAAAAAAAAvQ/BDTBJ5YndeI/s72-c/tumblr_lwqd3mLqDC1r76n1yo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3538071186673905992</id><published>2011-12-24T00:05:00.003-02:00</published><updated>2011-12-24T01:59:07.295-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O menino que acreditou</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAADJwLBtxVrRzKgiAY9MsOd-_0IUOzKVZ5-g80v2GoWJHujVbxVthATNUp3SmIuLpdhnb43CozVnDJC4aAZ-e24oAm1T1UALhWMX5L8XhlnrIRZPIwPS_yBcm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAADJwLBtxVrRzKgiAY9MsOd-_0IUOzKVZ5-g80v2GoWJHujVbxVthATNUp3SmIuLpdhnb43CozVnDJC4aAZ-e24oAm1T1UALhWMX5L8XhlnrIRZPIwPS_yBcm.jpg" width="290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Londres – meados de 1800&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O destino é cruel se você é pobre e a vida não dá a mínima para isso, aprendi essa lição da pior maneira possível, acredite. As pessoas têm fachadas e tantos lados quanto a soma de vários dados, algumas tendem a ser boas, generosas e, até certo ponto, altruístas, ao passo que outras desenvolvem sentimentos amargos e se tornam más, de qualquer forma, não devo julgar. Aliás, julgar é o que menos faço, pois aprendi também que quando se trata do ser humano, podemos nos surpreender. Sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Nasci em um berço qualquer, fui abandonado em uma viela qualquer e levado para um orfanato qualquer. Hoje ajudo a comandar o lugar, mas não estou aqui para falar de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Na primavera passada – época do desabrochar das flores e de temperaturas amenas com gosto de família e abraço de mãe – acolhemos Oscar. Franzino, pequeno para a idade e extremamente curioso e falador. Durante suas primeiras semanas aqui ele não teve problemas em se enturmar, mas nunca falava de sua origem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O verão expulsou a primavera e iluminou a casa velha em que moramos, as janelas foram abertas para o vento entrar e percorrer os quartos e brincar com as crianças – assim a temporada de visitas começou. Sorrisos foram ensinados, cumprimentos e boas maneiras foram mais cobrados, tudo na mais pura intenção de deixar aquelas portas em rumo de um novo lar, ou talvez o primeiro lugar que pudesse verdadeiramente receber esse nome. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Lembro-me do empenho de Oscar para ajudar todos os outros meninos, enquanto se escondia quando uma família tentava conversar com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Ainda não chegou a minha vez – ele me disse sem rodeios quando perguntei o motivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;As visitas diminuíram até cessarem por completo. Três crianças encontraram quem chamar de mãe e pai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim que o outono começou a varrer as folhas das árvores e abaixar a temperatura, começamos a nos preparar para o inverno. A mais devastadora das estações. O inverno é impiedoso e seu frio espalha-se pelas veias, tentando nos congelar de dentro para fora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Vivemos da ajuda das pessoas boas e infelizmente elas parecem estar deixando de existir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando dezembro deu as caras, avistei o sorriso mais exuberante no rosto de Oscar, que passou a correr pelos corredores berrando que o Natal estava próximo e quando não lhe davam atenção, ele atirava um bola de neve para se fazer notar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- O Natal é minha época preferida – ele comentou muito sugestivamente – Pedi uma família para o Papai Noel – e seu sorriso tímido surgiu outra vez. Eu não soube o que dizer, apenas afaguei seus cabelos bagunçados e voltei para meus afazeres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Na semana do Natal, numa manhã criteriosamente gelada, acordei pelos murmúrios alvoroçados das crianças no pátio. Caminhei até lá, esfregando os olhos para afastar o sono e me deparei com Oscar, na calçada, segurando o que parecia ser um pequeno pinheiro em frangalhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não é assim que as coisas funcionam aqui – eu lhe disse severamente, tomado pelo mau humor de ter sido acordado –, o Natal não existe dessa porta para dentro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Só porque você perdeu a fé no Natal, não significa que o Natal perdeu a fé em você – ele rebateu muito sabiamente e entrou com o pinheiro. As outras crianças o abraçaram e trataram de ajudá-lo a enfeitar a árvore. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O Natal chegou e passou, os pedidos feitos rapidamente foram esquecidos na manhã seguinte. Esgueirei-me para o quarto de Oscar, para ver como ele estava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não foi dessa vez – ele me disse e seu sorriso não apareceu –, mas eu sei que um dia meu pedido vai se realizar, como sei que depois desse inverno virá a primavera. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Vários invernos se passaram e ainda muitos tornarão a passar e todo Natal, aquele garotinho de olhar sorridente, que agora se tornou um homem quase feito busca uma árvore e a enfeita para aquecer a magia da esperança dentro de cada criança que tenha um pedido semelhante ao seu.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Bom, galera, Natal é época de doação, assim como deixei exposto no conto. É uma época para olhar mais intimamente e assim olhar para o outro e deixar aquela fagulha de fé e esperança crescer, para que ela não se perca em outros períodos. Desejo a todos um Natal maravilhoso, independente de como você tenha decidido passá-lo. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3538071186673905992?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3538071186673905992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3538071186673905992&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3538071186673905992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3538071186673905992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/o-menino-que-acreditou.html' title='O menino que acreditou'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4684961859628022682</id><published>2011-12-20T00:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-20T00:31:33.592-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O valor de uma amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Nuances de uma amizade - Ele</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ApKEBvHRTKA/ToUImudqbXI/AAAAAAAAENo/wxkk-s-q-cc/s400/casal-amizade-colorida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="362" src="http://4.bp.blogspot.com/-ApKEBvHRTKA/ToUImudqbXI/AAAAAAAAENo/wxkk-s-q-cc/s400/casal-amizade-colorida.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;♫ (...)&amp;nbsp;When I can’t find the words&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;You teach my heart to speak...&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;♪&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rRxccy-zcJ8&amp;amp;ob=av2e" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;You make it real - James Morrison&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nós homens somos mais práticos, desapegados e calados. Não que isso seja uma regra geral, mas normalmente é assim que é, portanto as coisas nem sempre funcionam de acordo com o que temos em mente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A ideia de se prender a uma garota é, no mínimo, assustadora – poucos homens sonham com uma esposa, filhos e um churrasco no quintal com os vizinhos estranhos –, e eu, definitivamente, não faço parte desse pouco. É óbvio que deve ser incrível encontrar aquela garota perfeita que seja compreensiva, até quando você não diz nada, que ria das suas idiotices mais estúpidas e que tenha orgulho de te ter por perto só para dizer que te pertence. A garota que não se incomode em lhe dizer verdades que você nem sempre quer ouvir e que lhe dê conselhos quando precisar. Eu conheço uma garota assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A garota ideal, nesse caso, é minha melhor amiga. É estranho ver nela todas as qualidades que deveriam estar em outras garotas, pois somos amigos... bem, somos algo mais que isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela é aquela que me abraça sem arranjar uma desculpa, que me beija sem receio e segura minha mão só para sentir o calor do meu toque. Ela sorri ao olhar para mim e com isso me arranca um sorriso singelo e natural, sem motivo. Ela me olha por minutos sem dizer uma palavra e me encara na tentativa de permanecer séria, mas sempre perde e cai na risada. Ela é aquilo que preenche a falta de não ter alguém e se encaixa de forma tão perfeita que não há necessidade de mais ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Nós fizemos um acordo de não deixar que os sentimentos se infiltrassem no que temos, pois perderia todo o sentido, afinal, quando perguntam, respondemos que somos só amigos. E somos, não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu nunca me preocupei em dar um nome diferente ao que temos. Se é amizade colorida, aquarela ou tinta guache, não importa... ou não importava. Às vezes eu tenho a curiosidade em saber o que temos de verdade, em saber o que é isso que nos mantém unidos e enlaçados nessa forma que é tão simples e pura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela é meu porto-seguro quando sinto uma tempestade pela frente, é quem me vem na mente quando tenho uma novidade pra contar, é quem compartilha meu sucesso e fracasso e quem sorri e chora ao meu lado, mas serão estas apenas cores de nossa amizade? Acho que preciso mesmo de uma resposta, mas não tão depressa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez devamos viver o que temos de forma despreocupada, como temos feito, até o dia em que... Não, não gosto de pensar que pode surgir outro alguém. A mera hipótese de perdê-la me assusta terrivelmente – sentimentos que deveriam ficar ofuscados parecem estar encontrando cores vibrantes para se fazerem notar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Qual a ideia dela de tudo isso? Aonde ela pensa que vamos chegar? Se é que caminhamos na direção de algo. Não tenho mais certeza das coisas e as dúvidas traiçoeiras me encaram no escuro, indagando respostas, que eu não tenho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Já disse que os homens são adeptos do silêncio e quando se veem nesse tipo de situação, preferem que lhe digam o que fazer, mas se ela disser que devemos parar? Ou cabe a mim esta decisão? Não. Não quero tê-la por perto sem suas cores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Cadê aquela maluca com seu olhar pensativo para alegrar meu dia? Preciso dela agora, para dar o acalento que meu coração pede. Só ela consegue decifrar o silêncio em mim e este é um silêncio incrivelmente barulhento, mas ela entende. Entende até o que eu não digo.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4684961859628022682?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4684961859628022682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4684961859628022682&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4684961859628022682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4684961859628022682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/nuances-de-uma-amizade-ele.html' title='Nuances de uma amizade - Ele'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ApKEBvHRTKA/ToUImudqbXI/AAAAAAAAENo/wxkk-s-q-cc/s72-c/casal-amizade-colorida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4047569418208072355</id><published>2011-12-16T00:03:00.002-02:00</published><updated>2011-12-17T22:04:22.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O valor de uma amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Nuances de uma amizade - Ela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sobreavidadotcom.files.wordpress.com/2011/10/amizade-colorida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="http://sobreavidadotcom.files.wordpress.com/2011/10/amizade-colorida.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;♪&amp;nbsp;(...) What if we were made for each other&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Born to become best friends and lovers...&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;♫&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=41gx7pgTHqI" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;What if - Colbie Cailat&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Dizem que um “você é um idiota” de uma garota é um “eu te amo” disfarçado. Eu não posso dizer se concordo inteiramente com isso, afinal ele é um idiota, como tantas vezes eu já lhe disse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A maioria das garotas sonha em encontrar o amor de sua vida – um cara charmoso e inteligente que apanhe flores e lhe dê caixas de bombons –, mas eu sou mais prática. Não que eu não sonhe com aquele grande amor, por mais patético que seja admitir, eu sonho. E no meu sonho é ele um cara normal, que me faça rir e que ria da minha cara quando houver oportunidade, um cara que me cubra de cócegas quando quiser tomar algo de mim e que beije a ponta do meu nariz no meio da noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;É assustador o quanto a minha descrição de cara ideal seja as características de meu melhor amigo. Ele que me arranca as mais altas gargalhadas e me faz sorrir com pequenos gestos bobos. Ele que me suporta nos meus piores dias e ainda consegue achar paciência para fazer uma piada qualquer com o meu humor azedo – por dentro eu rio, ainda que ele nunca vá saber disso. Ele que está sempre ao meu lado quando preciso de alguém e quando meus lábios pedem um beijo. Aprendi a buscar pequenas doses de paixão na boca dele, na pessoa dele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Muitas pessoas diriam que isto é errado e que devemos descobrir o que realmente queremos e o que temos, mas acredito que não precisamos de um rótulo que nos defina e já fizemos um acordo de que não haverá sentimentos envolvidos. Às vezes alguns sentimentos são grandes inconvenientes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Somos dois amigos, grandes amigos, que ficam juntos quando há a necessidade ou quando o momento é propício... ah, eu devo ser honesta e confessar que algo mais nele me atrai e que não suporto o fato de que ele possa ficar com outras garotas, talvez isto seja apenas um ciúme tolo de amigo. É, é isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Meu coração me diz que se há algo, mesmo que pequeno e, a nosso ver, superficial, é porque estamos destinados. Fomos destinados a viver algum tipo de história, só não posso dizer se estamos escrevendo um romance ou um drama. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele tem tudo o que preciso. Ele é exatamente o que eu nunca procurei, mas o que eu encontrei, porque era assim que devia ser. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Meu amigo colorido que ofusca o preto e branco dos meus dias e faz minha vida mais feliz. Eu não sei o que vai acontecer entre nós, mas por enquanto ele é meu melhor presente e não consigo enxergar um futuro sem que ele esteja por perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E quanto mais perto, melhor – malditos sentimentos, talvez eles devessem permanecer em silêncio e permitir que eu viva livremente o máximo que eu puder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu só queria saber o que ele pensa sobre tudo isso e por mais que um lado me diga que devo parar com essa mistura de emoções, o outro pede mais. Ainda não decidi qual lado devo ouvir e com certeza não estou preparada para nenhuma decisão agora, porque o que temos é bom e é o bastante para me fazer feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Onde está ele com aquele sorriso retardado para animar meu dia? Preciso dele aqui, sua presença acalma meus pensamentos e dá vozes ao que já se calou dentro de mim.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Logo em breve - Ele&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4047569418208072355?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4047569418208072355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4047569418208072355&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4047569418208072355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4047569418208072355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/nuances-de-uma-amizade-ela.html' title='Nuances de uma amizade - Ela'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3200507410752554617</id><published>2011-12-12T00:26:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T00:26:47.404-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenageados'/><title type='text'>Palavrear</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Primeiramente vou lhes descrever meu ambiente de trabalho, acredito que desta forma você possa me conhecer melhor, afinal minhas palavras vão lhes dar as mãos e guiá-los pelos caminhos sinuosos que eu conduzir – escrevo de um quarto com baixa iluminação, apenas claridade o suficiente para enxergar a nuvem de ideias sobre a minha cabeça e o pequeno palco onde meus dedos valsam na composição de palavras e parágrafos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Tenho a impressão de que cada pessoa é destinada a algo nesta vida, não que necessariamente todas elas irão cumprir seu papel ou seguir o roteiro exatamente como manda o figurino, não... na verdade, estou falando que todos estão destinados a serem artistas. Cada um a seu modo singular. Cada um com sua arte individual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu poderia estar encarando plateias e emocionando as pessoas na pele de personagens numa peça de teatro, mas não tive o privilégio de me tornar um ator. Eu poderia então guiar os sentimentos alheios através de notas musicais ou do som da minha voz, mas não fui agraciado pelo dom de cantar e me perco nas partituras, além da minha péssima coordenação motora que não me permite tocar instrumento algum. Quem sabe eu poderia ser um daqueles dançarinos excepcionais, que parecem flutuar sobre os próprios pés, mas também não fui sortudo nesse quesito. Contudo, eu disse que cada um tem a sua arte viva dentro de si. A minha arte é a escrita, é o dom de dar forma aos pensamentos, talvez até antes mesmo de eles existirem. É a arte de mostrar às pessoas mundos que não estão ali, pessoas que poderiam ser conhecidas e até são, por certo tempo e delinear situações sutis e trágicas que muito bem poderiam ser reais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A minha forma de ser artista é simples. Eu apenas construo conjugações de verbos, ligo palavras, costuro travessões e pontos finais. Eu palavreio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Toda arte tem sua beleza, assim como toda palavra tem sua verdade. Nesse momento não sei dizer o que vai surgir na próxima linha, não consigo prever quando o meus dedos se cansarão, nem quando o fim vai chegar, sabe por quê? Porque a arte da escrita é imprevisível, você nunca sabe aonde vai chegar, a menos que comece a escrever. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Atores, músicos, cantores e dançarinos precisam de palmas, elas são o reconhecimento. O carinho demonstrado pelo público. Puras e lindamente capazes de transformar. Um escritor precisa de um par de olhos que leia sua obra, ele precisa de palavras de outrem que lhe digam o valor de seu talento e até mesmo do silêncio de uma expressão que mostre o quanto ele foi capaz de tocar o leitor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Artistas em geral não pedem muito, porque a arte é uma dádiva e dádivas devem ser compartilhadas. Por isso eu palavreio, para que você leia e para que eu tenha a mínima pontinha de esperança de que mudei algo em você, nem que seja só por aquele momento.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Mais eu texto em homenagem aos blogs, o &lt;a href="http://sara-rsc.blogspot.com/"&gt;Palavrear&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é o blog da &lt;b&gt;Sara R. Carneiro.&lt;/b&gt; Espero que ela não se incomode que eu tenha usado o nome de seu blog aqui e espero que tenha gostado e você também. É isso, grande abraço, seus sorridentes.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3200507410752554617?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3200507410752554617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3200507410752554617&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3200507410752554617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3200507410752554617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/palavrear.html' title='Palavrear'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6370943829747989378</id><published>2011-12-06T00:17:00.000-02:00</published><updated>2011-12-06T00:17:44.050-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Do tempo que escorre pelos dedos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lGqs1uKKoaQ/Tt0GKLYpVWI/AAAAAAAAAzU/0uqS2Wu56Nk/s1600/tumblr_luqai2wYF31qkjbvwo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-lGqs1uKKoaQ/Tt0GKLYpVWI/AAAAAAAAAzU/0uqS2Wu56Nk/s1600/tumblr_luqai2wYF31qkjbvwo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quer descobrir o que ele faz sozinho naquele banco?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/12/do-tempo-que-escorre-pelos-dedos.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Clique em &lt;b&gt;sim &lt;/b&gt;para ler meu novo conto na &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Franquia&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6370943829747989378?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6370943829747989378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6370943829747989378&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6370943829747989378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6370943829747989378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/do-tempo-que-escorre-pelos-dedos.html' title='Do tempo que escorre pelos dedos'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lGqs1uKKoaQ/Tt0GKLYpVWI/AAAAAAAAAzU/0uqS2Wu56Nk/s72-c/tumblr_luqai2wYF31qkjbvwo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6614720622816912712</id><published>2011-12-01T13:05:00.002-02:00</published><updated>2011-12-19T14:20:55.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das dúvidas que estão pelo caminho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Ao caro futuro Eu</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;De um eu que é e que um dia terá sido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Dizem que é necessário certo tipo de sapiência para entender os ases que o destino guarda na manga, mas hoje tenho que discordar de tal afirmação, pois sei que um bom observador vê além do que os olhos oportunamente mostram e, portanto sabe discernir quando o acaso está apenas blefando descaradamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;Espero que nessas estradas longínquas dos vários amanhãs que percorreste, você tenha encontrado as respostas para diversas das perguntas que um dia eu me fiz. Espero que já tenha aprendido que a autoconfiança nem sempre é sinal de sucesso e de que demonstrar o medo também não é sinônimo de covardia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Um olhar vago como o meu, ofuscado pelo tempo em andamento não me concede privilégios maiores para dizer como vai a nossa vida. Você ainda tem aquele sonho bobo de mudar o mundo e provar para as pessoas que ainda existe algo pelo qual lutar? E será que você se desarmou daquelas utopias ridículas que sempre lhe causaram frustrações? Ah, e sobre seu grande sentimento de conformismo? Como ele está?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu sei que algumas coisas não mudam, mesmo que o tempo dê dezenas de voltas em torno de si mesmo e pensando bem, se não mudam é porque são fragmentos da essência e se tirar a essência o que sobra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Estamos esperando por tantas coisas, desejando mudanças, buscando soluções e ignorando várias responsabilidades que realmente não deveriam ser deixadas de lado – mas quem eu quero enganar? Você se conhece muito bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Queria te ver quando estivesse lendo esta carta, analisar seu semblante tão apático e tentar desvendar as palavras por detrás de suas sobrancelhas franzidas ou daquele sorriso irônico silencioso. Certamente você estaria avaliando seus arrependimentos, que mais certamente ainda, seriam mais por causa das coisas não feitas do que pelos erros patéticos que cometemos. Talvez um dia você aprenda que esperar pelas coisas o tempo todo é uma perda de vida, pois o tempo nunca nos pertenceu para que o percamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Não há muito mais o que dizer, na verdade já não me recordo o motivo pelo qual comecei a escrever tudo isso. Provavelmente eu não queria que você se sentisse sozinho – por falar nisso, você ainda é hermeticamente fechado para os sentimentos ou você encontrou uma chave para destrancar-te no meio de seu trajeto? Obviamente saberei de todas as respostas quando eu me tornar você e ser apenas um eu perdido na poeira do passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Para finalizar, quero reacender em ti aquele otimismo enjoativo que você sempre teve, lembrando-o de que quando o sol não brilhar, podemos aprender a desenhar com as nuvens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Para um eu que não é e um dia será&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6614720622816912712?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6614720622816912712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6614720622816912712&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6614720622816912712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6614720622816912712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/12/ao-caro-futuro-eu.html' title='Ao caro futuro Eu'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8731718593493657243</id><published>2011-11-27T23:11:00.000-02:00</published><updated>2011-11-27T23:11:35.577-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O sonho da bailarina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SkhUDQS41qk/Sq6FnElIEGI/AAAAAAAAAk8/P0fCmMjnAgU/s400/090914_JM_+110.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_SkhUDQS41qk/Sq6FnElIEGI/AAAAAAAAAk8/P0fCmMjnAgU/s400/090914_JM_+110.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;As clássicas notas do piano, destilando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_mVW8tgGY_w" target="_blank"&gt;Für Elise&lt;/a&gt; de Beethoven espantam o som do nada e preenchem as lacunas do ar dando vida a bailarina que se esquece de ser apenas um objeto para bailar em seu perímetro compacto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela gira em torno de si mesma e ao redor do ritmo suave da melodia, como se o som se desprendesse dela e conduzisse o tempo e não o contrário. Sua dança solitária e sem plateia traz apenas o aplauso amargo da tristeza. Sua vida frágil nunca lhe proporcionara algo mágico e grandioso. Seu destino estava preso na caixinha de música, selado por imã que a sustentava sobre seu próprio peso insignificante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A bailarina tinha um sonho, maior que o seu ser. Um sonho de libertar-se de sua condição inanimada e saltar nas pontas dos pés nos mais variados palcos do mundo. Ela tinha o sonho de ser reconhecida, de ter olhares ávidos sobre ela e expectativas sobre seus próximos passos... mas seu sonho se trancava no escuro quando a tampa da caixa era baixada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Suas lágrimas irreais e invisíveis respingavam no piso e a escuridão engolia todas as suas esperanças de se tornar alguém que ela nunca poderia ser. Por vezes ela ouviu as pessoas dizendo que tudo é possível se você tiver fé o bastante e força de vontade, porém, essas mesmas vozes quebravam o silêncio de seus pensamentos para lhe dizer que há sonhos que jamais se realizarão, não importa o quanto você deseje e nem o quão forte seja sua fé. Então ela chorava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A bailarina incansável e sonhadora nunca pisou em outro lugar a não ser aquele a qual sempre pertenceu. Ela nunca ouviu o som da ovação por uma apresentação sua e nunca mais foi capaz de dançar quando, por descuido, derrubaram sua caixa protetora e ela se desfez em vários pedaços espalhados pelo chão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Seu grito mudo não foi ouvido por ninguém e sua queda não foi tão sentida, mas ela livrou-se, enfim, das correntes que a segurava. Sua pequena alma na forma de um floquinho de luz projetou-se pela janela e atirou-se na cauda do vento, onde ela valsou, rodopiou e inventou passos magníficos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Hoje em dia ela ainda baila por todos os cantos, ao som de diversas canções e sinfonias. Livre. Despretensiosa. E mais sonhadora do que nunca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela entendeu que alguns sonhos são realmente impossíveis, mas que também sempre há a possibilidade de trocá-los por um que não seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Clique no nome da música pra ouvi-la, caso não a conheça.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8731718593493657243?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8731718593493657243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8731718593493657243&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8731718593493657243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8731718593493657243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/o-sonho-da-bailarina.html' title='O sonho da bailarina'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SkhUDQS41qk/Sq6FnElIEGI/AAAAAAAAAk8/P0fCmMjnAgU/s72-c/090914_JM_+110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1051922062069466519</id><published>2011-11-23T00:48:00.001-02:00</published><updated>2011-11-23T11:31:46.133-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Sobre a chuva e temores</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Para uma questionadora nata&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ontem me peguei lembrando daquela tarde chuvosa em que você repentinamente me perguntou do que eu tinha medo. Enquanto meu silêncio falava por mim, você me confidenciou que tinha medo de trovões e me pediu que lhe desse um abraço protetor – como se eu, fraco como sou, pudesse garantir alguma proteção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;As palavras sempre escorrem por entre meus dedos quando você me encara com seus olhos indagadores e sedentos de respostas e por isso sinto-me mais confortável ao lhe escrever. Eis aqui minha resposta à sua pergunta daquele dia de chuva:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu não tenho medo da solidão, contanto que você esteja do meu lado provando que ela não existe; não temo a distância se te tenho sempre ao alcance dos meus olhos; não me assusto com o vazio da saudade, pois quando tateio em busca de um refúgio você sempre está presente; as noites em que o vento sussurra melancolia não são tão apavorantes, pois destranco as memórias mais iluminadas de nós dois e tudo fica bem; já não mais tenho medo da minha própria mudez, pois sei que você aprendeu a decifrar meu calar... por fim devo logo admitir que também tenho medo de trovões, daqueles que ribombam no horizonte e que fazem a terra tremer de susto, mas nem eles conseguem me amedrontar por completo quando você está do meu lado me pedindo por um abraço que, na verdade, é a proteção que eu preciso, ainda que você não saiba disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Meu maior medo é piscar de um modo mais demorado e ao abrir os olhos não encontrar sua presença; é buscar por seu sorriso e encontrar o nada debochando sadicamente; é estar em casa sozinho numa tarde de chuva e não ter seus braços para me aconchegar; é saber que a tempestade não se abrirá num arco-íris quando você estiver longe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O medo que se desprende de meu âmago e atinge a superfície é o temor tremendo que tenho de te perder, pois se isto acontecesse, em minha vida já não haveria mais sol, o mundo seria eternamente nublado e cheio de trovões furiosos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;As gotas começam a cair das nuvens outra vez, só lhe peço que não se demore a chegar, estou encolhido no canto do quarto à espera de seu abraço – aquele capaz de acalmar até mesmo a fúria do céu – para me aliviar o medo e me fazer ter a certeza de que ele será meu conforto para sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;De um assustado omisso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1051922062069466519?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1051922062069466519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1051922062069466519&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1051922062069466519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1051922062069466519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/sobre-chuva-e-temores.html' title='Sobre a chuva e temores'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8421427074451674086</id><published>2011-11-14T23:50:00.002-02:00</published><updated>2011-11-15T00:03:53.649-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Dance comigo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela me encarou com aqueles olhos ocos e tão sedentos de vida e me pediu que eu lhe contasse tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Mas me diga apenas o que for bom – seus lábios se moveram e as palavras escorreram tão puras que trouxeram uma onda de tristeza. E eu a contei tudo. Tudo o que era bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7synszC3PsQ/TsHFONYVYJI/AAAAAAAAAu4/R5uLtN1LpLo/s1600/chuva.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-7synszC3PsQ/TsHFONYVYJI/AAAAAAAAAu4/R5uLtN1LpLo/s400/chuva.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A rua estava molhada, o céu estava molhado e até mesmo a noite não conseguira ser imune ao intenso banho que a chuva derramou. As gotas de água cristalinas e geladas se atiravam em queda livre e borrifavam o mundo numa cascata prateada. Não havia lua naquela noite, apenas o breu e o véu da escuridão na face da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu dirigia cautelosamente devido ao asfalto molhado e quando enveredei por uma rua de fácil acesso, me deparei com um carro parado no acostamento. As luzes piscavam animadamente, como se estivessem felizes pela chuva que caía. Eu estacionei ao lado do veículo e tentei enxergar através do vidro embaçado e através da cortina de chuva, mas não consegui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Saí do carro e lá na rua estava uma moça. Ela não notou minha presença de imediato. Ela tinha o rosto voltado para o céu, os olhos fechados e os braços abertos e girava... Girava feito uma bailarina, dançando ao som das gotas que deslizavam por seu corpo e penetravam em suas roupas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Com licença – eu disse com certa insegurança e ela lançou-me um olhar maroto e saltitou para perto de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Não é mágico? – ela perguntou e abriu os braços outra vez, girando ao redor de si mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Você está bem? Quer que eu chame alguém? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Estou ótima – ela me respondeu e um sorriso desabrochou em seu rosto – Dance comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu recuei intrigado e ela me puxou. Não sei por quanto tempo relutei até deixar-me levar pelo leve balanço de seus movimentos e pelo ritmo cadenciado da chuva, que continuava a cair,&amp;nbsp; tocando a melodia para nossa dança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- É mágico – eu respondi finalmente e ela sorriu outra vez. E era bom ver o seu sorriso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela piscou assim que eu terminei de contar, como se estivesse presa nas imagens que visualizava em sua mente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Eles ficaram juntos? – ela perguntou e seus olhos me encararam. Tão vazios de lembranças e aquilo me apunhalava na alma e me fazia chorar por dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Sim, eles ficaram juntos por muito tempo e foram tão felizes que tal felicidade não se cabe em palavras – eu contei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela sorriu ternamente e fechou os olhos para se entregar ao sono. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Enquanto eu a observava dormir, eu sentia a dor cavar mais fundo dentro de mim, forjando uma toca para se alojar e permanecer definitivamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ela não se lembrava mais das coisas. Ela não se lembrava de ser a moça na chuva, com o sorriso, com a alegria e espontaneidade, mas ela se lembrava de mim, pelos menos isso a doença não lhe tirou e todas as noites, antes que ela adormeça, eu lhe conto a história de quando nós nos conhecemos e ainda tenho a esperança de que talvez um dia ela se lembre e de que seu sorriso doce daquela noite possa chover em mim outra vez.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8421427074451674086?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8421427074451674086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8421427074451674086&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8421427074451674086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8421427074451674086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/dance-comigo.html' title='Dance comigo'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7synszC3PsQ/TsHFONYVYJI/AAAAAAAAAu4/R5uLtN1LpLo/s72-c/chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8855313025269186349</id><published>2011-11-10T14:38:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T14:38:59.491-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Passos ao acaso</title><content type='html'>Por muito tempo caminhei sem rumo, seguindo passos de alguém que eu não via, deixando rastros que poderiam ser ou não seguidos. Eu viajava por uma estrada secundária, sem muitos viajantes a me fazer companhia. Levava na bagagem apenas o que eu necessitava no momento e pouco dinheiro para se manter. Eu era um nômade vivendo a vida à sua maneira, ditando minhas próprias regras e compondo minha própria canção. As dúvidas me esperavam nas encruzilhadas e as respostas palpitavam em meu instinto. Direita ou esquerda? Qual caminho seguir? Já não me recordo quantas vezes me fiz essa pergunta, mas isso não importa, acertando ou errando a direção, eu segui adiante. Meu caminho nem sempre foi plano, encontrei pedras, ladeiras íngremes e barreiras que quase me fizeram desistir, mas eu continuei. Confesso que até colecionei algumas pedras e as levo na mochila.&lt;br /&gt;Carrego sempre comigo meu velho e surrado caderninho de anotações, mas a maioria delas eu faço na cabeça, guardo na memória aquilo que me é importante e no coração aquilo que me é valioso. Certa vez, numa dessas minhas andanças solitárias e sem rumo, encontrei um velho caminhante que vagava livre e incerto como eu, trocamos poucas palavras, lembro-me de ter lhe perguntado o motivo pelo qual ele caminhava daquela maneira, afinal ele já era um velho fraco, as palavras dele ainda ecoam em minha mente e preenchem uma linha de meu caderninho. Ele me disse "Nós fazemos nossa própria sorte, e então chamamos de destino", depois disso tomou o caminho oposto ao meu de uma encruzilhada. Sorri ao vento enquanto anotava as palavras, tentando encontrar o sentido nelas e entender realmente o que ele quis dizer com isso.&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, observando as estrelas brilharem no manto azul-marinho do céu, ponderei mais uma vez sobre aquela frase e percebi que muitas vezes esperamos que o destino decida as coisas por nós, esperamos que ele nos livre das situações difíceis e nos ensine a lidar com as adversidades e conflitos, mas o destino é apenas um pedaço de madeira na mão de uma marceneiro e nós somos os marceneiros. Moldamos nosso destino conforme queremos. Nos machucamos com algumas lascas da madeira, talhamos em busca da figura perfeita, mas se a escultura final vai ser bela ou não, isso não depende de mais ninguém, apenas de nós mesmos.&lt;br /&gt;Acordei junto ao nascer do sol, que me lambia com seus raios cálidos de bom dia. Acordei com um pensamento certo. De agora em diante eu sabia meu destino, eu não esperava por ele. Aquele velho, que posso nunca mais ver, me ensinou uma lição valiosa que levarei para toda a vida, nem tive tempo de agradecê-lo por isso.&lt;br /&gt;Sei que em meu caminho pela frente ainda encontrarei milhares de encruzilhadas duvidosas, mas decidi aonde quero ir. Decidi onde quero que minhas pernas cansadas me levem. Meu corpo pede paz, minha espírito errante pede descanço. Meu caminho agora é em direção ao meu lar. Escolhi meu caminho, moldei minha escultura na madeira.&lt;br /&gt;Apesar de muitos passos que dei, por caminhos sinuosos, nunca deixei de me perguntar por onde anda aquele velho sábio. E quem o vai saber? Ele está perdido nas estradas da vida, buscando ou alterando seu destino, como outrora eu havia feito.&lt;br /&gt;Me perdi em meus passos para encontrar meu caminho de volta ao meu lar, a vida é engraçada. Às vezes basta nos perdermos para nos encontrarmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8855313025269186349?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8855313025269186349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8855313025269186349&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8855313025269186349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8855313025269186349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/passos-ao-acaso.html' title='Passos ao acaso'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1278298136752834738</id><published>2011-11-03T01:28:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T01:32:14.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>2 anos de sorrisos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JS31eKGI_7w/TrIHPI-GhhI/AAAAAAAAAuw/dES3yLAC8Hg/s1600/aniversario-2-anos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" src="http://2.bp.blogspot.com/-JS31eKGI_7w/TrIHPI-GhhI/AAAAAAAAAuw/dES3yLAC8Hg/s400/aniversario-2-anos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como já fica claro pela imagem e pelo título, hoje o blog completa 2 anos. YAAAY.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dois anos de blog não são duas semanas nem dois meses, é preciso muita dedicação e vontade para mantê-lo “vivo” durante todo esse tempo. Apesar dos trancos e barrancos consegui deixá-lo ativo, pois não consigo me afastar daqui e pensei em comemorar essa data, relembrando os pontos altos do segundo ano de minha estadia nesse endereço eletrônico que se tornou uma casa cheia de amigos e visitantes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando completei um ano de sorrisos eu estava vivendo como um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/10/o-eremita-e-o-dragao-parte-1.html"&gt;eremita&lt;/a&gt; que conheceu um dragão um tanto quanto misterioso e interessante e isto fez com que surgisse uma amizade inesperada entre os dois. Nesse meio tempo fiz algumas singelas homenagens a blogs que eu acompanho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No mês de dezembro embarquei numa aventura ao lado de um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/12/crise-natalina-parte-1.html"&gt;Papai Noel&lt;/a&gt; afundado numa crise terrível enquanto me despedia dos amigos da faculdade e sentia a &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/12/falta-que-o-tempo-trouxe.html"&gt;falta&lt;/a&gt; surgir sorrateiramente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Também nessa época apresentei aqui um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/12/o-homem-que-se-apaixonou-pela-lua.html"&gt;homem&lt;/a&gt; que de tão solitário havia se apaixonado pela lua, pobre coitado e como último post de 2010 mostrei um diálogo entre o &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/12/trocando-o-calendario.html"&gt;Ano Velho e o Novo&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Janeiro chegou com um novo conto em partes, a história de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/01/ferias-na-mansao-parte-1.html"&gt;dois primos&lt;/a&gt; curiosos seguindo pistas deixadas pelo avô em sua enorme mansão, em busca de algo secreto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fevereiro, o menor dos meses, foi marcado pelo meu maior conto, a sangrenta história de um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/02/serial-killer-parte-1.html"&gt;serial killer&lt;/a&gt; impiedoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em março postei meu &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/meu-discurso-de-formatura.html"&gt;discurso&lt;/a&gt; de formatura, entrei na pele de um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;homem com o coração de pedra&lt;/a&gt; que se tornou uma estátua pela maldição de uma bruxa e contei o drama de um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/entre-goles-e-palavras.html"&gt;escritor alcoólatra&lt;/a&gt; frustrado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Abril e maio foram os meses vampirescos, comecei a publicar um conto sobre um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-1.html"&gt;vampiro&lt;/a&gt;, que cresceu demais para estas páginas e sua história hoje em dia está sendo contada na forma de um livro que eu ainda não terminei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em junho mostrei a insípida rotina de um &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/o-homem-do-farol.html"&gt;homem que trabalha num farol&lt;/a&gt;, conto que me rendeu o primeiro lugar na &lt;a href="http://associacaoblogueiradeletras.blogspot.com/"&gt;ABL&lt;/a&gt; e me deu "A hora da estrela" de Clarice Lispector.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em julho atingi o marco de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/n-300.html"&gt;300 postagens&lt;/a&gt; e publiquei meu conto inédito “&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/o-escritor-que-nunca-viu.html"&gt;O escritor que nunca viu&lt;/a&gt;”, o qual dá o nome a um livro de contos publicado no ano passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Agosto foi a época dos contos protagonizados por animais, destacando a história de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/e-quem-disse-que-nao-e-possivel.html"&gt;Abel e Ariel&lt;/a&gt;, um romance bonito, mas incomum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em setembro voltei a publicar um conto em partes, uma história de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-1.html"&gt;amor virtual&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Retornei oficialmente a estas páginas no final de outubro, que dá destaque ao conto “&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/10/vitrine-de-sorriso.html"&gt;A vitrine de sorrisos&lt;/a&gt;”, para fazer jus ao nome do blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Novembro chegou com a ausência das &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/falta-das-borboletas.html"&gt;borboletas amarelas&lt;/a&gt; e com o aniversário. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi um prazer dividir este espaço com todos vocês nesses dois anos e esta experiência tem sido maravilhosa. Aprendi tanto quanto tentei ensinar e conheci diversas pessoas excelentes que eu nunca teria conhecido se não fosse por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa comemoração é dedicada a todos que me ajudaram chegar até aqui e que a gente possa sorrir mais juntos, enquanto pudermos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um grande abraço desse cara que andou sumido, mas que reencontrou o caminho de casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1278298136752834738?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1278298136752834738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1278298136752834738&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1278298136752834738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1278298136752834738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/2-anos-de-sorrisos.html' title='2 anos de sorrisos'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JS31eKGI_7w/TrIHPI-GhhI/AAAAAAAAAuw/dES3yLAC8Hg/s72-c/aniversario-2-anos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7518063460687519097</id><published>2011-11-01T00:51:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T00:51:35.549-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O valor de uma amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>A falta das borboletas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/8404375/tumblr_lfp8xgNljL1qg3f1io1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/8404375/tumblr_lfp8xgNljL1qg3f1io1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Enquanto a noite se entrega em seu negror profundo e desemudece o silêncio acorrentado pela luz do dia, eu vago na sombra do tempo, perdido em meus próprios passos e preso em devaneios ébrios que sempre me levam até você. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As horas cravam suas unhas nas entranhas da madrugada – o vento sopra lá fora, cadenciado e melancólico, sussurrando uma canção de ninar na vã esperança de me fazer adormecer – e minha mente rebusca e revira as memórias daquilo que não aconteceu, só pelo prazer sádico de me ver chorar lágrimas de saudade e medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há muito tempo você se foi para não mais voltar. Partiu de modo tão brusco e repentino que a ferida que se abriu em meu peito sangrou com tamanha fluidez, impossível de se estancar. Improvável de se curar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seu adeus veio mascarado de “até logo”, simples, prático e transbordado &lt;st1:personname productid="em desapego. Senti-me" w:st="on"&gt;em  desapego. Senti-me&lt;/st1:personname&gt; tão desamparado e confuso que não me lembro ao certo como reagi quando soube que não te teria por perto outra vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As lembranças que tenho são dos sorrisos e da felicidade compartilhados, dos momentos em que a alegria nos dava as mãos e nos guiava pelos seus campos floridos e cheios de borboletas amarelas – pois você me disse uma vez que as amarelas te deixavam feliz e depois disso sorriu, aquele sorriso que me fazia cócegas na alma –, mas as borboletas voam para longe quando a nuvem escura da tristeza encobre o céu das lembranças e te arrasta para longe, para um horizonte tão distante que não importa o quanto eu corra, ele sempre se afasta, te carregando consigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A distância te silenciou, mas apesar disso, toda noite de insônia eu penso em te escrever, só para te dizer que &lt;i&gt;eu amo toda a imperfeição que te torna perfeito*&lt;/i&gt; e que – ao som melódico do vento – minha vida e minha felicidade não são e nem nunca serão as mesmas sem você por perto, pois você me ensinou a ser quem eu sou e me entendeu como ninguém jamais poderia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em seus olhos eu via a janela para os meus e dentro deles, ela estava sempre aberta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um dia, talvez, você volte. Você me procure e diga que também sentiu minha falta e que a saudade sufocou tanto que seu corpo doía por completo e que essa dor se tornou tão insuportável e te fez voltar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí então, as borboletas – sim, aquelas amarelas – voltariam a nos visitar e flutuaríamos em suas asas como grãos ínfimos de pó e dançaríamos nas costas do vento, que ainda sopra lá fora, em sua serenata insistente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vou calar meus pensamentos e ouvir sua canção, minhas pálpebras precisam de descanso, assim como meu coração, que de um lado pulsa machucado e do outro pulsa em vão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Frase de &lt;b&gt;Renata Angra&lt;/b&gt;, uma grande amiga que, às vezes, brinca de ser poeta.&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7518063460687519097?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7518063460687519097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7518063460687519097&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7518063460687519097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7518063460687519097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/11/falta-das-borboletas.html' title='A falta das borboletas'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2048563035954052564</id><published>2011-10-28T19:45:00.000-02:00</published><updated>2011-10-28T19:45:45.186-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Demorei, mas...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2jKPnKDoevs/Tc1rHy6nOsI/AAAAAAAAAFw/GvtEj_cTRAk/s1600/voltei_arte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://1.bp.blogspot.com/-2jKPnKDoevs/Tc1rHy6nOsI/AAAAAAAAAFw/GvtEj_cTRAk/s320/voltei_arte.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Galera sorridente que passa por aqui de vez em quando e que passou nesses últimos tempos de escassez de postagens e viu o blog abandonado, minhas sinceras desculpas.&lt;br /&gt;Agora estou de volta (o que não significa que eu tenha graaaaandes inspirações pra escrever, mas farei o que posso pra deixar tudo bonitinho por aqui), afinal logo o blog completa dois anos e é necessário que seja feita uma comemoração (eu acho).&lt;br /&gt;Enfim, este post é apenas um aviso de boas vindas pra mim mesmo e para vocês que não me esqueceram.&lt;br /&gt;Até a próxima. Grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2048563035954052564?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2048563035954052564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2048563035954052564&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2048563035954052564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2048563035954052564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/10/demorei-mas.html' title='Demorei, mas...'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2jKPnKDoevs/Tc1rHy6nOsI/AAAAAAAAAFw/GvtEj_cTRAk/s72-c/voltei_arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1666183929302413488</id><published>2011-10-17T23:39:00.002-02:00</published><updated>2011-10-17T23:40:17.735-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A vitrine de sorrisos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Havia na cidade um homem triste, tão triste que seu coração já não sabia o significado de outro sentimento. Seus olhos permaneciam cabisbaixos e negligentes aos outros olhos que imploravam silenciosamente por um contato visual que traduzisse a dor de suas pupilas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Sua tristeza lhe fez só; sua solidão lhe tornou introspectivo, aprisionado em seu próprio ser vazio e desolado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O homem triste já não se lembrava do motivo daquela tristeza enraizada em suas memórias, ele apenas surpreendia-se, vez ou outra, com o vento que sacudia a árvore da melancolia e espalhava mais folhas de pranto em seu jardim mal cuidado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Um dia, afundado até os joelhos em sua existência patética, ele topou, assim por acaso, com uma loja peculiar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A vitrine exibia diversos tipos de sorrisos, daqueles mais tolos aos mais grandiosos, tantos sorrisos que ele nunca tivera em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Quanto é o sorriso do canto de baixo da prateleira? – ele perguntou ao vendedor assim que cruzou as portas de vidro e sentiu o aroma de felicidade inebriando o ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;- Nós apenas pagamos o preço por não sorrir – o vendedor respondeu e observou a expressão confusa do homem. – Um sorriso de verdade não tem preço, porque o que vem do coração é natural.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Lá no seu âmago invisível, tão profundamente escondido, o homem triste sentiu um sacolejar diferente. Seu coração saltou sobressaltado por aquela reação que brotava como uma nascente e corria desesperada rumo à superfície. Repentinamente seu rosto foi atingido por um formigamento incomum e do outro lado do balcão, num enorme espelho, ele o viu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O sorriso que antes estava depositado numa almofadinha no canto escondido da prateleira estava desdobrado em seu rosto, como se nunca tivesse estado em outro lugar que não fosse aquele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O vendedor compartilhou do sorriso e o leve perfume de alegria intensificou-se. O homem, não mais triste, entendeu que às vezes a felicidade cabe naquelas coisas mais simples como um breve diálogo e que as palavras são mais fortes que o vento, elas edificam muros que o barram, impedindo as folhas de tristeza de cair.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Aquele homem deixou a loja com seu sorriso vitorioso, cheio de novos sorrisos no bolso e esperando ansiosamente para usá-los. Ele ficou triste outras vezes, isso é inevitável, mas agora ele entende que a vida é feita daquilo que faz bem, por isso sua tristeza não importa tanto e os sorrisos são mais do que essenciais. Eles são fragmentos visíveis de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Ando meio sumido ainda, eu sei, gente, mas logo estarei de volta (eu espero). Não consigo ficar longe daqui por muito tempo e sinto que esse afastamento me faz mal, mas enfim, é temporário. Conto com a compreensão de vocês, grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1666183929302413488?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1666183929302413488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1666183929302413488&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1666183929302413488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1666183929302413488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/10/vitrine-de-sorriso.html' title='A vitrine de sorrisos'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7044940588313110169</id><published>2011-10-08T00:43:00.002-03:00</published><updated>2011-10-08T00:44:44.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Pedaço de tempo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/1729621/tumblr_kz7khitmCj1qaquduo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://data.whicdn.com/images/1729621/tumblr_kz7khitmCj1qaquduo1_400_large.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quer saber o que tem dentro do baú?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/10/pedaco-de-tempo.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Clique em &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt; para ler meu conto novo na Franquia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7044940588313110169?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7044940588313110169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7044940588313110169&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7044940588313110169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7044940588313110169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/10/pedaco-de-tempo.html' title='Pedaço de tempo'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2748655891256314619</id><published>2011-10-01T21:40:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T21:43:14.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Uma história de @mor.com - Parte 3 (Final)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Para entender -&amp;nbsp;&lt;a _blank"="" href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-1.html%20target="&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/10384696/tumblr_llzp22ydmt1qi2ojpo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="321" src="http://data.whicdn.com/images/10384696/tumblr_llzp22ydmt1qi2ojpo1_400_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O tempo é um ser extremamente impiedoso, devo logo dizer. Ele tem o prazer maquiavélico de apressar os dias felizes e caminhar lentamente sobre períodos melancólicos. E o tempo - ah, o tempo - ele é quem comando tudo, não há como contê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Os dois apaixonados sentiam cada vez mais dentro de si a devastadora distância imensurável que existia entre eles. O toque era necessário para tornar as coisas reais, é assim que a realidade é, feita de coisas palpáveis e ao alcance das mãos. Os sonhos existem apenas num mundo perfeito e paralelo e os contos de fadas só acontecem para os mais sortudos. E já sabemos que a garota russa e o menino canadense não são extraordinariamente fora do comum para protagonizarem um conto de fadas. Infelizmente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Imagine o amor como uma sementinha, ele precisa ser regado, adubado e cuidado para crescer e se desenvolver, agora imagine essa sementinha depositada em um vaso menor do que seu poder de expansão. Duas coisas podem acontecer: ela vai crescer e quebrar o vaso ou será sufocada por ele. É com pesar que anuncio que foi o segundo caso que vingou, ou não vingou, afinal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eles tinham tanto amor dentro deles que não dava para guardar apenas para esperar por um capricho do tempo que fosse os colocar um diante do outro. Como todo amor, esse necessitava ser compartilhado e isso não poderia ser feito à distância. Reitero meu infelizmente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Com a naturalidade que tudo começou, as coisas caminharam para seu o fim, mas hei de dizer que a história dos dois termina em reticências e não em um ponto final. E você, caro leitor, sabe muito bem o que as reticências significam. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;(...)&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;É isso, mais um conto curto terminado (depois de muito tempo, né?), mas a falta de inspiração me persegue, portanto não é culpa minha, haha.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Ah, mais uma vez (tá ficando chato já), se não for pedir demais, curtam a página do blog no Facebook - só clicar ali em cima no lado direito. Abraços!&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2748655891256314619?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2748655891256314619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2748655891256314619&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2748655891256314619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2748655891256314619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/10/uma-historia-de-morcom-parte-3-final.html' title='Uma história de @mor.com - Parte 3 (Final)'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1984320710047633586</id><published>2011-09-22T15:15:00.000-03:00</published><updated>2011-09-22T15:15:10.826-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>A moça que virou flor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/15073737/tumblr_lrxnhoxhE71qf7ku7o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/15073737/tumblr_lrxnhoxhE71qf7ku7o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quer saber como isto aconteceu?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/09/moca-que-virou-flor.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Clica em&amp;nbsp;&lt;b&gt;sim&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para ver meu novo conto na Franquia.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1984320710047633586?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1984320710047633586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1984320710047633586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1984320710047633586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1984320710047633586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/moca-que-virou-flor.html' title='A moça que virou flor'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1204437556433497620</id><published>2011-09-19T15:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T17:41:31.267-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Uma história de @mor.com - Parte 2</title><content type='html'>Para entender - &lt;a _blank"="" href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-1.html%20target="&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Antes de continuar com a narrativa acredito que o leitor tenha a curiosidade sobre aspectos particulares dos personagens, isto é normal, então vamos nos ater a estas particularidades agora. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele era um garoto canadense, tímido e de sorriso escondido no canto do rosto. Seu quarto era cheio dos CDs de suas bandas de &lt;i&gt;rock indie&lt;/i&gt; preferidas e Arcade Fire estava sempre preenchendo o silêncio daquele cômodo. Estudante e infelizmente não relacionado com nenhum jogador de &lt;i&gt;hockey &lt;/i&gt;profissional, o que não lhe permitia gastos excessivos; ela era uma garota russa, de coração quente e mente perspicaz. Sua estante de livros estava repleta de autores de diversos países e seu marca página atual estava entre as páginas de Anna Karenina de Liev Tolstói. Aspirante a jornalista e felizmente não relacionada à família Romanov, também não podia se dar ao luxo de grandes despesas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Estamos então cientes que de o único contato entre eles continua sendo via internet. Vamos prosseguir, sim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Abraços calorosos se desaquecem na viagem intercontinental e beijos enviados perdem seu sabor devido à distância, mas aquele sentimento plantado no peito de ambos se esforçava para continuar vivo. A realidade na qual viviam se resumia aos momentos compartilhados em suas vidas online, mas claro que o mundo real, apesar de desinteressante e desprovido de emoção cava profundamente até encontrar os desgarrados. Assim, aos poucos a vida social voltou-lhes a fazer companhia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele entendeu que apesar de viver paralelamente em uma história apaixonante, havia sua vida que merecia atenção, ela também compreendeu isto e voltou a sair com as amigas, com o pensamento voltado para o garoto de sotaque estranho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Enquanto estavam afastados um do outro, outro sentimento chegou de mansinho. Uma saudade inconveniente e delicadamente dolorida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Sem que percebessem, começou um duelo entre os dois mundos. De um lado a realidade buscava ofuscar o conto de fadas moderno, do outro, o romance virtual juntava forças para atravessar as terras de ninguém e firmar-se vitoriosamente fora de suas conexões invisíveis. Quem vai vencer? Como eu já disse que não podemos nos apressar, esse é assunto que fica pra depois. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;CONTINUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Já curtiu a página do blog no Facebook? Sim? Eu fico muito feliz por isso =)&lt;br /&gt;Não? Tá esperando o quê? Clica logo ali em cima no lado direito e espalhe sorrisos (sim, eu viajo)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1204437556433497620?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1204437556433497620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1204437556433497620&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1204437556433497620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1204437556433497620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-2.html' title='Uma história de @mor.com - Parte 2'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7647777360348426801</id><published>2011-09-15T16:02:00.004-03:00</published><updated>2011-09-15T17:22:22.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Uma história de @mor.com - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Do lado de cá ele digita e espera.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Do lado de lá ela lê e sorri.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xCYrCYSlzrk/TnJMNYoupiI/AAAAAAAAArs/AWE9WUNKm8M/s1600/net.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-xCYrCYSlzrk/TnJMNYoupiI/AAAAAAAAArs/AWE9WUNKm8M/s1600/net.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dizem que não há barreiras para o coração, que quando o amor tem a necessidade de brotar, ele o fará independente de qualquer circunstância, eis aqui um relato fiel de um destes casos.&lt;br /&gt;Os dois haviam se conhecido sem grandes pretensões num bate-papo comum de um site comum. Obviamente ambos viviam uma vida tão pacata quanto uma noite fria no deserto.&lt;br /&gt;De um lado ele fazia aquelas perguntas de praxe que toda pessoa que se conhece virtualmente faz, do outro lado ela as respondia pacientemente.&lt;br /&gt;As palavras dos dois se transformaram em códigos binários que viajaram quase à velocidade da luz durante um ano. E convenhamos que durante um ano muita coisa pode acontecer.&lt;br /&gt;Ele percebeu que sua vida fora das ondas cibernéticas não fazia mais sentido, que não havia nada no mundo real que lhe despertasse algum interesse que fosse capaz de desconectá-lo e tudo isso se devia ao fato de que naquele mundinho pequeno dentro da tela de seu &lt;i&gt;notebook &lt;/i&gt;era onde sua história realmente era escrita. Ela deixou de sair com amigas, trocando noites de festa por noites regadas a diálogos intermináveis com aquele garoto que de uma forma tão natural ganhara um espaço mais que especial em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente aquele sentimento que começou despretensioso passou a evoluir para algo maior, algo que não se traduzia em palavras jogadas à distância e que não cabia nas telas de poucas polegadas. É, o amor tem suas maneiras peculiares de aparecer e repreendê-lo por isso não vai mudar nada. Os dois entenderam que o melhor a se fazer era acolher aquele sentimento, o qual alimentaram por mais um ano.&lt;br /&gt;Não sei se mencionei, mas os dois vivem em continentes diferentes, isto explica o grande desencontro de um encontro que nunca existiu, pelo menos não fisicamente. O amor, por outro lado, tem asas. Ele viaja para todos os cantos, à procura de um coração fértil para plantar sua semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escritor onisciente que sou, contarei esta história aos poucos, que é para não apressar os acontecimentos, então nos vemos outra hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTINUA.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Galera, criei uma página para o blog no Facebook, ali no cantinho à direita, você pode curtir e me fazer feliz. Abraços.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7647777360348426801?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7647777360348426801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7647777360348426801&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7647777360348426801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7647777360348426801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/uma-historia-de-morcom-parte-1.html' title='Uma história de @mor.com - Parte 1'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xCYrCYSlzrk/TnJMNYoupiI/AAAAAAAAArs/AWE9WUNKm8M/s72-c/net.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6331058413718096252</id><published>2011-09-06T01:46:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T01:47:51.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>E que o amor viva</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/6893111/tumblr_lg4pnii6Jj1qbtrz9o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/6893111/tumblr_lg4pnii6Jj1qbtrz9o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Vem comigo descobrir o que acontece?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/09/semana-especial-e-que-o-amor-viva.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Clica em &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt; para ver meu conto para a Semana Especial.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O que é a Semana Especial? Ah, sim. A Franquia fez 1 ano de portas abertas no dia 1º de setembro (parabéns, yay), sendo assim, nós (franqueados) decidimos inovar e criar a introdução de um conto juntos, o qual cada um terminaria da maneira que lhe&amp;nbsp;conviesse. Hoje foi a minha vez de dar um final para a história e eu gostaria de convidá-los a ler meu conto, assim como o dos outros integrantes, afinal a Franquia é o lar não somente de escritores, porque todos os leitores entram pela porta da frente, sentam-se confortavelmente e são livres para ir e voltar quando bem entender.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Espero a visita de vocês e até a próxima. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6331058413718096252?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6331058413718096252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6331058413718096252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6331058413718096252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6331058413718096252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/09/e-que-o-amor-viva.html' title='E que o amor viva'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8106079654837585838</id><published>2011-08-31T02:26:00.001-03:00</published><updated>2011-08-31T02:27:28.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da sessão animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Apenas um diálogo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EZAplWgI1Y4/Tl3FvJgevGI/AAAAAAAAAro/1qi-3j3aY_8/s1600/bunnies.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-EZAplWgI1Y4/Tl3FvJgevGI/AAAAAAAAAro/1qi-3j3aY_8/s1600/bunnies.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Você percebeu que somos diferentes? - um perguntou ao outro, despretensiosamente, apenas interessado em puxar assunto.&lt;br /&gt;- Somos da mesma espécie, não somos? - o outro respondeu sentindo certa confusão.&lt;br /&gt;- Sim, mas você não notou nenhuma diferença? - o outro insistiu.&lt;br /&gt;- Não entendi muito bem aonde você quer chegar.&lt;br /&gt;- Então você deveria prestar mais atenção.&lt;br /&gt;- Não vejo grande diferença.&lt;br /&gt;- Nem mesmo na nossa cor?&lt;br /&gt;- Ah, era disto que você estava falando?&lt;br /&gt;- Sim, somos diferentes.&lt;br /&gt;- Eu não acho que a cor importa, no final somos iguais, se nos jogarem água, ambos nos molharemos; se nos espetarmos com um espinho, ambos sentiremos dor e isso não é por causa da cor.&lt;br /&gt;O outro pensou por um momento e respondeu:&lt;br /&gt;- É, você tem razão, a cor realmente não importa. Vamos mudar de assunto então - ele propôs em seguida - Há coisas mais importantes para conversarmos.&lt;br /&gt;- Qual sua comida favorita? - o outro perguntou e então a conversa continuou naturalmente, como devia ser, sem discussões irrelevantes sobre coisas que não deveriam ser discutidas em primeiro lugar.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes é melhor escutar o coração e não os olhos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8106079654837585838?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8106079654837585838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8106079654837585838&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8106079654837585838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8106079654837585838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/apenas-um-dialogo.html' title='Apenas um diálogo'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EZAplWgI1Y4/Tl3FvJgevGI/AAAAAAAAAro/1qi-3j3aY_8/s72-c/bunnies.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3314096932591471252</id><published>2011-08-21T00:23:00.001-03:00</published><updated>2011-08-21T18:53:18.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da sessão animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Porque sua vida é você quem faz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;- Sim, eu posso cantar - ela disse em pensamentos, despreocupada com o que pudessem dizer.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IhV1_gHXAXs/TlB4IXGPN9I/AAAAAAAAArk/zVT3yn6Y0MM/s1600/owl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-IhV1_gHXAXs/TlB4IXGPN9I/AAAAAAAAArk/zVT3yn6Y0MM/s400/owl.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tantos pássaros canoros no meio da mata, onde o som se propaga e ecoa por quilômetros, ricocheteando nas árvores, havia uma coruja. Como não há nada melhor do que nomes para criar um laço de afeição, a chamaremos de Tália.&lt;br /&gt;Tália era uma ave irônica e determinada, e saiba que isso não pode ser dito da maioria das aves, portanto ela era especial. É evidente que pios de coruja estão longe de serem considerados belos e inspiradores como canto dos rouxinóis, pássaros presunçosos (diga-se de passagem), mas nossa protagonista notívaga nunca se importou com a opinião alheia.&lt;br /&gt;Todas as manhãs, antes de se embrenhar em sua toca e adormecer, ela escolhia um galho alto, numa clareira espaçosa e bastante acústica e soltava a voz. Seu canto esganiçado, ora desafinado, ora próximo ao considerado razoável, expandia-se pela floresta, arrepiando a copa das árvores e viajando nas costas do vento.&lt;br /&gt;A maioria dos animais que acordavam com aquele despertador inconveniente se irritava e logo botavam uma carranca de mau humor na cara, não que isso incomodasse Tália. Ela fazia seu ritual musical fielmente todas as manhãs, até o dia em que abriu o bico e não ouviu sua voz estridente fluir para fora.&lt;br /&gt;Apavorada, ela logo pensou que tivesse sido amaldiçoada pelas aves das belas vozes e que ficaria muda pelo resto da vida. Os dias se passaram e tudo o que ela conseguia produzir era o silêncio. O mais puro e assustador silêncio.&lt;br /&gt;Tália, obviamente, recompôs-se e procurou ajuda. Em vão.&lt;br /&gt;Quando suas esperanças estavam se esgotando, numa manhã fria de inverno, ela engasgou-se e ao tossir produziu um ínfimo ruído com a garganta. A chama da esperança flamejou.&lt;br /&gt;Dias depois, ela estufou o peito, pomposamente, em seu palco improvisado e cantou. Cantou como se aquela fosse a última vez, errou e engoliu notas, atropelou a afinação e sentiu-se realizada, pois estava fazendo aquilo que a deixava feliz, independentemente da aprovação dos outros.&lt;br /&gt;Tália não deixou de cantar quando lhe diziam que sua voz era horrorosa, ela não deixou de cantar quando a rouquidão a envolveu, porque cantar era sua essência e aquilo ninguém poderia lhe tirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Sim, eu sei que estou meio desaparecido e com poucas postagens, odeio isso, devo admitir, mas farei o possível para me manter mais presente (também sei que sempre digo isso, hehe).&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Vagando pelo&lt;a href="http://weheartit.com/"&gt; we♥it&lt;/a&gt;, encontrei várias fotos (inspiradoras) de animais, e como tenho uma mente mirabolante e notando que a história de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/e-quem-disse-que-nao-e-possivel.html"&gt;Abel e Ariel&lt;/a&gt; foi bem recebida, decidi escrever alguns contos protagonizados por bichos, espero que gostem da ideia e se divirtam como eu. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3314096932591471252?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3314096932591471252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3314096932591471252&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3314096932591471252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3314096932591471252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/porque-sua-vida-e-voce-quem-faz.html' title='Porque sua vida é você quem faz'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IhV1_gHXAXs/TlB4IXGPN9I/AAAAAAAAArk/zVT3yn6Y0MM/s72-c/owl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6841624239409816067</id><published>2011-08-16T22:31:00.000-03:00</published><updated>2011-08-16T22:31:39.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas de Nathaniel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Carta #4</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;S.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por tudo o que passamos eu simplesmente não posso me prender ao desapego e deixar todas as lembranças desvanecerem no ar, porém, manter essa chama de vontade de você me consumirá completamente e destruirá a tentativa de permanecer puro diante de minhas novas concepções.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Às vezes não há um limite que separa aquilo que é bom daquilo que é nocivo, eu me recuso a encontrar defeitos onde só existe perfeição, assim como impeço minha mente e meu coração de arrancarem você de mim. Eu não estou pronto para livrar-me dessa perdição insana que suas lembranças invocam, o pecado ainda está nitidamente pregado em minha pele e enquanto pensar em ti me der forças para continuar, eu serei impuro e impróprio para este lugar sagrado.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Meus suplícios contraditórios a minha verdadeira vontade imploram que você se retire de meus pensamentos e me proporcione a liberdade tão desejada, mas meus desejos mais secretos são mais fortes e sabotam qualquer tentativa de abrir mão de sua presença constante em minhas memórias imorais e me afundam cada vez mais no mar de culpa que rapidamente me afoga.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;N.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Quem acompanhou o conto "&lt;b&gt;As cartas do monge sem nome&lt;/b&gt;" que eu postei no meio do ano passado se lembra (ou não) das cartas misteriosas, porém nas sete partes do conto foram apresentadas apenas seis cartas, decidi então escrever as outras, que serão postadas aleatoriamente. Para ler o conto clique&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(e leia cada parte)&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;e para ver somente as cartas clique&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/das-cartas-de-nathaniel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6841624239409816067?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6841624239409816067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6841624239409816067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6841624239409816067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6841624239409816067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/carta-4.html' title='Carta #4'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2557048760370867226</id><published>2011-08-05T00:10:00.002-03:00</published><updated>2011-08-05T02:08:04.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Das conjugações equivocadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;♪ (...) And one day I'll see you again, again&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;And someday when this war ends&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I hope you remember this... ♫&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2z9Btj_Uwds" target="_blank"&gt;Remember this – Cameron Mitchell&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu não me lembro quando foi que passei a precisar de você em minha vida como uma forma de sustento, era como se sem você eu literalmente perdesse o ar e então meus pulmões assustados gritavam seu nome e você vinha correndo me resgatar. Quando percebi que não havia razão para ser apenas eu sem você minhas antigas convicções sobre o amor desvaneceram e eu enxerguei através do véu que me cegava. O amor é real. Ele existe e é muito mais do que aquilo que se acredita. Descobri que quem ama, não ama só com o coração, pois o amor é de corpo inteiro.&lt;br /&gt;Entendi que o verbo amar foi feito para ser conjugado no plural. Você me ensinou tudo isso. Você me deu a base para edificar esse sentimento grandioso em meu peito... mas assim que você partiu, meu mundo desmoronou, pois você era o pilar principal.&lt;br /&gt;Meus dedos estão machucados e não conseguem juntar todos os pedaços espalhados pelo chão, então eu apenas sopro as fagulhas do pó que me tornei e as assisto flutuar para longe.&lt;br /&gt;Depois de um certo tempo eu parei de me perguntar o motivo de sua partida e foi nesse momento que você voltou. Não vou negar que meu coração saltou diversas vezes de emoção ao te ver, porque eu estive esperando por você, contando cada segundo sufocante sem a sua presença.&lt;br /&gt;Ah, se meu coração pudesse prever sua fala, ele não despencaria do ar num de seus saltos.&lt;br /&gt;– Eu voltei para te dar um adeus apropriado – você me disse.&lt;br /&gt;Lembro que balbuciei alguma coisa ininteligível e as lágrimas afogaram meus olhos.&lt;br /&gt;– Por mais que tentemos, nós não fomos feitos para durar. O que aconteceu durou o tempo exato, o amor exato... – nessa hora eu parei de ouvir e mergulhei em devaneios.&lt;br /&gt;Então havia uma medida para amor? Havia uma dose certa que se tomada em excesso se tornava nociva. Talvez eu não estivesse amando de verdade, aquela dependência era apenas isso. Eu me vi conjugando erroneamente o verbo no singular o tempo todo. Meu mundo não estava desfeito, afinal, ele apenas perdera uma peça importante, mas não de todo crucial para sua existência.&lt;br /&gt;Suspirei com força e percebi que o ar não me faltava mais. Os cacos quebrados que me machucaram eram apenas as lembranças daquilo que poderia ter sido e não foi. Apenas patéticas ilusões que já não doíam mais.&lt;br /&gt;– Não preciso mais de suas explicações – encontrei minha voz para dizer. – Se você veio dizer adeus, considere isso feito.&lt;br /&gt;Seu olhar petrificado foi o bastante para mim.&lt;br /&gt;O grande mal das pessoas é que a maioria delas se ilude com aquilo que parece ser real, há uma linha tênue entre o amor-singular e o amor-plural e esse tipo de conjugação ninguém te ensina, esse é um conhecimento que se adquire. E se for para viver, que seja daquilo que é verdadeiro, pois o resto eu dispenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2557048760370867226?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2557048760370867226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2557048760370867226&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2557048760370867226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2557048760370867226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/das-conjugacoes-equivocadas.html' title='Das conjugações equivocadas'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4133647975614065248</id><published>2011-08-01T13:30:00.000-03:00</published><updated>2011-08-21T18:57:16.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da sessão animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>E quem disse que não é possível?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/12702631/tumblr_lp31wfiA3U1qasm24o1_500_large.jpg?1312085564" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/12702631/tumblr_lp31wfiA3U1qasm24o1_500_large.jpg?1312085564" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abel é um gato e isso é basicamente tudo o que você precisa saber sobre ele, pois ele é apenas um gato comum que dorme praticamente o dia todo, mia quando quer afagos e arranha sua perna quando tem fome. Como eu disse, apenas um gato comum. Mas se ele não tem nada de especial por que eu estaria contando uma história sobre ele? Bem, continue lendo e descobrirá.&lt;br /&gt;Todos os dias eu acordo com os pulos de Abel sobre minhas costas, ele simplesmente detesta quando eu acordo tarde, pois não gosta de ficar sozinho encarando a televisão desligada. Muito contrariado, levanto-me e faço nosso café da manhã. Pão caseiro com manteiga e chá para mim e uma tigela cheia de leite para Abel. Acho engraçado quando ele, feliz da vida, toma seu leite e depois me olha com a boca toda molhada, como se sorrisse em agradecimento.&lt;br /&gt;Eu não sou fã dos programas matinais, mas sempre ligo a TV para que Abel se entretenha com as dicas de culinária que ele nunca usará, enquanto espera pelos desenhos animados. É, ele adora os desenhos e não pisca quando os assiste. Pensando bem, ele não é um gato tão comum assim.&lt;br /&gt;Quando saio para o trabalho e interrompo seu programa preferido, ele me lança um olhar rabugento e eu já fico ciente de que ele ficará todo esnobe quando eu retornar. Bichano mimado.&lt;br /&gt;Certo dia, voltando do trabalho, passo em frente ao &lt;i&gt;pet shop&lt;/i&gt; onde compro a ração de Abel e me deparo com um aquário com um peixe-dourado. Nunca entendi porque eles são chamados de peixe-dourado se possuem outras cores. O peixe que nadava distraidamente era vermelho e branco e sua cauda em forma de véu balançava-se na água com uma leveza tranquilizante só de olhar.&lt;br /&gt;Abel poderia gostar de uma companhia, eu logo pensei, e apesar de não estar escolhendo o animal certo para isso, comprei o peixe.&lt;br /&gt;Cheguei a casa, ele me olhou irritado, ainda pelo fato de eu ter desligado a TV, mas assim que viu o aquário em minhas mãos e uma criatura nadadora dentro dele, ele se aproximou de mansinho.&lt;br /&gt;- Esta é Ariel - eu disse a ele, que certamente deve ter se lembrado do filme “A pequena sereia” que assistira há algum tempo.&lt;br /&gt;Coloquei o aquário em uma mesinha perto do sofá e fui preparar a janta, não sem antes zapear pelos canais em busca de algum desenho para Abel. Minha surpresa foi que ele ignorou completamente a programação e apoiado no encosto do sofá, assistiu ao nado despreocupado de Ariel. Fiz uma nota mental para checá-los a cada cinco minutos, você já deve imaginar qual foi a minha preocupação.&lt;br /&gt;Enquanto preparava uma macarronada, checando-os de tempo em tempo, percebi que Abel não se movera um centímetro, ele estava fascinado pelo peixe, como era pela TV.&lt;br /&gt;Durante a janta, coloquei o filme preferido dele no DVD, mas não surtiu efeito algum. Ariel ganhará toda a atenção que ele podia dar.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte acordei tarde, sem meu despertador felino e quando vasculhei pela casa à sua procura, lá estava ele, empoleirado no sofá, de namorico com Ariel. Eu já devia ter imaginado.&lt;br /&gt;E a relação silenciosa dos dois se fortalecia a cada dia, algumas vezes eu podia jurar que eles mantinham contato visual e realmente podiam entender um ao outro.&lt;br /&gt;Abel revoltou-se quando eu apareci em casa com outro peixe e coloquei-o ao lado de sua amada Ariel, é que o vendedor do &lt;i&gt;pet shop&lt;/i&gt; me dissera que esse tipo de peixe não gosta de ficar sozinho, mas eu devia ter me lembrado que ela não estava sozinha, Abel estava sempre lá. Não propositalmente, eu criei um triângulo amoroso. Coisa de novela.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo não me surpreendi quando Ariel ignorou o novo companheiro, ela só tinha olhos para Abel, que todo o dia escalava o sofá e passava horas contemplando as nadadeiras flutuantes dela. Sem outra opção, livrei-me do outro peixe, dei-o para o vizinho que possuía um aquário enorme onde ele seria mais bem aceito.&lt;br /&gt;Abel ficou muito feliz com minha decisão e ronronou de alegria, Ariel nadou em círculos toda contente e assim os dois voltaram a ter privacidade.&lt;br /&gt;É, o amor pode nascer em qualquer lugar, se você não acredita dê uma passada lá em casa e veja o romance daqueles dois, de mundos tão diferentes, mas de sentimentos parecidos. A história de Abel e Ariel continua até hoje e quando se trata de amor, tudo pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4133647975614065248?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4133647975614065248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4133647975614065248&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4133647975614065248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4133647975614065248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/08/e-quem-disse-que-nao-e-possivel.html' title='E quem disse que não é possível?'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7301694473049994874</id><published>2011-07-29T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T00:10:00.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Nº 300</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_whAljEDKg6k/TMBqEbbDkWI/AAAAAAAABkU/cOFr0NQT9E4/s1600/dt_300posts.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_whAljEDKg6k/TMBqEbbDkWI/AAAAAAAABkU/cOFr0NQT9E4/s1600/dt_300posts.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já era de se esperar quando chegasse a esse marco (?), eu faria uma postagem, hehe.&lt;br /&gt;Então como o título e a imagem sugerem, essa é a postagem de número 300, é um número relativamente alto para postagens, na minha humilde opinião, é claro.&lt;br /&gt;Se eu imaginava que fosse chegar até aqui quando criei o blog? Sinceramente, não. Mas foi e está sendo uma experiência maravilhosa compartilhar esse cantinho com as pessoas que passam e já passaram por aqui, principalmente porque grande parte da minha motivação são os leitores, que interagem comigo e expressam suas opiniões.&lt;br /&gt;Eu sei que ultimamente tenho estado afastado daqui e dos demais blogs, e isso é realmente contra minha vontade. Confesso que já cogitei em parar com o blog temporariamente, mas acho que isso não me faria bem, por isso vou mantê-lo ativo, embora com um número escasso de postagens, espero a compreensão de todos.&lt;br /&gt;Ter chegado até aqui é prova de uma dedicação que não quero deixar para trás. Eu amadureci bastante nesse espaço e me expus de uma maneira que jamais imaginei que eu seria capaz, a transição de escritor de gaveta para um blogueiro que é lido foi surpreendente e isso me ensinou várias coisas. Aprendi a aceitar melhor as críticas e lidar com pensamentos diferentes, conheci outros mundos e outras palavras que se tornaram refúgios e pude ver que não sou um louco sozinho, tem um bando de loucos por aí que pensam como eu, haha.&lt;br /&gt;Enfim, tenho que agradecer aos meus seguidores e leitores e amigos e parceiros e todos que me ajudaram a fazer do sorriso uma arte que encanta primeiramente ao seu criador.&lt;br /&gt;Um abraço bem apertado a você que tirou um tempinho &amp;nbsp;para me ler e saiba que você é importante para mim.&lt;br /&gt;Até a próxima, seus sorridentes!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7301694473049994874?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7301694473049994874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7301694473049994874&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7301694473049994874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7301694473049994874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/n-300.html' title='Nº 300'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_whAljEDKg6k/TMBqEbbDkWI/AAAAAAAABkU/cOFr0NQT9E4/s72-c/dt_300posts.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7617972023836392830</id><published>2011-07-25T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T00:10:00.293-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O escritor que nunca viu</title><content type='html'>As palavras são meu mundo, minha realidade. Elas são e sempre foram meus olhos.&lt;br /&gt;Minha vida sempre fora mergulhada na escuridão ou claridade, eu nunca soube ao certo. Nunca soube o que as palavras preto e branco significavam. Eu não sabia o que eram cores, portanto meu mundo é algo que você, que enxerga, não pode imaginar. Eu nasci assim, com olhos que jamais puderam ver a luz do sol e o brilho da lua e das estrelas. Sem poder ver, meus outros sentidos se tornaram mais aguçados. Minha audição era perfeita, meu tato de uma sensibilidade impressionante e meu olfato muito perspicaz, mas eu queria ver, eu queria ver aquilo que sempre havia sido a coisa mais importante em minha vida, eu queria ver as palavras, queria folhear um livro e poder devorar com os olhos aqueles caracteres interligados que formavam universos paralelos.&lt;br /&gt;Minha mãe lia para mim desde quando eu era bem pequeno, no começo foi difícil para ambos, pois eu não conseguia imaginar como eram as coisas descritas e ela se frustrava por nem sempre conseguir me explicar... meu tato ajudou bastante nesse processo de conhecimento de formas e texturas, mas eu nunca soube o que eram cores. Eu queria tanto poder imaginar as cores e tudo aquilo que eu ouvia e não podia tocar, mas cada palavra que dava a mão para a outra, formando uma ciranda nas linhas sobre o papel me transportava para outro lugar e eu me deixava levar, sentia a leveza me puxar para dentro da página... eu fui heróis, vilões, protagonistas, poetas, trovadores. Eu fui o leitor que nunca leu.&lt;br /&gt;As palavras tornaram a minha vida mais saborosa. Eu me empolgava em travessões, prendia a respiração em vírgulas, me deleitava nas reticências. Eu brincava com os pingos dos "is", me deitava na curvas do "s", me enroscava dentro dos "os". Meu mundo mágico de palavras, dois pontos, aspas, exclamações... mas nunca de pontos finais. Eu não queria que isso parasse, minha avidez por esse reino fabuloso de histórias era minha forma de dar cor a minha vida, ainda sem cor alguma existir.&lt;br /&gt;A cada dose de leitura de minha mãe, eu mergulhava em sua voz que me guiava por lugares inesperados, que me dizia frases lindas, poéticas, suaves... a melodia do som das letras. Eu me entregava ao livro e sorvia cada detalhe mínimo que ele oferecia e fui tão seduzido por isso que eu desejei escrever.&lt;br /&gt;Eu queria me tornar um escritor, criar histórias, personagens, edificar lugares que nunca estive, construir castelos de palavras e montanhas de expressões, eu queria gerar vida, vozes, colocar em palavras meus sentimentos.&lt;br /&gt;As letras em braile possuíam uma forma diferente e eu nunca gostei disso, eu queria escrever nas letras que eu conhecia, nas formas que eu toquei. Pedi uma máquina de escrever para minha mãe, eu não quis um computador, e as teclas da máquina foram adaptadas de forma que eu pudesse reconhecer as letras ao tocá-las. Eu, a máquina e uma folha de papel em branco, a combinação peculiar que deu certo. Muitos criticaram meu entusiasmo e minha vontade de seguir em frente com aquilo, mas eu me apeguei aos incentivos sinceros e me atirei de corpo e alma no mundo das letras invisíveis.&lt;br /&gt;Comecei a escrever aos poucos, a cada dia eu me colocava diante da máquina e deixava meus dedos brincarem sobre as teclas rígidas que estalavam enquanto marcavam o papel com as palavras que eu ordenava. Era uma sensação incrível, me descobri na escrita como eu nunca havia feito, me libertei da venda que eu mesmo havia me colocado. Minha mãe corrigia pequenos erros que escorregavam por entre meus dedos, mas com o tempo isso deixou de ser necessário, pois eu, a máquina e o papel éramos um só, mantínhamos uma cumplicidade invejável, meus melhores amigos e conhecedores de meus desejos e segredos.&lt;br /&gt;A escrita me levou por caminhos secretos, abriu minha mente para cenários que eu criava e me dava voz, dava tom, dava gosto, cheiro, som e, além disso, me dava visão. Quem diria que um garoto cego pudesse escrever coisas tão belas de um mundo ao qual nunca vira? E assim fui atraindo a curiosidade das pessoas através de minhas palavras. Minha mãe pagava para publicar meus escritos no jornal da cidade.&lt;br /&gt;Hoje em dia sou reconhecido pelo o que faço, as palavras que uno de forma sincera e singular me levaram a atingir um reconhecimento que eu nunca esperei. Eu nunca pude ler aquilo que eu escrevia, nunca pude ver a distribuição das letras no papel, a métrica utilizada pelos editores, nunca pude ver as cores das capas de livros que eu concebi. Todos eles eram partes de mim. Todos eram degraus da escada imaginária que me levou ao alto patamar dos meus sonhos mais incríveis e impossíveis. As palavras me rodeiam como crianças brincando de roda, as letras me sussurram variações, as pontuações me mantêm no ritmo e a escrita me domina... e eu me dôo por completo.&lt;br /&gt;As palavras sempre foram e sempre serão meus olhos e é através delas que meu mundo ganha cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Esse conto foi escrito no ano passado para participar de um concurso cultural, porém é inédito aqui no blog.&lt;br /&gt;Achei que seria interessante publicá-lo hoje, no Dia do Escritor. Aproveito para parabenizar a todos os escritores que temos por aí, famosos e amadores, contistas e contadores, cronistas, poetas, de gaveta, de guarda-roupa e afins. E também aos leitores, que são a alma da escrita e a levam adiante.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7617972023836392830?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7617972023836392830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7617972023836392830&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7617972023836392830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7617972023836392830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/o-escritor-que-nunca-viu.html' title='O escritor que nunca viu'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4007207308997228862</id><published>2011-07-20T15:36:00.001-03:00</published><updated>2011-07-20T17:05:13.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O valor de uma amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Para eles</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/12211268/150852_1738746714713_1420014247_31908707_7296947_n_large.jpg?1311179463" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/12211268/150852_1738746714713_1420014247_31908707_7296947_n_large.jpg?1311179463" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amigo é quem te manda mensagens super cedo mesmo sabendo que você só acorda depois das 12h.&lt;br /&gt;É quem te bota inúmeros apelidos e não está nem aí para o que você vai dizer.&lt;br /&gt;É a pessoa que te faz ter crises de riso inesquecíveis.&lt;br /&gt;É quem briga contigo quando você faz algo errado e te apóia quando você está certo.&lt;br /&gt;É quem topa fazer as maiores loucuras que você tem em mente e te inclui em suas loucuras.&lt;br /&gt;É quem te liga de madrugada para jogar conversa fora.&lt;br /&gt;É aquele que te vê caindo e ajuda enquanto morre de dar risada.&lt;br /&gt;É quem te leva de intruso em festas que você não foi convidado.&lt;br /&gt;É quem faz vídeos engraçadíssimos com você.&lt;br /&gt;É quem tem diz na sua cara que você é um vagabundo e precisa sair dessa vida.&lt;br /&gt;É aquele que tira centenas de foto ao seu lado.&lt;br /&gt;É aquele que canta e dança com você e até é pego no flagra pela sua mãe.&lt;br /&gt;É quem tem um sonho ruim contigo e te liga pra saber se você está bem.&lt;br /&gt;É quem fica triste quando você mente que vai embora da cidade.&lt;br /&gt;É quem te abraça com força quando faz tempo que não te vê.&lt;br /&gt;É quem comenta em todas as suas fotos do Orkut.&lt;br /&gt;É quem faz de guerra de cutucadas no Facebook.&lt;br /&gt;É quem te menciona no Twitter e dá RT nas suas besteiras mais idiotas.&lt;br /&gt;É quem vai ao cinema contigo para ver filmes sobre o fim do mundo.&lt;br /&gt;É para quem você fica devendo um chocolate branco com frutas vermelhas e nunca paga.&lt;br /&gt;É quem vai tomar açaí contigo mesmo quando está super frio.&lt;br /&gt;É para quem você chora e conta detalhadamente como sua cachorra morreu.&lt;br /&gt;É quem te procura quando precisa de um ombro amigo, mesmo que seja só para ficar em silêncio.&lt;br /&gt;É quem fica sentado na calçada contigo batendo papo.&lt;br /&gt;É com quem você passa horas no MSN num papo cabeça cheio de filosofias.&lt;br /&gt;É quem te leva em viagens pra conhecer a família.&lt;br /&gt;É quem te faz uma festa surpresa de aniversário com a decoração do Nemo.&lt;br /&gt;É quem inventa de fazer pizza no meio da semana.&lt;br /&gt;É quem te bota no porta-malas do carro quando não tem mais lugar.&lt;br /&gt;É com quem você troca suas músicas mais esquisitas.&lt;br /&gt;É com quem você aprende pequenas lições valiosas.&lt;br /&gt;É em quem você pensa quando está sozinho.&lt;br /&gt;É quem mesmo de longe se faz presente.&lt;br /&gt;É aquele que você corre quando tem alguma coisa para contar.&lt;br /&gt;É quem conhece seus defeitos e te ama mesmo assim.&lt;br /&gt;É quem te defende quando precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade é, acima de tudo, cumplicidade e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Eu poderia ter escrito um conto sobre o tema, mas preferi homenagear aqueles que tornam a minha vida mais alegre, sejam reais ou virtuais, e essa lista poderia muito bem se estender metricamente, mas o que importa é que eu tenho a eles e eles têm a mim.&lt;br /&gt;Por mais clichê que seja:&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Um feliz dia do amigo para todos.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4007207308997228862?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4007207308997228862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4007207308997228862&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4007207308997228862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4007207308997228862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/para-eles.html' title='Para eles'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7141720250315763293</id><published>2011-07-16T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-07-16T00:10:00.306-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas de Nathaniel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Carta #3</title><content type='html'>&lt;i&gt;S.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Meus pesadelos mais perturbadores são meus devaneios que insistem em buscar sua presença escondida em minha mente profana. Por um lado tento enterrar as memórias que você está, mas por outro lado saboto a mim mesmo e crio uma cova rasa ao qual sujarei minhas mãos ao te arrancar de lá. Meus pensamentos se libertam facilmente das correntes que os prendem e voa para os lugares em que estivemos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Suas palavras doces e ardentes ao mesmo tempo ecoam pelo ar em lembranças vívidas que deveriam ser apagadas. Eu perco o controle de mim mesmo, luto e perco a batalha que é manter-te fora da cabeça. Duelo com meu próprio peito para que ele te expulse, mas fracasso a cada tentativa. Livrar minha vida de ter você dentro de mim é o mesmo que arrancar meu coração e despedaçá-lo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Então eu sucumbo nas memórias, afogo-me nas lembranças mais tórridas que me trazem calafrios e deixo você tomar conta de meu ser mais uma vez, somente para me arrepender mais tarde, mas esse é um preço que eu pago com vontade. Prefiro me arrepender de te manter em segredo em meus pensamentos, do que arrancar sua essência impura que se prende em cada centímetro de meu corpo. Talvez um dia isso passe, mas enquanto esse dia não vem, que o fogo que um dia existiu entre nós, queime meu pudor doentio e me apeteça no silêncio da noite.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;N.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Quem acompanhou o conto "&lt;b&gt;As cartas do monge sem nome&lt;/b&gt;" que eu postei no meio do ano passado se lembra (ou não) das cartas misteriosas, porém nas sete partes do conto foram apresentadas apenas seis cartas, decidi então escrever as outras, que serão postadas aleatoriamente. Para ler o conto clique&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(e leia cada parte)&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;e para ver somente as cartas clique&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/das-cartas-de-nathaniel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7141720250315763293?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7141720250315763293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7141720250315763293&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7141720250315763293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7141720250315763293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/carta-3.html' title='Carta #3'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2219741417534781066</id><published>2011-07-12T02:08:00.002-03:00</published><updated>2011-07-16T14:14:09.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A voz da encruzilhada</title><content type='html'>A moça caminhava confiante pela estrada no final da tarde. As árvores que flanqueavam as duas margens ofereciam-lhe sombra e o vento sacudia os galhos mais altos, como se brincasse com as folhas. Os passos certeiros dela pararam bruscamente diante de uma encruzilhada que jamais estivera ali.&lt;br /&gt;Ela encarou o caminho da esquerda e o da direita e pouco pôde ver do que estava logo à frente. Seus olhos se fecharam por um momento e uma voz afiada cortou o ar e pousou em seus ouvidos.&lt;br /&gt;- Diga-me o que você mais deseja? – a voz havia perguntado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça rapidamente abriu os olhos e ao olhar para trás se deparou com um homem. Ele usava um turbante roxo e seus longos cabelos pretos escorriam pelos ombros. Seus olhos estavam pintados de negro. Uma corrente de ouro com um símbolo estranho pendia de seu pescoço e em cada dedo havia um anel diferente. A boca, de lábios finos, estava curvada num sorriso misterioso.&lt;br /&gt;- Quem é você? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Digamos que eu seja um gênio – ele respondeu. – Você teria algum pedido a fazer?&lt;br /&gt;- Eu estou com pressa, não tenho tempo para brincadeiras.&lt;br /&gt;- Eu não faço brincadeiras, minha jovem. Sou um grande apreciador do tempo bem aproveitado.&lt;br /&gt;Ele deu a volta e colocou-se na frente dela, de costas para a bifurcação da estrada.&lt;br /&gt;- Eu possuo um talento nato para predizer as coisas – ele declarou. – Você gostaria de saber o que vai acontecer se você tomar cada uma das estradas em sua frente?&lt;br /&gt;- Eu não acredito nessas coisas.&lt;br /&gt;- Mas essas coisas acreditam em você – ele sibilou friamente.&lt;br /&gt;Ela percebeu que não teria alternativa senão deixá-lo falar.&lt;br /&gt;- O que está me esperando?&lt;br /&gt;O sorriso dele se alargou e mostrou dentes perfeitamente brancos.&lt;br /&gt;- Se você tomar este caminho – ele apontou para esquerda. – você encontrará uma forma dolorosa de morrer, contudo, se você optar pelo outro, terá uma vida razoavelmente longa, porém cheia de tristeza e dores.&lt;br /&gt;- Isto não tem graça – ela falou irritada.&lt;br /&gt;- Não, claro que não. O engraçado é enganar a morte e driblar o destino. Eu posso fazer com que viva para sempre e tenha tudo aquilo que sempre quis...&lt;br /&gt;Várias imagens surgiram na cabeça dela, desejos secretos que subitamente vieram à tona.&lt;br /&gt;- E o que eu tenho que fazer?&lt;br /&gt;- Dar a volta e desistir desse caminho – ele respondeu.&lt;br /&gt;Ela olhou para trás, para a extensa estrada que havia caminhado e pensou por um momento. O homem sorria incessantemente e contemplava os anéis.&lt;br /&gt;- Como eu vou saber que você fala a verdade? – ela quis saber.&lt;br /&gt;- Você vai saber – ele falou – Eu estarei com você o tempo todo, para sempre – a boca dele não se moveu, mas sua voz ecoou dentro da cabeça dela e lentamente ela virou-se e fez o caminho inverso.&lt;br /&gt;Ela teve tudo o que sempre quis, mas tudo durou apenas um dia. Conforme o tempo se derramava, ela era obrigada a dar adeus às pessoas que amava, uma a uma, até não sobrar mais ninguém.&lt;br /&gt;A voz gelada do homem a perturbava toda noite, murmurando repetidas vezes que ela pertencia a ele.&lt;br /&gt;Quando se quer mais do que se pode ter e se deseja tudo, o preço que se paga às vezes é alto demais. Às vezes é mais do que se pode pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sobressaltou-se e abriu os olhos, livrando-se do devaneio e observou a estrada que se dividia, perguntando qual sua escolha. Ela olhou para trás, satisfeita do caminho que tinha feito e então caminhou para a direita.&lt;br /&gt;Aquela voz na sua cabeça nunca mais voltou a incomodar, pois ela sabia o que queria, assim como sabia que teria apenas aquilo que merecesse. Ninguém pode ter tudo, não importa o quanto possa pagar e é assim que as coisas são. É assim que sempre serão.&lt;br /&gt;O caminho que ela seguiu foi cheio de surpresas, boas e ruins, cheio de encontros e desencontros, como deveria ser. &lt;br /&gt;Ela continua caminhando e desbravando outras trilhas, até que alcance seu destino final, aquele que homem nenhum pode predizer.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para&amp;nbsp;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2219741417534781066?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2219741417534781066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2219741417534781066&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2219741417534781066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2219741417534781066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/voz-da-encruzilhada.html' title='A voz da encruzilhada'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4157133931581992141</id><published>2011-07-08T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-07-08T00:11:57.989-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>A arte de sussurrar nas entrelinhas</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nunca fui um grande entendedor da vida e de suas fases inconstantes. Muitas vezes me peguei perdido em pensamentos e dúvidas que eu mesmo criava para dar sentido nas coisas que eu via e ouvia. Confesso que por um tempo fui adepto de comparações que nunca me trouxeram benefício algum, assim como os julgamentos que fiz, precipitados ou não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não existem regras ou manuais que possam te ensinar como viver cada ano de sua vida. Aprendemos da forma mais natural e cruel possível, que é através dos erros, nossos ou dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Posso dizer que hoje em dia tenho mais discernimento do que é bom para mim, desenvolvi um senso crítico que prefiro manter secreto para não assustar as pessoas, da mesma forma que aprendi a manter-me indiferente a diversos tipos de coisas que normalmente me trariam problemas ou atrasos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parei de dar satisfações da minha vida para estranhos ou até mesmo para os conhecidos que não se importavam com isso. Há certas coisas que são melhores ditas quando não são contadas, afinal (se é que você entende essa contradição complicada).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que eu mais carrego numa sacola por onde quer que eu vá são perguntas. Tenho mais perguntas do que respostas, exijo mais certezas do que jamais poderei ter. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abomino com todas as minhas forças as malditas frustrações, que me atormentam dia e noite, como se rissem da minha cara dizendo “não foi desta vez”. Por dias a fio eu me odeio e procuro entender a minha insignificante existência, outros dias, porém, entendo que tenho que respeitar quem eu sou para que os outros façam o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As terras intrincadas de minha mente são terrenos perigosos, não me atrevo a deixar ervas daninhas crescer por lá, caso contrário a infestação seria devastadora. Entendo que sou uma pessoa negligente e este, talvez, seja um dos meus maiores defeitos, mas mudar isso só depende de mim, certo? Eu preciso me ater àquelas responsabilidades que insisto em deixar de lado somente pelo prazer de não perder meu tempo ocioso com o que realmente é importante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos meus maiores trunfos é, definitivamente, meu entendimento com o mundo das palavras. É incrível como elas parecem me servir quando preciso delas e ironicamente desaparecer quando são indispensavelmente convocadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já posicionei travessões onde não deveria e pontos finais em momentos errados. Já me equivoquei diversas vezes com as pontuações em geral e continuo fazendo isso até hoje. Não vivo as páginas de um livro perfeitamente escrito, sou um personagem errante, ora herói, ora vilão. Não me julgue pela capa danificada, meu interior pode te encantar ou repelir, mas no fundo isso depende mais de você do que de mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;À noite, minhas preces silenciosas se refugiam na escuridão. Eu preciso dar vozes aos meus desejos, mas temo o que eles podem dizer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu que achei que minha vida precisava de menos vírgulas, descobri que havia reticências demais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4157133931581992141?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4157133931581992141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4157133931581992141&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4157133931581992141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4157133931581992141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/arte-de-sussurrar-nas-entrelinhas.html' title='A arte de sussurrar nas entrelinhas'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-393501565859959882</id><published>2011-07-04T00:02:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T00:02:42.454-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenageados'/><title type='text'>Ella en palabras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela é aquela que se olha no espelho e não entende o que vê. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ora moça, ora moleca, procurando o que quer ser. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Cheia de perguntas na cabeça alimentando seu viver. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela é mulher criança, decifre-a para conhecer. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela nunca soube se descrever, talvez porque viveu sua vida toda escondida em sua casca impenetrável sem ouvir a opinião alheia ou será que ela se escondeu exatamente por causa das opiniões? Ela é aquela pérola misteriosa que você não sabe de onde veio e nem para onde vai. Ao olhar em seus olhos profundos feito poços abismais ao mesmo tempo em que dá vontade de desbravar aquela escuridão, dá um medo do que pode haver lá dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sempre buscou olhar para seu eu interior quebrando a cabeça com as peças intrincadas de sua composição. Ela quer se mostrar, quer descobrir o que tem além do arco-íris e o que o horizonte esconde. Perguntas nunca foram o problema, ela as tinha até demais, o que havia era escassez de respostas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A menina-moça-mulher era inspirada pelo amor e conduzida pelos sentimentos. Ela dançava tango com a paixão e caminhava de mãos dadas com a saudade, mas era saudade daquilo que não existiu ou daquilo que poderia ter sido e não foi. Ela tomava doses de gentileza e colecionava elogios pelo caminho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As críticas construtivas se tornavam tijolos para o alicerce de seu mundinho particular, onde ela reinava soberana e altiva. Ela era cheia de atitudes e de uma personalidade forte ímpar.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu paladar era apurado, ela gostava de doce ou salgado, de quente ou frio, nada de meios termos, nada de indefinições. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez você a conheça de vista ou já tenha trocado algumas palavras com ela. Por falar em palavras, seria necessária uma porção delas para descrevê-la de forma exata, ainda que isso pudesse ser uma missão impossível. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela está espalhada pelo mundo, existe uma em cada jardim e em cada parque. Ela passa em frente a sua casa todo dia e você não percebe. Ela pode trabalhar ao seu lado e não ser notada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela, a mulher. Não apenas aquela do sexo feminino, com todas as curvas e trejeitos, mas aquela que dá sentindo à palavra. Aquela que não se vê apenas com os olhos, que não se sente apenas com o toque e não se conhece apenas com um dia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela é sempre mais do que se espera e bastante imprevisível. Tente ler suas entrelinhas ou padeça na ignorância. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Terceiro texto em homenagem aos blogs desse ano, o &lt;a href="http://ellaenpalabras.blogspot.com/"&gt;Ella en Palabras&lt;/a&gt; é o blog da &lt;b&gt;Bárbara Farias&lt;/b&gt;, espero que ela (caso leia) e todos tenham gostado. Para lembrar, comecei as homenagens para me fazer presente nos blogs enquanto estou ausente nas páginas de comentários, sendo assim tentarei fazer mais. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Galera, ganhei o concurso da &lt;a href="http://associacaoblogueiradeletras.blogspot.com/"&gt;ABL&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;e fui entrevistado, para ver a entrevista clique &lt;a href="http://associacaoblogueiradeletras.blogspot.com/2011/07/entrevista-da-semana-rodolpho-padovani.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Grande abraço, sorridentes. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-393501565859959882?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/393501565859959882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=393501565859959882&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/393501565859959882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/393501565859959882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/07/ella-en-palabras.html' title='Ella en palabras'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3062216831243365867</id><published>2011-06-29T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-06-29T21:25:59.679-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Quando a espera é demais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Znz2oo1oGnE/TXgGIX_ktmI/AAAAAAAABkI/qOtZlHfheVo/s1600/a%2B1.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 341px; height: 385px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Znz2oo1oGnE/TXgGIX_ktmI/AAAAAAAABkI/qOtZlHfheVo/s1600/a%2B1.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Quer descobrir o que é essa espera?&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/06/quando-espera-e-demais.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;Clique em sim para ver meu novo conto no &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Contos Franqueados&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3062216831243365867?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3062216831243365867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3062216831243365867&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3062216831243365867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3062216831243365867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/quando-espera-e-demais.html' title='Quando a espera é demais'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Znz2oo1oGnE/TXgGIX_ktmI/AAAAAAAABkI/qOtZlHfheVo/s72-c/a%2B1.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5796821871868828245</id><published>2011-06-25T15:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-25T15:00:02.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas de Nathaniel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Carta #18</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;S.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dia e noite duelo com o tormento que é ter-te habitando em meu peito e minha mente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Por mais que eu tente me distrair, lembranças suas se arrastam em minha direção. Ouço sua voz no canto do vento, vejo seu semblante nos raios do sol e sinto seu toque inexistente quando a noite cai e minha pele queima de saudades da sua. Meu coração bate descompassado pela sua ausência. Ele clama pelo seu corpo impuro sobre o meu e suplica por perdão ao mesmo tempo. A minha escolha de não te ter me machuca cada vez mais, é a autoflagelação da minha alma. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Minhas mãos vazias precisam te ter aqui, meus dedos só se encaixam com os seus. Não sei quando tempo ainda suportarei minha existência sem ti, mas eu luto para te esquecer, para te deixar partir e não olhar mais para trás, mas meu coração acostumou-se com a dor. Só vivo para sofrer por ter te deixado e esse sofrimento me tornou o que sou e me envergonha por não viver completamente uma vida nem a outra. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;N.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Quem acompanhou o conto "&lt;b&gt;As cartas do monge sem nome&lt;/b&gt;" que eu postei no meio do ano passado se lembra (ou não) das cartas misteriosas, porém nas sete partes do conto foram apresentadas apenas seis cartas, decidi então escrever as outras, que serão postadas aleatoriamente. Para ler o conto clique&lt;b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;(e leia cada parte)&lt;b&gt; &lt;/b&gt;e para ver somente as cartas clique &lt;b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/das-cartas-de-nathaniel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5796821871868828245?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5796821871868828245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5796821871868828245&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5796821871868828245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5796821871868828245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/carta-18.html' title='Carta #18'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5486985094011518996</id><published>2011-06-20T14:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T14:04:40.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O fim da rodovia</title><content type='html'>&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-dQrNHTKav3M/Tf0CFUTMHwI/AAAAAAAAAH8/Xnyzk58K_wc/tumblr_lmtg7gFO6H1qd6cwjo1_500_large.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 323px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-dQrNHTKav3M/Tf0CFUTMHwI/AAAAAAAAAH8/Xnyzk58K_wc/tumblr_lmtg7gFO6H1qd6cwjo1_500_large.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O hálito do inverno embaçava o vidro do carro. Do lado de fora a neve se espalhava pelo acostamento e na rua se viam as marcas de pneus. Do lado de dentro, três pessoas se refugiavam com o aquecedor ligado. No rádio tocava uma música baixa que servia apenas de som ambiente enquanto a mulher no volante discutia algo banal com o homem sentado ao seu lado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles estavam indo de volta para casa depois de saírem da casa dos pais dela, que por sinal eram os sogros dele, contudo eles não chegariam a seu destino. Pelo menos, não todos eles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As vozes alteradas nos bancos da frente acordaram o bebê de dois anos que dormia confortavelmente em seu assento especial no banco traseiro, com isso outra discussão se iniciou e a culpa era atirada de um lado para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Cuidado – ele gritou quando a mulher distraiu-se com o bebê, mas ela não conseguiu desviar a tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ônibus estava com metade de sua lotação de costume, normalmente excursões como aquela para feiras de exposições em cidades vizinhas atraía um número razoável de velhas senhoras cansadas da monotonia das tardes em suas varandas com as agulhas de tricô e de crianças que acompanhavam as avós. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motorista era novo na empresa de transporte, mas conhecia ambas as cidades como a palma de sua mão, assim como a rodovia que ligava as duas. Ele passara a noite anterior em claro por ter descoberto que a mulher o estava traindo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sono aproximou-se de mansinho e acomodou-se em seus ombros, sussurrando uma canção de ninar em seus ouvidos. Suas pálpebras começaram a pesar e a cabeça tombava de minuto em minuto, de repente tudo ficou escuro. Ele não ouviu os gritos assustados dos passageiros nem percebeu quando o ônibus invadiu a pista no sentido contrário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O carro tentou desviar, mas bateu de frente com o ônibus, que o atirou para fora da pista. O ônibus derrapou pelo asfalto liso pela neve e tombou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um homem conseguiu sair dos destroços do carro, todo ferido e encarou horrorizado o resultado do acidente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motorista do ônibus acordou e viu-se dentro de um pesadelo real. Tudo estava escuro, havia pessoas machucadas e gemidos. Sua cabeça doía e estava manchada de sangue. Ele tentou caminhar por cima dos assentos para checar se havia alguém em estado grave e ouviu um grito desesperado do lado de fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem com cortes no rosto sentiu as lágrimas queimarem as feridas. O vento gelado desaparecera, não havia testemunhas. Dentro do carro não havia sobreviventes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve vítimas fatais no ônibus, apenas algumas contusões e cortes superficiais. O motorista abriu a saída de emergência e deparou-se com um homem ajoelhado ao lado do outro veículo envolvido no acidente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando ele viu o que causara, seus problemas tornaram-se insignificantes. Bastou um minuto de descuido para que aquelas vidas se perdessem. Ele viu a dor estampada nos olhos molhados do homem que perdera sua família e sentiu o peso da culpa afundar seus ombros, sem saber o que dizer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;– A culpa é minha – ele ouviu o homem dizer. – Eu não deveria ter deixado-a dirigir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“A culpa é da maldita da minha mulher”&lt;/i&gt;, o motorista do ônibus pensou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A culpa certamente era de alguém, mas apontar culpados não era suficiente. Nada mudaria o que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; A vida leva tempo para ser construída, mas pode se acabar em questão de segundos, seja por ordem do acaso ou pela mão do homem. A vida é como estar numa estrada incerta, ora escorregadia, ora cheia de curvas misteriosas, cabe ao condutor estar atento a cada detalhe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motorista do ônibus aprendeu que evitar os erros dói menos do que se culpar e que por mais que se tente, algumas coisas não podem ser desfeitas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Pauta para &lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Galera, sei que estou devendo várias visitas, mas o fato é que ainda estou desconectado do mundo e sem muito tempo. Estou escrevendo um livro, que está consumindo minha inspiração, por isso a frequência das postagens diminuiu. Enfim, agradeço a quem tira um tempo aqui nas páginas do blog e pelos comentários sempre gentis, que aprecio muito. Até a próxima, não se esqueçam de votar no Top Blog e um grande abraço. &lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5486985094011518996?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5486985094011518996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5486985094011518996&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5486985094011518996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5486985094011518996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/o-fim-da-rodovia.html' title='O fim da rodovia'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-dQrNHTKav3M/Tf0CFUTMHwI/AAAAAAAAAH8/Xnyzk58K_wc/s72-c/tumblr_lmtg7gFO6H1qd6cwjo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5491792988448614266</id><published>2011-06-14T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T00:02:11.110-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O homem do farol</title><content type='html'>&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/9855653/5726665887_8e36af0da6_large.jpg?1305640825" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 333px;" src="http://data.whicdn.com/images/9855653/5726665887_8e36af0da6_large.jpg?1305640825" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Todo dia encaro a insípida rotina que minha vida tem sido desde quando posso me lembrar. Meus pés afoitos e não mais interessados nos caminhos, seguem pela trilha de pedra até o meu local de trabalho. O contínuo vai e vem das ondas do mar lambem o chão de areia e os respingos de água salgada temperam o ar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A torre do farol se ergue majestosa em minha frente, engrandecendo à medida que me direciono até ela. A escada de ferro da entrada, maltratada pelo tempo e desgastada pela corrosão, me saúda indiferente. As paredes de tijolo batido se tornaram meu refúgio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No topo do farol, acompanhado do potente refletor giratório, eu brindo minha solidão comigo mesmo e converso com o vento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendi com o tempo que vivemos a vida que fazemos, que cada pedra recolhida nos caminhos e cada escolha diante de uma encruzilhada constroem os alicerces do futuro, feito peças de um quebra-cabeça que nunca se completa. Hoje visto a solidão como um sobretudo velho e inestimável, sua companhia me conforta. Gosto do sabor agridoce do nada e dos sussurros mudos de ninguém. Admiro o indomável mar na minha frente, ignoro sua calmaria e me deleito em seus momentos de revolta, pois esses me mostram sua verdadeira face. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou feito de cacos de trevas e de retalhos de luz, assim como todo mundo é. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu trabalho desprezível e desvalorizado é o que traz a alegria de muitos homens cansados da solidão, que esperam ardentemente sentir a terra firme sob seus pés mais uma vez. A luz do meu farol que os guia para fora da garganta da escuridão é a mesma luz fria irrelevante em minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os pesares do meu passado ficaram para trás, não sou do tipo de homem que remói lembranças nem que regurgita remorsos, mantenho o olhar voltado para frente. O dia que me importa é o hoje, nada de grandes planos atirados no horizonte, detesto a frustração de não completá-los. Idealizo apenas os sonhos, pois uma pessoa que se esquece de sonhar perde a razão de viver. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por vezes o som da minha própria voz se desentende com meus ouvidos, pois não há diálogos entre mim e eu mesmo. Deixo minhas palavras soltas e elas correm pela escada em espiral, brincam com a luz forte que gira sem parar ou se escondem nas sombras da noite. Há resquícios de caligrafia gravados nas paredes e em folhas abandonadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou deixar a minha história para trás quando eu me for, minha vida contraditoriamente insossa não agradaria o paladar apurado de ninguém. Eu me acostumei com o que não tenho, aprendi a valorizar meus pertences e me desarmei de utopias há muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pequena trilha da minha casa até o farol é a estrada que percorrerei até meus últimos dias e você se engana ao pensar que sou um pobre resignado. Eu não fui sufocado pelo conformismo, eu o aceitei. Há algumas lutas que valem a pena ser lutadas, outras, independentemente de quanto você treina, o resultado jamais vai se alterar. Eu escolhi minhas lutas e por isso venci todas elas. Não estou falando de desistir diante de obstáculos, estou falando de ter coerência para distinguir qual deles realmente te priva de ir a algum lugar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é como apanhar pedras no breu da noite, só saberemos se apanhamos algum diamante quando a luz do sol chegar, portanto há de ter coragem para deixar algumas pedras para trás e fé enquanto segura as que restaram. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A luz do farol gira constantemente em seu propósito de resgatar esperanças perdidas e minha essência se resume na arquitetura de um farol. Ora iluminado, ora banhado de escuridão.  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Pauta para o 1º Concurso &lt;a href="http://associacaoblogueiradeletras.blogspot.com/"&gt;ABL&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://associacaoblogueiradeletras.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5491792988448614266?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5491792988448614266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5491792988448614266&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5491792988448614266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5491792988448614266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/o-homem-do-farol.html' title='O homem do farol'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4700253508035645544</id><published>2011-06-10T23:45:00.005-03:00</published><updated>2011-07-22T12:49:15.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>A escolha do sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/7880590/tumblr_lhxq61evOK1qfgis5o1_500_large.jpg?1299973068" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://data.whicdn.com/images/7880590/tumblr_lhxq61evOK1qfgis5o1_500_large.jpg?1299973068" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 334px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 500px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;♪ (...) In your hands&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I know that I am home&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;And I'll never be alone... ♫&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2oxjvePk7oA" target='_blank'&gt;In Your Hands – Javier&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol sorria de um jeito ameno, um sorriso morno e meio de lado. Aquele sorriso inseguro que damos a um desconhecido na rua. E ele sorria especialmente para todos os casais de mãos dadas, para os jovens apaixonados, para os homens apressados que tentavam provar seu amor para as mulheres amadas e para os velhinhos abraçados que mantiveram a chama da paixão acesa no peito, apesar dos fortes ventos que tentaram apagá-la. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus raios silenciosos serpentavam pelas avenidas, brilhantes e contentes ao contemplar a quantidade de corações flutuantes que jorravam das canções e poemas. Em sua visão panorâmica, ele procurava pelo casal do dia, como sempre fez desde quando o mundo é mundo. Ele não espera um casal perfeito, ele espera apenas poder enxergar através dos olhos dos homens, a essência do amor, a transparência do mais puro sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu gosto do seu jeito, do seu cabelo esvoaçante e do toque da sua pele – aquelas palavras perdidas ao vento rapidamente captaram a atenção do sol e ele observou o rapaz que as pronunciava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele mantinha os olhos apontados para o chão, como se tamanho sentimento e a forma de declará-los fosse embaraçosa. Ela segurava o sorriso, para não assustar as palavras, e suas bochechas estavam coradas. As mãos dele encontraram as dela e sua voz voltou a dar cor ao ambiente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gosto de quando você me faz sorrir ou do modo como sorri quando acha algo engraçado. Eu gosto da sua voz me dizendo coisas lindas que deveriam ser versos de canções e das suas cartas inesperadas cheias de palavras perfeitas. Eu gosto do seu olhar misterioso, da sua sobrancelha arqueada quando surge uma dúvida e até da suas caretas quando faço algo errado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol suspirou e sua luz esparramou-se ainda mais pelos campos e jardins. Ele havia encontrado seu casal do dia. O garoto ainda permanecia com os olhos voltados para baixo, mas o sorriso da garota arrebentou os cadeados e iluminou o cenário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabe que eu gosto das suas manias estranhas e das ligações de madrugada quando sente falta da minha voz. Gosto dos seus trejeitos e dos mínimos defeitos que já não importam mais. Gosto da sua segurança e do seu leve caminhar, gosto de me ver dentro dos seus olhos e de caber em seus braços. Gosto de tudo isso e de mais um pouco, mas eu não gosto apenas de você. Gostar é demasiadamente pouco para descrever o que sinto. Eu amo você, amo o que temos e amo saber que você sente o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse momento ele levantou os olhos e deixou-se navegar na extensão do sorriso dela, abrindo em seu próprio rosto um sorriso semelhante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu gosto quando você me faz perder a fala e me faz flutuar sem sair do lugar – ela declarou. – E por isso e por inúmeras outras coisas, eu amo você. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ao sabor dessas palavras o sol acenou para o casal e deixou-os a sós. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Não é todo dia que eu vejo declarações como essa. Esses dois vão para minha lista de favoritos&lt;/i&gt;, ele pensou enquanto se escondia atrás de uma nuvem, ainda sorrindo pelo o que acabara de ouvir. Ainda sorrindo por saber que o amor existe e que vai continuar existindo enquanto acreditarem nele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para &lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://projeto-suaspalavras.blogspot.com/"&gt;Suas Palavras&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Aqui estou eu mais uma vez, ainda não definitivamente, mas a inspiração esbarrou em mim. Tô sentindo falta de estar por aqui mais assiduamente e de visitar os blogs de costume. Espero que tenham gostado do conto, especialmente feito para o dia dos namorados que está logo aí. Para quem namora, bom domingão ao lado da pessoa amada e felicidades. &lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Agora dando uma de político chato, vou pedir votos para o Top Blog, hehe. Dá uma força lá galera. Grande abraço do sumido aqui.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4700253508035645544?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4700253508035645544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4700253508035645544&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4700253508035645544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4700253508035645544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/escolha-do-sol.html' title='A escolha do sol'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-598132743088225659</id><published>2011-06-04T21:24:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T14:48:21.561-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Doses de vida [R]</title><content type='html'>Existem certos momentos em que palavras são meras representantes para se dizer o que foi vivido. São momentos que poderiam ser descritos de diversas maneiras, mas que se resumem a algo indescrítivel. Por mais caracteres que sejam usados, nunca serão o suficiente para transmitir a verdadeira emoção. São momentos em que o coração parece parar de bater e ao mesmo tempo disparar, momentos de perda da fala e respiração, onde tudo se é dito no reflexo de um olhar ou na suavidade de um toque. Momentos especiais de tal maneira que o tempo deveria ter a decência de parar e assistir de camarote. São minutos preciosos, horas incomparáveis e dias mágicos que se prendem ao fio da lembrança, nítidos como o agora que virou passado... onde ao se fechar os olhos tudo volta a existir, os cheiros exalam, as carícias são sentidas, os risos e sussurros atirados ao ar nos retornam aos ouvidos e nesse pensamento real e imaginário a hora não passa, o tempo se tranca em si mesmo deixando fluir o prazer do momento.&lt;br /&gt;Existem pessoas que são incomparavelmente especiais. Existe aquela pessoa pela qual você respira vida. Aquela pessoa que habita seu inconsciente, que passeia pelo jardim de sua memória e colhe flores de lembranças. Aquela pessoa que só por existir tornou seu mundo mais vivo e cheio de cor. Aquela pessoa que sempre sabe o que falar e quando falar para lhe arrancar os sorrisos mais singelos e sutis que possam existir. Aquela pessoa que te move adiante e que te alimenta com sua presença. Aquela pessoa cuja ausência nutre uma abstinência aterradora que serve de solo fértil para a saudade nascer e envolver suas raízes sufocantes em nosso peito. Existe aquela pessoa que é única e simplesmente aquilo que você precisa. Na medida ideial, sem meios termos.&lt;br /&gt;Existem coisas que o tempo não apaga, que nem o mais forte dos ventos leva embora. São coisas do coração, que são cultivadas ali e sem elas o mundo e os dias se tornam mais vazios. A felicidade reside naqueles que sabem enxergar esses momentos, que sabem reconhecer essa pessoa singular e que sabe valorizar as coisas mais simples que brotam no peito.&lt;br /&gt;Para cada um isso pode ter um nome, chame de amor se o simples relance de uma pessoa lhe dá frio na barriga. Chame de paixão se você sente aquele desejo intenso e ardente. Chame de alegria se cada riso e momento são inesquecíveis. Chame de prazer se cada toque desperta sensações desconhecidas. Chame de felicidade se sente o brilho no olhar. Chame de meu e acrescente uma dose de cada item que julgar importante e a esse mistura, chame de vida. As doses são à gosto, algumas se misturam com facilidade, outras não. Mas cada novo elemento adicionado cria uma nova receita que deve ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Galera, logo minha vida entra nos eixos e eu volto a escrever com mais frenquência, enquanto isso fico meio ausente e faço repostagens. Desculpa meu sumiço e peço o apoio de vocês para a votação no Top Blog. Abração!&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-598132743088225659?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/598132743088225659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=598132743088225659&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/598132743088225659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/598132743088225659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/06/doses-de-vida-r.html' title='Doses de vida [R]'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6279350860370811963</id><published>2011-05-26T14:33:00.003-03:00</published><updated>2011-05-26T14:41:43.703-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Teu beijo [R]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;♫ (...) I said you are the reason&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;For everything that I do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;I'd be lost, so lost without you...&lt;/span&gt; ♪&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Yaim-RgAVZw"&gt;Better man - James Morrison&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no mesmo banco da mesma praça onde um ano antes havíamos dado nosso primeiro beijo.&lt;br /&gt;- Você lembra de como tudo começou? - eu perguntei a ela, que estava sentada apoiada em mim.&lt;br /&gt;- Eu jamais vou esquecer - ela disse.&lt;br /&gt;A praça estava cheia de gente, pouco antes do anoitecer, o céu limpo e alaranjado do crepúsculo dava tons mais amenos às coisas ao redor. Ela desfilava naquele vestido florido e cheio de vida, os cabelos balançando ao vento. Eu a observava de longe, meu coração quase rasgando meu peito e se atirando nas mãos dela para dizer&lt;span style="font-style: italic; "&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;"eu sou seu"&lt;/span&gt;. Enquanto eu a olhava, até me esquecia de respirar.&lt;br /&gt;Era ela. A garota dos meus sonhos, aquela que era feita para mim. Minha outra metade.&lt;br /&gt;Nosso olhar se cruzou em meio a multidão, senti um sobressalto ao perceber que ela me olhava, tentei disfarçar desastrosamente e esbarrei nas pessoas que vinham na direção oposta, quando a olhei novamente, ela ria. Um riso perfeito, a mão na boca cobrindo o sorriso pelo qual eu também me apaixonaria mais tarde. Sorri em resposta e me senti atraído até ela. Caminhei vagarosamente em sua direção, com receio de ser mal recebido ou com medo de ela se virar e sair, mas nada disso aconteceu. Ela ficou, me esperou. Exibindo aquele sorriso inebriante que me deixava sem ar.&lt;br /&gt;Tudo começou com um simples &lt;span style="font-style: italic; "&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;oi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;"&lt;/span&gt;. Passamos horas sentados no banco da praça, jogando conversa fora e nos conhecendo. Era íncrivel nossa sintonia e conexão. Era como se nos conhêcessemos há muito tempo. Eu completava frases dela e vice-versa. O sorriso dela completava o meu. Os olhos delas brilhavam, como se refletissem as estrelas, enquanto sorria e conversava. Sua voz me fazia esquecer o mundo, as pessoas ao redor. Éramos apenas nós dois. Quando o beijo aconteceu foi algo tão natural que nenhum de nós ficou constrangido. Ela apenas sorriu e passou a mão no cabelo. Eu ajeitei uma mecha solta atrás de sua orelha e nos beijamos de novo. Naquele momento soubemos que éramos feitos um para o outro.&lt;br /&gt;O beijo doce dela me resgatou da lembrança.&lt;br /&gt;- Tá pensando em quê? - ela perguntou com aqueles olhos encantadores fixos nos meus. Eu sorri, apanhei um pedaço de papel no bolso e a entreguei.&lt;br /&gt;- Nisso - respondi.&lt;br /&gt;Ela desdobrou e leu em voz alta. Sua voz soando como uma melodia celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; "&gt;"&lt;span style="font-style: italic; "&gt;Meu amor por você é a soma das verdades que eu te digo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;é a força do bater de meu coração que se encontra em suas mãos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;é a luz branda que o sol irradia, é a inspiração de um poeta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;é a beleza das águas mansas do oceano,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;é a pureza do canto dos pássaros nas árvores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;Nosso amor é a fonte do meu viver, é o alimento da minha alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;Nosso amor é como a água pura e cristalina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;O seu amor é como as gotas da chuva que o céu derrama sobre mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;é a paz de meu espírito, é a matéria-prima da minha felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;Nosso amor vence a barreira do tempo, altera o poder das horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; "&gt;E é por isso que eu digo...&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou para mim com os olhos marejados, se perguntando o final da frase.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic; "&gt;A eternidade passa em um segundo quando estou ao seu lado&lt;/span&gt;. - eu completei.&lt;br /&gt;Os lábios dela se abriram em mais um sorriso apaixonante, enquanto uma fina lágrima se desprendia de seu olhar e ela me beijou.&lt;br /&gt;Eu e ela naquela praça. Aquilo era tudo o que eu precisava.&lt;br /&gt;Olhei para ela mais uma vez, relendo as breves linhas e tive ainda mais certeza de que eu havia encontrado a minha felicidade. O meu amor.&lt;br /&gt;Outro beijo. E isso me basta para saber que estou vivo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Galera, estou meio atolado pelos próximos dias, por isso não sei quando vou voltar a escrever e ainda junta o fato de eu estar sem internet em casa, por isso repostei esse conto ([R] de repostagem) do começo do ano passado para relembrar minhas origens de escrita. É isso, até mais, abraços.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6279350860370811963?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6279350860370811963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6279350860370811963&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6279350860370811963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6279350860370811963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/teu-beijo-r.html' title='Teu beijo [R]'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1409741302183403505</id><published>2011-05-20T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-05-20T00:23:42.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O choro do piano</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAEWmMTD_irhXhTVBiw24yoY49m8SAi-oo8WbDviaORdNGLAQqlZhx6670W-MfnRSjpCDyZOH1owhj5Pwd34iCJMAm1T1UJCc-p57fSzFxAneTZvSETBQrgRB.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 338px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAEWmMTD_irhXhTVBiw24yoY49m8SAi-oo8WbDviaORdNGLAQqlZhx6670W-MfnRSjpCDyZOH1owhj5Pwd34iCJMAm1T1UJCc-p57fSzFxAneTZvSETBQrgRB.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;♫ (...) If my voice could reach back through the past, &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I'd whisper in your ear, &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Oh darling I wish you were here. ♪&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pIz2K3ArrWk"&gt;Vanilla Twilight - Owl City&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O coração dele doía. Não era dor de amor, pois amor não machuca. Era dor de saudade, aquela dor lancinante que começa de dentro pra fora e demora a passar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos momentos mais críticos e desesperadores, em que ele se sentia tragado para o inferno da solidão, ele tocava. Seus dedos pareciam ter vida própria e saltitavam de uma tecla à outra do velho piano. O som escapava tímido do instrumento e atingia o ar, viajando nas ondas sonoras em busca dos ouvidos certos para escutá-las.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A dor que ele sentia fora trazida por uma despedida inesperada que viera antes do tempo. Em um dia tudo estava bem, seus dedos saltadores tinham abrigo nos dedos firmes dela e no outro dia, os dedos dela já não estava mais lá. A vida dela já não estava mais lá. Dessa forma, a dor se aconchegou em seu ombro e por ali permaneceu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto ele espremia do piano a melodia da música preferida dela, as lembranças se tornavam mais nítidas, como se todas as cenas tivessem acontecido no dia anterior. Naquele momento acústico, a dor se irritava e deixava o ambiente, dando lugar a uma doce nostalgia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela havia sido aquela pela o qual seu coração pulsava, a razão de sua alegria e a emoção de seus pensamentos. Ele muitas vezes pensava não sentir amor, era algo maior, algo ainda sem nome e desconhecido da maioria das pessoas. Algo puro e valioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A música sempre fora um laço que os aproximava ainda mais, às vezes as palavras se confundem em dizer o que se sente, mas as notas de uma canção jamais erram, elas tocam no fundo da alma e transmitem exatamente o que o coração quer falar. Por isso ele tocava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tocava para dar voz a seus sentimentos, para trazê-los à superfície e exibi-los a todo mundo e ao mundo todo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando ela partiu para uma terra onde ele não poderia segui-la, no rádio tocava uma música triste, daquelas que nos atingem abruptamente e muitas vezes nem sabemos o porquê. E ele chorou. Seu pranto compôs a mais devastadora melodia que já tocara em sua vida e ela impregnou o ar, como um disco riscado, que luta para fugir daquele compasso errante, mas acaba voltando diretamente para ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No limbo silencioso de seus devaneios, ao som que escorregava de seus dedos, ele a tinha por perto, mesmo que por alguns segundos. Seus olhos se fechavam e ele podia senti-la ao seu lado, encostada em seu ombro, como sempre fazia quando ele tocava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O coração dele doía, mas enquanto estivesse batendo, ele buscaria a canção perfeita para aprisionar a essência de seu amor, para deixá-la viva nesse mundo, mesmo depois que ele partisse. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As notas bailavam no salão do tempo e durante sua valsa flutuante, ele tinha um vislumbre do paraíso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Pauta para &lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Hoje tem início a votação do Top Blog, então queria pedir a ajuda de quem passa por aqui, é só clicar no selo ali no canto direito e dar seu voto. Obrigado e grande abraço galera. &lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1409741302183403505?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1409741302183403505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1409741302183403505&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1409741302183403505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1409741302183403505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/o-choro-do-piano.html' title='O choro do piano'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6638028189488611941</id><published>2011-05-17T00:10:00.002-03:00</published><updated>2011-05-17T00:10:00.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Da estante para o blog</title><content type='html'>&lt;div&gt;A &lt;b&gt;Bárbara Farias&lt;/b&gt; do &lt;a href="http://ellaenpalabras.blogspot.com/"&gt;Ella en palabras&lt;/a&gt; me passou um meme no qual eu deveria fazer um vídeo mostrando a minha estante de livros, faz um tempo que não faço memes, mas achei esse super interessante e resolvi entrar na brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vídeo foi feito pelo meu celular, então desconsiderem a baixa qualidade da imagem e áudio. Não reparem no meu jeito interiorano de falar e na repetição dos "na verdade", que eu só percebi depois de ter gravado, haha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, ainda estou sem internet em casa, por isso ando sumido dos blogs, mas continuo escrevendo e programando postagens, quero aproveitar o momento para dar boas vindas aos novos seguidores e mandar um abraço para todos que ainda passam por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora veja meu vídeo catastrófico e fique por dentro do meu gosto eclético para leitura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/NGPQZXf0Lm8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6638028189488611941?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6638028189488611941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6638028189488611941&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6638028189488611941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6638028189488611941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/da-estante-para-o-blog.html' title='Da estante para o blog'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NGPQZXf0Lm8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2779788407381967791</id><published>2011-05-15T00:10:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T00:10:00.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>A declaração de um apaixonado</title><content type='html'>&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/8856524/20110403-114636_large.jpg?1302938826" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 500px;" src="http://data.whicdn.com/images/8856524/20110403-114636_large.jpg?1302938826" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Quer ver essa declaração?&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/05/declaracao-de-um-apaixonado.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Não&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;Clique em sim para ver meu novo conto no &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Contos Franqueados&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2779788407381967791?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2779788407381967791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2779788407381967791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2779788407381967791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2779788407381967791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/declaracao-de-um-apaixonado.html' title='A declaração de um apaixonado'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8657059614198868305</id><published>2011-05-13T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-05-14T21:33:41.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 8</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao retornar à hospedaria, Alistair encontrou Sebastian enroscado na cama, exatamente do mesmo jeito que ele o havia deixado e sentiu uma incômoda pontada de remorso por tê-lo deixado sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está bem? – ele perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, ainda não – o outro respondeu depois de um tempo – Sabe, Ali, eu fico tentando lembrar qual foi a última vez que falei com eles, quais foram nossas últimas palavras trocadas e eu simplesmente não consigo – as lágrimas voltaram a escorrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vampiro tentou se lembrar das últimas palavras que disse ao pai, mas também não conseguiu e pensar em sua família só trazia lembranças recentes da monstruosidade que ele fizera e isso o fazia se odiar ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu sei que isso vai passar, eu nunca fui um filho exemplar, nunca fui motivo de orgulho para eles...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não diga isso, Sebastian, tenho certeza de que eles te amavam acima de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É, talvez isso seja verdade, mas me distraia, quero saber de sua primeira noite aqui – então Alistair contou sobre sua vítima e sobre a visita ao bordel e surpreendeu-se por falar disso tão abertamente com o outro e disse também que voltaria lá na noite seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair passou o dia dentro do quarto, sentindo-se tonto pela sede que atacava seus sentidos, enquanto Sebastian saiu para uma caminhada e retornou com duas notícias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Primeiro, consegui um papel pequeno numa peça e segundo, temos foragido que precisa ser capturado – ele mostrou a Alistair um papel com o retrato falado de um bandido que era procurado, mas ambos tiveram que concordar que enquanto ele não fosse encontrado, Alistair teria que se saciar com o sangue de inocentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que a noite caiu, o vampiro esgueirou-se para o mesmo beco do dia anterior, estava sedento por sangue e completamente ansioso para adentrar as portas do “Damas do Prazer”. Atacou um mendigo que passava implorando por dinheiro, sugou-lhe a vida e recolheu todos os trocados que ele carregava, aumentando a quantia que ele roubara de um quarto na hospedaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando chegou ao bordel, foi saudado pela áurea de sedução e topou com o homem magro que lhe concedera a noite de prazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você voltou – disse o homem com um ar de surpreso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu lhe dei minha palavra, não foi?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E provou que a cumpre, isso é bom – o homem encarava as notas de papel nas mãos de Alistair, seus olhos brilhavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu tenho dinheiro, eu a quero – Alistair falou e o outro soube a quem ele se referia e nesse momento a mulher em questão subiu ao palco, usando uma camisola branca diáfana e asas de anjo e dançou com sensualidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem esperou que ela saísse do palco, enroscou seus dedos compridos em volta do braço de Alistair e guiou-o para o corredor cheio de portas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Na porta dos fundos – ele apontou e estendeu a mão para receber o dinheiro, depois deu as costas ao vampiro, sibilou um “aproveite” e saiu contando as notas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair hesitou com a mão na maçaneta por um tempo e então penetrou no quarto escuro, um lustre elegante pendia do teto e suas luzes fracas iluminavam a forma angelical sobre a cama. Ele ficou parado, encostado na porta. Ela o convidava para se aproximar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não precisa ter medo – ela disse e ele achou engraçado alguém dizer isso a ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não estou com medo, só acho que você não merece ficar comigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela levantou-se da cama irritada e perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está querendo dizer que eu não sou boa o bastante para você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é isso – ele respondeu rapidamente – Eu sou um pecador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O semblante dela se amenizou e ela se aproximou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Todos nós somos pecadores, só Deus pode te julgar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não existe nenhum Deus no meu mundo, apenas demônios. Você acredita mesmo em Deus? – ele indagou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim e também acredito em perdão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Algumas coisas são imperdoáveis – ele rebateu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você se arrepende do que fez?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso não é se trata somente do que eu fiz, mas sim do que eu faço e do que eu ainda vou fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não entendo, se você sabe que é errado, por que continua fazendo o que quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque eu tenho que fazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mulher encarou Alistair nos olhos e analisou a profundidade daquela conversa, ela nunca tivera diálogos como aquele com nenhum cliente e ele pareceu bastante perturbado com alguma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não posso me envolver com você – ele disse, girou a maçaneta e deixou o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Francesca Legrand quase não percebeu o movimento rápido da saída dele e quando se viu sozinha no quarto, desejou vê-lo outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 9&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8657059614198868305?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8657059614198868305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8657059614198868305&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8657059614198868305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8657059614198868305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/o-senhor-das-sombras-parte-8.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 8'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5362958191247483172</id><published>2011-05-11T02:02:00.003-03:00</published><updated>2011-05-19T15:50:50.095-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A melodia de um ladrão</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAA_ZlJPqDdOZY0KFEN8Ek8AbImsOhFq65kga4EM2-d2CMh1Juse9PUlEdj8-J9knEalSQJFMEXyqUqcBWHCNUbcAm1T1UNDxYvtfXCwU8x39xF2HH7MO8UL9.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 333px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAA_ZlJPqDdOZY0KFEN8Ek8AbImsOhFq65kga4EM2-d2CMh1Juse9PUlEdj8-J9knEalSQJFMEXyqUqcBWHCNUbcAm1T1UNDxYvtfXCwU8x39xF2HH7MO8UL9.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A lua tomou seu lugar sobre o palco do céu e abraçou o mundo com sua áurea hipnotizante, seu reinado passageiro estava começando. As horas escuras marchavam pelo relógio rumo à luz do dia. A cidade dormia, os grilos cricrilavam e alguns copos se esvaziavam em bares imundos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem vagava pela estrada, carregava uma mala com aquilo que julgava essencial e sentia a névoa fina sacudir-se à medida que seus passos prosseguiam. Ele era um andarilho solitário, vivia uma vida nômade e já não podia mais contar nos dedos todos os lugares onde esteve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele estava sempre fugindo e buscando algo, como todas as pessoas. O caminho escolhido era meramente pelo acaso e sua direção, tão volátil quanto as ondas do mar. Naquela madrugada, porém, ele caminhou para o início de seu destino. Para onde tudo havia começado e onde tudo deveria terminar. As estradas da vida estão sempre certas, sempre nos guiando para o lugar exato onde deveríamos estar, sempre ambivalentes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há trinta anos ele havia nascido. Um filho renegado e entregue à sua própria sorte. O fruto de um adultério, inocente e culpado ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus primeiros anos dentro de um orfanato miserável lhe ensinaram que o mundo é um lugar cruel para se viver e que as pessoas são todas egoístas. Obviamente, ele nunca soube o que é ter um lar, uma família e alguém a quem pudesse chamar de pai e mãe. Ele apenas soluçava baixinho nos cantos, escondendo-se de seu próprio julgamento, tentando não parecer fraco perante os outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A adolescência trouxe a ele a falsa ideia de poder, assim ele achava que era capaz de fazer qualquer coisa e que teriam que aceitá-lo daquela maneira. Então a realidade bateu-lhe a porta e estapeou suas duas faces e aquilo doeu, ele percebeu que era tão vulnerável como todo mundo. E percebendo isso, decidiu fugir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As ruas frias e indiferentes não foram melhores do que as paredes geladas do orfanato, mas ele tinha liberdade e quando se prova de seu sabor, qualquer tipo de cárcere torna-se amargo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua vida adulta lhe entregou o maior presente de sua vida, a música. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade, o instrumento o havia chamado. Ele estava no meio de várias caixas de mudança numa charrete, um raríssimo violino Stradivarius, que se perdeu das mãos do dono e caiu nas do ladrão rejeitado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele aprendeu a tocar sozinho e seu dom foi descoberto. Ele era um violinista nato, as notas jamais o confundiram e o arco em sua mão destilava a melodia aguda do instrumento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando adquiriu confiança total, ele compôs uma canção. A obra-prima de sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A praça da cidade estava deserta. Ele tirou o chapéu e o colocou ao chão, com a aba voltada para cima. Abriu a mala e tirou seu violino e pôs-se a tocar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A melodia triste se enroscava nos ouvidos das pessoas que despertavam inebriadas pelo som e o seguiam. As notas flutuavam e tocavam profundamente a todos que as escutavam, buscando sentimentos no âmago de cada um. Alguns sorriam, outros choravam sem saber o porquê e alguns poucos mergulhavam em devaneios e reflexões, enquanto moedas e notas enchiam o chapéu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma mulher o observou de longe, sentindo o coração se romper em lágrimas pela canção. Ela o reconheceu. A marca de nascença sobre a sobrancelha esquerda dele confirmou que seu filho estava vivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele continuou tocando, inconsciente de sua mãe na platéia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua obra musical chamava-se “O prelúdio de minha vida” e cada nota melancólica contava sua história sofrida, que havia começado naquela mesma cidade e que terminaria ali também, em algum momento do futuro, de uma maneira imprevisível. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Pauta para &lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5362958191247483172?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5362958191247483172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5362958191247483172&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5362958191247483172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5362958191247483172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/melodia-de-um-ladrao.html' title='A melodia de um ladrão'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4689703196997657571</id><published>2011-05-08T00:05:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T00:05:32.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Para aquela que me trouxe ao mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4-g8Elu2wt4/Tb6ZvkzHvzI/AAAAAAAAAFQ/ndc8dM1WTUw/s1600/tumblr_lizifrl8Ai1qhzeq5o1_500_large.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4-g8Elu2wt4/Tb6ZvkzHvzI/AAAAAAAAAFQ/ndc8dM1WTUw/s1600/tumblr_lizifrl8Ai1qhzeq5o1_500_large.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Peguei aquela foto antiga, no velho álbum de fotografias da família, aquele álbum cheio de imagens constrangedoras que hoje em dia arranca várias risadas. A foto era de minha mãe e eu, eu ainda era um bebê e por isso não me lembro de quando a foto foi tirada e muito menos o que eu estava pensando na época. O motivo de eu ter escolhido aquela foto, era porque ela me dava uma sensação de paz, como se o calor daquele abraço jamais tivesse deixado meu corpo durante esses anos todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Várias pessoas estão aproveitando a semana para comprar presentes para suas mães, e eu, como ando desprovido de dinheiro, usarei apenas minhas palavras e o dom que recebi de domesticá-las, que foi herdado de minha genitora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desafiei a mim mesmo a encontrar uma interpretação do que é ser mãe, a altura desse cargo. Virei a foto e com a caneta preta em mãos destilei sua tinta em seu verso. Eis aqui o produto final de meu trabalho amador:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"Mãe é aquele pedaço da gente que parece que existiu desde sempre. É fragilidade disfarçada de garra, é carinho de mãos dadas com amor, é pura entrega e altruísmo. Mãe é choro de alegria ao ver os primeiros passos e palavras do filho e também lágrimas de tristeza ao ver que aquela criança depois de crescida a desvaloriza. Mãe é orgulhosa da criatura a qual deu a vida, é proteção incondicional e preocupação constante. É o saber chamar atenção quando precisa e dar broncas mesmo em lugares públicos. Mãe é beijo de boa noite, é leite quente de bom dia e comida no prato para quando a fome chegar. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Mãe é o segurar de mãos para atravessar a rua, é cantiga de ninar, é aquele adulto modelo, tão inteligente e conhecedor do mundo. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Mãe é conselho, é aquele refúgio que procuramos nos momentos de aflição e dor, é confidente. Mãe é sinceridade, é o dizer daquilo que nem sempre queremos ouvir. Mãe, além de tudo, é um ser humano, com suas falhas e defeitos, com seus temperamentos e crises. É alguém que também precisa de carinho, atenção, conforto, valor e compreensão. Uma mãe só se faz mãe por causa de um filho, enquanto demos a elas o privilégio desse emprego não remunerado cheio de horas extras, elas nos deram o maior privilégio de todos, o de viver. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Essas palavras que fluíram de forma natural de meu ser, se destinam a todas as mães e à minha em especial, pois só estou onde estou hoje graças a ela e a tudo o que ela fez por mim, desde lutar batalhas que pareciam impossíveis ao abrir mão de suas vontades e sonhos pelo meu bem estar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Mãe é mãe, e a melhor definição para isso é amor, porém terminar com um “eu te amo” soaria como um eufemismo barato, por isso primeiramente, obrigado por tudo e ainda que esse bebezinho da foto continue envelhecendo, ele sempre vai aprender a te amar mais e mais a cada dia que passa. Eu te amo mais que ontem e menos que amanhã."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechei a tampa da caneta e deixei a pobre criatura desgastada descansar sobre a mesa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reli as palavras recém-nascidas enquanto caminhava pelas calçadas. Coloquei a foto num envelope com o nome de minha mãe e prendi uma rosa branca ao envelope com uma fitinha azul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei à casa dela, senti o cheiro do bolo que me esperava e entrei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Modéstia à parte, devo dizer que ela adorou meu presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Mais que uma pauta para &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://projeto-suaspalavras.blogspot.com/"&gt;Suas Palavras&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, uma homenagem às mães. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Um feliz dia das Mães para quem é mãe, para quem é mãe-pai, para quem é pai-mãe, para avós que são mães duas vezes e assim por diante.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Grande abraço e até a próxima.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4689703196997657571?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4689703196997657571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4689703196997657571&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4689703196997657571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4689703196997657571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/para-aquela-que-me-trouxe-ao-mundo.html' title='Para aquela que me trouxe ao mundo'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4-g8Elu2wt4/Tb6ZvkzHvzI/AAAAAAAAAFQ/ndc8dM1WTUw/s72-c/tumblr_lizifrl8Ai1qhzeq5o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5190585167632229249</id><published>2011-05-05T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-05-05T00:01:58.345-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Enquanto o epílogo não vem</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAHP-6aGtqHVePU6KVXNOvGqASr-D72osBTdftuM_SVhRCNXY3vbCLZgNzYbyQqP0Zn21AKpD3qNFEZ5OWMwmrp8Am1T1UHAYeJ7NHyssLVUZbwa1OCV6Iut6.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 332px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAHP-6aGtqHVePU6KVXNOvGqASr-D72osBTdftuM_SVhRCNXY3vbCLZgNzYbyQqP0Zn21AKpD3qNFEZ5OWMwmrp8Am1T1UHAYeJ7NHyssLVUZbwa1OCV6Iut6.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;♪ (...) Oh, mirror in the sky, what is love?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Can the child within my heart rise above? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Can I sail through the changing ocean tides? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Can I handle the seasons of my life? ♫&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1fd_OXE6_GQ"&gt;Landslide – Glee&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda carregando as incertezas no bolso e sentindo o chacoalhar das dúvidas a cada passo dado, eu decidi que era hora de partir. Todas as respostas que eu precisava não estavam ali ou talvez eu não tenha feito as perguntas certas, de qualquer forma era hora de tentar algo novo, de sentir novos aromas e desbravar paisagens inéditas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma mochila nas costas, tênis de caminhada nos pés e sede de aventura no peito, eu parti. A estrada me saudou amigavelmente, como se tivesse me esperado por anos. Eu não tinha rumo, não havia planejado roteiros, apenas deixaria o acaso apontar a direção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quatro anos atrás eu descobri o que é o amor, eu havia pedido tanto por ele, implorado com todas as minhas crenças e me apegado em minha fé de que eu o encontraria e numa noite quente de verão, o vento a soprou até mim com seu hálito morno e nos esbarramos em um bar. De forma casual, apenas dois estranhos que acabaram de se conhecer e dividiram uma bebida. E depois daquela noite, nos encontramos ali com frequência, até eu perceber que eu nunca a abandonava, mesmo ela tomando outra direção quando deixávamos o estabelecimento, meus pensamentos se agarravam a ela e com isso meu coração sorria feito uma criança que ganha um presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para minha sorte e surpresa, o mesmo sentimento que desabrochava em mim, também florescia no peito dela e permitimos que a paixão fizesse morada em nós.  Por três anos eu fui o homem mais feliz do mundo e por um ano eu fiquei recluso em luto pela despedida. A vida dela foi roubada de nós dois e aquele espaço enorme cavado no meu peito jamais se fecharia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu culpei tudo e a todos por isso, desejei trocar de lugar com ela, enquanto a dor e a tristeza me devoravam por dentro e eu não fazia nada para impedir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Se um dia eu me for antes de você, siga em frente. Viva sua vida."&lt;/i&gt; Eu encontrei essa frase escondida timidamente nas várias linhas de um diário dela e isso me deu forças para continuar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhei até  a beira do lago que costumávamos visitar e lá encontrei três moças que conversavam animadamente e riam ao redor de uma fogueira. O inverno se aproximava silenciosamente, mas sua áurea gelada já atingira a região. As montanhas distantes no horizonte estavam salpicadas de neve, um frio interminável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma das moças me convidou à fogueira e eu me aproximei, sem jeito. Trocamos apertos de mão e nos apresentamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que te traz aqui? – uma delas perguntou com um brilho no olhar. O mesmo brilho que eu contemplava em minha amada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Preciso encontrar uma razão para minha vida – respondi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você acha que ela está aqui no lago? – outra perguntou sorrindo, um sorriso terno, de lado. O mesmo sorriso dela, que me encantara no bar pela primeira vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que ela pode estar em qualquer lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Qual a sua história? – a terceira perguntou, esticando as mãos no fogo e quando o vento jogou seu perfume em minha direção, senti o cheiro nostálgico do meu amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou começando a escrevê-la, estou pronto para embarcar em um prefácio inesperado e criar capítulos emocionantes, sempre incerto sobre o seu desfecho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada uma das moças, com suas características que me trouxeram lembranças de tempos felizes, permaneceu em silêncio e eu não soube se tinha dito algo errado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu preciso ir – falei por fim e me afastei do fogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa sorte com seu livro – uma delas disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Digo o mesmo para vocês – eu disse sorrindo e parti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma outra parte de minha vida estava apenas começando, não vou me desgarrar do meu passado, pois nele está o alicerce que me transformou em quem eu sou hoje, mas me permitirei mais alegrias e expulsarei a melancolia pegajosa. A vida se faz de recomeços, temos que saber quando é hora de encerrar um capítulo e começar um novo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repentinamente sinto meus bolsos mais leves, algumas perguntas começavam a ganhar respostas e farei das dúvidas que eu achar pelo caminho, novas tramas para o meu romance principal. A história de minha própria vida que um dia será contada por mim aos quatro ventos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt; A gravação original da música é de Stevie Nicks, mas a versão de Glee ficou muito bonita, recomendo que ouçam.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Pauta para &lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5190585167632229249?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5190585167632229249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5190585167632229249&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5190585167632229249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5190585167632229249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/enquanto-o-epilogo-nao-vem.html' title='Enquanto o epílogo não vem'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1411488437001802331</id><published>2011-05-03T12:00:00.002-03:00</published><updated>2011-05-03T14:41:59.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das dúvidas que estão pelo caminho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='English'/><title type='text'>The art of a smile</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qhIybATEVWk/Tb9fO_NqQoI/AAAAAAAAAqM/5H3n-ZddOOM/s1600/istockphoto_3178141-blank-note-post-it-to-do-list.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 316px; height: 313px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qhIybATEVWk/Tb9fO_NqQoI/AAAAAAAAAqM/5H3n-ZddOOM/s320/istockphoto_3178141-blank-note-post-it-to-do-list.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602301172563722882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;According to my blog statistics, I have some oversea readers (impressive, huh?), but I don’t know how accurate those statistics are, so I’ve been wondering if that information is real (I hope it is, lol), then I thought “the only way for me to be sure about that is asking on a post”, so here I am asking you, if you are a foreign reader, please let me know, so that I can translate to English (the other language I speak), by myself, some of my short-stories, ‘cause I know how lame that translator on the sidebar is, as a matter of fact I really don’t know if I can write in English as good as I do in my mother language, but I’ll give a shot.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Well, probably everybody will think that I’m stupid, but I don’t  care, if you want to see some stories in English, just let me know.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;See you (or not).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Post meramente (des)informativo, a vida continua, então continue lendo, hehe.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Abraço, galera e para aqueles que se interessam, eu ainda estou sem internet em casa, tô usando na casa do meu pai por esses dias, ou seja, ainda ficarei mais sumido, mas com posts programados para não me afastar do blog.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1411488437001802331?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1411488437001802331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1411488437001802331&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1411488437001802331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1411488437001802331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/art-of-smile.html' title='The art of a smile'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qhIybATEVWk/Tb9fO_NqQoI/AAAAAAAAAqM/5H3n-ZddOOM/s72-c/istockphoto_3178141-blank-note-post-it-to-do-list.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6323388989682786036</id><published>2011-05-02T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-05-02T00:10:00.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 7</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá no alto, cercada por nuvens traiçoeiras, a lua atirava sua luz sobre a cidade, costurando a neblina que se espalhava, precocemente pela cidade, feito baforadas de um gigante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não precisa ficar aqui comigo, Ali, eu vou ficar bem – disse Sebastian se desalojando do abraço do vampiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem certeza? – ele indagou, desejando em seu âmago egoísta que ele tivesse. Sebastian assentiu com a cabeça e deitou-se na cama, virado para a parede e nem percebeu quando o outro deixou o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda era cedo, por volta das oito horas, apesar da densidade da escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A velha gritante sobressaltou-se ao ver o vampiro descendo as escadas, afastou-se dele rapidamente e comentou algo sobre uma doença contagiosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistar libertou-se das paredes e sentiu o vento acariciar sua pele gelada, como um amigo saudando outro que não via há muito tempo. O cheiro fétido do local subia em aspirais pelo ar e ele caminhou apressado para longe dali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele deixou-se levar pelos sons de corações agitados, cruzou a porta de bares, ouviu a cantoria de bêbados fazendo serenatas a ninguém e esgueirou-se em um beco escuro e esperou. Em seu pensamento, ele relembrava da conversa com Sebastian sobre matar bandidos, mas aquela noite isso não seria possível, qualquer sangue que lhe fosse entregue de bandeja, seria bem-vindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A espera durou pouco se medida em minutos e uma eternidade se medida em sede. Foi um transeunte que a mão do destino lhe serviu, o homem passava distraído pelo beco e antes que percebesse o que estava havendo, foi sugado pelo breu e se perdeu em seu interior. Alistair sugou até a última gota de sangue, como se aquele fosse o último humano na face da Terra, limpou as manchas vermelhas no rosto e deixou o local e o corpo drenado de sua vítima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus passos lhe guiaram pelas ruas dos bairros boêmios, seus olhos lhe mostraram casas noturnas com luzes néon que brilhavam convidativas e ao caminhar mais um pouco ele se viu diante de um bordel de luxo. “Damas do Prazer” lia-se no letreiro luminoso. Alistair sentiu um formigamento peculiar e uma excitação insistia para que ele desbravasse o local. Ele cruzou as portas e adentrou em um mundo onde o pecado era a lei, a luxúria era obrigatória e os bons modos dispensados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mulheres semi-nuas dançavam em um palco, deslizando em postes de ferro, vulgares e sensuais ao mesmo tempo, aliciando os desejos mais primitivos de quem as assistia. No bar mais ao fundo eram servidas doses viciantes de todo tipo de bebida. O ambiente emanava uma luminosidade avermelhada, como se estivesse dentro de uma bolha de sangue e o vampiro se divertiu com essa sensação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma música nova e agitada invadiu o lugar e uma mulher estonteante subiu ao palco. Alistair rapidamente se viu atraído na dança lasciva que a mulher fazia. Ela tinha cabelos ondulados, presos no alto da cabeça e escorriam como uma cascata cor de chocolate até as suas costas. Ela vestia um espartilho preto, cinta-liga preta e uma minissaia branca que cobria menos do que deveria. Seu corpo se movia de uma maneira que hipnotiza os homens, atraindo-os como presas indefesas de seu encanto malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vejo que você gostou da Srta. Legrand – falou um homem que se aproximara sorrateiramente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu estou só assistindo – disse Alistair evasivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ninguém entra aqui somente para assistir, meu querido. E ninguém sai sem satisfação total – o homem disse. Era um homem magro, usava um chapéu-coco preto e exibia um bigode que parecia ser muito bem cuidado, seus dedos longos agarraram os braços frios de Alistair e ele o carregou para o fundo do ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não tenho dinheiro – falou ele e o homem parou bruscamente, livrando-o de seus dedos e encarou o vampiro nos olhos, como se o analisasse intimamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem vontade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair pensou por um segundo, olhou para o palco novamente, onde duas moças exuberantes se contorciam numa dança erótica e sacudiu a cabeça positivamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Francesca é muito cara para o seu orçamento miserável, mas vou lhe oferecer uma outra garota se você me der sua palavra de que voltará – o homem propôs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem minha palavra...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ótimo – respondeu o homem antes que Alistair pudesse estender a mão para um aperto e guiou o vampiro por um corredor mal iluminado, abriu uma, das várias portas e empurrou-o para dentro, sussurrando um “divirta-se”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair viu, através da luz azul, uma moça de cabelos pretos, deitada na cama usando somente uma calcinha minúscula. Ela levantou-se, caminhou lentamente até ele e o tocou nas mãos, quando sentiu o toque gelado, afastou os dedos como se tivesse tomado um choque, mas sorriu e o guiou até a cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Diga-me seu desejo mais secreto e eu vou realizá-lo – ela falou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez, dentro de quatro paredes, Alistair matou sua sede, mas uma sede humana de luxúria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 8&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6323388989682786036?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6323388989682786036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6323388989682786036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6323388989682786036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6323388989682786036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/o-senhor-das-sombras-parte-7.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 7'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5233523924072867732</id><published>2011-05-01T00:43:00.003-03:00</published><updated>2011-05-01T01:00:24.199-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Tô convidando, você vai?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yQh-w0Is6lc/TbzOnk5aEnI/AAAAAAAAAd4/hFQiijH3tQk/s1600/tumblr_lg09dkrznV1qcefqro1_500_large+2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 333px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yQh-w0Is6lc/TbzOnk5aEnI/AAAAAAAAAd4/hFQiijH3tQk/s1600/tumblr_lg09dkrznV1qcefqro1_500_large+2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem a &lt;b&gt;Pamela Moreno&lt;/b&gt; do &lt;a href="http://atras-do-pensamento.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;Forget all the memories&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; me convidou para moderar um novo projeto com ela, apesar do meu abandono ao &lt;a href="http://oprojetoinverbis.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;In Verbis&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que agora se funde a esse novo, eu aceitei. Então, criamos o &lt;a href="http://atras-do-pensamento.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;Atrás do Pensamento&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. &lt;div&gt;Sei que existe vários projetos espalhados pela blogoesfera, eu participo e reverencio alguns deles e acho que essa diversidade é bacana, pois há interação, troca de conhecimento e ideias, além de dar a possibilidade de conhecer outras pessoas e estilos de escrita. Não julgo nenhum como melhor ou pior, apenas são diferentes, cada um com sua particularidade, apesar de algumas semelhanças, é óbvio. Portanto, não estamos tentando competir com nenhum outro projeto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, eis aqui um novo projeto, venho aqui humildemente pedir que deem uma chance para ele, visitem o blog e deem uma olhada nas edições, se algo te interessar, participe e promova. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Te espero lá, você vai?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, convite feito, agora leia meu conto abaixo, na franquia, clicando em &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt; (coisa super fácil de fazer) e aguarde a Parte 7 do conto vampiresco, que sai amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços para meus sorridentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5233523924072867732?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5233523924072867732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5233523924072867732&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5233523924072867732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5233523924072867732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/05/to-convidando-voce-vai.html' title='Tô convidando, você vai?'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yQh-w0Is6lc/TbzOnk5aEnI/AAAAAAAAAd4/hFQiijH3tQk/s72-c/tumblr_lg09dkrznV1qcefqro1_500_large+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2963590403746682513</id><published>2011-04-30T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-30T00:10:00.525-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>As flores, a menina e a caixa de correio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QnhDfWjEibc/TbVsqGnnT_I/AAAAAAAAAFE/SuSRlqXl55c/s1600/birthdaymailbox%252Cnature%252Cletterbox%252Cpink-508c93f2ad050b2a883bccc37227d5f6_h_large.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QnhDfWjEibc/TbVsqGnnT_I/AAAAAAAAAFE/SuSRlqXl55c/s1600/birthdaymailbox%252Cnature%252Cletterbox%252Cpink-508c93f2ad050b2a883bccc37227d5f6_h_large.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Quer conhecer esses personagens?&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/04/as-flores-menina-e-caixa-de-correio.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Não&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Clica em sim para ver meu conto novo no &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Contos Franqueados&lt;/a&gt;. Te espero lá.&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2963590403746682513?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2963590403746682513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2963590403746682513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2963590403746682513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2963590403746682513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/as-flores-menina-e-caixa-de-correio.html' title='As flores, a menina e a caixa de correio'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QnhDfWjEibc/TbVsqGnnT_I/AAAAAAAAAFE/SuSRlqXl55c/s72-c/birthdaymailbox%252Cnature%252Cletterbox%252Cpink-508c93f2ad050b2a883bccc37227d5f6_h_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-584265099644325281</id><published>2011-04-27T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T00:10:00.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 6</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia amanheceu nublado, a claridade tentava penetrar as frestas das velhas janelas de madeira do quarto onde Alistar estava e ele se manteve no canto mais escuro. Logo cedo uma gritaria irrompeu os corredores da hospedaria, uma mulher berrava sobre marcas de sujeira na entrada e seus passos se dirigiam aos cômodos recém ocupados. Alistair ouviu uma discussão entre essa mulher barulhenta e Sebastian.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ... seus pais foram embora daqui e você e quem quer que esteja neste quarto também vão. – o vampiro ouviu a mulher berrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não podemos, é o meu amigo, ele está doente – Sebastian mentiu – É alguma doença nova e bem contagiosa, ninguém pode chegar perto dele além de mim, pois tomei uma vacina lá em Paris que me mantém imune.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vocês têm dois dias – a voz da mulher se abrandou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Obrigado, isso vai ajudar por ora – ele disse e, assim que a mulher desceu as escadas, entrou no quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair o observou se aproximando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia, dormiu bem? – ele perguntou sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não durmo – resmungou o vampiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Naturalmente, então o que vamos fazer com você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me deixar em paz? – arriscou ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa tentativa, mas você não vai se livrar de mim tão facilmente. A questão é que você precisa se alimentar de... bem, você sabe e eu não quero nenhum mal para as pessoas daqui, por isso andei pensando em uma solução para isso, antes de cair no sono.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você chegou a qual conclusão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A de que você pode conseguir o que precisa de bandidos. Você seria uma espécie de herói, limpando a cidade do crime e... – ele falava como se narrasse uma aventura policial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Espera um pouco, você ainda não percebeu que eu sou o cara mau? Eu mato pessoas – ele fechou os olhos e sacudiu a cabeça ao ouvir as próprias palavras – Eu não sou desse mundo, Sebastian, isso não está certo, o que você viu no navio foi horrível e eu não quero continuar vivendo como um monstro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jovem se aproximou do vampiro e o encarou nos olhos, deixando transparecer uma compreensão que ele jamais vira em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não é um monstro, Ali, você só não é perfeito, como todo mundo. Se o destino te impôs essa condição é porque deveria ser assim, agora é tarde para julgar quem você é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Obrigado, Sebastian, vou pensar na sua proposta. E não me chame de Ali. – ele respondeu e o outro riu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou sair para encontrar meus pais, conseguir alguns contatos e ver como a cidade mudou, farei uma pesquisa sobre “os mais procurados” e te digo mais tarde. Não saia daqui – ele acrescentou num tom de quem fala com uma criança teimosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia se arrastou lentamente e conforme as horas se passavam, a sede por sangue aumentava. O prédio estava cheio de corações pulsantes que entravam e saiam pela porta da frente, todos com aquele característico “tum-tum” convidativo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair se contorcia na cama, gemendo de vontade de escancarar a porta e provar todos os sabores ali presentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sebastian retornou ao quarto quando o dia começava a se recolher. Ele exibia um olhar taciturno que logo foi percebido pelo vampiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que houve? – ele perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu descobri que meus pais estão mortos – Sebastian respondeu e desviou o olhar, deixando as lágrimas caírem livremente – Eu não tenho mais ninguém, Ali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem a mim – as palavras do vampiro saíram mais rápido do que ele esperava e ainda incerto do que fazer, ele abraçou o amigo e segurou cada lágrima que ele derramava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cheiro da pele de Sebastian o entonteceu, o pulsar de sua veia e o sangue correndo continuamente lhe desconcentravam. A sede gritava desesperada, feito um animal enjaulado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite caiu sobre o mundo, era hora de soltar a fera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 7&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-584265099644325281?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/584265099644325281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=584265099644325281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/584265099644325281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/584265099644325281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-6.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 6'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7751305807638909583</id><published>2011-04-24T00:10:00.002-03:00</published><updated>2011-04-24T00:10:00.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 5</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Londres&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cidade coberta por um nevoeiro ameno saudou o navio que chegou com menos tripulantes e com um clandestino a bordo. Alistair sentiu o cheiro da brisa da madrugada e despistou os marujos, caminhando apressadamente por uma viela sem iluminação. Seus ouvidos muito atentos lhe avisaram que ele estava sendo seguido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quer parar de me seguir? – ele agarrou o vulto e encostou-o na parede, alguns centímetros do chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Calma, Ali, sou eu – Sebastian falou serenamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu sei que é você e, primeiro, não me chame de Ali, segundo, eu fico sozinho – o vampiro falou seriamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha, você me acobertou, eu te acobertei, pensei que tivéssemos uma parceria...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não existe parceria nenhuma, eu apenas te fiz um favor e estou fazendo outro grande favor de te deixar vivo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você faria isso? – Sebastian rebateu com um quê de brincadeira na voz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não tem medo de mim? Qualquer pessoa sã, depois de ver o que você viu, não pensaria duas vezes antes de ficar a quilômetros de mim. Eu posso te matar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso não significa que você vai, agora, por favor, você pode me colocar no chão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair encarou o rapaz, escutou as batidas aceleradas de seu coração e soube que ele estava morrendo de medo, mas ele atendeu ao pedido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então você é um ator? – ele perguntou fingindo interesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sou e em breve serei mundialmente conhecido – Alistair ergueu as sobrancelhas numa expressão de espanto e percebeu que o jovem entusiasmado era alguém interessante. – Podemos ir andando agora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu já te disse...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que você fica sozinho, eu entendi, mas eu não vou deixar você sozinho por aí em uma cidade desconhecida, principalmente quando o sol está prestes a nascer – Alistair foi pego de surpresa com isso e olhou para o horizonte. As nuvens exibiam uma coloração arroxeada e o véu da noite se dissipava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que tem o sol?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você é um vampiro, certo? – o outro concordou – Você não sabe mesmo? – Sebastian riu da ironia, ele sabia mais sobre vampiros do que o próprio na sua frente. – Venha, eu te explico tudo no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair, por algum motivo, decidiu segui-lo e descobriu que a luz do dia é fatal para vampiros e depois de pouco tempo, Sebastian começou a despejar uma carga de informações pessoais. Ele contou que nascera em Londres e vivera lá até o dezoito anos, depois ele mudou-se para a França para tentar a vida de ator lá e como não obteve nenhum sucesso decidiu retornar para a Inglaterra, nesse momento ele se desculpou por ter mentido quando disse que queria tentar a vida ali. Antes de o sol despontar, Sebastian os guiou até um bairro boêmio, um ou dois bêbados estavam dormindo na sarjeta ao lado de cães pulguentos. O jovem ator, ainda em posse de seu pacote, entrou numa hospedaria decrépita e chamou o vampiro para dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meus pais são donos daqui – ele informou e tirou uma chave da caixa que carregava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair realmente não esperava por aquela reviravolta na história e sentiu-se aliviado por não ter dado as costas a Sebastian.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O prédio de dois andares era uma espelunca, logo na entrada se via um balcão com uma placa que dizia “Temos quartos sobrando”, o chão parecia não ser limpo há muito tempo. Os dois subiram as escadas que rangiam de protesto sob peso dos passos. Sebastian encontrou dois quartos vagos, indicou ao vampiro um que era menos afetado pelo sol e ficou no outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair entrou no cômodo que cheirava a mofo, urina e outras coisas que ele não conseguiu identificar de imediato e sentou-se na cama dura, as molas sob o colchão gritaram ao ser pressionadas e ele deitou-se. Enquanto observava o teto cheio de rachaduras e manchas de infiltração, ele se deu conta de que não dormia desde que fora transformado e soube então que jamais voltaria a sentir sono outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE - PARTE 6&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7751305807638909583?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7751305807638909583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7751305807638909583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7751305807638909583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7751305807638909583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-5.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 5'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8377688923958167111</id><published>2011-04-21T00:10:00.004-03:00</published><updated>2011-04-21T00:10:00.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das dúvidas que estão pelo caminho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações de outrem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Daquilo que não se explica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(Mário Quintana)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A nossa vida é baseada em perguntas, mais do que em respostas, pois muitas questões, às vezes, não possuem uma resposta ou esta é tão ambígua que se torna difícil defini-la. Dos grandes questionamentos universais, destacam-se indagações a respeito do amor, da vida e da felicidade, podemos então dizer que esses três elementos estão interligados de alguma forma? Talvez sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A maioria das pessoas que enxergam que a vida é única e que somente por essa característica em particular ela deve ser valorizada, hão de buscar a tal felicidade. Nesse ponto começam mais perguntas, tais como “há um caminho para a felicidade?”, “como encontro a felicidade?” e a mais intrigante de todas elas “o que é a felicidade?” É evidente que para cada pessoa o conceito de felicidade é pessoal, então vou responder no meu ponto de vista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade é, em primeiro lugar, mais um dia de vida, com saúde e com disposição. Não há medidas exatas para dosá-la, nem doses à venda no mercado. A felicidade vem de dentro, é um estado de espírito, uma vontade que escorre para fora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouso dizer que essa peça rara e tão desejada se esconde atrás de coisas simples e triviais, aquelas bem rotineiras e aparentemente desimportantes, fazendo isso para nos pregar peças. A felicidade acena de um sorriso sincero, conforta através de uma palavra amiga, aquece por meio de um abraço verdadeiro. Ela passeia pelo vento, canta com a voz dos passarinhos e emana seu brilho pela luz do sol e da lua. A felicidade é o saber reconhecer cada gesto sutil da natureza, é o encantar-se com a singeleza de uma joaninha e inebriar-se pelo perfume das flores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tal felicidade é tão explícita a olho nu, porém tão ignorada pelos olhos desatentos. As pessoas tendem a não notar aquilo debaixo dos seus narizes e então buscam em outros lugares o que sempre esteve tão perto. A felicidade não se busca, se descobre. Basta uma olhada para seu interior que você perceberá que ela está encolhida num canto, apenas desejando ser encontrada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade é olhar para trás e se dar conta de que seu álbum de lembranças agradáveis está cheio, e se não estiver, há sempre a esperança ditando que tudo vai ficar bem. Felicidade é superação, é acreditar em si mesmo, é uma semente que brota nos mais diferentes terrenos. Ela, além de tudo, é contagiosa, se derrama pelos olhos e atinge quem estiver por perto e receptivo a acolhê-la. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade não é egoísmo, é partilha. Não é solidão, é companhia. Não é rancor, é perdão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade é simples e por ser simples ela é especial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precisamos parar de idealizá-la e de colocá-la em um ponto distante no horizonte e abrir nossos olhos distraídos para perceber que nem tudo aquilo que queremos é o que nos fará feliz e sim aquilo que já possuímos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade não te escolhe, cabe a você decidir se a quer ou não. Eu a quero, eu sou feliz à minha maneira de existir e tento irradiar as pessoas ao redor com pitadas desse sentimento nobre que é um direito da humanidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez um texto de milhares de caracteres jamais poderá traduzi-la, porque algumas coisas simplesmente não se colocam em palavras, se vivem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para 134ª Semana do &lt;a href="http://blorkutando.blogspot.com/"&gt;Blorkutando&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://blorkutando.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dedicado a &lt;b&gt;Cristiano Guerra&lt;/b&gt; que acreditou em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8377688923958167111?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8377688923958167111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8377688923958167111&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8377688923958167111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8377688923958167111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/daquilo-que-nao-se-explica.html' title='Daquilo que não se explica'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7111613412867204936</id><published>2011-04-19T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-19T00:26:08.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 4</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair deixou a casa destruída e caminhou pelas ruas, sentindo o peso da culpa sobre seus ombros, como um fardo pesado demais para carregar. Ele arruinara sua família, desonrara o nome de seu pai quando estava vivo e depois causara a morte de todos eles. Seu ódio por Jean palpitava em suas veias, ainda que seu coração já não pulsasse mais e sua morte não lhe servia de consolo algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele fechava os olhos e as imagens de seu pai, sua madrasta e meia-irmã mortos projetava-se em sua mente, memórias recentes que foram gravadas profundamente e que não desvaneceriam tão cedo. As lágrimas quentes e inúteis afogavam sua visão e de nada adiantavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele estava sozinho, sem saber exatamente o que era e perdido num emaranhado de dúvidas e arrependimentos. Desejou voltar no tempo e ter sido um bom filho e seguido os passos do pai, quis criar os laços fraternos que nunca existiram entre ele e a irmã, ele teria atitudes diferentes na vida e nenhuma delas o levaria embriagado para os braços do diabo pálido que fora sua perdição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela cidade guardava apenas decepção, por isso ele resolveu abandoná-la. Esperou por dias por um navio que o tiraria dali. Ele passava a parte do dia enfurnado em celeiros de fazendas e se alimentando de animais e toda noite retornava à cidade para ter notícias de viagens. Certa noite chegou a tempo de pegar um navio cargueiro que partiria para Londres, conseguiu um trabalho no navio e embarcou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tripulação de homens robustos se mantinha afastada dele, por algum motivo ele era temido e não se importou com isso. Ele passava os dias no porão do navio se alimentando de ratos que logo se tornaram inexistentes e a viagem ainda seria longa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de uma semana em alto-mar, ouvindo em cada canto as batidas aceleradas dos corações a bordo, controlar sua sede se tornara uma tarefa impossível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em uma noite sem luar, os marinheiros desencaixotaram uma carga de bebidas e se deleitaram no álcool, Alistair viu ali uma oportunidade de saciar seu desejo insano. Ficou sentado no convés, mantendo-se distante dos demais e observando quais copos se esvaziavam com mais frequência. Um homem musculoso depois de muitos goles se dirigiu à popa para urinar e sem que percebesse uma sombra o seguia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair o pegou desprevenido e mordeu-lhe o pescoço, o homem virou-se cambaleante e agarrou um arpão, com grande destreza o vampiro se esquivou de cada golpe e saltou sobre as costas do homem e grudou-se em sua pele como uma sanguessuga. O arpão sacolejou no ar antes que o homem tombasse com um baque no assoalho sujo do navio. Alistair drenou completamente o sangue do outro e atirou-o ao mar, depois retornou para onde os outros estavam e sentou-se novamente em seu lugar, como se nada tivesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dois dias depois ele atacou um marujo mais jovem que sem muito esforço foi arrastado para o porão e lá encontrou seu fim. O sangue dele renovava suas forças a cada sorvida, antes que terminar sua refeição, Alistair ouviu um barulho vindo de uma grande caixa de madeira, ele largou o corpo do homem no chão e foi verificar o que a caixa continha. Quando abriu a tampa, deparou-se com um rapaz que exibia um olhar assustado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por favor, não faça nada comigo, eu não conto para ninguém o que você fez – ele rapidamente implorou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você viu? – Alistair perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nada – o outro mentiu e ao encarar a expressão séria do vampiro, confessou – Vo... você o matou e... você é um vampiro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você é um viajante clandestino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tecnicamente sim, nesse momento, mas eu sou um ator – o homem disse – Não conte a ninguém que eu estou aqui, eu preciso chegar a Londres e tentar uma vida lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair analisou o rapaz, ele deveria ter entre vinte e cinco a trinta anos, no máximo. Sua pele era morena, seus cabelos estavam sujos e oleosos e seus grandes olhos castanhos aguardavam uma resposta. Ele segurava um pacote nas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Temos um trato, eu fico calado e você também – o vampiro disse e o homem estendeu a mão, ele apertou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meu nome é Sebastian Jones, muito obrigado, Sr. Vampiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não me chame assim, meu nome é Alistair. Agora volte para sua caixa e fique quieto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, capitão – o homem bateu continência e deitou-se sobre um monte de tecidos sujos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair virou-se, um sorriso formando no canto de sua boca e esperou os outros dormirem para se livrar de mais um corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A viagem durou mais três dias e mais dois marinheiros jamais veriam a terra firme outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 5&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7111613412867204936?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7111613412867204936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7111613412867204936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7111613412867204936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7111613412867204936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-4.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 4'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2204547798579306548</id><published>2011-04-17T00:01:00.005-03:00</published><updated>2011-04-24T01:19:28.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>Meu primeiro (mal de) amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAPPtFEgd3D8rWXVNbijGExblKkrj-ABKG4RHgEao2oa-ul4C10NETtwpklae4CK28f8bkX_XGViK9iOGqQFIS8YAm1T1UCB0pvBZKW-uEmCWz9I114GjOyYJ.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 342px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAPPtFEgd3D8rWXVNbijGExblKkrj-ABKG4RHgEao2oa-ul4C10NETtwpklae4CK28f8bkX_XGViK9iOGqQFIS8YAm1T1UCB0pvBZKW-uEmCWz9I114GjOyYJ.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Era um daqueles dias de sol. É, um dia claro, gostoso. Daqueles que temos vontade de ficar fora de casa só para sentir o ar passar pelo nosso corpo e o vento bagunçar o nosso cabelo. Um dia sem nuvens traiçoeiras e sem pressa, como se o próprio tempo tivesse decidido que precisava de uma folga e então apenas caminharia descalço pelas horas, em passos lentos e despreocupados.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós estávamos debaixo da velha árvore do campo, os galhos dela se estendiam sobre nossas cabeças como vários braços retorcidos se espreguiçando e nos presenteavam com uma sombra fresca e refúgio do sol. É claro que duas crianças, como éramos, não deveriam estar ali desacompanhadas dos pais, mas sempre fomos violadores das regras paternas e vez ou outra nos embrenhávamos no meio da mata apenas por diversão e para passar o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós costumávamos levar frutas nas cestas das bicicletas para fazer piquenique ou livros para colorir e ler. Eu ainda não aprendera a entender aquele monte de palavras de mãos dadas que se esparramavam no papel, mas ele, sabido como era, já compreendia esse mundo que parecia pertencer somente à gente grande.  Então ele lia para mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho que admitir que sua leitura, embora bastante esforçada, me encantava. Era mágico vê-lo decifrar aquele emaranhado de letras com os olhos e traduzi-lo para mim através de sua voz aguda e pueril. E eu sempre me deixava levar pelo som das palavras, cada sílaba pronunciada de forma cadenciada me fisgava pelos ouvidos e me guiava por trilhas desconhecidas e inusitadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei em que momento eu me apaixonei por ele. Não me lembro do dia em que aquele garoto que sempre fizera parte da minha vida, passara a ter um valor diferente. Não me recordo da noite que fui me deitar e sonhei com seu sorriso de lado e com o som da sua voz melodiosa a me ler histórias de emoção. Eu não sei de nada disso, pois eu era apenas uma garotinha na época. Como é que podemos descobrir o que é amor antes de aprender a ler? Isso não parece natural, tudo tem que acontecer no seu devido tempo, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, eu custei a acreditar que meu pequeno coração havia se entregado aos braços da paixão, aquele bobo e estúpido ser vermelho e latente, eu deveria conhecer as palavras primeiro. Eu me recusava a sentir aquela pontada de ciúmes quando o via com outra garotinha e se ele dividisse o lanche ou sorrisse de um jeito diferente, como aquilo me incomodava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com muito medo daquela coisa estranha e nova que eu sentia eu contei à mamãe que estava doente, claro, só poderia ser isso. Lembro-me que ela sorriu ao ouvir o que eu dizia e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso não é doença coisa nenhuma, isso aí é mal de amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquelas palavras me deixaram ainda mais confusa, pois eu sempre ouvira dizer que o amor era uma coisa boa, mas o tempo foi passando e eu realmente me dei conta de que era mesmo mal de amor. Eu sempre queria tê-lo por perto, arrumava desculpas desajeitadas para tocar seu cabelo ou seu braço, quando toquei em sua mão por acaso quase senti que fosse flutuar e um rubor desinibido me entregou. Ele apenas sorria, meninos são tão imaturos, não é? Eles acham graça em tudo, o amor não é engraçado, ele é apenas amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu eterno leitor de dias ensolarados se tornou meu primeiro amor, ele me ensinou a arte de traduzir as palavras dos livros enquanto meu mundinho parecia vazio quando ele não estava comigo. Aos olhos de uma criança tudo é tão inocente que até mesmo a palavra amor tem um sentido mais sutil e puro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, eu o amei naquela época, sem mesmo saber o que era amar. Aprendi com isso a verdade dos sentimentos, eles são todos intrínsecos, ninguém pode te ensinar a senti-los, ou você sente por si só ou jamais vai saber. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria poder dizer que nossa história foi tão feliz quanto em meus pensamentos, mas nada aconteceu. Eu continuei amando sozinha, até o amor desvanecer. Ele continuou achando graça nas coisas, até que um dia cresceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passamos por tanta coisa nessa vida que as menores parecem patéticas e sem sentido, mas são essas que realmente têm algo a nos ensinar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem toda história de amor acontece, mas isso não faz com que ela não mereça ser contada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;Bloínquês&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://projeto-suaspalavras.blogspot.com/"&gt;Suas Palavras&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Galera, ainda sem net, usando emprestado por esses dias, não aguento mais tanta vida social, haha. Enfim, por isso ando sumido dos blogs de vocês, mas torçam para que eu volte logo para o mundo cibernético. Grande abraço.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://bloinques.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2204547798579306548?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2204547798579306548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2204547798579306548&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2204547798579306548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2204547798579306548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/meu-primeiro-mal-de-amor.html' title='Meu primeiro (mal de) amor'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6117830171663300327</id><published>2011-04-15T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-15T20:49:33.186-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Questão de sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/_hGQy2qqVSTY/TZouvct8PjI/AAAAAAAAApA/LmIdqdW0_m0/tumblr_lf3lbjKvoV1qfovpfo1_500_large.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 333px;" src="https://lh4.googleusercontent.com/_hGQy2qqVSTY/TZouvct8PjI/AAAAAAAAApA/LmIdqdW0_m0/tumblr_lf3lbjKvoV1qfovpfo1_500_large.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Vem sonhar comigo?&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/04/questao-de-sonhos.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Não&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;Clique em sim para ver meu novo conto no &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Contos Franqueados&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6117830171663300327?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6117830171663300327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6117830171663300327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6117830171663300327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6117830171663300327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/questao-de-sonhos.html' title='Questão de sonhos'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/_hGQy2qqVSTY/TZouvct8PjI/AAAAAAAAApA/LmIdqdW0_m0/s72-c/tumblr_lf3lbjKvoV1qfovpfo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5825665783427672598</id><published>2011-04-12T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T00:10:00.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 3</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jean e Alistair se viram diante de enormes portões de ferro de um casarão que esbanjava ostentação. O vampiro mais velho empurrou com força o portão e o abriu. Os dois caminharam por uma alameda escura em direção à casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair estava com a estranha sensação de que conhecia o local, mas descartou essa possibilidade e continuou seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando alcançaram a grande entrada principal da casa se depararam com dois guardas uniformizados que rapidamente reagiram ao ver os intrusos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fique parado – um deles falou e apontou uma arma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nossa visita vai ser rápida – argumentou Jean com um quê de deboche na voz e desacatou a ordem dos guardas. O que mantinha a arma apontada, sem hesitação disparou no peito do vampiro e encarou Alistair como se esperasse por uma ordem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair se sobressaltou ao ver o outro ser atingido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, como isso é desagradável – falou Jean e enfiou os dedos no buraco da bala e retirou-a de sua pele sob os olhares incrédulos dos guardas. – É isso que recebemos quando tentamos ser pacifistas, Alistair. Não se pode confiar em humanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O outro guarda correu até a porta, mas antes que chegasse a tocar a maçaneta foi interrompido por Jean que subira as escadas da entrada com uma velocidade espantosa. Ele agarrou a cabeça do guarda e girou-a com brutalidade, quebrando seu pescoço. Lá de cima, encarou o olhar horrorizado do outro, que deixara a arma cair e pedia por piedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vamos, Alistair, ele é todo seu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, eu não posso – ele falou dando um passo para trás. Seu instinto urgia para que ele atacasse o homem e provasse seu sangue fresco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu entendo, você possui um paladar mais refinado – um segundo depois de terminar a frase, Jean se colocou ao lado do guarda que o ferira e quebrou-lhe o pescoço. – Um banquete nos aguarda, não nos demoremos mais – ele falou com naturalidade e abriu as grossas portas de madeira da imensa casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não quero ferir mais ninguém, Jean...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não pode morrer de fome, meu caro. A lei é e sempre foi a do mais forte, não se sinta culpado por isso, é a natureza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair não respondeu, estava fascinado com a riqueza do interior da casa. Havia móveis lustrados, vasos caríssimos com flores exóticas, cortinas elegantes forravam as paredes onde havia janelas. Uma escada com carpete vermelho levava ao segundo andar. Várias velas em castiçais mantinham o ambiente iluminado. Havia quadros nas paredes, retratos do dono da casa ou do patriarca daquela família e aquelas pinturas trouxeram a ele uma nostalgia inexplicável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma mulher cruzou um portal e se assustou ao ver os dois homens pálidos ali. Jean rapidamente cuidou para que a criada não os atrasasse mais, tapou-lhe a boca e cravou os dentes em sua jugular. O cheiro do sangue exalou no ar, dançando na brisa e flutuou até Alistair, suas narinas se dilataram e o aroma lhe cegou. Ele se aproximou de Jean, que colocou a mulher em seus braços e deixou-se saciar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A melhor dose está lá em cima, não beba muito – Jean advertiu e subiu as escadas. Alistair deixou a mulher caída em seu sangue e acompanhou o outro. Jean apontou o corredor à direita e tomou à esquerda. Alistair viu quando ele abriu sorrateiramente uma porta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Seja rápido – ele sussurrou e entrou no quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair relutou por um momento, mas as batidas de dois corações do outro lado da parede o seduziram e ele esgueirou-se furtivamente para dentro. O casal na cama nem teve a chance de ver o que os atacara. Alistair matou o homem primeiro com uma mordida e logo em seguida se deliciou do sangue da mulher. O liquido denso manchara os lençóis e pingava ao chão. Jean aproximou-se da porta e com um gesto de cabeça aprovou o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Venha provar da sobremesa – ele disse e guiou o jovem até o quarto que ele havia estado. Alistar viu o corpo de uma moça na cama e sem pensar provou seu sangue. – Agora você está pronto. – Jean observou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Do que você está falando? – Alistair perguntou com a boca suja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se você foi capaz de matar seus próprios pais e tomar do sangue de sua irmã, você pode matar qualquer um – Jean disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair então se deu conta de porque o retrato no andar debaixo era familiar. Aquela era sua casa, sua família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você me fez fazer? – ele berrou e atacou Jean. Agarrou o vampiro pela gola da camisa e atirou-o na cama. – Eu vou acabar com você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acalme-se – gritou o outro que lutava contra as investidas de Alistair.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você vai morrer – ele ameaçou e agarrando um crucifixo de madeira que estava pendurado na parede da cabeceira da irmã atingiu Jean na cabeça. Quando o outro desmaiou, ele golpeou-o mais vezes e quebrando o pé da cruz, enfiou-a em seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao ver o corpo de Jean e de sua irmã, Alistair soltou um urro de dor e remorso e saltou para fora do quarto. Desceu rapidamente as escadas e usando as velas, ateou fogo nas cortinas e saiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá de longe, da alameda, ele observou a casa arder em chamas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5825665783427672598?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5825665783427672598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5825665783427672598&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5825665783427672598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5825665783427672598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-3.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 3'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8816652959295400398</id><published>2011-04-09T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-04-09T00:10:01.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto caminhavam pelas ruas enevoadas da cidade, depois de matarem animais pelo caminho, Alistar pode observar melhor o homem a seu lado e percebeu algumas particularidades. A pele de Jean era extremamente branca e lisa como mármore, seus cabelos curtos e cacheados eram luminosos e da cor de amêndoas, seus olhos eram vivos e variava de cor dependendo da luz ambiente, naquele instante estavam densos e amarelados como a polpa de um pêssego. Os dois não tinham trocado palavras desde que deixaram o celeiro e Alistar não se sentira intimidado pela áurea de perigo que o outro emanava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa rua mais escura, depois de vagarem sob as luzes dos postes, Alistar encarou seu reflexo, pela primeira vez, em uma poça d’água. Seus olhos, que antes sustentavam um tom escuro encantador, agora se vestiam de um verde claro cristalino, sua pele estava alva, feito giz. Ao fazer um cara de espanto notou que sua boca, ainda mais tenra, dotada de lábios carnudos escondia caninos afiados que nunca fizera parte de sua arcada dentária.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você fez comigo? – ele perguntou e novamente escutou uma voz diferente, seu tom era mais grave e soturno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu o salvei – o outro respondeu sem cessar os passos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair fechou os olhos com força e as imagens desfocadas da noite anterior lhe vieram à mente outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu me lembro, vagamente. Você me atacou – ele parou e encarou o homem misterioso - Você me fez beber sangue, seu sangue misturado com o meu, depois disso eu não me lembro de mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você se lembra quem você é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim. Não. Eu não consigo. Meu nome é Alistair Chevalier, sou filho de um marquês... - ele forçava sua memória a percorrer um labirinto de lembranças esquecidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De um marquês? Quem diria? – o outro se surpreendeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que é você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quanta indelicadeza, a pergunta correta é &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt; sou eu. Meu nome é Jean Merlet, muito prazer – ele estendeu a mão para um aperto que foi recusado. – Você pode confiar em mim, Alistair, eu lhe dei a oportunidade de viver eternamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Do que você está falando?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, você não me parece muito instruído para o herdeiro de um marquês. Atente-se às mudanças, você não percebe? Algumas lendas são mais verdadeiras do que supõe as mentes céticas, meu amigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não pode ser, isso é impossível – a resposta flutuava em sua frente, por mais que ele tentasse ignorá-la, ele sabia no que havia se transformado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jean caminhou ao redor de Alistar, cercando-o e sussurrou em seu ouvido:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Negar não vai mudar nada. Você é um vampiro, Alistar. – ele ouviu as palavras e arrastou-se até o muro mais próximo, escondeu-se do luar e sentou-se na calçada. Jean deu passos lentos até ele, prostrou-se ao seu lado e tirou uma mecha de seu cabelo que cobria a testa. – Eu imagino que você tenha inúmeras questões girando em sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você me escolheu? – ele perguntou finalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É uma questão interessante. Eu vago na terra há pouco mais de um século, meu jovem, não me lembro de minha vida antes de eu ter sido transformado e nunca ousei converter ninguém a esta condição, mas você me pareceu tão solitário, como eu. Você suplicou que eu lhe deixasse viver, mas para isso eu precisei tirar sua vida. Quando seu coração parou de bater e seus olhos se abriram para sua segunda chance, você me agradeceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que eu sou? Estou morto? Minha alma está presa dentro desse corpo morto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Almas não existem, Alistair. Você só vive uma vez, contudo pode morrer mais de uma. Agora levante-se e vamos buscar alguma coisa para beber, suas lamentações podem esperar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois deixaram a rua deserta e partiram para um canto mais remoto da cidade. Alistair parecia conhecer cada pedra sob seus sapatos e Jean tinha em mente uma surpresa maligna para seu companheiro recém adquirido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 3&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8816652959295400398?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8816652959295400398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8816652959295400398&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8816652959295400398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8816652959295400398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-2.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 2'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-7491894852015015879</id><published>2011-04-06T15:00:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T15:00:05.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A primeira vez a gente nunca esquece</title><content type='html'>&lt;div&gt;Lembro que eu fui até o local de trabalho dela, eu havia juntado algum dinheiro e finalmente realizaria aquilo que sempre tive vontade de fazer. Ela me atendeu com profissionalismo enquanto eu tentava não demonstrar que estava nervoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É a minha primeira vez – eu confessei a ela e senti minha pele enrubescer. Se ela me julgou, eu não sei, mas sua feição permaneceu a mesma e logo em seguida um sorriso se abriu em seu rosto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu já atendi vários inexperientes, não se preocupe – ela disse, com o riso contido por saber que tinha nas mãos mais um leigo sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sempre vira isso em filmes, novelas e sabia quase tudo na teoria, mas eu nunca havia praticado, então imagine como eu estava me sentindo naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela me guiou até o local onde faríamos tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em qual posição eu devo ficar? – perguntei e me senti estúpido por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A que você se sentir mais confortável, não vou exigir muito de você na sua primeira vez. – ela respondeu e me lançou novamente aquele olhar zombeteiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando me dei conta eu já estava com as mãos afoitas e apanhei o instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Calma aí, garotão – ela falou – Primeiro você tem usar as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela me mostrou como eu deveria fazer, suas mãos levaram as minhas até aquela superfície lisa e molhada. Passei os dedos com cuidado, ainda inseguro de como proceder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso, vai apalpando com suavidade – ela orientou, enquanto eu alisava a “peça”. – Não, assim não, você não pode apertar demais – ela advertiu quando não controlei a força dos meus dedos que entravam e saiam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Há quanto tempo você faz isso? – perguntei para quebrar a tensão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bastante tempo – ela respondeu evasiva e continuamos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora pegue aqui – ela agarrou minhas mãos e guiou os movimentos – Pra cima e pra baixo, isso, desse jeito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo o processo não demorou muito tempo e quando terminamos estávamos sujos e melados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você pode se limpar antes de ir – ela falou metodicamente. Certamente eu era mais um na contagem dela e provavelmente eu seria esquecido logo eu saísse dali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Limpei-me, paguei pelo serviço e atirei um “&lt;i&gt;até a próxima&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ei, garoto, você não foi tão mal para um marinheiro de primeira viagem – ela disse e me deu uma piscadela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando cheguei em casa meu pai me perguntou como tinha sido e eu respondi que fora melhor do que eu imaginara. Quem diria que aulas de cerâmica pudessem ser tão fascinantes, você vê a sua criação tomando forma na sua frente, enquanto a argila gira na máquina de rodar da olaria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero fazer isso mais vezes, vou criar os vasos mais bonitos que todo mundo já viu, só preciso de um pouco mais de prática.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mal posso esperar pela minha segunda vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Um conto para fazer jus ao nome do blog, mas me diz aí, pensou besteira, né? Haha.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-7491894852015015879?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/7491894852015015879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=7491894852015015879&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7491894852015015879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/7491894852015015879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/primeira-vez-gente-nunca-esquece.html' title='A primeira vez a gente nunca esquece'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1842076294208018349</id><published>2011-04-03T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-03T20:29:12.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>O Senhor das Sombras - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"O mal é um ponto de vista."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Lestat de Lioncourt em “Entrevista com o Vampiro”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Paris - 1860&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite é uma arca profunda onde segredos obscuros são guardados. A lua cheia pendurada no extenso manto azul-marinho é indiferente a tudo o que acontece sob sua luz. O silêncio perturbador da madrugada é cortado pelo vulto que vaga, sorrateiro, em busca de alimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem, em seus trajes a rigor de um período antigo, estava à espreita na esquina de uma rua deserta. A névoa densa o acobertava e quando nuvens pesadas taparam a visão da lua, passos rápidos lhe chamaram a atenção, mas seus ouvidos providos de uma sensibilidade sobre-humana apenas captaram o bater acelerado de um jovem coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O outro homem que caminhava apressado pelas ruas, em passos trôpegos dobrou a esquina e topou com o vulto. Sua visão embaçada pela embriaguez não lhe favoreceu naquele momento. Antes que qualquer palavra fosse usada, o vulto o agarrou por trás, segurou-o imóvel com o pescoço para cima e o mordeu. Sua pele gritou de dor quando os dentes afiados do outro a perfuraram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem de roupas antiquadas bebeu o sangue do outro, sentindo o leve sabor alcoólico que ele possuía naquele momento. Com a sede saciada, ele atirou o homem na sarjeta e quando estava prestes a partir, ouviu a voz embargada de sua vítima clamar por misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem, cujo sangue lhe aprouvera, fora o primeiro a ser transformado por Jean Merlet.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair Chevalier pertencia à casta da nobreza, era o filho bastardo do Marquês Pierre Chevalier e nunca havia conhecido sua mãe, que supostamente havia morrido durante o parto. Alistair teve uma infância desagradável ao lado da irmã mimada que o surrava e o humilhava. Ele cresceu e se tornou um jovem rebelde, que se aventurava nas noites da cidade, à procura de prazeres e bebida. Numa dessas noites, com seus vinte e cinco anos, Alistair encontrou a morte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando se abre os olhos para a nova vida, todo ou quase todo o passado é imediatamente apagado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não se lembrava de como tinha chegado até ali. Estava deitado sobre um amontoado de feno, dentro de um celeiro escuro. Finos raios de sol se espremiam através das frestas da madeira e por algum motivo ele sentia que não deveria chegar perto da luz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao passar a mão no pescoço, onde havia uma sensação incômoda, encontrou uma ferida na pele. Coçou o machucado e ao sentir o cheiro metálico do próprio sangue, sentiu-se inebriado e sua boca encheu-se de água, foi então que percebeu que estava com sede. Uma sede anormal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um movimento no telhado atraiu seu olhar e um barulho contínuo preencheu seus ouvidos. Era um pulsar. Avistou uma coruja se refugiando do dia e seus olhos, inexplicavelmente, puderam enxergá-la com clareza, apesar da distância e da baixa luminosidade. Ele chamou a ave, como quem chama um cão perdido na rua e para sua surpresa ela o atendeu e planou até o chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu movimento foi mais rápido do que ele esperava, quando deu por si já estava com os dentes no pescoço da ave e sugava seu sangue. O gosto do sangue deslizou por sua boca, desceu pela garganta e acalmou a ânsia que ele sentia, um desejo tão forte que nunca experimentara antes se saciava pelo liquido quente e viscoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais três aves cederam a seu chamado e mais três vidas foram tomadas por suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite caiu e a brisa trouxe vários odores. Ele precisava sair, a sede aumentava novamente. A vontade era insaciável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando Alistair abriu as grandes portas do celeiro se deparou com um homem parado, sua silhueta recortada na luz da lua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Preparado para conhecer a cidade com seus novos olhos, meu caro? – o homem perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alistair sentiu um arrepio ao vê-lo. O homem era familiar, por algum motivo. Assim que os olhos do homem tocaram a luz, ele viu a morte dentro deles e então se lembrou da noite anterior. Lembrou-se de sua própria morte e como se sua voz não lhe pertencesse, disse que sim. E os dois deixaram para trás o celeiro, a fazenda e um rastro de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 2&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Bom gente, essa é a primeira vez que me arrisquei a escrever sobre vampiros, é, agora que todo aquele alvoroço passou e talvez seja esse um dos motivos que não me deixaram explorar esse mundo antes. O conto é de vampiro, mas em sua essência mais sombria e mitológica, se você espera ver um Edward Cullen por aqui, sinto muito, isso não vai acontecer (nada contra a saga Crepúsculo). Eu fiz uma pesquisa sobre as características "vampirescas" e sobre os diversos tipos de vampiros que rondam a literatura e cinema, no conto farei uma mistura do que li com um pouco da minha imaginação. Espero que gostem e aviso previamente que esse pode ser tornar o meu conto mais longo. Grande abraço e votem na enquete, &lt;i&gt;please&lt;/i&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;PS1: Galera, tô sem internet por um tempo, mas vou continuar postando, não se preocupem, só ficarei (mais) sumido do blog de vocês. Até mais.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;PS2: Muito obrigado a todos que estão me apoiando no lance do plágio, é muito bom saber que estão do meu lado. Obrigado, de verdade.&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1842076294208018349?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1842076294208018349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1842076294208018349&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1842076294208018349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1842076294208018349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/o-senhor-das-sombras-parte-1.html' title='O Senhor das Sombras - Parte 1'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2136253632839843512</id><published>2011-04-01T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-01T23:30:36.961-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas enviadas (ou não)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Das cartas de Nathaniel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Carta #2</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;S.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tentei de manter longe de meus pensamentos, mas cada gesto meu me lembra você, minhas mãos sentem falta de tocar-te, meus lábios clamam pelos seus e meu corpo urra de desejos de ter você. Eu não consigo me distanciar de ti, dentro de minha mente, minhas memórias marcham até sua presença, elas controlam tudo o que eu quero esquecer e contrário à minha vontade, trazem à tona as lembranças mais cálidas dos momentos mais ardentes de nós dois.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Minha visão não esquece de como é contemplar a beleza pura de sua silhueta, meu tato afiado se deleita em toques que já se foram, meus ouvidos afugentam fragmentos de palavras soltas, esperando ouvir teu nome ou algo que te traga para mais perto, meu olfato busca em cada brisa o teu perfume incomparável e meu paladar, ainda que prove todos os sabores desse mundo, jamais se esquecerá do teu gosto provocante. Mais um sentido de prudência mais poderoso brande uma espada desafiando os outros a te deixarem partir e assim meus devaneios se dissolvem mais uma vez durante a luz do dia, mas toda minha sede de você desperta na calada da noite. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Mesmo que eu nunca mais sinta teu corpo contra o meu, as marcas que me impregnaste jamais se desvanecerão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;N. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Quem acompanhou o conto "&lt;b&gt;As cartas do monge sem nome&lt;/b&gt;" que eu postei no meio do ano passado se lembra (ou não) das cartas misteriosas, porém nas sete partes do conto foram apresentadas apenas seis cartas, decidi então escrever as outras, que serão postadas aleatoriamente. Para ler o conto clique&lt;b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;(e leia cada parte)&lt;b&gt; &lt;/b&gt;e para ver somente as cartas clique &lt;b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/das-cartas-de-nathaniel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;PS1: Galera, tô sem internet por um tempo, mas vou continuar postando, não se preocupem, só ficarei (mais) sumido do blog de vocês. Até mais.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;PS2: Muito obrigado a todos que estão me apoiando no lance do plágio, é muito bom saber que estão do meu lado. Obrigado, de verdade.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2136253632839843512?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2136253632839843512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2136253632839843512&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2136253632839843512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2136253632839843512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/04/carta-2.html' title='Carta #2'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-2672650578801049216</id><published>2011-03-31T00:10:00.007-03:00</published><updated>2011-04-01T23:23:34.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partes soltas do dono dos sorrisos'/><title type='text'>Plágio é pouco, fui “clonado”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yYxkYIj10Dk/TJg9A5SATzI/AAAAAAAAAII/mnNJwWdypuc/s1600/plagio.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yYxkYIj10Dk/TJg9A5SATzI/AAAAAAAAAII/mnNJwWdypuc/s1600/plagio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ok, o título do post está meio exagerado, mas vou explicar tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses dias, por ter sido acusado de ter copiado um texto (por alguém que nunca me leu), fiz uma pesquisa para descobrir se havia algum texto parecido ao meu e eis que me deparo com alguns textos meus plagiados (apesar de não ter sido a primeira vez que isso acontece). Consegui falar com a &lt;i&gt;“autora”&lt;/i&gt; de um dos blogs que continha dois textos meus, expliquei a situação de forma pacífica, dando a elas as opções de me dar os créditos pelos textos ou apagá-los, ela preferiu a segunda opção, o que eu achei patético da parte dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segue agora uma lista de blogs e fotologs que usaram textos meus sem pedir permissão e sem os devidos créditos. Sim, vou expô-los aqui, porque essa é minha maneira de lutar pelos meus direitos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://jessydiaas.blogspot.com/2011/01/acho-que-vida-da-gente-e-como-uma.html"&gt;Jeh Dias&lt;/a&gt; – Plágio de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/06/apenas-embarque.html"&gt;Apenas embarque&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://jessydiaas.blogspot.com/2011/01/e-quando-todas-as-palavras-parecem-ter.html"&gt;Jeh Dias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://dianabraga.blogspot.com/2010/09/coracao-rejeitado.html"&gt;Apples and Oranges&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.fotolog.com.br/gustavosales/37279430"&gt;Gustavo Sales&lt;/a&gt; (fotolog) – Plágio de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/09/coracao-rejeitado.html"&gt;Coração rejeitado&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.com.br/gk17/36677505"&gt;Gk17&lt;/a&gt; (fotolog) – Plágio de &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/05/medo-de-arriscar.html"&gt;Medo de arriscar&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de encontrar esses &lt;i&gt;“roubos”&lt;/i&gt; eu parei para respirar e decidi não procurar mais (com medo de encontrar), mas ontem, por acaso, o que eu encontrei foi mais chocante que tudo isso junto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma garota, que se autodenomina blogueira possui um blog chamado &lt;b&gt;A arte de um sorriso&lt;/b&gt;, criado dois anos depois do meu, que inclusive tem como frase de cabeçalho a mesma que eu costumava usar aqui: &lt;i&gt;"Não preciso me drogar para ser um gênio. Não preciso ser um gênio para ser humano, mas preciso do seu sorriso para ser feliz." (Charles Chaplin)&lt;/i&gt; A qual eu usei até pouco tempo atrás, mas não pára por aí, a mensagem de boas vindas dela também foi retirada daqui: &lt;i&gt;“BEM VINDO, SINTA-SE À VONTADE. Puxa uma cadeira, senta aqui comigo que eu tenho muita coisa pra contar.”&lt;/i&gt; Ela muito criativamente chama seus seguidores de &lt;i&gt;“Outros sorrisos”&lt;/i&gt;, assim como eu e ainda tem a mesma mania de colocar uma Imagem da Semana no blog. Clique em &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/4f63o2/full"&gt;Clone&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; para ver o blog com seus próprios olhos. Para finalizar esse absurdo, ela pegou meu texto &lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2010/02/amizades.html"&gt;Amizades&lt;/a&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;, fez algumas mudanças ridículas e dedicou a uma amiga, para ver clique &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitpic.com/4f6470/full"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (essa postagem foi publicada no “A arte de um sorriso” pirata, no mesmo dia do meu aniversário, sente a ironia do destino). Eis &lt;b&gt;&lt;a href="http://sandipresthes.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;o link do blog.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso que me enchi de ódio quando vi isso tudo, mas com calma fui lá no blog dela (se é que posso dizer isso), usando todo meu senso irônico e comentei dando a ela as mesmas opções de praxe, pedi ajuda pelo twitter e fui apoiado (&lt;b&gt;agradeço imensamente por isso&lt;/b&gt;) e agora espero que a tal se providencie nas alterações o mais rápido possível. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que ela não entende que quando as pessoas pensam em &lt;b&gt;A arte de um sorriso&lt;/b&gt;, pensam em &lt;b&gt;Rodolpho Padovani&lt;/b&gt;? Haha, essa foi para cortar o clima tenso da postagem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prosseguindo, encontrei um texto falando sobre plágios e direitos autorais em blogs e achei super interessante, clique &lt;a href="http://blosque.com/plgio-e-direitos-de-autor-nos-blogs/"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; para ler e outro texto abordando 7 mitos sobre plágio que também merece ser lido, clique &lt;b&gt;&lt;a href="http://blosque.com/7-mitos-sobre-plgio/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ambos os textos são do &lt;a href="http://blosque.com/"&gt;&lt;b&gt;Blosque – Blogando com alma&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e quem realmente se preocupa com isso, deve ler. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Galera, eu sou um cara legal, não queria ter chegado a esse ponto, de verdade, mas não consegui me calar diante disso. Todas as vezes que pediram meus textos, eu os enviei sem criar nenhum problema, não ligo que peguem trechos daqui e usem, desde que meu nome esteja lá. Hoje o blog está mais protegido do que na época em que os textos foram roubados e por isso pode ser que eu ainda vá encontrar, mais cedo ou mais tarde, mais textos meus por aí. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vejo plágio como um elogio por terem gostado do que escrevi, eu vejo unicamente como roubo e falta de criatividade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou abandonar o blog por causa desses &lt;i&gt;“incidentes”&lt;/i&gt;, pois isso seria aceitar que quem faz isso é melhor do que eu, sendo que é justamente o contrário. Continuarei com a mesma dedicação de sempre, pois meus leitores merecem e sabem que eu prezo muito eles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpa ter despejado tudo isso aqui, agradeço a quem me apoiar da maneira que convir e até a próxima postagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-2672650578801049216?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/2672650578801049216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=2672650578801049216&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2672650578801049216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/2672650578801049216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/plagio-e-pouco-fui-clonado.html' title='Plágio é pouco, fui “clonado”'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yYxkYIj10Dk/TJg9A5SATzI/AAAAAAAAAII/mnNJwWdypuc/s72-c/plagio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3210860187201506465</id><published>2011-03-30T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T00:10:00.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 9 (Final)</title><content type='html'>&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-5.html"&gt;Parte 5&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-6.html"&gt;Parte 6&lt;/a&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-7.html"&gt;Parte 7&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-8.html"&gt;Parte 8&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Trevor arregalou os olhos assustados e olhou ao redor em busca de ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você disse? - balbuciou Ártemus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você ouviu perfeitamente, agora mate o garoto – ordenou a bruxa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ninguém vai tocar no meu irmão – falou Raquel que saíra de trás das árvores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, ora, isto está ficando interessante – sibilou a velha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não acredito que você fez isso, Ártemus. Você passou todos os limites...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu... eu não sabia, ela me enganou – defendeu-se ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você fez um pacto com ela? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ele não te contou? – perguntou a velha com uma expressão falsa de espanto – Ora, é claro que ele não contaria. O jovem guerreiro quer seu coração só para si, ele concordou em matar o seu irmão para que seu desejo pudesse se realizar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, por que você está fazendo isso comigo? – ele indagou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Esqueça o garoto, eu quero o sangue dela agora, quero a beleza dela toda para mim... – a velha se aproximou da moça como um lobo acuando a presa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Afaste-se dela, sua velha maldita – Athos finalmente destrancou a voz que desta vez não bateu nos dentes e retornou. Sua voz ressoou como um trovão abafado pelas nuvens. Seus músculos se contraíram, seus braço e pernas se moveram. Ele já não era mais feito de pedra. Todos o encararam, surpresos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, isso não pode estar acontecendo – berrou a bruxa – Eu vou te matar, vou acabar com seu amor e assim ele voltará a ser pedra – a velha deu um passo na direção de Raquel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos agarrou o arco das mãos de Trevor e uma flecha de sua aldrava e com sua precisão atirou-a. A flecha voou livre no ar, cortou as chamas da fogueira e flamejante atingiu o coração da bruxa, que entrou em combustão e explodiu em seu peito. A velha deu um grito sufocado e tombou para trás, sem vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos caiu sobre os joelhos e sentiu o peso dos anos, da dor, da saudade e de todos os sentimentos que duelavam em seu peito e deixou as lágrimas se atirarem nas folhas do chão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que foi? – Raquel perguntou e correu de encontro a ele, lançando seus braços envolta do homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu já tinha perdido a esperança de voltar a ser normal, eu perdi tanta coisa em minha vida, eu...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você vai ficar bem – ela disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus encarou o corpo caído da velha e o homem que outrora fora uma estátua e um temor se apossou de seu corpo, ele correu por entre as árvores de volta para o vilarejo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como tudo isso aconteceu? – perguntou Trevor – E a propósito, obrigado por salvar as nossas vidas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não sei porque fui amaldiçoado nem o que reverteu isso, eu... Meu Deus, eu só quero voltar para casa – Raquel ajudou-o a se levantar e pela primeira vez, o olhar dos dois se encontrou e lá no fundo da pupila dela, ele encontrou a resposta para tudo e ela, ao contemplar os olhos dele que lembravam um poço obscuro, enxergou muito mais do que os outros viam. – Foi você, você quebrou a maldição – ele disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Trevor olhou para a irmã que deu de ombros e os três voltaram para a vila.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que atingiram a orla da floresta, avistaram uma multidão que os esperava. Ártemus chegara berrando “&lt;i&gt;o homem de pedra voltou&lt;/i&gt;” e todos acharam que ele havia enlouquecido, mas agora entendiam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mãe de Raquel sentiu o coração martelar com força, como se quisesse abrir a pele e se jogar ao ar livre. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos saiu das árvores e ao encará-la estancou o passo e ficou boquiaberto. Ele jamais esquecera aquele rosto e agora percebia porque a moça conversadeira era tão familiar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ramona – ele conseguiu sussurrar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você conhece a minha mãe? – perguntou Raquel confusa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Athos não sentiu o coração bater mais forte ao estar na presença de Ramona, ela era como qualquer outra pessoa. Em seu peito havia espaço somente para Raquel, seu coração pertencia a ela agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Precisamos conversar – Ramona disse à filha e todos se dirigiram à sua casa sob os olhares indagadores dos habitantes da vila. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ramona contou a Raquel que Athos morava na vila quando ela era jovem, contou que o visitara na floresta quando ele havia sido transformado em pedra e que nunca mais o vira depois que se casou. Ela não sabia o que sentia por ele, na época, e por isso não falou nada sobre esse assunto. Athos ouviu a conversa calado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos queriam saber o motivo da maldição e o único que poderia dar essas respostas era Ártemus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel foi em busca do caçador enquanto Athos se dirigiu para sua casa, que estava intacta desde quando ele partira, há vinte e seis anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ártemus, você precisa me dizer o que aconteceu lá – Raquel disse assim que o avistou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então Ártemus revelou tudo o que a bruxa lhe dissera, que havia amaldiçoado Athos por vingança pela morte de seu pássaro e que somente um amor verdadeiro reverteria a maldição, por isso ele queria afastá-la do homem de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você fez foi imperdoável, Ártemus, eu não posso ficar com você – ela disse por fim e deu as costas ao caçador e foi ao encontro de Athos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois realmente havia se apaixonado e aquele amor que surgiu do nada, foi crescendo a cada dia mais. Raquel e Athos se casaram no ano seguinte e tiveram dois filhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ramona estava orgulhosa da filha e feliz pela volta do caçador. Ela percebeu que se ele não tivesse sido amaldiçoado, ela não se casaria e não teria a família que tinha e tudo seria diferente. Algumas coisas ruins acontecem para que algo grandioso e bom venha pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trevor se tornou um arqueiro habilidoso depois de tomar aulas com Athos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus se casou com uma jovem que sempre fora apaixonada por ele e finalmente descobriu o que é o amor e soube que aquilo que sentira, certa vez, por Raquel não o era. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos se tornou um homem melhor, passou a conviver com todos e a respeitar as pessoas. Tornou-se um homem amável, um marido excelente e um pai amoroso. No fim ele não conseguia culpar a bruxa, afinal, por causa do que ela fizera, ele agora sabia o que era felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vilarejo vive em paz desde então e nunca mais nenhum faisão foi avistado pelas redondezas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;Mais um final de conto, quando escrevi esse conto pela primeira vez, eu nunca imaginei que pudesse chegar até aqui. Gosto quando a história cria vida por si só e me surpreende. Espero que quem acompanhou tenha gostado. Eu gostaria de pedir a quem acompanha meus contos em partes, que votem na enquete. Obrigado e um grande abraço.&lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3210860187201506465?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3210860187201506465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3210860187201506465&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3210860187201506465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3210860187201506465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-9-final.html' title='O homem de pedra - Parte 9 (Final)'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4576738766730799508</id><published>2011-03-28T00:02:00.002-03:00</published><updated>2011-03-28T00:06:53.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>O doce amargo da saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/7567358/s_xx_42_by_scarabuss_large.jpg?1299013737" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 335px;" src="http://data.whicdn.com/images/7567358/s_xx_42_by_scarabuss_large.jpg?1299013737" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Quer provar desse sabor?&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/03/o-doce-amargo-da-saudade.html"&gt;Sim&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Não&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;big&gt; (Eu sei que ninguém quer, mas clica logo em SIM, haha)&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4576738766730799508?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4576738766730799508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4576738766730799508&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4576738766730799508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4576738766730799508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-doce-amargo-da-saudade.html' title='O doce amargo da saudade'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6945879961454657002</id><published>2011-03-26T14:00:00.000-03:00</published><updated>2011-03-26T14:00:03.698-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 8</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-5.html"&gt;Parte 5&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-6.html"&gt;Parte 6&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-7.html"&gt; Parte 7&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel voltou para o vilarejo, sendo seguida por uma tristeza enorme que acompanhava cada passo seu. Na cabeça, um turbilhão de pensamentos insanos e no coração uma tempestade de sentimentos em confronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de todos os anos vivendo na solidão, ela finalmente encontrara um lugar onde havia paz e lá, seu coração vulnerável e esperançoso depositou as expectativas grandiosas em algo irreal. Ela sabia o que estava sentindo, exatamente por nunca ter se sentido daquela maneira, mas de que adianta alimentar um sentimento que futuramente se tornará grande o bastante para devorá-la?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre lágrimas, dores e dúvidas, ela chegou em casa e se trancafiou em seu quarto. Observou a noite se derramar no céu e afundou em pensamentos sobre o homem de pedra. A lenda que ela crescera ouvindo, contava que aquele homem era real, que ele um dia fora um grande caçador, mas ninguém nunca soube responder o motivo pelo qual ele havia sido amaldiçoado, tampouco sabiam como reverter a maldição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao pensar nessa história como verdadeira, Raquel nutria uma esperança de que debaixo daquela casca dura e fria, havia alguém de carne e osso e pensar nisso machucava ainda mais seu coração que decidira se manter distante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Preciso esquecê-lo”, sua voz soou sem forças em sua mente, mas ela sabia que quando o coração lhe conta verdades, não há como mentir para si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jovem caçador deixou a floresta quando a lua cintilava elegantemente no céu, como uma espectadora da história toda desde o início.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus tentava decifrar as palavras sem nexo da bruxa. Seus olhos atentos procuravam por alguém e um sorriso satisfeito brotou em seu rosto quando ele o encontrou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Trevor, eu queria falar com você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Comigo? – indagou o garoto confuso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, lembra que você me disse que gostaria de aprender algumas lições de caça? – Trevor assentiu com a cabeça – Acho que amanhã seria um ótimo dia para isso. Posso te ensinar alguns truques pela tarde, o que você acha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho ótimo – respondeu ele empolgado – Amanhã, de tarde. Levo meu arco? – Ártemus fez que sim e foi para sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, ele passou a manhã pensando na decisão que havia tomado e ainda não sabia exatamente o que deveria fazer, mas um lado egoísta dentro de si lhe dizia que era a coisa certa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a tarde chegou, ele encontrou Trevor no centro da vila, com seu arco em mãos e uma aljava pendurada nas costas com algumas flechas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está pronto? – ele perguntou ao garoto sorridente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sempre, vamos logo. – Trevor respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois se embrenharam na mata silenciosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel acordou coberta por uma melancolia que se impregnara em seu corpo desde a noite passada. Ela se levantou, arrastando os pés, e comeu pouca coisa no desjejum. O resto da manhã foi improdutivo, ela ficou sentada olhando a floresta através do vidro da janela e quando a tarde chegou, ela percebeu que não poderia lutar contra a força daquilo que sentia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela precisava voltar para onde seu coração havia feito morada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apanhando um manto cinza, ela cruzou a orla da floresta, ainda sem saber que aquele dia lhe reservava grandes surpresas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida que caminhava, ouviu vozes indistintas à sua frente e uma delas parecia a de seu irmão, então apressando o passo, ela avistou o caçula ao lado de Ártemus e continuou seguindo-os em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois se encaminhavam diretamente para onde o homem de pedra estava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um clarão chamou sua atenção e à espreita, camuflada pelas folhagens, ela viu quando o caçador e seu irmão se aproximaram de uma velha diante de uma fogueira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos assistiu calado e cheio de raiva, a bruxa montar uma fogueira em sua frente. Algum tempo depois, duas outras pessoas se aproximaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que estamos fazendo aqui? – perguntou Trevor, com maus pressentimentos. - Quem é ela?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vejo que trouxe o garoto – a velha sibilou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora cumpra sua parte no acordo – rebateu Ártemus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não se precipite, meu guerreiro, você não se recorda de minhas palavras? – a bruxa indagou e falou antes que ele respondesse – Quando a juventude a mim, por tuas mãos for entregue, ordenarei que os obstáculos em teu caminho, o vento carregue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que isso quer dizer? – ele perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que você deve matá-lo e me entregar seu sangue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 9 (FINAL)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6945879961454657002?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6945879961454657002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6945879961454657002&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6945879961454657002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6945879961454657002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-8.html' title='O homem de pedra - Parte 8'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-739721719653835168</id><published>2011-03-24T16:10:00.000-03:00</published><updated>2011-03-24T16:12:59.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 7</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-5.html"&gt;Parte 5&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-6.html"&gt;Parte 6&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Athos sentiu o corpo inteiro vibrar com a pancada na cabeça, imaginou que o golpe o racharia de uma ponta a outra, mas nada aconteceu. Ele permaneceu intacto, ouvindo a batida ecoar dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quebre, estátua maldita – berrou Ártemus e golpeou o peito, as costas e mais uma vez a cabeça do homem de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Já chega, Ártemus – Raquel gritou e se colocou entre o homem furioso e a estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você está defendendo isso? – a moça não respondeu – Por quê? Responda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos de Raquel se encheram de lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vá embora, me deixe em paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por quê? – gritou Ártemus e atingiu novamente a estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque eu o amo – ela gritou em resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O quê? Você enlouqueceu? Isso é uma estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Talvez eu tenha enlouquecido, eu me sinto bem aqui com ele...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Raquel, eu... Você não pode estar falando sério.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu quero ficar sozinha, vá embora, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus encarou a moça, em silêncio, depois olhou com raiva para o homem empedrado e saiu dali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos ouvira a discussão e não soube, exatamente, como processar tudo aquilo. A moça dissera que o amava. Ele se perguntava se aquela sensação de preenchimento quando ela estava ali e de vazio quando ela partia, poderiam ser sintomas de amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele sabia que alguma coisa havia mudado, que por dentro ele se sentia melhor, como se uma outra pessoa tivesse tomado seu lugar. Ele aprendera a enxergar beleza em coisas que antes eram insignificantes, ele ouvia o vento sussurrar em seu ouvido de pedra e ele só dizia coisas boas. Ele observava as flores sacudindo em sua frente e pensava em colocar uma nos cabelos de Raquel. Ah, Raquel estava sempre em seus pensamentos, ela dançava em sua mente, sorria aquele sorriso que emanava calor e conversava com aquela voz de veludo que acariciava o ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem de pedra sentia o coração bater mais forte quando ela chegava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Por que choras, minha donzela?” Ele perguntou interiormente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel jogou os braços envolta da estátua, num abraço disforme e deixou suas lágrimas caírem sobre os ombros de pedra fria do homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não sei como ele veio parar aqui – ela falou num tom de desculpas – O que ele fez foi horrível – ela soltou os braços e encarou Athos nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele observou aquele olhar, um olhar que jamais fora lançado em sua direção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não sei porque eu disse aquilo, na verdade, eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu penso em você toda vez que eu vou dormir, eu acordo desejando que o tempo voe depressa para que eu venha até aqui. Eu não sei o que é isso que estou sentindo, Homem-estátua. Eu devo estar enlouquecendo. Como meu coração pode se encher tanto de alegria por alguém que não é real? Como eu posso amar alguma coisa que nunca vai me amar de volta? – os olhos dela tornaram a marejar – Eu tenho que me afastar, tenho que me proteger de um sentimento sem razão. Eu peço perdão, mas acho que isso é um adeus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos sentiu seu coração rasgar por dentro e gritar desesperado para que ela ficasse. Ele não suportaria outra despedida. Ele que sentia que a vida voltava a fazer sentido, que estava enfim descobrindo como é ter uma companhia, que descobrira um sentimento novo que brotara em seu peito de forma involuntária. Ele não poderia ficar longe dela, somente ela o fazia se sentir como um ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar dos gritos mudos do homem de pedra e da dor que perfurava seu peito, Raquel deu as costas e caminhou de volta para o vilarejo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus caminhava apressado por entre as árvores, sentindo o ódio percorrendo em suas veias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá, meu jovem guerreiro – uma voz atraiu sua atenção, ele olhou para o lado e viu uma velha surgir por detrás de uma árvore – Eu posso te ajudar a conseguir aquilo que deseja, só preciso de uma pequena coisa em troca. – e ele ouviu a proposta da bruxa – O que você me diz? Vai deixar que eu te ajude?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou – ele respondeu com convicção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 8&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-739721719653835168?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/739721719653835168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=739721719653835168&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/739721719653835168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/739721719653835168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-7.html' title='O homem de pedra - Parte 7'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-3676910090384400270</id><published>2011-03-22T14:00:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T15:11:46.013-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De um refinado gosto musical'/><title type='text'>Respirando arco-íris</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://lh6.googleusercontent.com/-3K8Oy-PrnlA/TYJWIjfRCxI/AAAAAAAAAm8/fTYrQ5mc0H8/s1600/ds.PNG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 494px; height: 332px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-3K8Oy-PrnlA/TYJWIjfRCxI/AAAAAAAAAm8/fTYrQ5mc0H8/s1600/ds.PNG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;♪ (...) Somewhere over the rainbow blue birds fly&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;And the dream that you dare to, why, oh why can't I? ♫&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Somewhere over the rainbow - Israel Kamakawiwo'ole&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era ela que eu via através do vidro de minha janela. A comedora de nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sempre a admirei por seu entusiasmo e disposição de se atirar ao vento sem medo de cair, quanta imprudência para uma garota de pensamentos flutuantes, mas é claro que ela deveria ser leve feito pluma e planaria no ar graciosamente antes de atingir o chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda manhã ela corria até o balanço e corajosamente dosava a impulsão perfeita para uma decolagem digna de um pássaro pomposo e então a gravidade, insistentemente, a puxava de volta e ambas brincavam. Nesse vai-e-vem os sorrisos dela refletiam a luz do sol, como se cada raio do grande rei se curvasse diante a magnífica curvatura dos lábios finos da garota no balanço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vento dançava ao redor dela, tentando agarrá-la vez ou outra, mas ela sempre escapava de seus dedos instáveis e invisíveis, desistindo de sua missão nada secreta, o soprador de brisa se tornava mais ameno e acariciava os cabelos dela que saltavam de emoção de um lado para o outro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nunca cheguei a ouvir a sua voz, mas podia imaginá-la nos mínimos timbres. Ela deveria soar como notas musicais fugitivas das teclas de um grande piano de cauda, assim como uma melodia suave que escutamos em dias nublados. E também seria delicada como a pétala de uma rosa, que lhe pesa as pálpebras ao deslizar pela pele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos da garota no balanço são carregados de potes de esperança que jamais se esvaziam ou ficam meio cheios. Eles pulsam vida, talvez até demais, uma sede que ao invés de saciada se derrama pela grama verde. Não sei quais suas cores, mas imagino que contenha um emaranhado de matizes vivas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A doce garota que sobe alto entre o céu e a terra e depois se prende ao mundo terreno emana um tipo de sensação que contagia a todos ao seu redor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entretanto eu não deixava de ficar triste a cada noite quando minha mente vagava nas lembranças grudadas no vidro, pois assim como eu, ela corria desenfreadamente rumo a um beco sem saída. Se ela estava ali, naquele mesmo prédio branco, impessoal e ladrão de almas juvenis, era porque não havia mais o que fazer. Aquela era nossa última parada, a estação final de nossa viagem que durou menos do que deveria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sempre a vi pela janela, pois nunca pude sair de meu leito, nunca pude caminhar com minhas próprias pernas, pois meus movimentos foram tomados de mim antes mesmo que eu soubesse que os possuía e minha consistência frágil não me permitia contato com as pessoas de fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar dos encantos das manhãs ensolaradas, o que eu mais gostava ali era dos dias de chuva. Enquanto as gotas finais eram espremidas das nuvens, um grande pincel desenhava no céu as linhas de um arco-íris opaco que se intensificava lentamente. Nesses dias, eu via a garota sair pelo campo, olhar para o alto, empinar o nariz e respirar os tons que vertiam do imenso quadro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se ela podia respirar arco-íris, eu poderia então respirar sonhos. Embora metade de mim seja preto e branco, a outra metade transborda cores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda noite pergunto à lua se aquela será a noite de meu último suspiro e ela lá de cima, silenciosamente bela, finge-se de desentendida e nunca me responde. Um dia essa noite chegará. Um dia a garota do balanço também recolherá os grãos de vida que lhe foram tirados e os colocará numa mala para uma nova viagem. Não posso dizer quem de nós partirá primeiro, enquanto isso eu verei a cortina noturna se abrir para o dia subir ao palco e assistirei a estrela maior da peça brilhar no teatro da vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subindo e descendo. A inventora de risos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pauta para &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://projetocreativite.blogspot.com/"&gt;Projeto Créativité&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-3676910090384400270?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/3676910090384400270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=3676910090384400270&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3676910090384400270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/3676910090384400270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/respirando-arco-iris.html' title='Respirando arco-íris'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-3K8Oy-PrnlA/TYJWIjfRCxI/AAAAAAAAAm8/fTYrQ5mc0H8/s72-c/ds.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-5401553144190071547</id><published>2011-03-20T23:30:00.001-03:00</published><updated>2011-03-20T23:30:00.840-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 6</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-5.html"&gt;Parte 5&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos se perguntou há quanto tempo a bruxa havia retornado às redondezas e por que havia feito isso. Em sua cabeça, ela era a única que poderia fazer com que ele voltasse ao normal, mas seus muitos pensamentos sobre sua condição pétrea foram ofuscados por alguém que se aproximava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Hoje foi um dia cansativo, Homem- estátua – confidenciou Raquel que carregava um cesto de palha. – Quase não consegui vir até aqui, meus pais colocaram Trevor para me vigiar, mas eles deveriam saber que ele é meu cúmplice nisso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Que maravilha”, ele pensou com sarcasmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabe, acho teu silêncio reconfortante, assim eu posso falar tudo para você sem ser julgada, é perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Não queira saber o que meu silêncio interior está dizendo”, ele quis revirar os olhos, mas apenas observou a moça forrar o chão com uma tolha xadrez e sentar-se sobre ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Normalmente eu te ofereceria alguma coisa, mas isso não faria sentido – ela riu e apanhou um pão da cesta. – Ontem a noite eu fiquei um bom tempo pensando nisso tudo, em ter você como amigo, eu sei o quanto isso soa estranho, mas acho que é assim que eu te vejo, apesar de ter te conhecido há pouco tempo. Deus, eu estou falando com uma estátua, só posso estar enlouquecendo. – ela ficou um tempo calada, apenas comendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moça terminou de comer tudo o que trouxera, contou a Athos sobre a estação da caça que estava prestes a começar e logo em seguida partiu, carregando uma cesta vazia e uma tolha suja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos escutou seus passos se distanciarem e saudou a solidão novamente, mas desta vez percebendo que estava começando a gostar da companhia da moça faladeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim dias se vestiram de noite várias vezes e em todas as tardes Raquel se embrenhava na mata para visitar seu amigo empedrado, que somente ouvia suas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O caçador de pedra passou a desejar que as horas se passassem depressa para que ele pudesse ficar diante da moça mais uma vez e escutar tudo o que ela tinha a dizer. Ele começou a sentir um calor dentro de si, que começava a espalhar pela pedra fria de seu corpo todo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus certa vez perguntou a Trevor aonde sua irmã ia todas as tardes, sem obter uma resposta decidiu segui-la para descobrir por si só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De longe ele avistou-a conversando com a estátua, ainda que não pudesse ouvi-la muito bem, ele provou uma sensação desagradável que começava na boca do estômago e lhe subia à garganta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então você é real, homem de pedra? – ele olhou com desdém para a estátua assim que a moça deixara o local.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele passou a seguir Raquel quase todas as tardes e não estava gostando do que presenciava, a moça parecia outra pessoa na presença da estátua, era como se ela se sentisse mais livre para ser ela mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus pensamentos ardilosos formulados pelo ciúme lhe deram uma ideia que ele pretendia concluir em breve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá, outra vez – essas simples palavras proferidas por aquela voz que passou a ser tão conhecida, fazia brotar um sorriso caloroso no peito de Athos que desejava que aquele breve tempo pudesse se estender para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Ah, minha garota, se você pudesse saber o bem que tem me feito”, ele disse com sua voz enjaulada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu trouxe meu irmão para que te conhecer – ela disse e um garoto de olhar esperto apareceu na frente das vistas do homem de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Eu sinto que te conheço há muito tempo, Trevor, mas é um prazer”, ele falou calado e se deu conta de que aquela era, ironicamente, a primeira vez que saudara outro homem daquela forma e ele gostou da sensação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele começou a notar mudanças em si mesmo depois que passou a gostar das visitas de Raquel, da mesma forma que ela confia nele para ser quem era, ele, de alguma forma, sentia que ela o via além do que ele supusera que podia ser, como um amigo e um alguém merecedor de atenção por ser somente comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em toda sua vida, Athos teve a necessidade de envaidecer seu ego e se mostrar como um homem superior aos outros, como se aquilo fosse algo que lhe fizesse bem, enquanto, contrariamente, aquilo tudo lhe causava mal e lhe afastava dos outros. A moça lhe ensinara uma lição valiosa, ainda que nem tivesse conhecimento disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela tarde, Raquel ficou por menos tempo do que o costume, pois estava com seu irmão lá, mas sussurrou para Athos que compensaria o tempo no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moça caminhou apressada até seu companheiro de todas as tardes e ao chegar onde ele estava se deparou com algo inesperado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ártemus estava diante da estátua, segurando um machado no alto da cabeça, prestes a despedaçá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ártemus, não – ela gritou desesperada e sentiu o coração apertar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um olhar maligno cruzou o rosto do homem e o machado desceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De trás das árvores, nas sombras da floresta, a bruxa assistiu toda a cena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 7&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-5401553144190071547?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/5401553144190071547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=5401553144190071547&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5401553144190071547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/5401553144190071547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-6.html' title='O homem de pedra - Parte 6'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-8270771169507924965</id><published>2011-03-18T23:30:00.000-03:00</published><updated>2011-03-18T23:30:00.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 5</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Raquel voltou para o vilarejo e encontrou seu irmão parado diante da porta de sua casa, ele exibia um olhar profundo, como se uma sombra estivesse se formado sobre sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu o encontrei – ela disse a ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu tinha certeza que você diria isso, sendo verdade ou não, o que acredito que não seja – ele retrucou irritado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas é verdade, ele está lá na floresta, um homem de pedra branca. Ele está sujo e todo coberto de...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Venha já para dentro, Raquel – a voz de sua mãe soou abafada por detrás da porta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você disse a ela? – a moça perguntou aborrecida ao irmão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nada, eu juro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De todos os rapazes exibidos da vila, Ártemus era o pior de todos eles. Ele era um jovem forte para os seus vinte e cinco anos, todo sorridente para as donzelas que cruzavam seu caminho, mas como todo jovem caçador pretensioso à procura de uma presa, ele já escolhera quem seria a merecedora de estar ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre que Raquel passava, ele a cortejava cheio de si, ora elogiando os inúmeros atributos que até mesmo ela desconhecia de si mesma, ora declamando versos horríveis que ele insistia em escrever.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu ainda vou me casar com essa mulher." Ele dizia a si mesmo depois de ser ignorado por ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, Raquel, furtivamente, se esgueirou para dentro da floresta e deixou seus passos apressados lhe conduzirem até o homem empedrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá, Homem-estátua, eu não sei seu nome, pois todos no vilarejo temem dizê-lo em voz alta por acreditar que uma maldição vá atingi-los. Meu nome é Raquel - ela disse a Athos, que apenas ouvia, silencioso como sempre. - Quase me meti em apuros por sua causa, meu irmão desocupado contou a nossos pais que eu estive aqui, minha mãe tomou minha noite com sermões de como é perigoso entrar na floresta desacompanhada e... - e ela começou a contar de sua vida, sua rotina no vilarejo, falou das brigas com irmão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ... e tem também o Ártemus, um sujeito metido que está sempre me cercando e me aborrecendo. Ele é bonito, eu sei, um bom partido, todas as moças da vila gostariam de ser cortejadas por ele, mas eu não quero isso para mim, sabe? Não quero um casamento arranjado... - ela desabafou opiniões sobre relacionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ... eu já disse para todo mundo que eu não sei cozinhar, toda vez que tento fazer algo, minha comida fica horrível ou eu a queimo. Às vezes eu acho que eu nasci na época errada, é como se tudo aqui não me atraísse e assim eu sinto que não pertenço a este lugar. Não sei se você já se sentiu assim, sozinho no meio de muita gente. Eu não sou uma garota que precisa ficar falando o tempo todo, sei bem dos meus pensamentos e guardo-os para mim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Por favor, fique quieta", Athos implorou, se arranhou por dentro desejando ser capaz de fazê-la se calar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que falei demais por hoje, adeus Homem-estátua, amanhã nos vemos - ela disse e se afastou dali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos ouviu as últimas palavras dela e mais do que qualquer outro dia, quis fugir dali e desaparecer para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um faisão imponente e majestoso cruzou a vista do homem de pedra, aquele era um sinal de que a bruxa estava de volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE - PARTE 6&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-8270771169507924965?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/8270771169507924965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=8270771169507924965&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8270771169507924965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/8270771169507924965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-5.html' title='O homem de pedra - Parte 5'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-6054950600951614951</id><published>2011-03-16T21:25:00.002-03:00</published><updated>2011-03-17T03:52:02.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A menina que queria morar na casa verde</title><content type='html'>&lt;div&gt;Acostumamos-nos com as coisas devido a repetições. Eu vejo várias pessoas passar pela minha calçada, vários rostos com fachadas sorridentes que escondem tristezas ou mascarados com uma carranca que ocultam um pedido de ajuda, dia a dia eles passam por aqui e alguns deles se tornaram familiares pela frequência que eu os via.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para cada pessoa que se tornava conhecida de meus olhos eu criava uma história, imaginava motivos que levaram seus passos até ali, criava problemas, amores, desamores e brincava de ser autor da vida alheia como um escritor fajuto de novela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por vezes seguidas acompanhei o olhar de uma garota a uma casa de esquina, ela observava a casa com um ar sonhador, logo me pus a criar sua história. Ela era uma garota triste que queria recomeçar sua vida numa casa nova... Não, ela não aparentava ser triste, ela era uma garota que preferia o silêncio e a solidão a ficar ao redor de pessoas que não lhe fazem bem. Isso, criei minha personagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contudo, eu não estava satisfeito com a composição de tal pessoa e fiz algo que nunca havia feito antes, fui conversar com minha personagem, quis saber pela boca dela qual era a história que ela escrevia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comecei com um simples “olá” inseguro e ela, muito educada, respondeu o cumprimento e perguntou como eu estava. Eu não quis saber seu nome, pois gostava de nomear os rostos desconhecidos, assim ela não se incomodou em dizê-lo, tampouco perguntou o meu, acho melhor assim, não me envolver completamente com um personagem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversamos por cerca de meia hora aquele dia e ao perguntar, ela me disse que sempre tivera vontade de morar na casa verde, mas não tinha um motivo propriamente formado para isso, ela simplesmente gostava da casa e isso era o bastante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A casa não era grande nem de luxo, o que me dizia que a garota não era materialista e fútil, ela só queria um lugar para chamar de seu, um canto na parede para seus livros e uma área com espaço para um cachorro. Os olhos dela brilhavam a se imaginar com essas coisas ao seu alcance. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em toda oportunidade de diálogo, lá estávamos nós discutindo sobre a vida, ela me pareceu bastante centrada e segura do que queria para si, porém raramente deixava cair algum fato pessoal, percebi então que ela era alguém que só se abria para aqueles que realmente tinham sua confiança e não a julguei por isso. Ela tinha sonhos, claro, além da casa verde, eram sonhos de todas as cores e ao falar sobre eles, ela viajava num mundo que parecia só dela. Vez ou outra ela deixava escapar nomes que não faziam o menor sentido para mim, mas ela falava dos donos desses nomes com uma emoção que nem me cabe explicar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A garota tinha um grande apreço pelas pessoas de quem falava, ela contava histórias sobre elas, ria consigo mesmo e me contagiava. Ela se mostrou também uma grande amante de músicas, de vários estilos, mas a maioria me soava estranhamente desconhecida e eu sentia que se ela nunca te tivesse me mostrado, certamente eu nunca viria a conhecê-las.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas vezes eu a via de longe e não me aproximava, simplesmente a deixava com seus pensamentos sonoros e seus fones de ouvido sintonizados em suas canções suaves. E ela passava pela rua, diminuía o passo para observar a casa verde que talvez nunca viesse a ser sua, mas que era um apego que ela tinha, uma forma de sonhar com um amanhã melhor do que presente, uma maneira de escapar da realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pouco a pouco deixei de vê-la, suas caminhadas por aquela área se tornaram mais raras, até que não a vi mais e nem sequer me lembro da última vez nem das últimas palavras que trocamos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele minha personagem anônima sumiu de minha vida sem que eu pudesse planejar um fim para sua história, que com certeza ainda está sendo escrita por outros cantos, mas imagino que ela ainda sonhe com a casa na esquina e seu cachorro companheiro. Ela está por aí, vivendo a sua vida ao redor daqueles que lhe são importantes, ora quieta em seu canto particular, plantando sonhos futuros, ora entre risos divertidos com amigos, saboreando as coisas boas da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou criar um final para ela, pois nem mesmo sei como o faria. Uma vida real não pode ser terminada na ficção, foi pensando assim que parei de escrever finais para meus personagens, eu apenas lhes dava um nome, inventava um passado e montava um presente, mas os deixava livres para viver um futuro como bem entendessem.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois a vida é assim, uma caixinha de surpresas que a gente abre em cada amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;A história pode ser real ou não, depende do ponto de vista de cada um. Depende de quem conhece a menina ou de quem apenas ouviu falar dela, como vocês. Abraços.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-6054950600951614951?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/6054950600951614951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=6054950600951614951&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6054950600951614951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/6054950600951614951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/menina-que-queria-morar-na-casa-verde.html' title='A menina que queria morar na casa verde'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-46209692922910582</id><published>2011-03-15T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-03-16T16:35:54.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 4</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;As palavras da moça lhe atingiram no peito como uma flecha envenenada, ele sentiu que a solidão mais uma vez desdobrara seu manto frio e lhe cobria com ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim, acompanhado do vento sussurrante, das ervas daninhas e das trepadeiras que, teimosamente, se enroscaram em suas pernas e escalaram seu corpo de pedra, vinte e seis invernos se passaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram anos silenciosos e vazios. Athos já não sentia mais nada, a pedra agora lhe tomou por inteiro, corpo e alma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vilarejo sofreu muitas mudanças conforme os anos passavam, a colheita estava farta novamente, as pessoas estavam felizes, as temporadas de caça eram mais raras e com isso a floresta se tornou uma espécie de mau agouro, principalmente por causa da lenda do homem que fora transformado em pedra. As crianças cresciam ouvindo essa história e tremiam só de passar pela orla da floresta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os caçadores que ainda se propunham a sair em busca de carne eram considerados homens deveras corajosos e muitos queriam fazer isso apenas para adquirir certo respeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nós não devíamos estar aqui – resmungou Trevor, um garoto de dezessete anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu quero saber se é verdade – retrucou Raquel, sua irmã de vinte e quatro anos – Todos esses anos ouvimos a história dele, como se fosse uma lenda, mas eu sei que é real, ele está por aqui. – e ela caminhou mais profundamente por entre as árvores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moça era uma típica curiosa, sempre ávida por descobrir os mistérios por trás das coisas, não continha sua língua e vivia fazendo perguntas e quando não obtinha respostas, ia atrás delas onde quer que elas estivessem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou voltar para o vilarejo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você ainda está aí, Trevor? Achei que tivesse te despistado há duas árvores – a moça falou impaciente – Não preciso de ninguém para me atrapalhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou contar tudo para o pai, ele vai ficar uma fera por saber que você entrou na floresta. – ameaçou o irmão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E quem é que me acompanhou até aqui? – indagou ela sabiamente e sorriu ao ouvir o silêncio do garoto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, – ele falou depois de um tempo, seguindo a irmã que não parava de caminhar e se desvencilhava do mato alto – eu não conto para ninguém, mas eu vou mesmo voltar, não existe nenhum homem de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel continuou seu caminho mata adentro, ignorando as reclamações do irmão. Ao cruzar uma parede de arbustos ela topou com uma estátua suja, afetada pelo tempo e coberta de trepadeiras e musgo. A parte do rosto era a única que não estava encoberta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela observou a expressão do homem, seu olhar melancólico, como se ele suplicasse por alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela ouviu um farfalhar atrás de si e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que é agora que você admite que estava errado, Trevor – mas não era seu irmão, era apenas um pequeno roedor que fugiu de medo assim que ouviu a voz dela. – Eu sabia que você era real – ela disse olhando nos olhos da estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos ouviu uma voz distante, que parecia fazer parte de um sonho que ele tivera há muito tempo. Num átimo de segundos seus sentidos retornaram e seus olhos avistaram uma bela moça, mais uma vez ele desejou poder dar um sinal e mais uma vez não conseguiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele observou o sorriso de contentamento no rosto dela e a perdeu de vista logo em seguida, quando ela partiu deixando ao vento o som das folhas se quebrando a seus pés.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 5&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-46209692922910582?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/46209692922910582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=46209692922910582&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/46209692922910582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/46209692922910582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-4.html' title='O homem de pedra - Parte 4'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-1746204844837857807</id><published>2011-03-13T00:17:00.000-03:00</published><updated>2011-03-13T00:17:11.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clica em sim'/><title type='text'>Uma carta e a caixa-preta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Y-DNA1RLCro/TXsTfMzrl1I/AAAAAAAAApM/5uC_0aMtq3w/s1600/angel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Y-DNA1RLCro/TXsTfMzrl1I/AAAAAAAAApM/5uC_0aMtq3w/s320/angel.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583077589790725970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Quer ler essa carta?&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/2011/03/uma-carta-e-caixa-preta.html"&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Sim&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Não&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clique em &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt; para ver meu novo conto no &lt;a href="http://contosfranqueados.blogspot.com/"&gt;Contos Franqueados&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-1746204844837857807?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/1746204844837857807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=1746204844837857807&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1746204844837857807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/1746204844837857807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/uma-carta-e-caixa-preta.html' title='Uma carta e a caixa-preta'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Y-DNA1RLCro/TXsTfMzrl1I/AAAAAAAAApM/5uC_0aMtq3w/s72-c/angel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4197990969025854650</id><published>2011-03-11T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T00:01:01.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andei pensando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pra pensar na vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Entre goles e palavras</title><content type='html'>&lt;div&gt;Acompanhado pelo fracasso de seus livros inacabados, o jovem escritor brigava com as teclas duras de seu velho teclado, tentando traduzir seus pensamentos em palavras. Um gole do copo de uísque desce queimando e as pupilas dilatam, as personagens e histórias se embaralham em sua mente como cartas de baralho esparramadas na mesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cômodo escuro reflete seu humor sombrio, o ambiente está enevoado pela fumaça do cigarro que repousa no cinzeiro. Sobre a mesa de canto, uma luminária ilumina papéis rabiscados, riscados e cheios de palavras soltas, manuscritos sem fim nunca lidos por outros olhos. Estantes de livros empoeirados se prostram nas paredes atrás do homem, como sentinelas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A luz pálida da lua adentra sem convite, escorregando pela janela aberta enquanto a brisa noturna se diverte com a cortina puída. Uma tragada no cigarro quase totalmente queimado apetece os sentidos literários do rapaz e seus dedos se põem a correr sobre o teclado, bailando de uma letra à outra, ao mesmo tempo em que as ideias interligadas se projetam na tela, uma junção de frases aleatória conectadas como cabos elétricos de um aparelho qualquer. O homem relê tudo aquilo que escreveu, xinga-se inaudivelmente e vê a barrinha correndo contrária, por uma ordem sua, apagando todos os caracteres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele havia decidido veementemente que terminaria aquela história naquela noite, antes de o sol se erguer imponente no horizonte. Ele deixa a cadeira desconfortável, estica os braços e caminha em círculos pelo cômodo escuro sobre o tapete sujo, tateia o interruptor e muda sua posição várias vezes, até se lembrar de que a lâmpada estava queimada. Da parede oposta, apoiado em uma das estantes, ele observa a luz fosca que a tela do computador derrama sobre a mesa e cadeira à frente. A cadeira vazia era como um espelho para sua mente, que parecia funcionar somente sob o efeito do álcool, então ele se aproxima da mesa, ergue o copo e o esvazia num único gole. A bebida amarga faz os pêlos de seus braços se arrepiarem e ele balança a cabeça numa careta, depois apanha a garrafa e um pouco de gelo e volta a encher o copo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a visão já embaçada, ele se senta novamente diante da tela em branco e observa a barrinha piscando, à sua espera. O tique-taque do relógio antigo na mesinha de centro anuncia repetidas vezes que o tempo não pára, que as horas se arrastam diretamente para o iminente dia seguinte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele analisa seus escritos sobre a mesa, papéis e mais papéis contendo vidas irreais que escorreram de sua mente, palavras construídas com a genialidade de um arquiteto de letras. O rapaz guarda dentro de si um talento impressionante, um dom que se agarrara em sua alma desde quando ele viera para esse mundo insano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tinha tudo para estar vivendo no mais alto patamar do sucesso, mas suas más escolhas e vícios mundanos lhe roubaram essas possibilidades, sua capacidade era tudo o que lhe restava, já que havia abandonada a família, não tinha amigos e vivia de um emprego medíocre que apenas lhe garantia o aluguel no fim do mês, pagava seu alimento e sustentava suas necessidades: sexo fácil e vazio e litros de uísque.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tela exibia um nada insolente que ria de sua cara e caçoava por não ser preenchida. Mais um gole generoso, mais um cigarro aceso e seus dedos se lançaram sobre as teclas, seguros de si. E ele escreveu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escreveu como se sua vida dependesse disso, escreveu fervorosamente como as preces de uma beata, exorcizou os demônios que lhe puxavam para baixo e arrancou as palavras de seu âmago como raízes profundas de uma árvore centenária. Entre parágrafos, goles e tragadas, ele terminou sem fôlego e pôs-se a contemplar o final da obra de sua vida, tal obra que ele nunca veria impressa. Nunca sentiria o cheiro das páginas do livro que levaria seu nome, pois naquela mesma noite, outra convidada indesejada se esgueirou pela janela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez se ela estivesse fechada e a porta trancada a morte não conseguiria entrar, mas ela entrou. Ela segurou a alma do rapaz com seus dedos frios e a sugou de seu corpo embriagado, pouco a pouco. Ele não entendia o que estava acontecendo, não sabia o que era aquela escuridão toda que lhe envolvia e sem compreender ele se foi. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O corpo gelado do jovem escritor foi encontrado vários dias depois e assim suas obras incompletas e o livro terminado em seu último dia foram descobertos. Sua história se tornou conhecida, editores brigavam pela publicação de suas palavras recheadas de emoção, tragédia, amor e intrigas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu livro rapidamente atingiu o ápice de vendas. A história do livro, ironicamente contava a vida de um escritor frustrado que precisou morrer para ser reconhecido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes a vida imita a arte, como uma piada infeliz do destino e por mais lamentável que isso seja, há quem ache graça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“As pás de terra atiradas indiferentes sobre um caixão desprezível engoliram o corpo miserável do homem que partiu sem nome, sem legado e sem dignidade. Sua obra ganhou o mundo e sua morte então, foi celebrada.“&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas foram as palavras finais de seu livro e de sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O relógio ainda tiquetaqueia em algum lugar, advertindo incessantemente que o tempo jamais espera ninguém e que a vida é curta demais para apenas esperarmos pelas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4197990969025854650?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/feeds/4197990969025854650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6799443755334016066&amp;postID=4197990969025854650&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4197990969025854650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6799443755334016066/posts/default/4197990969025854650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/entre-goles-e-palavras.html' title='Entre goles e palavras'/><author><name>Rodolpho Padovani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08889670659817200141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-UGnlkjC-Jcc/Tzf0PO1-pyI/AAAAAAAAAyA/JvgOoc3Jeok/s220/Hat%2B%25289%2529.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6799443755334016066.post-4806606933878666506</id><published>2011-03-09T00:10:00.000-03:00</published><updated>2011-03-09T00:10:00.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sessão Picadinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falando de amor'/><title type='text'>O homem de pedra - Parte 3</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/p/hora-do-conto.html"&gt;Hora do conto&lt;/a&gt; - &lt;b&gt;Para entender, leia a&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt; &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; &lt;a href="http://aartedeumsorriso.blogspot.com/2011/03/o-homem-de-pedra-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Alguns dias se passaram até que alguém desse falta do caçador, por ele ser um homem recluso e calado, muitas vezes não o viam no vilarejo por dias, mas desta vez decidiram ir procurá-lo. Um grupo de sete homens se embrenhou na mata, cobrindo a área de onde costumavam caçar. Entre árvores, troncos derrubados e plantas rasteiras, encontraram uma estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os caçadores se assustaram ao ver que o homem de pedra diante deles era Athos, seu dedo apontava para o horizonte, se entreolhando eles sabiam o que o outro estava pensando, aquilo era obra da bruxa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum homem tocou a estátua por medo de que alguma maldição semelhante ou ainda mais horrível recaísse sobre si, voltaram então à vila, se armaram de tochas e arcos e se direcionaram à casa da velha feiticeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ramona percebeu que algo estranho estava acontecendo, os homens haviam retornado sem o caçador solitário e voltaram à mata com armas e fogo. Ela se cobriu com um capuz surrado e os seguiu. Os homens caminhavam firmes e com fúria pela trilha aberta há pouco. A moça seguiu o rastro deles até se deparar com Athos empedrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela ficou horrorizada com o que via e seus olhos arderam em lágrimas. Ela nem sequer trocara uma palavra com o caçador, mas os olhos dele sempre lhe disseram tanta coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que chegaram onde a bruxa morava, encontraram um casebre abandonado. A velha partira antes que eles pudessem acusá-la e puni-la, mas a maldição ficara e só havia um jeito de revertê-la, mas quem seria capaz de amar um homem de pedra?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos, aprisionado em um corpo rígido e marmóreo, podia ver tudo o que acontecia em sua frente, ainda que não pudesse mover os olhos ou abrir a boca, seus sentidos permaneceram inalterados. Ele viu o dia se vestir de noite várias vezes até que uma alma viva lhe surgisse às vistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Avistou os caçadores irados correndo na direção da casa da bruxa e agora via a moça linda, como se derramada de seus pensamentos, ali diante de si, chorosa e triste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele desejou ser capaz de fazer um gesto, por mais mínimo que fosse, para que ela notasse que ele ainda estava ali. Ele queria destampar a voz que há tanto manteve calada e gritar para ela tudo o que seu coração gelado sentia, mas ele não podia. Ele era apenas um homem de pedra com um coração de pedra. Sua voz estava encarcerada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu queria poder saber o que você guardava aqui – ela disse e colocou a mão no peito frio do caçador. Ele sentiu o toque morno de sua mão e rugiu de raiva por dentro, esperando que ela ouvisse seu protesto mudo. – Nenhum homem merece a companhia da solidão por muito tempo, é uma pena que você sempre a preferiu. – ela então deu a volta na estátua e sumiu por entre as árvores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Athos ouviu as palavras da moça e se culpou por todos os anos em que optou por criar uma imagem falsa de si mesmo, enquanto por dentro era alguém vulnerável e com falta de carinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois deste dia, os caçadores escolheram uma nova área de caça, para não toparem com o homem petrificado no caminho, ele era uma coisa que deveria ser esquecida, um amaldiçoado sem salvação, mas Ramona o visitava a cada dois dias, pouco antes do pôr-do-sol e ficava conversando com ele, contando-lhe detalhes do vilarejo, das caças, das pessoas que ele conhecia apenas de vista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram vários pores-do-sol na companhia da moça, mas o pior deles foi quando ela apareceu, vestida de tristeza e lhe jogou as palavras que ele menos esperava ouvir:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amanhã é o meu casamento, adeus. – e ela nunca mais voltou a visitá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM BREVE – PARTE 4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6799443755334016066-4806606933878666506?l=aartedeumsorriso.blogspot.com' alt='' 
