Keblinger

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Das trilhas que percorremos e das histórias que contamos

| sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A palavra da vez é aprender. Não sabemos nem nunca vamos saber de tudo, nem de como as coisas funcionam, nem de todos os porquês, como, quando e onde, mas vamos continuar aprendendo. É o que se espera, afinal. Acredito que o aprendizado, assim como muita coisa da vida, é uma jornada por uma trilha desconhecida, na qual você consegue enxergar os passos que foram dados antes de você, pode ver as pegadas e vestígios daqueles que já passaram por ali, mas viver através do outro não é viver, é como assistir um filme antigo e não poder criar novas cenas, por isso acredito também que essa mesma trilha uma hora se fecha e você precisa inventar seu próprio caminho, aprender por si só. Viver por conta. Caminhar sem ninguém segurando sua mão.

Já que a analogia é a trilha, é preciso entender que se perder faz parte do trajeto, que nem mapas ou GPS podem te guiar por completo especialmente quando houver bifurcações na estrada, que contratempos e viradas em curvas erradas lhe aguardam sob cada pedra, somente esperando o momento certo de surgir e virar todo o seu plano de ponta-cabeça. Há que ter paciência - muita, diga-se de passagem -, tolerância e um bom humor dos mais altos para se passar por tudo sem perder a sanidade, teste este que será aplicado em cada passo torto e fora do caminho que você der. Até que você encontre o que procura ou até mais do que esperava, porque as trilhas tem essa coisa de mistério, de te fazer pensar que o destino final está logo ali, enquanto a caminhada até ele ainda seja longa, sinuosa e íngreme.

O cansaço vai se abater sobre você, a exaustão vai pesar nas suas costas, o suor vai escorrer pelo seu rosto, mas tudo isso também faz parte de seguir em busca das coisas, ninguém disse que a jornada seria fácil, disse? Ninguém sabe o peso que sua bagagem terá durante o percurso nem como alterada ela estará ao final - com perdas e ganhos -, assim como ninguém sabe quão persistente e forte você consegue ser até ser pressionado a o ser. E isso tudo faz parte da magia da descoberta, da ansiedade da surpresa, até da frustração por uma expectativa que nem deveria estar ali no seu ombro para começo de conversa.

Desejo então que você parta em sua trilha, que percorra os caminhos mais variados, que seja forte para suportar as adversidades, que coloque na mochila cada história que viver para compartilhá-la mais a frente no percurso, que o sorriso permaneça em seus lábios mesmo quando estiverem cansados demais para sorrir, que o riso escape de sua alma ao se recordar, que encontre pessoas dispostas a caminhar ao seu lado, ainda que você não seja a melhor companhia naquele momento, que as pegadas nas pedras te auxiliem pelas subidas e descidas, que você se perca. E acima de tudo, que encontre o caminho de volta, podendo até contar com a ajuda das borboletas, assim como eu.


Sorridentes, geralmente meu texto de final de ano vem antes de o ano terminar, porém por motivos de viagem aqui está ele, apenas alguns dias de atraso. E só para ficar registrado, é o texto de número 401  ~ yaaaaay. Então meu desejo de 2015 para todos é o aprendizado, que ele venha em suas mais diversas formas para que o novo seja celebrado, para que os erros não se repitam e que a experiência propicie novas aventuras pela frente, porque viver é um aprender constante e que sua jornada seja a melhor que você e seus pés possam ter. 

2 sorrisos compartilhados:

{ Thaís Winck } at: 19 de janeiro de 2015 12:59 disse...

Oi, estou passando para dizer que teu blog tá incrível e também para divulgar meu novo projeto http://testadoresdelugares.blogspot.com.br/
Se puder seguir e divulgar ficarei muitoooo feliz.

Bjos no coração
Thaís

{ Nati } at: 22 de fevereiro de 2015 18:27 disse...

Acho que a palavra aprender é pra sempre, pois nunca vamos saber de tudo como tu mesmo disse. A minha palavra da vez é paciência, tenho que respirar fundo. Beijos

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