Keblinger

Keblinger

Que gire em espiral

| sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Coincidentemente  todo ano nesta mesma data eu vou ficando mais velho – mais esperto que Einstein ao fazer essa constatação, só que ao contrário. Mas enfim, essa coisa de fazer anos é algo interessante, aparecem todos aqueles velhos amigos que raramente ou nunca lhe acenam um olá para lhe desejar felicitações (talvez seja também, no meu caso, esse espírito de final de ano que faz todo mundo ser legal e companheiro), mas não estou reclamando, é legal rever velhos rostos e redescobrir velhas lembranças. Da mesma forma aqueles novos amigos de data também surgem com seus desejos e recordações de breves momentos que já se foram. Obrigado por eles também. Que o velho se cultive e o novo permaneça verde até que a próxima estação chegue.

Sou daquelas pessoas fáceis de agradar, de fazer sorrir e rir – talvez minha personalidade bêbada (hic) tenha algo a ver com isso – então desdobro logo um sorriso ao receber uma mensagem ou ligação de um velho ou novo amigo que tirou seu tempo, que poderia estar fazendo algo melhor, para vir me dar um olá com as graças que aniversários trazem na mala.


Esse ciclo que completa um giro, mas não se fecha, como em espiral, chegou naquele ponto derradeiro do “é isso, mais um ano nas costas” e foi um giro muito bom, devo dizer. Achamos que vamos ficando mais sábios nessas datas, cheio de querer usar belas palavras para dizer o que de mais simples há no coração. Portanto deixo aqui minha gratidão à vida, ao universo e tudo mais por ter me presenteado com esse mais um ano recheado de histórias pra contar. E que melhor presente para um contador de história do que uma delas? 

Sobre a imagem: hoje é aniversário do meu bebê também e porque sim!
 

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