Keblinger

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Carta ao escritor

| quinta-feira, 25 de julho de 2013
“Um bom escritor não tem apenas o seu próprio espírito, mas também o espírito de seus amigos.”
Friedrich Nietzsche



Querido Escritor,

C
omecei a ler quando mamãe me ensinou que nos livros existem tantas pessoas quanto no mundo real, me apaixonei ainda mais pela leitura quando papai me contou que quando leio uma história posso escolher ser qualquer personagem.
Dentro das páginas novas de um livro nunca tocado antes ou nas páginas amareladas de velhos livros que fizeram suas próprias histórias na história de cada um que os tiveram em mãos, eu me aventurei em mundos mágicos, matei dragões, cacei bruxas, aprendi encantamentos, fui vítima de vários cupidos, corri por parágrafos até meu fôlego se perder dentro de mim e repousei em vales deslumbrantes até que meus olhos cansados pudessem retornar às linhas. Dancei com as letras capitais do início de cada capítulo, sofri desconsolado ao lado dos pontos finais.
E foi você, caro escritor-criador-de-mundos-e-vidas, que me tomou pela mão e me guiou pela estrada de sua obra. Foi você, que com a maior dedicação do mundo passou horas, dias, semanas, meses e anos para terminar de escrever aquilo que se tornou meu melhor amigo, meu terapeuta de cabeceira. Foi você que soube me ler e derramar pelo papel minha história, só que contada com palavras bonitas e decorada com poesia. Foi você que se tornou parte de mim sem nem ao menos me conhecer.
Por isso nada mais justo do que eu vir por meio das palavras lhe entregar meu singelo agradecimento. Obrigado pelas incontáveis palavras que me salvaram da rotina maçante e encheram meus dias de cor. Obrigado pelo cuidado que teve comigo ao me revelar segredos pouco a pouco, para que meu coração apertado não parasse de vez. Obrigado pelos amigos que me apresentou e pelas várias maneiras ditas de que há várias formas de se encontrar um final feliz.
Não sou tão bom como você com essa coisa de escrever, mas eu não poderia deixar passar em branco essa data tão especial, pois eu imagino o quanto uma folha em branco pode lhe ser assustadora.

Que as palavras continuem dançando ciranda em sua cabeça; que a inspiração jamais escape de seus bolsos e que seus dias sejam belos, como manhãs frescas de primavera, nas quais os beija-flores fazem festa e confraternizam no jardim.

De um viajante das páginas

Sim, faz muito tempo que não dou as caras por aqui ~ momento em que todos se surpreendem ao ver uma postagem nova ~ já deixei passar várias datas especiais sem escrever uma palavra sequer, mas precisei fazer essa pequena homenagem a todos aqueles que escrevem, desde receitas de bolo até best-sellers #1 do New York Times. Nossa, como eu sentia falta disso aqui, vocês não têm ideia! Enfim, não prometo que vou aparecer com mais frequência, pois não tenho muito daquele tal de tempo, é, sempre a mesma desculpa, eu sei, mas é verdade, eu juro. Pra quem veio e leio, um abraço e um sorriso e que seus dias sejam belos como o desejo do leitor do texto.
 

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