Keblinger

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A vida e morte de Christine Bent

| segunda-feira, 22 de outubro de 2012


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Daquilo que a retina gravou

| segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Pois basta apenas um sussurro do passado para que a saudade se espalhe pelo ar.

Então você se pega com a mente fervilhando em lembranças gostosas e pode até ouvir os ecos das gargalhadas dadas, sentir o cheiro que o vento já roubou e sorrir nostalgicamente os mesmos sorrisos de antigamente.
Você fecha os olhos e percorre mais uma vez as avenidas já percorridas, olha ao redor e realmente enxerga a pessoa do seu lado, pois as lembranças são castelos que são construídos ao longo da vida. E são castelos em que habitamos por certo tempo, durante uma época com sabor de poesia que parece que vai durar para sempre. Um utópico para sempre tão lindo de imaginar que a fé por si só tem força para manter a esperança.
Mas as lembranças são o para sempre daquele para sempre que um dia findou e finais não precisam ser necessariamente tristes, pois eles trazem novos começos, novas lembranças e novas utopias saborosas.
Essas memórias que ficam, que vêm e que vão, nos remetem àquele tempo em que tudo parecia tão naturalmente feito para acontecer, como se víssemos um filme da própria vida com cenas esparsas e interligadas, ora mudas, ora faladas. Um filme que aquece tanto o coração ao ponto de destilar uma lágrima solitária, não pelo o que aconteceu, mas pela falta que ficou. Pela falta que ainda fica.

A vida tem essa coisa engraçada de nos transportar para as terras vividas num piscar de olhos, mas tem também essa coisa cruel de não nos deixar reviver todos os momentos. Sua exigência inegociável é seguir em frente e nós obedecemos, como não há outro jeito de ser.

Viver é colher lembranças, é colecioná-las com uma pinça e guardar as mais bonitas em um baú, para visitá-las sempre que a solidão bater a porta, pois só é verdadeiramente solitário aquele que não guardou nenhuma lembranças. Aquele que preferiu deixá-las escapar nas costas do vento.
E que nos lembremos de tudo de bom que já existiu e não nos esqueçamos de que aquele nosso baú nunca estará cheio o suficiente para que não possa receber outra memória.

As lembranças são fragmentos de nossa história que não podem ser roubados. Ainda bem.

Uma noite musical

| domingo, 7 de outubro de 2012


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