Keblinger

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A garota que queria virar livro

| sexta-feira, 29 de junho de 2012

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Magenta

| segunda-feira, 25 de junho de 2012


Se até as cores variam em suas tonalidades de quentes a frias, não me peça para ser estável o tempo todo.

Exigências sociais e padrões definidos por quem nem ao menos sabe o que faz não me interessam, portanto jamais me prenderei a nenhum deles. Não queira que eu fique, quando em minha cabeça eu já decidi que vou partir. Meus pés são ligeiros, sem amarras, eles têm essa vontade insana e aguçada de querer perambular em todos os lugares, assim como meus olhos que estão sempre ávidos por descobrir o que o horizonte esconde.
Sua estadia vai durar o tempo da sua tolerância ao meu estilo individual e desgarrado de ser. Isso provavelmente tem a ver com meu típico e antiquado modo de ver certas coisas ou com meu espírito livre que não pertence a lugar algum. Dizem que lar é onde o coração está, bem, meu coração está comigo aonde quer que eu vá, entendo então que eu sou meu lar e se não for esse o conceito de toda essa parafernália eu prefiro pensar que não há um lar adequado para um desajustado como eu. Nas ruas do mundo é onde eu vivo.
Procure por mim além do arco colorido pós-tempestade, talvez eu esteja vasculhando por um pote de ouro ou frustrado por uma desilusão. Pense em mim como um balão de ar que espera ansiosamente que a mão da criança se abra para que possa flutuar sem rumo e sem razão. Perceba o inusitado, pois de coisas incrivelmente simples é que o quebra-cabeça de minha essência é feito, no entanto o simples pode ser o mais complexo dos eixos. O óbvio é muitas vezes negligenciado, nunca entendi o porquê disso.
Atenda minhas ligações antes do dia raiar, pode ser que eu não tenha nada para dizer e apenas queira ouvir sua voz. Não espere, porém, que eu vá atender todos os requisitos pré-estabelecidos que você tenha em mente, se há um fluxo contínuo, eu sou aquele que caminha na direção oposta para descobrir do que é que todos fogem, não espero saber para onde vão. O ir não é de todo especial, o mistério de não saber alguns caminhos é. Segredos se escondem em fissuras da vida de cada um, nem todos devem ser revelados, mas eles hão de atiçar curiosidade. O caráter enigmático é o mais interessante e charmoso e a arte de não compreender completamente tudo o que o rodeia é o que causa todo fascínio. Não preciso desvendar todas as verdades do mundo para me sentir um conhecedor das coisas, apenas perceber as mentiras que espreitam atrás das sombras.
Minha cor é quente, ela faz jus ao que sou. Ao enigma. Magenta é aquela cor que confunde, que ora pode ser vermelha ou roxa, depende do seu ponto de vista. Depende de quando você a observa. Ela tem um nome que a caracteriza perante as outras, ela tem sua singularidade. Tem quem a ame e quem a deteste. Tem força e destaque. Não são todas as cores que são capazes de entender os vértices da existência da magenta e isso é problema delas.
Você não escolhe a cor que o envolve, mas uma verdade que descobri é que independente de qual ela seja, ela diz muito sobre quem você é.

Porque alguns textos vêm de simples conversas que podem ou não fazer sentido. É assim que a inspiração vê as coisas, como uma fonte inesgotável de material utilizável. 

A arte de não terminar as cois...

| quinta-feira, 21 de junho de 2012

Do tempo que eu roubo do tempo,
doses de culpa o vento ébrio me traz.
De um passatempo que não me contento
sorvendo d’uma inutilidade voraz.

Sabe então aquele momento em que isento
de culpa o nada me apraz?
Em inércia meu corpo aposento,
enquanto prorrogo o assunto mordaz.

Sou de todo um só pensamento,
aquele que diz “deixe disso, rapaz”.
O amanhã está em andamento,
trazendo nas costas o que deixaste pra trás.

Distraio daquilo que atento,
fugindo das regras de que sou capaz.
Nem de tudo a fuga eu sustento,
pois certas coisas demandam morais.

Um final digno pr’este poema detento,
porém num alento o sono rouba meu gás.
Outro dia dou-lhe acabamento
e então certamente ficarei em paz. 

Pauta para Bloínquês 
Aqui estou eu arriscando em um poema outra vez, pois quando vi o tema procrastinação eu tive que escrever, afinal não podemos negar nossas raízes, certo? Espero que gostem, eu meio que gostei de não ter procrastinado dessa vez e ter escrito.

E se a felicidade não existisse?

| domingo, 17 de junho de 2012


Quer saber como seria?
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Meu dia dos (des)namorados

| terça-feira, 12 de junho de 2012


A vida é repleta de ironias, dos mais variados estilos, cores e tamanhos – a vida é uma fábrica de ironias, essa é a verdade. Quanto a nós? Bem, nós somos seu consumidor número um.
Uma grande ironia do destino seria você ouvir alguém dizer “não me ame” nos dias de hoje, mas convenhamos que é preciso muita coragem para pedir algo desse tipo. Se amar não se pede, não amar pode? Não me importo com permissões, eu peço. Não me ame. Não queira estar perto de mim. Eu não mereço o amor.
Trágico, não é? Até um pouco melodramático eu diria, mas que verdade não carrega um pouco de drama e uma carga emocional ao seu lado? Não estou sendo exagerado, apenas honesto. Apenas direto, como a maioria das pessoas tende a não ser. Eu não mereço que tentem me fazer feliz, exatamente porque não sei propiciar a felicidade a outro alguém. E eu falo de felicidade mesmo, não daquela alegria efêmera.
Eu sou aquele tipo de pessoa que você vê entre amigos, sorrindo descontraidamente, contando piadas e rindo de si mesmo e sou também aquele tipo que você mal nota passar por você numa avenida, porque eu caminho apressado, visão voltada para frente, emanando uma áurea de certeza de quem sabe para onde vai. Só que eu nem sempre sei para onde vou.
Eu nem sempre sei e raramente peço informação. Sou também daquele tipo irritante que tenta fazer as coisas por si só. Aquele tipo que se agarrou tão fortemente ao singular e não aprendeu a ser plural, talvez o tipo que nunca aprenderá.
A ironia da vida é que uma pessoa que pede para não ser amada é aquela pessoa que o é. Há tantas outras pessoas que merecem receber esse sentimento e por que elas não o têm? Por que o tempo tem a vontade de se desperdiçar em mim? Sou o homem das perguntas e isso não tem nada a ver com dar respostas e muito menos com encontrá-las. Eu simplesmente pergunto, a mim mesmo principalmente. Tenho um eu dentro de mim que vez ou outra me dá uns conselhos extremamente úteis, claro que eu me resumo apenas a ouvi-lo em minha cabeça. Acredito que se ele estivesse no controle muita coisa seria diferente, é uma pena que eu não saiba como colocá-lo no comando de tudo.
Você deve estar se perguntando o que eu mereço então, certo? Eu mereço o silêncio. Eu mereço a solidão e o vazio do mundo, mereço tudo isso porque não sei dar valor ao que preenche, e ainda que eu saiba de sua imensurável importância meu ser patologicamente errante não me permite valorizar. Você entende agora? Eu possuo muito mais defeitos do que qualquer qualidade excepcional possa ofuscar. E mesmo assim, eu sou amado.
Não sou ingrato quanto ao amor que tenho, embora eu possa parecer ser na maior parte do tempo. Às vezes nos acostumamos muito com uma coisa e agradecer não parece mais necessário. Soei prepotente na última sentença, não é? Eu tenho um quê de ser prepotente algumas vezes, sinta-se livre para me julgar, pode ser que até seja sensato fazê-lo. As pessoas julgam, não serei hipócrita ao ponto de dizer que eu mesmo não o faço. Eu julgo e vou continuar julgando. Eu julgo que não mereço o amor e ponto, julgue-me por fazer tal julgamento.
Todos merecem o amor, algum otimista-sorridente-vendedor-de-sentimentos vai dizer e eu apenas o olharei com um semblante apático e talvez, dependendo do meu humor, eu possa dizer a ele “você está errado, meu caro, só merecem o amor aqueles que são capazes de amar”.
Essa é minha ironia, é a tal pela qual comprei e paguei assim que saiu da fábrica, aquela que me persegue até no escuro do meu quarto quando eu tento cair no sono, aquela que não me deixa esquecer que sou mais capaz de machucar do que de aliviar a dor. Aquela que me faz ter julgamentos inapropriados e que me faz querer ter razão até quando não tenho.

Eu sou um grande consumidor de ironias e você?

Do outro lado do espelho

| sábado, 2 de junho de 2012

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