Max agarrou o garoto pelo braço e o arrastou até sua bicicleta caída. Ele montou e fez um gesto para o outro subir na garupa, mas o que aconteceu deixou-lhe ainda mais perplexo. O garoto estranho sacudiu as mãos e o objeto metálico em que ele estava, deslocou-se pelo subsolo e rasgou a terra como uma bolha prateada no meio dos dois.
- Mais rápido. Mostre o caminho – o garoto disse e o puxou para dentro do globo.
A bicicleta ficou jazida no meio do campo quando o orbe afundou outra vez na terra.
O interior da esfera era oco e iluminado naturalmente, não havia telas, nem botões, nem luzes piscando. Apenas dois pinos na parte superior, feito estalactites de prata. O garoto o controlava de alguma forma que Max não soube explicar.
- Qual o caminho? – o garoto dos olhos violeta perguntou.
- Não sei me guiar por baixo da terra – Max falou tentando esconder o desapontamento.
- Para onde? – o outro insistiu.
- Para casa... – Max mal terminou de dizer e a esfera acelerou.
Houve um solavanco como quando o elevador está prestes a subir e a esfera abriu-se no meio. Eles estavam no quintal de Max. A grama bem cuidada pelo pai fora destruída e um buraco estava aberto no meio do gramado, com o que parecia ser uma laranja gigante de metal partida.
- Meu pai vai ficar uma fera – ele murmurou.
- Fera? – o garoto repetiu e viu um animal selvagem invadir seus pensamentos.
- Vamos, não podemos ficar aqui – Max disse.
ü
Em seu quarto, com o abajur ligado, Max encarou atenciosamente o garoto sentado em sua cama. Ele tinha a pele alva, a mais clara de todas que ele já vira e aqueles olhos violáceos que tanto lhe tiravam o sentido.
- O que é shyriano? – ele perguntou. (A pronúncia correta da palavra é siriano).
- Eu sou – o outro respondeu – Meu lar, Shyrejo (pronuncia-se Sreio) – ele apontou para o teto, mas Max entendeu que ele se referia ao espaço.
- Qual o seu nome? – o outro fez um som gutural incompreensível. – Não consigo falar seu nome, me desculpe. Posso te chamar de shyriano?
- Não. Shyriano não é nome, é ser. Eu sou – o garoto o repreendeu duramente. – Kwinx – ele repetiu o som de maneira mais humana.
- Kwinx? É um bom nome. Eu sou Max.
Kwinx observou o quarto de Max e foi capaz de identificar várias coisas, por causa do processo de implantação de informações terráqueas quando tocou no humano. Seu olhar depositou-se no telescópio. Sem nenhuma mesura, ele foi até o objeto e fixou o olhar no céu. No universo.
Na muralha brilhante.
A porta do quarto se abriu repentinamente e a silhueta do pai de Max recortou-se na escuridão.
- O que está acontecendo aqui? – ele perguntou. Irritado.
EM BREVE - PARTE 4











5 sorrisos compartilhados:
Acabei de ver tua entrevista lá no Bloinquês.Adorei!abraços praianos,chica
Parabéns Rodolpho,pela sua entrevista no Bloinques!Bjs,
Que entrevista legal do Bloinques.
Parabéns;
http://iasmincruz.blogspot.com/
Parabéns pela entrevista no Bloínquês, foi la que eu conheci o seu blog.
Uau! Entrevista no Bloínquês? Preciso ler...
rs
Postar um comentário