Keblinger

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O shyriano - Parte 1

| segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Hora do conto

Dizem que quando a lua se esconde e as estrelas piscam como vagalumes no céu negro, é noite de mistério. É noite vestida de enigma e cheia de sorrisos secretos. É a noite em que uma história incomum viu seu primeiro capítulo ganhar vida.




A cidade estava a alguns quilômetros de distância. Silenciosa e adormecida. Os campos cerrados em seus arredores observavam a brisa levantar uma fina nuvem de poeira para depois libertar os grãos nas mãos da gravidade. E a gravidade tem o poder de atrair tudo para seu centro, como uma luminária atrai um inseto.
Um clarão repentino. Um baque surdo da queda de algo pesado. E um buraco no chão - aqui começa a história.

ü

Max era um garoto que queria ser astronauta, tinha até um telescópio e aqueles adesivos de astros que brilham no escuro, pregados no teto de seu quarto. Ele costumava contrariar as ordens de seus pais para ir para a cama e esgueirava-se até a janela para observar o céu. Aquela noite não tinha luar, ele logo percebeu antes mesmo de botar o olho na lente do telescópio, mas as estrelas brilhavam encantadoras. Isso era o bastante.
Bem, isso seria o bastante se ele não tivesse vislumbrado algo envolto em chamas, caindo numa velocidade alucinante em algum lugar próxima da cidade.
O garoto livrou-se do telescópio e arregalou os olhos para a noite, segurando a respiração e sentindo a curiosidade afrouxar as amarras para libertar-se. Ele precisava descobrir o que era aquilo. Sim, e como precisava.
A casa estava escura, seus pais dormiam enquanto ele, muito sorrateiramente, saiu para o quintal, montou em sua bicicleta azul e branca e saiu pelas ruas desertas. Cruzando a madrugada e o sopro frio do vento.
Ele não pedalou muito para deixar a cidade, sua casa não era muito longe dos campos sem árvores. Ele e o pai, frequentemente, iam até lá para um amistoso jogo de beisebol.
Ao chegar ao campo, largou a bicicleta no chão duro de areia e correu até uma luz que brotava do chão. Seu rosto tornou-se uma máscara de espanto quando ele viu o que estava lá.

EM BREVE - PARTE 2

Galera, fazia tempo que eu não escrevia esses contos em partes, mas a ideia me voltou (junto com uma pitada de inspiração). Posso dizer que esse conto é um dos mais diferentes que já escrevi e está sendo bem legal enveredar por um caminho desconhecido. Espero que gostem. Grande abraço.

2 sorrisos compartilhados:

{ Rebeca Postigo } at: 17 de janeiro de 2012 08:47 disse...

Curiosa pra saber o resto...

Bjs

{ Gessy } at: 20 de janeiro de 2012 01:05 disse...

Vou já ler a Parte 2.

 

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