Keblinger

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Demorei, mas...

| sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Galera sorridente que passa por aqui de vez em quando e que passou nesses últimos tempos de escassez de postagens e viu o blog abandonado, minhas sinceras desculpas.
Agora estou de volta (o que não significa que eu tenha graaaaandes inspirações pra escrever, mas farei o que posso pra deixar tudo bonitinho por aqui), afinal logo o blog completa dois anos e é necessário que seja feita uma comemoração (eu acho).
Enfim, este post é apenas um aviso de boas vindas pra mim mesmo e para vocês que não me esqueceram.
Até a próxima. Grande abraço.

A vitrine de sorrisos

| segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Havia na cidade um homem triste, tão triste que seu coração já não sabia o significado de outro sentimento. Seus olhos permaneciam cabisbaixos e negligentes aos outros olhos que imploravam silenciosamente por um contato visual que traduzisse a dor de suas pupilas.
Sua tristeza lhe fez só; sua solidão lhe tornou introspectivo, aprisionado em seu próprio ser vazio e desolado.
O homem triste já não se lembrava do motivo daquela tristeza enraizada em suas memórias, ele apenas surpreendia-se, vez ou outra, com o vento que sacudia a árvore da melancolia e espalhava mais folhas de pranto em seu jardim mal cuidado.
Um dia, afundado até os joelhos em sua existência patética, ele topou, assim por acaso, com uma loja peculiar.
A vitrine exibia diversos tipos de sorrisos, daqueles mais tolos aos mais grandiosos, tantos sorrisos que ele nunca tivera em sua vida.
- Quanto é o sorriso do canto de baixo da prateleira? – ele perguntou ao vendedor assim que cruzou as portas de vidro e sentiu o aroma de felicidade inebriando o ambiente.
- Nós apenas pagamos o preço por não sorrir – o vendedor respondeu e observou a expressão confusa do homem. – Um sorriso de verdade não tem preço, porque o que vem do coração é natural.
Lá no seu âmago invisível, tão profundamente escondido, o homem triste sentiu um sacolejar diferente. Seu coração saltou sobressaltado por aquela reação que brotava como uma nascente e corria desesperada rumo à superfície. Repentinamente seu rosto foi atingido por um formigamento incomum e do outro lado do balcão, num enorme espelho, ele o viu.
O sorriso que antes estava depositado numa almofadinha no canto escondido da prateleira estava desdobrado em seu rosto, como se nunca tivesse estado em outro lugar que não fosse aquele.
O vendedor compartilhou do sorriso e o leve perfume de alegria intensificou-se. O homem, não mais triste, entendeu que às vezes a felicidade cabe naquelas coisas mais simples como um breve diálogo e que as palavras são mais fortes que o vento, elas edificam muros que o barram, impedindo as folhas de tristeza de cair.
Aquele homem deixou a loja com seu sorriso vitorioso, cheio de novos sorrisos no bolso e esperando ansiosamente para usá-los. Ele ficou triste outras vezes, isso é inevitável, mas agora ele entende que a vida é feita daquilo que faz bem, por isso sua tristeza não importa tanto e os sorrisos são mais do que essenciais. Eles são fragmentos visíveis de felicidade.

Ando meio sumido ainda, eu sei, gente, mas logo estarei de volta (eu espero). Não consigo ficar longe daqui por muito tempo e sinto que esse afastamento me faz mal, mas enfim, é temporário. Conto com a compreensão de vocês, grande abraço.

Pedaço de tempo

| sábado, 8 de outubro de 2011

Quer saber o que tem dentro do baú?
Não

Clique em sim para ler meu conto novo na Franquia.

Uma história de @mor.com - Parte 3 (Final)

| sábado, 1 de outubro de 2011
Para entender - Parte 1 e Parte 2


O tempo é um ser extremamente impiedoso, devo logo dizer. Ele tem o prazer maquiavélico de apressar os dias felizes e caminhar lentamente sobre períodos melancólicos. E o tempo - ah, o tempo - ele é quem comando tudo, não há como contê-lo.
Os dois apaixonados sentiam cada vez mais dentro de si a devastadora distância imensurável que existia entre eles. O toque era necessário para tornar as coisas reais, é assim que a realidade é, feita de coisas palpáveis e ao alcance das mãos. Os sonhos existem apenas num mundo perfeito e paralelo e os contos de fadas só acontecem para os mais sortudos. E já sabemos que a garota russa e o menino canadense não são extraordinariamente fora do comum para protagonizarem um conto de fadas. Infelizmente.

Imagine o amor como uma sementinha, ele precisa ser regado, adubado e cuidado para crescer e se desenvolver, agora imagine essa sementinha depositada em um vaso menor do que seu poder de expansão. Duas coisas podem acontecer: ela vai crescer e quebrar o vaso ou será sufocada por ele. É com pesar que anuncio que foi o segundo caso que vingou, ou não vingou, afinal.

Eles tinham tanto amor dentro deles que não dava para guardar apenas para esperar por um capricho do tempo que fosse os colocar um diante do outro. Como todo amor, esse necessitava ser compartilhado e isso não poderia ser feito à distância. Reitero meu infelizmente.
Com a naturalidade que tudo começou, as coisas caminharam para seu o fim, mas hei de dizer que a história dos dois termina em reticências e não em um ponto final. E você, caro leitor, sabe muito bem o que as reticências significam.

(...)

É isso, mais um conto curto terminado (depois de muito tempo, né?), mas a falta de inspiração me persegue, portanto não é culpa minha, haha.Ah, mais uma vez (tá ficando chato já), se não for pedir demais, curtam a página do blog no Facebook - só clicar ali em cima no lado direito. Abraços!
 

Copyright © 2010 A arte de um sorriso