Keblinger

Keblinger

Uma história de @mor.com - Parte 2

| segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Para entender - Parte 1

Antes de continuar com a narrativa acredito que o leitor tenha a curiosidade sobre aspectos particulares dos personagens, isto é normal, então vamos nos ater a estas particularidades agora.
Ele era um garoto canadense, tímido e de sorriso escondido no canto do rosto. Seu quarto era cheio dos CDs de suas bandas de rock indie preferidas e Arcade Fire estava sempre preenchendo o silêncio daquele cômodo. Estudante e infelizmente não relacionado com nenhum jogador de hockey profissional, o que não lhe permitia gastos excessivos; ela era uma garota russa, de coração quente e mente perspicaz. Sua estante de livros estava repleta de autores de diversos países e seu marca página atual estava entre as páginas de Anna Karenina de Liev Tolstói. Aspirante a jornalista e felizmente não relacionada à família Romanov, também não podia se dar ao luxo de grandes despesas.
Estamos então cientes que de o único contato entre eles continua sendo via internet. Vamos prosseguir, sim?

Abraços calorosos se desaquecem na viagem intercontinental e beijos enviados perdem seu sabor devido à distância, mas aquele sentimento plantado no peito de ambos se esforçava para continuar vivo. A realidade na qual viviam se resumia aos momentos compartilhados em suas vidas online, mas claro que o mundo real, apesar de desinteressante e desprovido de emoção cava profundamente até encontrar os desgarrados. Assim, aos poucos a vida social voltou-lhes a fazer companhia.
Ele entendeu que apesar de viver paralelamente em uma história apaixonante, havia sua vida que merecia atenção, ela também compreendeu isto e voltou a sair com as amigas, com o pensamento voltado para o garoto de sotaque estranho.
Enquanto estavam afastados um do outro, outro sentimento chegou de mansinho. Uma saudade inconveniente e delicadamente dolorida.

Sem que percebessem, começou um duelo entre os dois mundos. De um lado a realidade buscava ofuscar o conto de fadas moderno, do outro, o romance virtual juntava forças para atravessar as terras de ninguém e firmar-se vitoriosamente fora de suas conexões invisíveis. Quem vai vencer? Como eu já disse que não podemos nos apressar, esse é assunto que fica pra depois.

CONTINUA
Já curtiu a página do blog no Facebook? Sim? Eu fico muito feliz por isso =)
Não? Tá esperando o quê? Clica logo ali em cima no lado direito e espalhe sorrisos (sim, eu viajo)

2 sorrisos compartilhados:

{ Rebeca Postigo } at: 20 de setembro de 2011 12:31 disse...

Curiosa...
O que acontece a seguir???
Esperando pacientemente pela continuação...

Bjs

{ Gessy } at: 2 de outubro de 2011 15:06 disse...

Nada a acrescentar, e vou ler o outro imediatamente.

 

Copyright © 2010 A arte de um sorriso