Keblinger

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Ella en palabras

| segunda-feira, 4 de julho de 2011
Ela é aquela que se olha no espelho e não entende o que vê.
Ora moça, ora moleca, procurando o que quer ser.
Cheia de perguntas na cabeça alimentando seu viver.
Ela é mulher criança, decifre-a para conhecer.

Ela nunca soube se descrever, talvez porque viveu sua vida toda escondida em sua casca impenetrável sem ouvir a opinião alheia ou será que ela se escondeu exatamente por causa das opiniões? Ela é aquela pérola misteriosa que você não sabe de onde veio e nem para onde vai. Ao olhar em seus olhos profundos feito poços abismais ao mesmo tempo em que dá vontade de desbravar aquela escuridão, dá um medo do que pode haver lá dentro.
Ela sempre buscou olhar para seu eu interior quebrando a cabeça com as peças intrincadas de sua composição. Ela quer se mostrar, quer descobrir o que tem além do arco-íris e o que o horizonte esconde. Perguntas nunca foram o problema, ela as tinha até demais, o que havia era escassez de respostas.
A menina-moça-mulher era inspirada pelo amor e conduzida pelos sentimentos. Ela dançava tango com a paixão e caminhava de mãos dadas com a saudade, mas era saudade daquilo que não existiu ou daquilo que poderia ter sido e não foi. Ela tomava doses de gentileza e colecionava elogios pelo caminho.
As críticas construtivas se tornavam tijolos para o alicerce de seu mundinho particular, onde ela reinava soberana e altiva. Ela era cheia de atitudes e de uma personalidade forte ímpar.
Seu paladar era apurado, ela gostava de doce ou salgado, de quente ou frio, nada de meios termos, nada de indefinições.
Talvez você a conheça de vista ou já tenha trocado algumas palavras com ela. Por falar em palavras, seria necessária uma porção delas para descrevê-la de forma exata, ainda que isso pudesse ser uma missão impossível.
Ela está espalhada pelo mundo, existe uma em cada jardim e em cada parque. Ela passa em frente a sua casa todo dia e você não percebe. Ela pode trabalhar ao seu lado e não ser notada.
Ela, a mulher. Não apenas aquela do sexo feminino, com todas as curvas e trejeitos, mas aquela que dá sentindo à palavra. Aquela que não se vê apenas com os olhos, que não se sente apenas com o toque e não se conhece apenas com um dia.
Ela é sempre mais do que se espera e bastante imprevisível. Tente ler suas entrelinhas ou padeça na ignorância.

Terceiro texto em homenagem aos blogs desse ano, o Ella en Palabras é o blog da Bárbara Farias, espero que ela (caso leia) e todos tenham gostado. Para lembrar, comecei as homenagens para me fazer presente nos blogs enquanto estou ausente nas páginas de comentários, sendo assim tentarei fazer mais.

Galera, ganhei o concurso da ABL e fui entrevistado, para ver a entrevista clique aqui.
Grande abraço, sorridentes.

6 sorrisos compartilhados:

{ Babizinha } at: 4 de julho de 2011 00:19 disse...

Quando falo que sou sua fã, o digo por que é fato. Você aspira outros mundos e através das palavras repassa tudo o que apreendeu com tamanha segurança, domínio e sagacidade; tudo isso é dom! Peço-lhe para perseverar nisso que chegará longe. Não vou negar, que seus versos já me tocam naturalmente, hoje tiveram um efeito sobre mim muito maior! Uma homenagem? Não sou digna de homenagem nenhuma. Mas você conseguiu me ler e me descrever... E, talvez, um pouco mais do que toda mulher é. O olhar e a escrita masculina sobre nós, mulheres, é mágico; provoca-nos encantamento!

Obrigada ainda é pouco como lhe disse e meus olhos se encheram d’água e você alegrou minha noite, rapaz.

Beijos, Rodolpho!

{ Gessy } at: 4 de julho de 2011 20:58 disse...

Grande homenagem e mais que merecida!
Vejo que a Bárbara gostou, mas não tem como não gostar de algo tão belo assim. Parabéns!
Ah, parabéns também pelo concurso e pela entrevista!
Beijos.

{ Tati } at: 5 de julho de 2011 16:51 disse...

O que dizer? Procuro e não acho nada pra botar aqui. Ficou incrível, bastante bom, leve e nos trouxe, com certeza a Babi aos olhos. Você Rodolpho é sempre sensível e consegue captar as pessoas por dentro...

Amei...

Beijos

{ Pires Silva } at: 6 de julho de 2011 13:22 disse...

Que liindo Rod *-*
Acho que todas as mulheres vão se identificar em algum aspecto com esse texto. Entre nossos mistérios e trejeitos, ainda sim temos traços de mulheres-meninas, que todas tem. E ainda sim diferenciados.
Gostei mt meu bem
como sempre, mtoo bom.

{ Gabrielle Braga } at: 6 de julho de 2011 19:13 disse...

Ameeei seu blog *-*
estou seguindo concerteza!
dá uma passadinha no meu e segue também?
http://inspiracaodesconhecida.blogspot.com/

{ Chris Macêdo } at: 9 de julho de 2011 14:15 disse...

Amei... amo seus posts. Bjos.

 

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