Keblinger

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A escolha do sol

| sexta-feira, 10 de junho de 2011

♪ (...) In your hands
I know that I am home
And I'll never be alone... ♫

O sol sorria de um jeito ameno, um sorriso morno e meio de lado. Aquele sorriso inseguro que damos a um desconhecido na rua. E ele sorria especialmente para todos os casais de mãos dadas, para os jovens apaixonados, para os homens apressados que tentavam provar seu amor para as mulheres amadas e para os velhinhos abraçados que mantiveram a chama da paixão acesa no peito, apesar dos fortes ventos que tentaram apagá-la.
Seus raios silenciosos serpentavam pelas avenidas, brilhantes e contentes ao contemplar a quantidade de corações flutuantes que jorravam das canções e poemas. Em sua visão panorâmica, ele procurava pelo casal do dia, como sempre fez desde quando o mundo é mundo. Ele não espera um casal perfeito, ele espera apenas poder enxergar através dos olhos dos homens, a essência do amor, a transparência do mais puro sentimento.
- Eu gosto do seu jeito, do seu cabelo esvoaçante e do toque da sua pele – aquelas palavras perdidas ao vento rapidamente captaram a atenção do sol e ele observou o rapaz que as pronunciava.
Ele mantinha os olhos apontados para o chão, como se tamanho sentimento e a forma de declará-los fosse embaraçosa. Ela segurava o sorriso, para não assustar as palavras, e suas bochechas estavam coradas. As mãos dele encontraram as dela e sua voz voltou a dar cor ao ambiente:
- Gosto de quando você me faz sorrir ou do modo como sorri quando acha algo engraçado. Eu gosto da sua voz me dizendo coisas lindas que deveriam ser versos de canções e das suas cartas inesperadas cheias de palavras perfeitas. Eu gosto do seu olhar misterioso, da sua sobrancelha arqueada quando surge uma dúvida e até da suas caretas quando faço algo errado.
O sol suspirou e sua luz esparramou-se ainda mais pelos campos e jardins. Ele havia encontrado seu casal do dia. O garoto ainda permanecia com os olhos voltados para baixo, mas o sorriso da garota arrebentou os cadeados e iluminou o cenário.
- Sabe que eu gosto das suas manias estranhas e das ligações de madrugada quando sente falta da minha voz. Gosto dos seus trejeitos e dos mínimos defeitos que já não importam mais. Gosto da sua segurança e do seu leve caminhar, gosto de me ver dentro dos seus olhos e de caber em seus braços. Gosto de tudo isso e de mais um pouco, mas eu não gosto apenas de você. Gostar é demasiadamente pouco para descrever o que sinto. Eu amo você, amo o que temos e amo saber que você sente o mesmo.
Nesse momento ele levantou os olhos e deixou-se navegar na extensão do sorriso dela, abrindo em seu próprio rosto um sorriso semelhante.
- Eu gosto quando você me faz perder a fala e me faz flutuar sem sair do lugar – ela declarou. – E por isso e por inúmeras outras coisas, eu amo você.
E ao sabor dessas palavras o sol acenou para o casal e deixou-os a sós.
Não é todo dia que eu vejo declarações como essa. Esses dois vão para minha lista de favoritos, ele pensou enquanto se escondia atrás de uma nuvem, ainda sorrindo pelo o que acabara de ouvir. Ainda sorrindo por saber que o amor existe e que vai continuar existindo enquanto acreditarem nele.


Pauta para Bloínquês e Suas Palavras.
Aqui estou eu mais uma vez, ainda não definitivamente, mas a inspiração esbarrou em mim. Tô sentindo falta de estar por aqui mais assiduamente e de visitar os blogs de costume. Espero que tenham gostado do conto, especialmente feito para o dia dos namorados que está logo aí. Para quem namora, bom domingão ao lado da pessoa amada e felicidades.
Agora dando uma de político chato, vou pedir votos para o Top Blog, hehe. Dá uma força lá galera. Grande abraço do sumido aqui.

6 sorrisos compartilhados:

{ Gabriela F } at: 11 de junho de 2011 09:06 disse...

Muito lindo Ro. Boa sorte.

{ Kobayashi } at: 11 de junho de 2011 23:28 disse...

Realment, tens uma habilidade tamanha com as palavras, articula muito bem o seu texto. O contexto tambem é bonito, tocante e parece ser uma cena perfeita..eu só não posso dizer o quanto ela é real a medida que vai se idealizando..

Mas isso é so a minha opinião e eu nãoestou num bom dia.

De qualquer modo estou te seguindo, escreves muito bem. Continue assim cara.

Abraço

{ Mahh Ruiz } at: 12 de junho de 2011 12:36 disse...

Noss muito lindo amor! Olha esse blog aqui depois, tenho certeza que vc vai adorar http://fatoseflestes.blogspot.com
Beijos

{ Alexandre Fernandes } at: 12 de junho de 2011 13:35 disse...

É doce. O desenrolar do encanto em que as frases vão se firmando. O contemplar do amor a se espalhar. Um observador dos amores, um investigador da magia apaixonante. Lindo. e ainda descobrir que existe sim algo de belo, amores reais e sentimentos plenos.

Conto imensamente bonito. Repleto com um amor característico.
Perfeito.

Abração meu amigo!

Se cuida!

{ A Escafandrista } at: 12 de junho de 2011 15:29 disse...

oi, querido. saudades de ver-te lá no meu escafandro. feliz dia dos apaixonados pra ti. Bjsssss.

{ Rebeca Postigo } at: 12 de junho de 2011 22:06 disse...

Apaixonante como sempre...
Adorei!!!

Bjs

 

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