Keblinger

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A primeira vez a gente nunca esquece

| quarta-feira, 6 de abril de 2011
Lembro que eu fui até o local de trabalho dela, eu havia juntado algum dinheiro e finalmente realizaria aquilo que sempre tive vontade de fazer. Ela me atendeu com profissionalismo enquanto eu tentava não demonstrar que estava nervoso.
- É a minha primeira vez – eu confessei a ela e senti minha pele enrubescer. Se ela me julgou, eu não sei, mas sua feição permaneceu a mesma e logo em seguida um sorriso se abriu em seu rosto.
- Eu já atendi vários inexperientes, não se preocupe – ela disse, com o riso contido por saber que tinha nas mãos mais um leigo sobre o assunto.
Eu sempre vira isso em filmes, novelas e sabia quase tudo na teoria, mas eu nunca havia praticado, então imagine como eu estava me sentindo naquele momento.
Ela me guiou até o local onde faríamos tudo.
- Em qual posição eu devo ficar? – perguntei e me senti estúpido por isso.
- A que você se sentir mais confortável, não vou exigir muito de você na sua primeira vez. – ela respondeu e me lançou novamente aquele olhar zombeteiro.
Quando me dei conta eu já estava com as mãos afoitas e apanhei o instrumento.
- Calma aí, garotão – ela falou – Primeiro você tem usar as mãos.
Ela me mostrou como eu deveria fazer, suas mãos levaram as minhas até aquela superfície lisa e molhada. Passei os dedos com cuidado, ainda inseguro de como proceder.
- Isso, vai apalpando com suavidade – ela orientou, enquanto eu alisava a “peça”. – Não, assim não, você não pode apertar demais – ela advertiu quando não controlei a força dos meus dedos que entravam e saiam.
- Há quanto tempo você faz isso? – perguntei para quebrar a tensão.
- Bastante tempo – ela respondeu evasiva e continuamos.
- Agora pegue aqui – ela agarrou minhas mãos e guiou os movimentos – Pra cima e pra baixo, isso, desse jeito.
Todo o processo não demorou muito tempo e quando terminamos estávamos sujos e melados.
- Você pode se limpar antes de ir – ela falou metodicamente. Certamente eu era mais um na contagem dela e provavelmente eu seria esquecido logo eu saísse dali.
Limpei-me, paguei pelo serviço e atirei um “até a próxima”.
- Ei, garoto, você não foi tão mal para um marinheiro de primeira viagem – ela disse e me deu uma piscadela.

Quando cheguei em casa meu pai me perguntou como tinha sido e eu respondi que fora melhor do que eu imaginara. Quem diria que aulas de cerâmica pudessem ser tão fascinantes, você vê a sua criação tomando forma na sua frente, enquanto a argila gira na máquina de rodar da olaria.
Quero fazer isso mais vezes, vou criar os vasos mais bonitos que todo mundo já viu, só preciso de um pouco mais de prática.
Mal posso esperar pela minha segunda vez.

Um conto para fazer jus ao nome do blog, mas me diz aí, pensou besteira, né? Haha.

18 sorrisos compartilhados:

{ Shuzy } at: 6 de abril de 2011 15:19 disse...

Besteira?
Não pensei... Juroooo
hsuahsuhuahsuhuhasuhuahs

{ Eduardo R. V. } at: 6 de abril de 2011 16:08 disse...

Comecei a ler pelo final... sdfihsdf

{ Flávia } at: 6 de abril de 2011 21:20 disse...

Hunf!

Bobo! Vc acha que pensei besteira? HMN...

Já tava mó no clima, quando vc vem falar de cerâmica! TSC!
kkkkkkkkkkkkk

Adoreei =D

{ . pamela moreno santiago } at: 7 de abril de 2011 00:55 disse...

Primeiro capítulo postado (até que enfim) ^^ :

http://cerezaambulante.blogspot.com/2011/04/angel-from-my-nightmare-cap-i.html

Se puder ler :)
Beijos

{ Mahh Ruiz } at: 7 de abril de 2011 11:40 disse...

kkkkkkkkkk... pensei concerteza!
Beijos

{ Babizinha } at: 7 de abril de 2011 14:23 disse...

Olha, sacana é você por guiar nossos pensamentos com esse conto, viu. Nós somos uns anjos, tá! -N rs

Adorei, Rodolpho!

Beijos
:*

{ L. Sampaio } at: 7 de abril de 2011 15:12 disse...

Adorei Rodolpho! HAHA
Realmente me arrancastes sorrisos. Como nossas mentes são maliciosas não haha
beijos.

{ Giovanna Lundgren } at: 7 de abril de 2011 16:10 disse...

HAHAHA. No começo imaginei que seria uma pegadinha, mas fui lendo e não consegui imaginar o realmente seria ai pensei besteira. kkkkkkk
Mas arrancou sorrisos
beijos.

{ *Amanda* } at: 7 de abril de 2011 23:47 disse...

Eu imaginooo a Jabutii lendo o fim desse texto! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Morri de rir* rsrsrsrsrsrsrsrs

{ vell } at: 8 de abril de 2011 11:04 disse...

Aaaaah, adorei! Mas já sabia que não era nenhum tipo de, permita-me a palavra... "Sacanagem."

beijos

{ Jéssica Trabuco } at: 8 de abril de 2011 19:22 disse...

huahuaha
Adorei rodolpho!
Eu pensei besteira também ;x
Muito bom!

{ Flávia } at: 8 de abril de 2011 23:41 disse...

Ai ai Amandii....
kkkkkkkkk
A jabuti é muito maliciooosa!
hihihih =P

tô com saudadeeeeee

{ Amapola } at: 9 de abril de 2011 09:23 disse...

Bom dia.

Estou lhe seguindo e voltarei depois, para ler com mais calma.

Um abraço.
Maria Auxiliadora (Amapola)

{ Francilene Suri } at: 10 de abril de 2011 09:57 disse...

Hahahahahahaha!
Eu não pensei NADA! sério ...!

Muito legal!

Ei saudades de passar por aqui, ando tão sem tempo, mas sempre vale a pena! sempre!

Beijão!

{ Alexandre Fernandes } at: 10 de abril de 2011 17:50 disse...

Cara, muito bom. Não tem como não pensar besteira. A forma como é contada, realmente remete ao ato insinuado.

De qualquer forma, observei a palavra peça escrita com duas aspas entre ela, passando a sensação de não ser aquilo do que ele realmente falava. Se realmente fosse cerâmica, acho que as aspas não viriam, já que seriam literalmente relacionadas a ela.

Será que ele enganou o pai? rs Ou você a nós, com este fim curioso.

rs

No mais, muito bom a história.

Abração sumido!

{ Gessy } at: 14 de abril de 2011 21:27 disse...

Pensei em várias coisas ao longo do texto. (:

Beijos.

{ Inercya } at: 20 de abril de 2011 18:59 disse...

Muito bom! Conheço desses artimanhas, para pegar o leitor. haha
Eu sabia que era alguma 'pegadinha', mas estava ansiosa para finalmente saber o que era aquilo.
Genial! :D
:*

{ Renata Angra } at: 26 de novembro de 2011 17:19 disse...

ja imaginava que não era o que você esperava que pensássemos Sr. Padovanni ,quanta criatividade bobo!

 

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