Keblinger

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Serial Killer - Parte 9

| terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

“As coisas estão fora de controle”, pensou o homem. Logo ele que fora tão cauteloso e não deixara pistas, acabara cometendo um deslize que poderia arruinar tudo, mas ao que tudo indicava, o destino conspirava a seu favor, ele só não podia se dar ao luxo de perder nenhuma oportunidade que aparecesse.
Ele não podia arriscar estragar tudo o que começara.

***

De repente a rua se tornou o centro de atenção de uma multidão que parecia ter se materializado no local, enquanto ao longe sirenes anunciavam sua chegada.
O acidente fora violento, de um lado, uma picape com um único passageiro, do outro, um carro esportivo com duas pessoas dentro.
Um homem deslizou para fora do carro, que estava virado com as rodas para cima, se arrastou por cima dos fragmentos de vidro quebrado e deu a volta, até o lado do carona.
- Você está bem? – ele perguntou à moça que estava dependura de cabeça para baixo, presa ao cinto de segurança.
- Acho que sim, me ajude a sair daqui. – disse ela.
Uma ambulância e carros de polícia chegaram ao local e pediram que a multidão desse espaço. Os paramédicos se aproximaram da picape e retiraram um velho inconsciente de lá e o colocaram numa maca, imobilizando-o.
O homem ajudou a moça a sair e caminhou mancando até o homem que era colocado na ambulância.
- Sargento? – murmurou o detetive – Meu Deus, levem-no rápido, façam o possível para que ele fique bem.
- Você precisa vir também, precisamos fazer alguns exames em você e na moça. – aconselhou o paramédico.
- Não, não podemos, estamos no meio de uma investigação, é muito importante, levem-no. Passaremos no hospital quando tudo isto estiver terminado. – disse Samuel e se aproximou de Natalie, que apresentava cortes na cabeça e nos braços.
- Pelo menos nos deixem fazer alguns curativos – um paramédico pediu e os dois permitiram. Assim que as suturas foram feitas, o detetive pediu uma viatura emprestada e seguiu as coordenadas da repórter.

***

- Não era preciso nenhum especialista para ver que se trata do corpo de algum animal – chiou Amir olhando dentro do carro queimado, enquanto Joshua fotografava a cena.
- Que tipo de animal? – o policial perguntou.
- Eu não sei, um cão ou uma raposa, pelo tamanho. Temos que levá-lo para comparar a arcada dentária com as marcas de mordida nas vítimas. – ele apanhou um saco de evidências de sua bolsa e com cuidado colocou o corpo, que mais parecia um pedaço de carvão, dentro dele e o lacrou. – Vamos voltar, precisamos saber o que aconteceu com o detetive. – disse ele impaciente.
O celular de Joshua começou a vibrar em seu bolso.
- Alô... Ah, Samuel, você está bem, graças a Deus... o que aconteceu? – ele ouviu a resposta – Ela está bem? Sim, nós chegamos aqui, era algum animal, nós vamos... O quê? Sim, claro, eu vou até lá. – ele desligou.
- O que foi? – perguntou Amir.
- Você não vai acreditar quem estava dirigindo o carro que causou o acidente – ele fez um suspense – O sargento McNeil – Amir arregalou os olhos – O detetive me pediu para ficar com o sargento no hospital, não tenho mais o que fazer aqui mesmo.
- Está bem, vou para o laboratório fazer algumas análises. – disse Amir e entrou em um carro com um policial, enquanto Joshua entrava em outro para ser levado ao hospital.

***

Dentro do carro, sentado no banco do passageiro, o homem agradecia pela sorte que estava tendo. Discretamente retirou um canivete da bolsa que carregava no colo e com uma precisão impressionante cravou-o na jugular do motorista. O sangue espirrou no vidro. O carro sacolejou, mas ele assumiu o controle e conseguiu freá-lo. Abriu a porta do motorista, liberou-o do cinto e atirou o corpo ensanguentado na sarjeta.
Ligou o carro outra vez e saiu a toda velocidade. Era hora do acerto final de contas.

***

Rita tentara se libertar do pilar, mas o homem a amarrara com grande habilidade, os pulsos dela estavam machucados por ter forçado a sair e ela se sentia tonta. Uma fita resistente tampava sua boca e a impedia de gritar por ajuda.
Uma porta pesada de correr se abriu atrás dela e ela ouviu os passos lentamente se direcionando até o pilar.
Aquele rosto conhecido a encarou com um sorriso sádico.
- Eu tinha planos maiores para você, – ele sibilou friamente – mas aconteceram alguns imprevistos, o que é lamentável, pois vou ter que encerrar nossa brincadeira justamente quando as coisas começavam a ficar mais divertidas.
Passos rápidos chamaram a atenção dos dois e duas pessoas entraram pelo portal da frente.
- Você... – disse o Detetive Bowley estarrecido ao encarar o assassino frente a frente.

EM BREVE – PARTE 10 (FINAL)

Tá acabando, hehe.

5 sorrisos compartilhados:

{ @barbarakang } at: 22 de fevereiro de 2011 23:38 disse...

OMG OMG OMG OMG! VOU AGUARDAR A ULTIMA PARTEEEEE!

{ • cynthia bs } at: 23 de fevereiro de 2011 11:24 disse...

Ahhh não, última parte nãão.
Oh, Rodolpho, não entendi o início dessa nona parte onde começa assim: "As coisas estão fora de controle"...

Que homem pensou isso. Juro que não entendi. Foi o assassino? :z

Espero a décima (e, infelizmente, última) parte.


Ah, mas quando este conto acabar pode começando outro, viu? E isto é uma ordem, doutor Rodolpho ;) rsrs

Beijinhos **

{ Flávia } at: 23 de fevereiro de 2011 13:18 disse...

MEN-TI-RA que acabou beeem nessa hora?
Meu coração tava até disparado!

Pode postar a outra parte amanhãããã! Pelo amor de Deus! :O

'estarrecido' kkkkkkk! Adoroo! ^^
Então, ele vai ser pegoo? hmn...
I hope so!



beeijos

{ Tati } at: 23 de fevereiro de 2011 20:33 disse...

Estou com a Flávia! Amanhã por favor!

Quando eu começo a entender, quando começa a ficar mais claro é que você freia e me deixa com água na boca.

Beijos.

{ Carolyne Mota } at: 24 de fevereiro de 2011 14:34 disse...

Tou começando agora a ler o conto e to adorando, Rodolpho *-*

Abraços!

 

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