Keblinger

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Serial Killer - Parte 7

| sábado, 19 de fevereiro de 2011
Samuel olhava preocupado para o relógio. 00:15h.
“Rita já deveria ter aparecido a essa hora”, ele pensou. Foi até a sala, pegou o telefone e discou o número dela, foram vários toques até cair na caixa de mensagem. Telefonou à central em seguida.
- Ela deixou o escritório às 21h – informou o guarda.

***

- Alô, eu queria informar o roubo de um carro... – o homem ligou desesperado para a polícia.
- O senhor é o dono do veículo? – a telefonista perguntou e pegou os dados dele e do veículo.

***

O sargento McNeil foi o último a deixar a central, pegou sua picape e parou no primeiro bar que encontrou. Desde que ficara viúvo ele se lançara ao vício da bebida e não tinha uma noite sequer que não dirigia bêbado até em casa e dormia no sofá ou até mesmo no tapete da sala. Nos últimos três dias não tinha colocado uma gota de álcool na boca e sentia os efeitos da abstinência tomar conta de seu corpo.

***

O homem entrou no carro depois de ter concluído seus planos e se afastou do local. Dirigiu até o depósito de lixo da cidade, saiu do carro, despejou gasolina sobre ele e ateou fogo.
Deixou o veículo em chamas e se direcionou até o local onde deixara sua próxima vítima esperando.

***

- Calma senhora, o que foi exatamente que a senhora ouviu? – perguntou o policial a uma dona de casa apavorada, enquanto outros policiais cercavam a área.
- Eu ouvi tiros, então peguei meu carro e vim até aqui, às vezes alguns adolescentes estúpidos vem nessa área para atirar nas placas, mas aí eu... eu encontrei os dois. – ela contou.
- A senhora viu alguém mais no local ou deixando a área?
- Não, meu carro demorou para ligar, fiquei presa por uns dez minutos antes de chegar aqui, quem fez isso já tinha ido embora.
- Entendo – ele disse e olhou para os corpos, o de um garoto dentro do carro e o de uma moça a alguns metros.

***

O celular de Samuel tocou.
- Graças a Deus – disse ele, pensando que fosse Rita.
- Detetive, aconteceu outro crime – a voz do outro lado falou. Ele anotou a localidade e tentou mais uma vez ligar para a agente, mas ela não atendeu.

- Sar-gento Mc-Neil – falou ele com a voz embaralhada ao atender o celular.
- Senhor, houve outro crime...
- Filho, descul... – ele soluçou – Eu não estou te ouvindo.
A ligação foi interrompida.
- Acho que o sargento está bêbado – o homem disse ao companheiro do lado que ligava para Joshua e então pôs-se a ligar para Amir.

***

O homem falava ao celular. Sua vítima, amordaçada e amarrada ao pilar da construção abandonada o encarava assustada.
- Parece que temos um trabalho a fazer – ele disse a ela.
Numa bancada ao seu lado, outro celular começou a tocar.
- Que pena que eles nunca vão conseguir falar com você e olha só, – disse ele apanhando o celular – você tem uma mensagem de voz. – ele apertou para ouvir no viva-voz.
"Rita, onde você se meteu? Tentei te ligar, mas você não me atende. Estou indo para outra cena do crime, te vejo lá." Era a voz do detetive Bowley.

EM BREVE – PARTE 8

5 sorrisos compartilhados:

{ @barbarakang } at: 19 de fevereiro de 2011 00:28 disse...

Estou encantada, quero a parte 8, e tenho medo, por que está acabando! Queria mais um monte de contos assim! Pobre Rita! :(

{ Flávia } at: 19 de fevereiro de 2011 14:20 disse...

Até a Rita se meteu nessa?!
Não me diga q ela vai morrer? aaaaaaah! :O
hahaha

Tá muito boom!!!
Pq vc não faz o seguinte... Coloca mais duas partes no conto pra ele demorar pra acabar ! ;)

Beeijókss

{ Tati } at: 19 de fevereiro de 2011 23:37 disse...

Ah não deixa ele fazer nada com a Moça não Coruja, se ele fizer paro de ler o conto. Tadinha dela.

{ sindro } at: 20 de fevereiro de 2011 20:00 disse...

Oi Passe lá no meu blog de textos,adorei o texto, obrigado, te espero lá.

{ • cynthia bs } at: 23 de fevereiro de 2011 11:05 disse...

Ahhhhhh não. com a Rita não. Ela é do bem :@

indo ler a oitava parte super ansiosa*

 

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