Keblinger

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Serial Killer - Parte 1

| terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um grito cortou a noite silenciosa e despertou o homem que dormia no primeiro andar do prédio ao lado. Tudo aconteceu muito rápido. Ele olhou pela janela a tempo de ver um vulto fugindo do local e uma sombra jazia caída na viela escura. Rapidamente seus dedos tatearam o telefone e a chamada foi feita para a polícia.

***

O Detetive Samuel Bowley foi acordado pelo celular que tocava sem parar, se desvencilhou da moça que dormia em seu braço e agarrou o aparelho. Era um chamado urgente.
Rapidamente ele se levantou da cama, vestiu uma roupa e apanhou seu distintivo, depois acordou a moça e pediu que ela se arrumasse, pois seu celular estava prestes a tocar e um segundo depois o aparelho da Agente Rita Weber tocou.
Ela levantou-se, se vestiu e os dois saíram, cada um em um carro.
O caso dos dois começara há pouco mais de um mês, mas o departamento era contra namoro entre funcionários, por isso mantinham em segredo.
Joshua Barry apanhara sua câmera fotográfica o mais rápido que pôde, assim que recebeu o chamado e já se dirigia para o local do crime, ele era o mais novo fotógrafo da perícia, com seus vinte e seis anos.
Sean McNeil, o sargento cinquentão, rabugento e grosseiro fora o primeiro a chegar ao local e examinava minuciosamente o perímetro, gritando com as pessoas que começavam a se formar atrás das faixas de isolamento, com os policiais que não conseguiam contê-las enquanto praguejava o criminalista que não chegava nunca.
Amir Fayad, recém chegado ao país, conseguira o emprego de criminalista forense por indicação de um amigo, ele caminhava apressado pelas ruas escuras quando recebeu o telefonema e correu até seu apartamento para apanhar seus equipamentos de trabalho.

***

As faixas de isolamento de uma extremidade à outra da rua cercavam a cena do crime. Havia o corpo de jovem mulher, de saia e sutiã, estirado ao chão sobre uma imensa poça de sangue.
O Detetive Bowley desceu do carro, mostrou suas credenciais e atravessou a faixa, indo na direção de Joshua que disparava diversos flashes sobre o corpo sem vida.
A Agente Weber esperou alguns minutos e chegou ao local, cumprimentou a todos e se direcionou ao corpo.
Os gritos do Sarg. McNeil ecoavam pela viela e as luzes dos prédios se acendiam por toda aquela confusão, pessoas colocavam as cabeças pela janela, ora protestando pelo tumulto, ora curiosas para saber do que se tratava aquele escândalo todo.
- Agora que você resolve dar o ar da sua graça, Fayad? – berrou o sargento assim que viu o rapaz se aproximando. – Temos muito trabalho a fazer por aqui, se seu sono é tão precioso para ser interrompido você está no serviço errado e...
Amir fechou os olhos, suspirou e fingiu não ouvir os berros, colocou as luvas de látex nas mãos e se aproximou do corpo.
- Não esquenta, daqui a pouco ele perde a voz – falou Joshua rindo.
- E então? – perguntou o detetive, que mantinha uma distância segura de Rita.
- Mulher, 25 a 30 anos – falou Amir e observou as manchas de sangue no muro de tijolos – O corte na garganta foi a causa principal da morte. Ela sangrou até morrer. – ele fez um gesto para os assistentes se aproximarem e pediu para que virassem o corpo.
- O que é aquilo? – Rita apontou para as costas da moça.
Amir apontou o feixe da lanterna para onde Rita indicara e viu que a pele da moça tinha sido arrancada para formar o número 1888.
- Mas que merda é essa? – grunhiu McNeil quando viu aquilo.

EM BREVE – PARTE 2

Tô com problemas de conexão, vou ficar sumido por uns tempos, mas vou continuar postando sempre que der. Odeio isso "/

4 sorrisos compartilhados:

{ Mahh Ruiz } at: 1 de fevereiro de 2011 10:19 disse...

adorei, estou ansiosa pela proxima parte.
e sorte com os problemas de conexão.
beijos.

{ Rebeca Amaral } at: 1 de fevereiro de 2011 23:31 disse...

Ai que saudade que eu tava de vir aqui te ver Rodolpho! Sumi mais do que nunca nos últimos dias, mas ainda tô aqui, viu? E que texto, rapaz! Cheio de mistério, adooooooro! Tem muita coisa pra eu me atualizar por aqui, né? Vou aproveitar!

Um beijo!

{ Tati } at: 15 de fevereiro de 2011 15:21 disse...

Nossa, tadinha, 1888?
Número de vítimas que ele alcançou? haha que sinistro, deixa eu ler os próximos.

{ • cynthia bs } at: 23 de fevereiro de 2011 10:26 disse...

O começo foi surpreendente **

 

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