Keblinger

Keblinger

Não era para ser

| quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
♫ (...) It's hard to believe
That there's no way out for you and me
And it seems to be the story of our lives... ♪

“Talvez não fosse mesmo para ser.” Você me disse na noite em que partiu e deixou atrás de si o rastro da indiferença que sentia.

Nossa história muito provavelmente começou baseada nas mentiras de dois corações solitários cansados de ficar sozinhos. Fizemos juras e vivemos uma falsa história de amor, a qual mascarávamos com frases bonitas e sorrisos amarelos.
Dentro de cada um de nós, sabíamos desde o começo que aquilo não duraria muito tempo, que apesar da chama acesa em nosso peito, um vento muito mais forte chegaria e a apagaria como a brisa extinguindo a chama de uma vela.
Há vários tipos de romances espalhados pelo mundo, vários cadernos de linhas vazias esperando ser preenchidos por versos coloridos e perfumados, nós apenas rabiscamos nosso caderno por um tempo, fizemos rascunhos que nunca serão passados a limpo, colocamos reticências onde nunca haverá um ponto final verdadeiro, exatamente porque nunca houve um começo. Não há como terminar uma coisa que nunca existiu.
Não vou dizer que as ternuras e carinhos trocados tenham sido em vão ou pura falsidade, não. Temos em nossa consciência o que de fato significou algo e o que foi consequência de uma relação não concretizada.
Os sorrisos foram reais, os momentos de felicidade, embora efêmeros foram importantes e inesquecíveis, mas é preciso de muito mais do que isso e o que é preciso é justamente aquilo que não podemos dar.
Não sei qual dos dois lados errou mais, mas não convém apontar as falhas alheias ou buscar dentro de si mesmo os próprios erros.
Assim como nada é para sempre, o nosso para sempre nunca teve sequer a chance de existir.

"Entenda que eu te amo, mas não preciso de você"
(Desconhecido)

Topei, por acaso, com essa frase final e ela ficou martelando na minha cabeça até eu encontrar maneiras de entendê-la realmente e através desse conto eu expus o que julguei ser uma interpretação relevante. Grande abraço.

14 sorrisos compartilhados:

{ Natália } at: 26 de janeiro de 2011 08:07 disse...

Fiquei muito chocada com o último paragrafo. Muito bom, como sempre. Beijo

{ Flávia } at: 26 de janeiro de 2011 11:12 disse...

"Os sorrisos foram reais, os momentos de felicidade, embora efêmeros foram importantes e inesquecíveis, mas é preciso de muito mais do que isso e o que é preciso é justamente aquilo que não podemos dar."


Parabéns pelo conto!!!
Acho que muita gente ao ler seus textos deve pensar... "É, FOI FEITO PRA MIM" hahaha!

Beeijãoo! =D

{ Flávia } at: 26 de janeiro de 2011 11:14 disse...

aaah, além de ter gostado mto do texto... Gostei da música e da frase final tbm!!! ^^

{ Giovanna Lundgren } at: 26 de janeiro de 2011 12:55 disse...

Lindo o texto, o nosso pra sempre sequer teve a chance de existir.
amei :)

{ Au } at: 26 de janeiro de 2011 16:43 disse...

Texto completamente verdadeiro, realista e bonito.
Recentemente percebi que posso amor alguém e isso não me torna dependente dela ou do amor que sinto... É algo que nada e ninguém consegue nos fazer entender, acontece por acaso, acordamos e nos deparamos com o peito sem dependência...

Ótimo texto, entre todos os textos (brilhantes) que você já escreveu esse foi o meu preferido.
E aproveitando, certa vez escreveu dizendo que bloquearia a copia dos textos, mas se alguém os quisesse era só te pedir por e-mail. Vou te pedir agora. No começo do próximo ano quero postar os textos que mais gostei, e esse, com absoluta certeza estará entre eles, com seus merecidos créditos.
E-mail: auricio_au@yahoo.com.br


Abraço, Rodolpho.

{ Tassyane Américo } at: 26 de janeiro de 2011 18:33 disse...

Que saudade daqui.

O complicado é quando a gente custa a entender que ama, mas não precisa.

Um beijão em ti!

{ Pegadas do Coração } at: 26 de janeiro de 2011 19:51 disse...

É.. Meu amigo, parabéns pelo belíssimo conto,viu? A última frase é extremamente forte e difícil e ao mesmo tempo fácil de se entender.. Gostei bastante!
Abraço, mano!
Uma boa semana!

{ *Amanda* } at: 26 de janeiro de 2011 23:01 disse...

Reflexivo... e completamente verdadeiro!

Parabéns Rodiii!!!

{ Jéssica Trabuco } at: 26 de janeiro de 2011 23:14 disse...

Muito profundo !

{ Luana } at: 27 de janeiro de 2011 01:29 disse...

Mas ficou ótimo essa sua interpretação, sério. Curti muito, sem cliche, você recriou várias coisas que são ditas várias vezes,mas vc mudou.

Desculpa sumir da qui, mas no meu pc seu blog demora a abrir aqui. --'
aparecerei mais vezes.
bjs

{ Emi } at: 27 de janeiro de 2011 03:50 disse...

Foi tão perfeito e tão real esse conto que cheguei a imaginar o quão triste seria uma situação assim, onde duas pessoas se sentem bem em companhia uma da outra, e de repente percebem que tudo aquilo é ilusão. Não existe futuro, e sequer existiu um presente entre elas.
Achei bastante reflexivo.
Beijos, Rodolpho!
Ps: tem selo pra você lá! :) Dá um click na página dos selos...

{ Rebeca Postigo } at: 27 de janeiro de 2011 23:09 disse...

Caindo de pára-quedas...
Me deparo com esse conto...
Sabe...
Me identifiquei...
Amei!!!

Bjs

{ Francilene Suri } at: 29 de janeiro de 2011 20:16 disse...

Hahaha, o final foi inesperado!
Poxa ... hahahaha
Mas gotei, me surpreendeu de novo!

Beijão!!!!

{ Tati } at: 15 de fevereiro de 2011 14:38 disse...

É rapaz, você a cada conto/verso, linha lida, me encanta mais. Gostei muito desse. Ainda mais da maneira que você deixou os sentimentos a mostra.

Um Beijo

 

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