Keblinger

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Férias na mansão - Parte 6 (Final)

| sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5

Voltamos cada um para o seu quarto e apanhamos o primeiro bilhete, o de Lily estava comigo. Jesse veio até meu quarto com o dele.
“A curiosidade vai guiar o caminho.”
- A curiosidade fez a gente começar com tudo isso, quando entramos no escritório do vovô – eu falei.
“O conhecimento leva ao saber oculto.”
- Nossas deduções e conhecimento das coisas nos levaram a desvendar uma pista atrás da outra – Jesse disse.
“Nunca deixe que lhe tirem aquilo que você mais tem.”
- Ainda não entendo esse bilhete da Lily – confessei e meu primo disse que não tinha ideia também.
- Ela é sua irmã, o que ela mais tem?
- Bonecas? – arrisquei e ri de quão patético isso soou.
- Não, cinco letras... quer dizer cinco dígitos – Jesse falou sem entender o próprio raciocínio.
- Espere um pouco, Jesse, é isso, acho que sei o que é, vamos. – antes de voltarmos ao terceiro andar, apanhei um caderno e um lápis.
Diante da porta, desenhei dois quadros e os mostrei a Jesse.


- A regra dos cinco, o que isso tem a ver? – ele me perguntou.
- Tudo levou a gente de volta para o início, para a primeira pista. O bilhete de Lily. O que ela mais tem? – meu primo me olhava sem entender – Ela é uma criança, Jesse, ela sonha. A palavra que procuramos é “sonho”.
Aprendemos a regra dos cinco com os nossos pais, para cada letra de uma palavra usamos um correspondente numérico com a mesma posição na outra tabela.
- Tem fundamento – ele disse e pegou o caderno de minhas mãos – Vamos tentar, digite aí: 45435.
Digitei, mas nada aconteceu.
- Tem certeza que você fez certo? – perguntei e olhei para o papel, convertendo as letras em números. S 4, O 5, N 4, H 3 e O 5.
- O número morto, Daniel, se lembra? – Jesse me perguntou.
Toda palavra transformada em números continha um número morto, ou seja, o 0.
- Qual letra pode ser? – perguntei, mas me dei conta instantaneamente – É o H, o vovô é egocêntrico a ponto de deixar sua inicial como o número morto. Então digitei 45405.
Ouvimos um estalo e a porta se abriu.
Nessa mesma hora Lily apareceu no topo da escada segurando uma boneca.
- Do que vocês estão brincando? – ela perguntou.
- Sejam bem-vindos – uma voz falou de dentro do cômodo secreto.
Jesse e eu olhamos assustados e demos de cara com o vovô, enquanto Lily se aproximava.
- Mas vo... o quê... – balbuciei e pela primeira vez ouvimos o som da risada de vovô.
- Vamos, entrem. Vou explicar tudo, venha você também, Lily – ele convidou.
O cômodo era enorme, cheio de estantes e livros por toda a parte. Era uma biblioteca. Vovô nos guiou até uma mesa e nos sentamos, Lily começou a percorrer os corredores.
- O conhecimento só vem para aqueles que o buscam, para os ávidos e curiosos, para os sonhadores – disse vovô e indicou minha irmã com a cabeça. – Eu fiz esse jogo com vocês para testar sua persistência e sabedoria e estou impressionado com a rapidez com que o completaram. Agora vocês têm o direito de estarem aqui e desfrutar de todo esse mundo. Eu tenho alguns exemplares bem raros de livros históricos que nem mesmo museus possuem, além dos papiros raríssimos da Biblioteca de Alexandria. Este lugar é um templo e agora vocês fazem parte dele.
- Você esteve aqui dentro o tempo todo? – perguntou Jesse, mudando totalmente de assunto.
- Sim, estive esperando por vocês.
- Vovô, o senhor é um maluco – eu disse e nós rimos.
Vovô nos guiou pelo imenso labirinto de estantes e nos mostrou livros e histórias fascinantes, contemplamos os papiros antigos protegidos dentro de uma caixa de vidro selada a vácuo e várias relíquias de viagens que ele fizera.
- Vou deixá-los por um instante, não façam bagunça – ele aconselhou e saiu.
- Nem acredito que conseguimos, Daniel. Olhe este lugar, é incrível – Jesse me disse entusiasmado.
- É realmente impressionante, eu nunca imaginaria que vovô tivesse uma biblioteca tão rica como essa.
Lily se aproximou carregando um livro e pediu:
- Lê uma história para mim – e me entregou um exemplar de O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry.
- É claro, senta ali e vamos ler – eu disse e nos sentamos em um grande tapete circular. Assim que abri o livro um pedaço de papel caiu de dentro dele, Jesse o pegou, leu e me mostrou.
A breve linha estava escrita com uma caligrafia fina, exatamente igual a dos bilhetes que encontramos em nossos quartos e dizia: Os jogos estão apenas começando.

FIM

Bom, é isso, mais um conto chega ao fim. Graças a Deus, né? Haha. Espero que tenham gostado de mais esse e até a próxima. Abraços.

9 sorrisos compartilhados:

{ Carlos F. Dourado } at: 28 de janeiro de 2011 09:01 disse...

Ficou muito bom Rodolpho, eu fiquei imaginando essa biblioteca a imensidão que ela deve ser. Com certeza virá mais historias dessas por ai né.

"Os jogos estão apenas começando"

{ Jéssica Trabuco } at: 28 de janeiro de 2011 12:04 disse...

Ahhh euu adorei!

*------*

Gostei mto mesmo, parabéns viu :D

{ My } at: 28 de janeiro de 2011 12:49 disse...

Ameiii seu cantinho...
Já estou a te seguir...
Adoro contos!
Ah tbm tenho o meu
http://cronicasdeanjos.blogspot.com/
Adoraria te ver por lá...
bjs*

{ Amanda Menezes } at: 28 de janeiro de 2011 13:52 disse...

Que história incrivel *--* Eu amei. Parabéns viu, quando eu crescer eu quero escrever contos assim que nem você. :) hdiuahoduias
Beijao Rodi.
Mandy

{ Flávia } at: 28 de janeiro de 2011 15:15 disse...

"Os jogos estão apenas começando"
hahaha!
Eu já ía sair da Biblioteca na horaa! Preguiça de desvendar tudo outra veez!
Se bem q nem desvendii nada! kkkkkkk

Adoreei o conto Rodi! ^^
Espero ansiosa pelo próximooo e tenho ctz q vai arrasar... Afinal, é sempre assim! :D

Beeijão!

{ Júlia } at: 29 de janeiro de 2011 08:35 disse...

Oi Rodolpho! Primeira vez passando aqui e gostei do que vi, parabéns.
O conto foi bem escrito e tem uam história bem ineteressante, parabéns!

Gostei, to seguindo e vou voltar.

Beijos =*

{ Rebeca Postigo } at: 29 de janeiro de 2011 14:37 disse...

Adorei o conto!!!
Cheio de suspense e criatividade...
Amei!!!

Bjs

{ • cynthia bs } at: 29 de janeiro de 2011 16:45 disse...

Tem um selinho para você em meu blog.
Beijos!

{ Tati } at: 15 de fevereiro de 2011 14:42 disse...

Um final incrível, ótimo.
Mas acho mesmo que você pode escrever mais um desses, ficou excelente mesmo. Adorei.

Beijos

 

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