Keblinger

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Das lágrimas ao clichê

| segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
♫ (…) Can you undo goodbye?
It's the word I wish I could forget… ♪

As estrelas me encaravam com uma expressão terna e curiosa, como se pedissem uma explicação pelas lágrimas que rolavam pelo meu rosto e saltavam ao nada para se perderem no breu da noite.
Eu estou sobre o telhado da minha casa...
“Onde você vai quando está triste?”, você tinha me perguntado, mas eu nunca te dei uma resposta a essa pergunta.
... um sorriso patético se formou ao imaginar o que você diria se me visse aqui sozinho, mas apesar de tudo, esse é um bom lugar para pensar. Aqui no alto, usando a brisa como cobertor e o céu escuro como teto eu escuto as minhas vozes internas. E todas elas gritam: “Onde está você?”

As pessoas desde sempre questionavam nossa relação sempre que nos viam juntos e nós, bobos como éramos, sempre atirávamos a mesma desculpa: Só amigos.
É claro que existia algo mais, eu sentia isso dentro do seu coração e você sentia isso no meu. Nosso encontro não foi mero acaso... não era para ter sido.
Eu nunca soube direito como lidar com a gente depois do nosso primeiro beijo e da nossa primeira noite juntos. Tudo foi maravilhoso, mas eu sentia que a qualquer momento eu poderia quebrá-la e que morreria de dor tentando juntar os pedaços.
Quando você tem o coração de alguém nas mãos, qualquer leve descuido pode ser fatal. Eu tinha medo de ter raiva para não fechar o punho com força e esmagá-lo. Eu não caminhava no meio-fio por medo de que um carro pudesse sacudir meu corpo e eu pudesse derrubá-lo.
Acredito, porém, que você tenha sido a mais forte. Com meu coração frágil nas mãos, você corria, saltava e se equilibrava em muretas. Você fazia malabarismos e o usava como mais um objeto a ser atirado ao ar... tão imprudente. Tão corajosa.
- O que uma pessoa precisa fazer para te magoar? – você me perguntou certa vez.
- Brincar com o meu sentimento – eu respondi depois de um tempo e você me entregou um coração surrado e cheio de remendos.
- Não posso mais continuar com isso – você me disse e tomou das minhas mãos aquele coração robusto e cheio de pulsar.

Aqui estou eu, vazando em lágrimas por alguém que nunca mereceu ao menos tocar meu peito.
Nem todas histórias de amor foram feitas para durar, certo? Eu nunca soube de nenhum conto de fadas baseado em fatos reais, porque a vida real é cruel. A realidade dói.
- É isso, estrelas, a dor que me machuca é de um coração ferido que ainda não foi curado – mas elas não me entendem.
Eu sei que o clichê todo poderoso do “tudo passa” vai arranhar minha porta e eu vou deixá-lo do lado de fora, por um bom tempo. Todo bom clichê nunca é percebido na hora, ele fica lá deitado no tapete de entrada e quando a gente menos espera, ele escorrega para dentro e então você percebe que era verdade. Tudo passa, mais cedo ou mais tarde.
Minhas vozes interiores ainda gritam e vou permitir que gritem até que fiquem roucas, ainda assim elas sussurrarão em busca dos seus ouvidos... Mas um dia elas vão se calar e nesse dia eu vou perceber que perdi muito tempo com alguém que não valia nem a metade dele.
É aqui que eu fico quando estou triste. Onde será que você está agora?

Pauta para o Bloínquês - Edição Musical e Projeto Créativité - Edição De-sa-fi-o

14 sorrisos compartilhados:

{ Thiara Ribeiro } at: 10 de janeiro de 2011 11:58 disse...

Às vezes é melhor nem saber, Rodolpho! ;**

{ Flávia } at: 10 de janeiro de 2011 14:02 disse...

Nossa, que lindo! =(

Não chorei por pouco! huahauhaua!
Ficou lindo Rodii =D
Ameei!

Agora, vou ler a continuação de: Férias na Mansão! hihi

Beijos S2

{ Lívea Colares } at: 10 de janeiro de 2011 15:06 disse...

Você escreve muito bem, consegue emocionar e nos deixar em dúvida com relação à veracdidade da história! Triste, porém lindo texto!

{ Amanda Menezes } at: 10 de janeiro de 2011 17:18 disse...

Rodi *---* sei que passei muito tempo sem ler os teus textos, e sempre que volto aqui depois de tempos percebo o quanto eu sinto falta deles. Bom, mais uma vez desculpa pela ausência. E mais uma vez parabéns pelo texto *--* ficou lindo, e realmente tudo isso é verdade. Mesmo quando temos todo o cuidado do mundo as coisas não dão certo, e nós mesmo acabamos nos machucando. Mas REALMENTE tudo passa, de uma forma ou de outra.

Beijoos
Mandy

{ @barbarakang } at: 10 de janeiro de 2011 17:50 disse...

UAU! *--*

{ Stella Rodrigues } at: 10 de janeiro de 2011 18:12 disse...

to passando por um momento tao bom da minha vida que quase nao consigo lembrar dessa fase. Mas, com um pouco de atenção a gente percebe que um dia todos nos sentimos isso, e eu espero que nao sejam esses dias que fiquem nas nossas memórias. Saudades daqui continua o blog perfeito como sempre :*

{ Natália } at: 11 de janeiro de 2011 16:56 disse...

Onde está você para me tirar dessa solidão? Beijo

{ Marina } at: 11 de janeiro de 2011 19:03 disse...

Não tem muito a ver com força; tem mais a ver com não se importar com o coração do outro. Mas a gente nunca perde tempo; a gente aprende com isso.

Gostei do seu estilo de escrita, Rodolfo.

Beijos.

{ *Amanda* } at: 11 de janeiro de 2011 22:53 disse...

*Não quero que vc carregue.. nem um peso.. pelo medo de gostar... às vezes de um clichê!*


Nada como ter um melhor amigo.. escritor! rsrsrs


Quem tem o dom.. tem neh.. fazer o que?! rsrsrsrsrsrs

{ Emi } at: 11 de janeiro de 2011 23:59 disse...

Pude sentir cada palavra, ainda mais pelo fato de ter me identificado. Por várias vezes, meu refúgio em momentos de angústia e dor foi sob um teto de estrelas. E lá eu fazia perguntas a mim mesma; perguntas estas que foram respondidas mais tarde, ou não. Daí então, a questão do ''tudo passa''...No momento exato da dor, e de tantas perguntas que desnorteiam nossas cabeças, não existe tempo. Nada passa, é como se pudéssemos acompanhar eternamente os milésimos de segundo. Mas a medida que as peças dos nossos dilemas vão se encaixando, e nossa vida retoma aos poucos o mesmo rumo, percebemos que a dor vai passando. É o conformismo benéfico. E assim, tudo passa sim, agora acreditamos e é possível comprovar.
Achei maravilhoso o post. Mais um dos ótimos textos do meu querido e brilhante Rodolpho Padovani.
Beijos, Rô!

{ Rebeca Amaral } at: 12 de janeiro de 2011 02:43 disse...

Pois é, eu sempre tentei ter cuidado com os corações que passavam pelas minhas mãos. Não sei, mas sempre acreditei naquela história de que tudo será recompensado. Doce ilusão. A primeira pessoa a quem entreguei meu coração o esmigalhou sem dó. E eu sofri tanto, Rodi, tanto meeeeeesmo. Nem sei se ele tá curado, ainda tô esperando que o tempo cuide. Porque cê sabe que demora, né. Mas é assim, como você disse, a realidade dói e é cruel pra caramba. A gente tem que saber driblar esses obstáculos e correr de quem pode nos machucar. Os relacionamentos são bem complicados, mas dá pra aprender muita coisa com eles, hehe.

Amei o texto, como sempre. E falei demais, rs.

Um beijo.

{ Cristiano Guerra } at: 13 de janeiro de 2011 00:45 disse...

UUUUUOOOOOOOOOOOOOUUUUU, Rodolpho, você continua uma gênio. E eu, que nunca fui, resolvi sumir. Mas eu tô voltando. Você sabe que adoro finais não felizes, que eu adoro desafiar o amor. E então, eu concordei com tudo o que você disse, de olhos fechados e estendendo a mão, tateando meu peito, pra ver se ainda teno um coração.

Abraço,
meu contista preferido.

{ Pegadas do Coração } at: 13 de janeiro de 2011 19:48 disse...

Cara,apesar de não ter momentos para contemplar a imensidão do céu sob a luz das estrelas,não estou triste. Deus sempre me faz sentir alegre, mesmo com os problemas que assombra nossa vida. Você como ninguém sabe do imenso talento que tens não o desperdice, o faça crescer mais e mais..
Um grande abraço, meu amigo!
Que o nosso Senhor esteja sempre contigo!
Ataniel.

{ Tati } at: 18 de janeiro de 2011 14:18 disse...

Você é ótimo meu Rapaz...
Amei, amei, amei - Fico tempos sem ler você e sempre que leio vejo que perdi muita coisa boa mesmo.

Beijos

 

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