Keblinger

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Crise natalina - Parte 4 (Final)

| sábado, 25 de dezembro de 2010
Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1, Parte 2 e Parte 3

Noel se sobressaltou ao ver um enorme urso polar correndo em sua direção. O animal se aproximou e encarou o bom velhinho, intrigado com seu aparecimento no meio do nada. Ele passou a mão enluvada no pêlo no urso e o montou cautelosamente.
O vento forte permanecia e depois de algum tempo de caminhada, outro pontinho se destacou na imensidão branca. Noel sorriu ao ver que era Dasher e que ela estava perfeitamente bem. Ele deu uma bronca na rena pelo seu desaparecimento e os três seguiram em frente.
- Vou precisar de sua ajuda, minha amiga – ele falou à rena assim que chegaram à beira mar gelado.
Ela entendeu o recado e deixou que ele a montasse. Dasher era a mais rápida de todas, Noel estava um pouco acima do peso, mas mesmo assim ela foi capaz de voar carregando-o.

Ao chegarem à cidade do menino Nicolas, passaram em um supermercado antes, onde Noel comprou um panetone e então seguiram para o hospital.
Seu iPhone vibrou com uma mensagem dizendo que os computadores haviam sido consertados e o banco de dados recuperado. Com uma mensagem aos PDAs dos duendes ele cancelou a fiscalização.
De alguma forma a informação da visita de Papai Noel a Nicolas se espalhara pelo mundo todo e havia várias pessoas no hospital aguardando sua chegada.

Nicolas, um menino franzino, veio ao seu encontro e lhe deu um abraço, sorrindo com olhos molhados e agradeceu.
- Eu trouxe isso para você – Noel entregou-lhe o panetone.
- Venha, quero que você conheça minha mãe – o menino pegou na mão de Noel e o guiou pelos corredores.
A mãe do menino estava presa a sondas e ligada a aparelhos que monitoravam sua respiração e batimentos cardíacos.
- Ele veio mamãe, eu não disse que ele viria?
Ela sorriu para Noel e ele entendeu que acreditar é o primeiro passo para qualquer realização e que se ele existia de fato era por causa de todos aqueles que acreditavam.

A mãe de Nicolas teve o melhor Natal que ela poderia ter e seu filho se sentia orgulhoso por causa disso. A notícia da carta do garoto se espalhou para todo canto, mobilizou pessoas e entidades que se propuseram a ajudá-los como pudessem. As cartas que Noel passou a receber eram de crianças que cediam seus presentes para o menino do hospital.
Esse, como havia sido dito antes, foi um Natal sem presentes, mas no sentido material, pois todas as crianças, até mesmo aquelas mais egoístas, aprenderam o que é solidariedade e entenderam o verdadeiro sentido da época, que não é receber, e sim doar.

O aquecedor de cascos de renas foi construído e foi um sucesso. Dasher voltou ao lar. As preparações dos presentes para o próximo ano começaram. Um antivírus e firewall poderosos foram instalados nos computadores do escritório em Rovaniemi e os duendes passariam por um treinamento de boas maneiras.

“Um Feliz Natal a todos #HOHOHO.” Foi o que Noel escreveu em seu twitter à meia-noite de 25 de dezembro.

É isso, espero que tenham gostado de mais esse conto e um Feliz Natal meu para todos vocês. Abraços e curtam a Playlist de Natal.

4 sorrisos compartilhados:

{ Flor de Lótus } at: 25 de dezembro de 2010 10:17 disse...

Feliz Natal,Rodolpho para ti e toda a tua família!Que neste Natal assim como tu escreveu no teu conto tanto as crianças como os adultos valorizem o real sentido do Natal , pois Natal é acima de tudo amor e doação.
Beijosss

{ Charlie B. } at: 25 de dezembro de 2010 12:01 disse...

E o natal chegou, rá. Uma nova visão do Noel, bom, acho que se ele existesse seria mais ou menos assim, tecnológico até.

Charlie B.

{ Francilene Suri } at: 26 de dezembro de 2010 23:08 disse...

FELIZ NATAL! atrasado ... hehe!

E que 2011 seja mil vezes melhor do foi 2010 ok?
Sucesso e muito amor!

Beijos Rodolpho!

{ Tati } at: 2 de janeiro de 2011 13:39 disse...

É. É isso aí... Doar...

Amei o conto, cada detalhe - E achei fofo o urso carregar ele. rs

Beijos

 

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