Keblinger

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O eremita e o dragão - Parte 8

| segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O dragão encarava Rufus com um olhar triste e o eremita podia jurar que ele não queria que o último enigma fosse descoberto. Ele caminhou por entre os inúmeros objetos dourados, procurando encontrar a resposta jogada ali no meio ou presa entre as rochas das paredes escuras.
- Todo esse tesouro não lhe serve de inspiração, cantor ruivo? - indagou o dragão assumindo novamente seu lado sarcástico.
- Assim que eu me apresentei, você me disse que tínhamos algo em comum - o eremita falou.
- Sim, eu me lembro - confirmou o dragão intrigado.
- Naquele momento eu pensei que você se referia à cor do meu cabelo com a sua cor, mas após formular sua última charada você me disse para estar atento aos detalhes, certo? - o dragão fez que sim com a cabeça e mexeu a pata para que o homem continuasse a sua conclusão - Eu fui batizado de Rufus exatamente por causa dos meus cabelos ruivos e você percebeu isso quando eu lhe disse meu nome, devido ao seu conhecimento em latim.
- Exato, mas ainda não vejo aonde você quer chegar com isso - disse o dragão tentando esconder um toque de temor na voz.
- Você sabe muito bem aonde eu quero chegar. Ligando todos os pontos eu só posso deduzir que seu nome também venha do latim - respondeu Rufus mantendo um pouco de suspense. - Furlan, do latim. Vermelho.
O dragão prendeu a respiração por um tempo e depois suspirou sentindo-se vencido.
- Sua perspicácia me fascina, rico eremita - declarou o gigante escamado - Furlan é o meu nome.
Rufus sorriu e deu um salto de vitória, enquanto o dragão se arrastava lentamente para um canto escuro dentro da montanha.
- Fique à vontade para levar tudo aquilo que conseguir, nada disso me tem serventia alguma - ele falou sem parar de caminhar.
- Espere - gritou Rufus.
Furlan parou bruscamente e permaneceu de costas. Rufus o contornou e se prostrou em sua frente.
- O que você ainda quer de mim, dono do tesouro?
- Eu vivo sozinho, misterioso Furlan, eu não quero voltar a minha vida solitária e eu vejo que também é um ser sem companhia...
- E...
- E eu não quero todo esse tesouro, eu só quero ter alguém para conversar e alguém que me ouça. Eu quero ficar aqui - disse Rufus.
O dragão arreganhou a boca num sorriso horrendo cheio de dentes e agarrou o eremita, abraçando-o com tanta força que quase lhe quebrou as costelas.
- Nada me deixaria mais feliz que isso - falou ele e cuspiu fogo para cima, clareando e aquecendo a caverna escura.
- Nós podemos caçar e...
- Deixe o alimento por minha conta - falou Furlan cheio de felicidade - Preocupe-se apenas com sua música, pois desejarei que toque a cada refeição.
- Considere seu desejo concedido - disse Rufus sorrindo.

E assim começou a lenda de Rufus e Furlan, o eremita e o dragão. Uma amizade entre dois seres de mundos diferentes, que foram unidos por um laço que o destino criou.

EM BREVE - EPÍLOGO

Esta parte era para ser o final (e tecnicamente foi), mas depois de ter escrito eu achava que alguma coisa estava faltando, acredito que vocês vão entender e concordar comigo quando lerem o epílogo.

5 sorrisos compartilhados:

{ *Amanda* } at: 15 de novembro de 2010 14:35 disse...

Nhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....
puxa que barra... eu não acertei o nome do dragãozinhoo!!!!

Mas o quase fim foi tãoo lindinhoooo!!!!!
Dá até vontade de ter um dragãoo! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs...


**Ainda bem que eu tenho um amigo escritor!**

{ Tati } at: 15 de novembro de 2010 18:20 disse...

Olha meu Amigo. Que belezura.
Amei, amei e amei.
E mesmo sem ler - concordo com vc e trate de capricnhar.


Beijosssssssss

{ Letícia ♥' } at: 15 de novembro de 2010 18:31 disse...

Que história legaal! *-*
Seus contos são ótimos!


obs:à espera do epílogo!rs
;D

{ Bell Souza } at: 16 de novembro de 2010 14:22 disse...

gostaria de ter a capacidade de levar a cabo o que me proponho a fazer.

{ Thiara Ribeiro } at: 16 de novembro de 2010 16:10 disse...

*-*
Onde eu encontro um dragão?
Ótimo conto!

;*

 

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