Keblinger

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O eremita e o dragão - Epílogo

| sábado, 20 de novembro de 2010

Rufus e Furlan se tornaram grandes amigos e a cumplicidade entre os dois crescia conforme os dias se passavam. O dragão se afeiçoara ao rapaz que tocava flauta e o sentimento era recíproco.
O eremita ruivo, que acertara todos os enigmas do dragão, escolheu ficar com a criatura gigante ao invés de se tornar um homem rico.
Furlan saía da caverna em intervalos de tempo para buscar alimento enquanto Rufus buscava inspiração nas estrelas e a na lua para compor poemas e músicas.
Certa vez, o dragão levou o homem para um desfiladeiro, que sobrevoara pela manhã, onde a trupe maldosa que o mantivera preso, estava de passagem.
- Acredito que eles mereçam uma lição, cantor ruivo - declarou o dragão e lhe contou sobre o plano que havia formulado.

Rufus se deixou ser encontrado por dois dos palhaços mais malignos que ele conhecera, os dois correram alegremente e contaram ao líder da trupe que o flautista fujão estava ali. Rapidamente o homem barrigudo apanhou um chicote e foi de encontro ao rapaz. Rufus saltou de trás de uma pedra e os surpreendeu, tocando uma música doce.
- Seu ladrãozinho desgraçado, você vai ter o que merece - bufou o homem, estalando o chicote nas pedras.
Os palhaços e os outros que se aglomeraram, riram e estavam ansiosos pela surra que o flautista estava prestes a levar.
- Primeiro você vai ter que me pegar - provocou Rufus e correu pelo corredor rochoso com a trupe toda a seus calcanhares.
Assim que todos fizeram a curva entre as montanhas, Furlan majestosamente desceu sobre eles e pousou pesadamente no chão, lançando labaredas furiosas para o alto.
- Vocês me maltrataram por vários anos, me humilharam, cuspiram e me chutaram, agora vocês irão sentir o fogo da minha ira - rosnou o dragão. Todos ficaram de olhos arregalados, como se usassem uma máscara de medo.
- Rufus? Nós... eu, ah... me desculpe - gaguejou o líder que deixara o chicote cair das mãos trêmulas.
O dragão cuspiu fogo acima das cabeças e uma bola flamejante aterrissou em uma das carroças que rapidamente ardeu em chamas. Todos os cavalos fugiram pelo desfiladeiro abaixo.
- Desculpas? Você acha que depois de tudo o que eu passei, uma desculpa vai amenizar a minha raiva? Ora, ora, homenzinho estúpido, engula suas desculpas e vá embora daqui o mais rápido que puder e se cruzar meu caminho mais uma vez eu lhe garanto que não serei tão piedoso - disse o dragão e rosnou para ele e seu hálito quente se espalhou por todos.
A trupe toda correu apavorada, uns empurrando e pisoteando os outros, como se o fogo da besta vermelha estivesse correndo atrás deles.

Rufus, que estava assistindo a cena do alto de uma rocha, aproximou-se e falou entre risos:
- Essa foi uma ideia fantástica, Furlan, você viu a cara deles?
- Creio que eles nunca mais te perseguirão, caro amigo - disse o dragão, com um ar vitorioso.
- Eu tenho certeza que não. Obrigado por tudo.
O dragão apenas meneou a cabeça e pouco tempo depois voltaram para a caverna, onde uma fogueira foi acesa para o preparo da comida e o ar foi preenchido com a melodia e a voz suave do flautista.

Como eu já havia dito, esta parte não existia. Só a escrevi pois achei que estava faltando alguma coisa, espero que tenham aprovado e gostado de tudo. Abraços.

5 sorrisos compartilhados:

{ Thiara Ribeiro } at: 21 de novembro de 2010 20:29 disse...

Cada um tem o que merece, né?
Ficou lindo esse conto!
Dá vontade de ter um dragão também! ^^

Beijão, Rodolpho!

{ *Amanda* } at: 22 de novembro de 2010 00:39 disse...

Os amigos verdadeiros são assim mesmo... pras horas boas e ruins!!!!

;)

{ Danny Baioco } at: 22 de novembro de 2010 01:17 disse...

Olá, tudo bom?
Achei seu blog muito interessante.
Comecei um blog tbm, se puder e não for pedir muito, de uma passadinha no meu?

http://cabecafeminina.blogspot.com/

Muuito obrigada e parabéns pelo blog!!!!

{ Tati } at: 22 de novembro de 2010 18:08 disse...

Eu amei a parte que não existia Rodolpho. Ficou bem escrita, divertida, emocionante e muito boa de ler... Continuo querendo um dragãozinho aqui na minha sala...


Beijos

{ Rebeca Amaral } at: 24 de novembro de 2010 02:39 disse...

Menino, esse conto rendeu. Você é um gênio!

 

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