Keblinger

Keblinger

O eremita e o dragão - Parte 1

| sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O eremita caminhava pelas colinas do reino, pulando de vilarejo em vilarejo, se escondendo na mata fechada durante a noite. Mendigando comida em troca de odes, tocando sua flauta para ganhar moedas de pouco valor. Ele não se recordava quando sua vida se tornara solitária, talvez tenha sido quando fugira da trupe que o explorava, onde ele era açoitado por abominar poemas mundanos e por somente compor aqueles cheios de amor, eles queriam fogo, queriam ardência e brasas nas melodias, queriam incendiar o público e os levar a delírio.
Ele era apenas um jovem aprendendo a viver. Um amante da natureza e da primavera. Naquele ambiente hostil nada do que almejava poderia ser obtido, então ele fugiu.
Certa noite apanhou sua flauta, seu pertence de mais valor e seus pés descalços deram passos taciturnos rumo ao desconhecido.
Agora, vendo o dia se converter em noite ele subia um morro gramado a procura de um abrigo. Encontrou uma rocha grande no caminho e encostou-se nela e a rocha suspirou. O eremita deu um salto assombrado enquanto a rocha se sacudia pesadamente e se sentava. A expressão de horror se espalhou pelo seu rosto ao ver que se encontrava diante de um gigantesco dragão vermelho.
Todas as lendas antigas diziam que esses seres diabólicos haviam sido extintos pelas mãos de caçadores destemidos, mas aparentemente nem todas elas eram verdadeiras.
- Não se assombre, caro humano - disse o dragão com voz de trovão - É bem verdade que já faz dias que não como, mas necessito mais de um amigo do que de alimento - ele soltou uma risada calorosa e soltou fumaça pelas narinas.
O eremita não sabia como proceder naquela situação. Ele não portava nenhuma arma e certamente nada que carregasse seria eficiente contra aquele monstro enorme. Tentou a diplomacia, a exemplo do gigante diante de si:
- Eu não quis ofendê-lo, nobre dragão - sua voz soou mais trêmula do que gostaria.
- Você não ofendeu, bravo eremita. Sente-se, por favor, e me diga seu nome - pediu o dragão educadamente.
O homem muito relutante sentou-se diante dele e respondeu:
- Me chamo Rufus.
- Rufus, o Ruivo - disse o dragão observando a cabeleira vermelha do viajante. - Vejo que temos algo em comum.
- Vejo que conhece o latim - o homem falou tentando se manter à vontade.
- Certamente que sim, é uma língua antiga, assim como eu - o dragão cuspiu uma bola de fogo no meio dos dois e uma fogueira prontamente se materializou, seus olhos cor de sangue faiscaram - Não costumo dialogar com homens, a maioria deles tenta me matar antes que eu diga qualquer palavra, você foi diferente, amigo solitário, por isso quero propor um desafio.
O eremita se enrijeceu e teve um mau pressentimento, não respondeu e o dragão prosseguiu:
- Você terá que responder três enigmas, se obtiver sucesso lhe darei meu tesouro, se fracassar terá que ficar comigo pelo resto de seus dias - ele esperou a resposta, lambendo os lábios grotescos e exibindo seus dentes afiados.
O homem pôs-se a pensar na oferta.

EM BREVE - PARTE 2

10 sorrisos compartilhados:

{ Caroline Rodrigues } at: 16 de outubro de 2010 10:20 disse...

Aaah qe gracinha!quero ver a outra parte viu?!
Beejo'

{ Marcelo Soares } at: 16 de outubro de 2010 13:05 disse...

Adoro histórias, adoro dragões, fiquei ansioso pra próxima parte!

Acredito que o dragão só quer o que a maioria das pessoas querem: uma amizade sem nada em troca! - Por mais que ele tenha proposto o desafio!

Ja estou te seguindo aqui também, e no twitter! Valeu por me encontrar! Adorei seu blog!

Abraço.

{ Thiara Ribeiro } at: 16 de outubro de 2010 13:58 disse...

Rufus! *-* Me lembrou alguém importante!

Mais uma história com um final surpreendente, aposto! ^^

Tô ansiosa já!

N consegui abrir o texto no formato que vc me mandou, Rodolpho! "/

;*

{ Jéssica Trabuco } at: 16 de outubro de 2010 18:52 disse...

Adoro histórias assim... quero saber o resto!
Quando postar, me avisa?

Beijo!

{ Rebeca Amaral } at: 16 de outubro de 2010 21:57 disse...

aaaaaaaaah, viajei muito com esse texto. só você mesmo, Rodi...
quero ler mais, e mais, e mais!


beijos, queridão!

{ Vanessa Monique } at: 16 de outubro de 2010 22:17 disse...

Poste logo essa parte 2.
Desculpa a demora em vir aki, mas é q o tempo tah mt corrido.

:*

{ Flávia } at: 17 de outubro de 2010 10:24 disse...

é, q texto diferentee! HMN!
Curtii ele, deu pra entrar na história e viver por alguns instantes naquele mundo q vc criou...

Agora, só esperar até o ano q vem pra ler o final do conto! Hun!
hahaha

Adorei, tá? =P
Beeijos... =*

{ Mali Melo } at: 17 de outubro de 2010 14:46 disse...

Wa, que cara de best-seller e filme de "do diretor de Harry Potter"... A~ÇLSA~ÇLAS~Ç adorei! :D bj bj

{ Tati } at: 18 de outubro de 2010 14:28 disse...

Demais e claro ele vai ter que aceitar né, afinal é um dragão pô.

Demais, deixa eu ir para o próximo.


Beijos

{ Doce Nostalgia } at: 24 de outubro de 2010 21:09 disse...

Eu como sempre correndo pra pegar o incio dos teus contos, mas sempre dou um jeitinho! \o/

Que diferente esse *-*

Tô super ligada ...! hahaha

 

Copyright © 2010 A arte de um sorriso