Keblinger

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Três amores e uma guerra - Parte 2

| segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Hora do conto - Para entender, leia a Parte 1

O céu estava escuro e manchado pela fumaça das explosões. No chão esburacado por granadas e minas, os soldados corriam desesperados, gritando e atirando. Numa barricada improvisada três homens se escondiam da frente inimiga que avançava.
Naquele ambiente hostil e fulminado pelo ódio, as vidas desses três homens se cruzaram. Um laço de fraternidade se criou no intuito de permanecerem vivos. Durante o fim da tarde, tiveram a sorte de escapar de uma emboscada e se refugiaram nas trincheiras de um campo árido.
Nenhum deles queria estar ali, tirando vidas de estranhos para manter a própria.
A guerra é um palco sujo onde os atores são obrigados a matar ou morrer, não há meio termo, não há tempo de pensar duas vezes... é mirar e atirar.
Os três passaram a noite no abrigo encontrado e revezavam o posto de ficar de guarda, mas a verdade é que nenhum deles conseguiu dormir com o som dos bombardeios à distância.
Eles compartilharam suas histórias e seus motivos para retornar. Cada um possuia uma história inacabada que pedia um final feliz, mas naquele lugar era praticamente impossível encontrar felicidade, só o que viam era desgraça, mortes e destruição e isso fazia o peito arder de desejo de voltar para casa enquanto a saudade machucava mais que projéteis.
Antes de irem para a batalha, cada soldado escrevia uma carta de despedida para quem deixou, caso não retornassem vivos, mas nenhum queria que essa carta fosse entregue.
Na madrugada daquele dia, um grupo inimigo atingiu o local onde estavam e houve um confronto rápido e sangrento.
Os guerreiros comemoraram a vitória até notarem que um dos seus havia sido ferido gravemente.
Permaneceram com ele por cerca de uma hora, usando os recuros precários para mantê-lo vivo, mas o ferimento fora muito profundo e ele não resistiu. Foi aí que perceberam que em uma guerra, nunca existe um lado vencedor.
Um dos que restaram apanhou a carta que o companheiro abatido levava e disse que a entregaria a quem ela se destinava.

Flashback

Brandon era atendente no hospital e em um dos seus plantões noturnos foi chamado às pressas ao quarto de um paciente que estava tendo um ataque cardíaco. Ele fez o procedimento de ressuscitamento com a ajuda de uma enfermeira e conseguiram estabilizar o paciente.
Dias depois, ele convida essa mesma enfermeira para sair e ela aceita. A química perfeita entre os dois os mantiveram unidos, além do amor que surgiu.
O casamento aconteceu dois anos e meio depois e em dois meses souberam que seriam pais.

EM BREVE - PARTE 3

13 sorrisos compartilhados:

{ Lury Sampaio } at: 20 de setembro de 2010 23:05 disse...

Com certeza na guerra não existe nem um lado vencedor, só a paz nos faz todos vencedores...
Esperando a continuação :D
beijos.

{ Emi } at: 21 de setembro de 2010 00:18 disse...

Já te disseram que você é um excelente escritor de contos?
Adorei, e tô adorando o enredo! Aliás, aqui as histórias apresentam universos completamente distintos do que estamos acostumados a ler ou escrever, e isso é ótimo!
Beijos, querido!

{ Flávia } at: 21 de setembro de 2010 00:20 disse...

Eii garotoo! =P

Agora sim o circo pegou foogo! E a gente vai simplesmente ficar sem saber o que tá acontecendo e quem vai voltar!!!
Ansiedade mata sabia? kkkkk =P

Adoreei!!!
beeijãoo S2

{ Tiago Fagner } at: 21 de setembro de 2010 21:29 disse...

Valeu pelo elogio. Gostei muito também do jeito que você escreve rapaz. As vezes uma carta se torna tanto quando é a única memória de quem amamos.
Abraço!

{ *Amanda* } at: 21 de setembro de 2010 23:17 disse...

Só pra comentar.....

EU ODEIO ESSES POST'S... só pq eu fiko curiosaaaaa.... rsrsrsrsrsrs...
às vezes é mto triste ter um amigo escritor... pq ele quer que nunca deixemos de seguí-lo... e o pior é que isso acontece.. sempre! rsrsrsrs...

Eu tenho certeza q eu que eu escolhi vai ficar vivo! rsrsrsrsrs

{ Thiara Ribeiro } at: 22 de setembro de 2010 01:51 disse...

Aaah, Rodolpho! Não diz que foi o Brandon! =/

Coitadinha da Terri!

Esperando anciosamente a parte 3!

;*

{ Nini C . } at: 22 de setembro de 2010 14:47 disse...

Nuss adorei. Gosto de contos assim. Espero a terceira parte.
Beijo.

{ mari ebert } at: 22 de setembro de 2010 17:49 disse...

To adorando! hahaha principalmente, achei mt inteligente a sua definição de guerra, aquele lance do palco sujo e tal... ADORO seu blog, jah fazia um tempo que eu não vinha aqui! bjão!

{ Amanda Vieira, } at: 22 de setembro de 2010 22:12 disse...

Não sei se ti digo que está ótimo, porque eu já disse mil vezes. Serei uma das primeiras a comprar seu livro.
Aqui continua belo como sempre.
bjksss

{ Doce Nostalgia } at: 25 de setembro de 2010 00:49 disse...

Como você bom em contos *-*
Ahhhh invejinha boa ta? hahaha

Eu adorei, tô acompanhado, confesso que leio e as vezes nem comento sabe?
mais tô sempre aqui xeretando =p

beijos!

{ Lua Nova } at: 25 de setembro de 2010 03:53 disse...

Acompanhando... não vai me dizer que é o Brandon!!! Justo o que vai ser papai!!! Vc é muito mal... rsrsr
Beijokas.

{ Heloísa Lyra } at: 26 de setembro de 2010 16:04 disse...

Gostei bastante de seu blog :)
E eu queria que o Brandon voltasse pra casa vivo, mas depois desse post... tenho que esperar a outra parte ._.
estou te seguindo ^^
beeijo

{ Tati } at: 27 de setembro de 2010 17:56 disse...

Literalmente pegou fogo o circo[como disse a Flá]

Muito bem escrito, vou lá ver o próximo.

Beijos

 

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