Keblinger

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Contagem regressiva - Mês 3

| domingo, 27 de junho de 2010
Hora do conto - Se você não leu, leia o Mês 1 e o Mês 2

É incrível como estar perto do fim nos remete de volta ao início. Tenho pensado muito sobre minha infância e adolescência, revendo meu passado através da névoa fina de pensamentos que passam como cenas de um filme antigo. Começo a repensar e reavaliar alguns "ses" e "porquês". Tento imaginar minha vida traçando caminhos diferentes do que eu tomei, arriscando mais do que fiz e errando menos. Os erros são os que mais que me deixam mal, pois sei que fracassei diversas vezes nessa minha vida e não terei tempo de reparar tudo de errado de fiz. Confesso que por muitas vezes eu fui egoísta, frio, egocêntrico e auto-suficiente e isso tudo foi melhorando com o passar do tempo. O tempo muda as pessoas, todos deveriam notar isso.
Pensar no passado me leva a pensar no futuro. Mas que futuro? Deixei de ter sonhos, de fazer planos e até de imaginar possíveis situações fantasiosas que nunca viverei. O futuro para mim se resume ao amanhã e o amanhã se torna um dia a menos, ao invés de um dia mais.
É nessas circunstâncias em que me encontro quando a revolta pelo sofrimento e pela dor que começam a me afligir que procuro a quem culpar, eu quero personificar a razão de eu estar assim, quero direcionar as minhas palavras ásperas a alguém em específico. A quem boto a culpa? Em Deus? Em mim? Em meus pais? Na vida? Em quem? Me diz... o nada nunca responde, o vento sussurra tão baixo que mal escuto. As vozes caladas me negam respostas.
Quanto tempo me resta? Quanta vida me falta? Deve haver algum motivo para essa provação, mas não vejo nenhum, pois isso não é uma provação, droga... isso é o fim. Acho que cheguei ao meu limite, na metade do caminho que me resta pela frente. Não ouse me dizer que estou errado em ter raiva. Estou frustrado, amargurado, decepcionado... machucado.
Essa minha agonia me acompanha dia após dia, se deitando ao meu lado enquanto tento dormir entre as dores físicas e atribulações psicológicas.
Não, não admito estar errado por querer respostas que nunca terei.
Há pouco tempo pela frente, queria esperar alguma coisa, mas já não espero nada. Cansei de esperar em vão.

EM BREVE - MÊS 4

17 sorrisos compartilhados:

{ Mandy } at: 27 de junho de 2010 01:17 disse...

Realmente, quando chega no fim o inicio vem junto. Parecem inseparaveis. :) Ficou muito bonitoo.. E bom, quem não tem um mês desse jeito? Quem nunca se sentiu um pouco revoltado com a vida, e com tudo ao redor dela? Eu pelo menos ja me senti assim.
Adoorei mesmo.
Beijão
Mandy

{ Amanda Lisbôa } at: 27 de junho de 2010 02:21 disse...

"Não, não admito estar errado por querer respostas que nunca terei."


cada qual sabe ajudar a seu modo... o modo pouco importa!!! rsrsrs... esse é seu jeito de me mostrar a vida neh!

acaba esse texto logooooooo... q eu to morrendo de curiosidadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee***

bjs*

{ Francilene Suri } at: 27 de junho de 2010 10:47 disse...

"Cansei de esperar em vão."

Rs, agora fiquei curiosa....O.O

Esperamos a continuação. \o/

Rs, Beijão!

{ Stella Rodrigues } at: 27 de junho de 2010 12:03 disse...

O amanha é um dia a menos, nossa sem palavras. Com o tempo tudo se resolve (: Não tem como ficar melhor esse texto ficou perfeito;

{ Stella Rodrigues } at: 27 de junho de 2010 12:04 disse...

te deixei mais um selo, er, haha depois com o tempo vc posta aqui, bjs

{ Daninha } at: 27 de junho de 2010 12:19 disse...

Ninguem gosta de errar, mas os erros sempre nos ensinam.
Beijos

{ Carolyne Mota } at: 27 de junho de 2010 13:24 disse...

"O futuro para mim se resume ao amanhã e o amanhã se torna um dia a menos, ao invés de um dia mais."

Por isso que eu não costumo pensar tanto no amanhã, só em pensar que vou envelhecendo a cada dia que passa, já dá até medo. Rs.
Lindo texto!
Beijo

{ Jaqueline Jesus } at: 27 de junho de 2010 13:48 disse...

A gente sempre procura alguem para por a culpa pelos atitudes erradas que tomamos, quando na vrdade a culpa é nossa ;s
Eu AMO tanto a maneira como você escreve que não consigo ficar sem passar aqui *-*
amo muito seu blog :)

beijoss

{ Fabrício Santiago } at: 27 de junho de 2010 14:50 disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do blog seara de versos. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

{ Tati } at: 27 de junho de 2010 15:30 disse...

Oieeeeeee


Bom...

2° Vez

Não gostei muito

rs

Sei lá... Acho que o ritmo e o jogo de palavras prendeu um pouco a leitura, não ficou enérgico como era pra ser. Mas enfim...

Gostei da ideia de imagem que você ofereceu, da revolta, desespero e afins....

Espero mais e espero que não demore.
Apoio A Flávia... 'Posta tudo isso Logo'

rsrs


Beijos

{ Felipe } at: 27 de junho de 2010 18:42 disse...

Não deve ser nada fácil ficar esperando a morte quando se sabe quando ela irá chegar. Ele cansou de esperar ? O que ele vai fazer?
tô esperando...

{ Richard Mathenhauer } at: 27 de junho de 2010 22:09 disse...

A morte e há textos que me confundem.
Lendo, fiquei angustiado. É, aquela coisa de ficar com dificuldade de respirar. Mas não deixa de ser um bom texto, revoltado, irado, esperneando...

Abraços,

{ Vanessa Monique } at: 27 de junho de 2010 22:23 disse...

Sabe q eu tb to assim,ultimamente tô pensando mt na infância como era bom,pensando no passado.
Isso as vzs me deixa feliz pq vivi coisas mt legais,aprendi mt.E outras vzs fiko triste em pensar q podia ter sido melhor,ter aproveitado mais.
Já esperei mt tb,hj em dia tô qrnd deixar acontecer,simplesmente acontecer.
:*

{ Natália } at: 28 de junho de 2010 00:39 disse...

Não gosto muito de ficar relembrando o passado, até prefiro esquecer, não pqê tenha sido ruim e sim pqê eu queria reviver! Bj

{ Rebeca Amaral } at: 28 de junho de 2010 01:35 disse...

fiquei um tempinho só, sem vir aqui e quando chego encontro um monte de textos maravilhosos. eba!
e quanto a esse(s), mexeu comigo. sei lá, pelo tema, não sei. *arrepiada*

beijo grande. ótima semana.

{ Milla } at: 28 de junho de 2010 22:16 disse...

Já li sobre essa ideia de que o fim remete ao início em algum lugar..Mas é verdade essa ideia. Qualquer fim acaba te levando de um jeito ou de outro você ao começo, em todas as possibilidades e caminhos diferentes que poderiam ter sido tomados..Continue!

beijos

{ Lua S. } at: 30 de junho de 2010 15:21 disse...

Oii Rodolpho

Ah triste, perceber que essa pessoa precisou chegar nesse ponto da vida para olhar ao redor e ver o quanto ele foi injusto com ele mesmo e com os outros.
Mas não podemos desistir,pelo menos, não de nós mesmos.


beijos

 

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