Keblinger

Keblinger

Cinzas da guerra

| domingo, 30 de maio de 2010
- Eu não te amo. Na verdade eu nunca amei - ele disse enquanto encarava o olhar vidrado da moça a sua frente. Momentaneamente os olhos dela transbordaram em lágrimas. As palavras dele a cortaram por dentro, ela vivera uma ilusão, acreditara numa mentira. Seu choro calou sua voz e enquanto via seu mundo embaçado pelas próprias lágrimas, ela o viu partir, sem nenhum adeus além daquelas palavras frias e cortantes.
Ele caminhou com passos decididos, consciente da dor que havia causado, consciente do estrago que estava fazendo. Sem olhar para trás ele continuou seu caminho em frente.
Vai ser melhor assim, ele disse a si mesmo. Tentando achar alguma desculpa plausível que justificasse aquilo que ele acabara de fazer.
Ele havia colocado falsos significados naquelas palavras para fazê-la acreditar naquilo que sua boca dizia, mas que seu coração não sentia. Ele a amava e por isso a estava deixando livre.
A carta de convocação para a guerra havia chegado há poucas semanas e nesse meio tempo ele se ponderou se era certo fazê-la esperar por ele, que talvez não voltaria ou se deveria deixá-la. A segunda opção por mais dolorosa que fosse foi a que ele optou. Ele não queria que ela ficasse sentada olhando pela janela, aguardando o momento de seu retorno. Ele queria que ela vivesse sem preocupações, vivesse uma vida que não seria a mesma se ele não tivesse mentido.
Caso ele retornasse da guerra, eles poderiam recomeçar de onde haviam parado.

2 anos depois

De volta à sua cidade natal, ele vê novas cores, novos cenários, rostos que havia esquecido. Ele tenta apagar a memória dos campos de batalhas e das trincheiras rasgadas. Tenta abafar em sua cabeça o som de gritos, bombardeios e tiros. Tenta voltar a enxergar o mundo novamente. O mundo do qual ele havia partido. O mundo onde ele deixara para trás aquela que mais amava. Em cada rosto na multidão ele procurava por ela, mas foi encontrá-la nos braços de outro homem, segurando as mãos de uma criança que deveria ser sua se não a tivesse tirado de sua vida.
Ela conseguiu superar a perda, seguiu em frente, se entregou a um novo amor.
Ele apenas observou de longe. Seu coração martelou uma vez, duro, espremendo duas lágrimas quentes de seus olhos.
- Eu te amo. Eu sempre te amei - ele sussurrou as palavras ao vento, esperando que pudesse chegar aos ouvidos dela.

Pauta para a 46ª Edição do OUAT
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Dia 17 - Uma música que você quer jogar em seu casamento
I'm yours - Jason Mraz

Clique na música para ver o vídeo

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Comu do blog

Mais selos

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A Chris Mattei do Medo de sonhar deve gostar muito mesmo daqui, pois ela me presenteou com nada menos que 23 selinhos *.*
Fiquei super feliz, alguns deles eu já possuo (mas a indiquei na página de selos também) e agora posto aqui os que eu não tinha recebido ainda.








Um enorme muito obrigado à Chris (Thizi, hehe) e vou repassá-los para os seguintes blogs:

A menina dos olhos de mel
Absolutely human
As palavras sempre ficam
Little Dangerous
Quando eu me chamar saudade
[Re]construções
Segredos que contei... outros, que guardei.!
Stoupy
Uma dose de tequila
Ver além da máscara

Espero que gostem, grande abraço a todos.

Para ver todos os selos clique aqui.

The couple - Por ela

| sábado, 29 de maio de 2010
Hora do conto - Leia: The couple - Por ele

♪(...) the spaces between my fingers
Are right where yours fit perfectly... ♫
Vanilla Twilight - Owl City

E ele estava sempre ali, suprindo as necessidades que eu tinha naquele momento, trazendo paz e alegria aos meus dias, flores e cor à minha vida, tons de lilás às minhas noites. Ele quase me perdeu, um quase irrelevante que se perde entre as promessas cumpridas.
A gente nem sempre nota algo de imediato, certas coisas levam tempo, certo tempo incomoda, mas tudo se ajeita, mais cedo ou mais tarde. Basta esperar, basta ter fé e continuar. Eu não desisti dele nem por um momento. E hoje me abrigo em seu abraço, me perco em seu beijo e me encontro em seu olhar. Me embriago em seu cheiro, me visto com sua presença e me sacio com sua essência.
As palavras ainda me fogem quando estou com ele, ainda me embaralho nos pensamentos e lembranças que sempre me trazem sua imagem, mas eu o tenho ali e ele prometeu que sempre estaria por perto. Impossível imaginar uma praia sem areia, não me imagino sem ele.

Ele é o azul do meu oceano,
o sul do meu norte,
a cor da minha aquarela...
Ele é a gota da minha chuva,
a luz do meu faról,
a paz do meu espírito...
Ele é o vermelho de meu sangue,
o amarelo do meu sol,
a certeza da minha dúvida.
Ele é o que eu desejo.
O que eu anseio.
O que eu possuo.
Ele é meu tesouro mais valioso e o sabor do meu paladar.

Sei que nosso "era uma vez" já começou e estamos vivendo entre isso e o "felizes para sempre" e mesmo que o para sempre não existe, basta viver ao lado dele que alcanço o paraíso. Não me ensinaram a viver sem ele, assim como não ensinaram um peixe a viver fora d'água.

EM BREVE - POR AMBOS

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Dia 16 - Uma música que você ouve quando você está triste
It's not easy to be me - David Grey

Clique na música para ver o vídeo

Escolha errada

| sexta-feira, 28 de maio de 2010
A adrenalina do momento me deixava agitado, meus três colegas ao lado pareciam calmos, mas é claro, eles eram mais experientes que eu, afinal, era minha primeira vez. Sempre vi isso em filmes e mesmo que tenha parecido difícil, não parecia impossível.
Nossos equipamentos eram checados a cada curto espaço de tempo. A hora se aproximava. A noite nos escondia, as sombras nos davam cobertura. Ninguém vai ver, eu dizia a mim mesmo.
Um aceno daquele que nos liderava me fez mover de lugar, seguimos em linha reta até chegarmos ao nosso objetivo.
- Talvez não seja o momento, é melhor repensar - um dos meus companheiros disse.
- Calado - o líder respondeu rispidamente - Nós vamos fazer isso e vai ser agora.
Senti meu sangue gelar e minha respiração ficar mais ofegante. Algo diz pra eu ir embora. Foi um erro achar que eu poderia fazer parte disso, mas já era tarde. O plano começara a ser posto em prática.
Rápida e sorrateiramente um a um entrou no local silencioso. O som de passos cortou o ar e meu coração explodiu em batimentos que eu jurava que nos denunciariam. Vi de longe um feixe de luz que flutuava de um lado para o outro. Isso já era de se esperar.
Vi nosso líder tirar um objeto da mochila. Sufoquei meu grito de "não", ele não poderia fazer isso. Aquilo não estava no plano.
- Faremos o que for preciso para conseguir o que queremos - ele havia dito, mas eu não imaginei que fosse chegar a tanto.
Ele caminhou para longe, como um gato no escuro, com movimentos meticulosos e ágeis. Um golpe rápido e um disparo abafado derrubou o outro no chão.
Agora eu tenho certeza de que algo me dizia para ir embora. Como me deixei seduzir por aquilo? Como fui estúpido a ponto de aceitar aquela proposta?
Eu não era um ladrão de bancos, mas eu acabara de me tornar cúmplice de um crime.

Pauta para Bloínquês - Tema: "Algo diz pra eu ir embora" e "Talvez não seja o momento, é melhor repensar"
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Dia 15 - Uma música que você ouve quando você está feliz
OK, It's Alright With Me - Eric Hutchinson

Clique na música para ver o vídeo

The couple - Por ele

| quinta-feira, 27 de maio de 2010

♫ (...)I know a girl,
She puts the color inside of my world... ♪
Daughters - John Mayer

E eu sentia a presença dela, não só ao meu lado, mas dentro de mim, preenchendo cada espaço vazio que pudesse existir, um sopro de vida dentro de minha alma que se sentia mais viva por tê-la comigo. E pensar que quase a deixei escapar, que deslizes quase me afastaram dela... mas não gosto de pensar nisso. Costumo dizer que as coisas acontecem quando elas devem acontecer, notamos alguém quando é o momento ideal, até as estrelas que estão sempre no céu passam despercebidas, a gente quase nunca nota a beleza da constelação, mas basta um toque de paixão para que as cores do mundo se tornem mais intensas e passamos a enxergar tudo com mais clareza, não cor-de-rosa, mas sim colorido no geral. O céu ganha um brilho especial, o verde da relva se intensifica, até mesmo o vento ganha cor, tudo com arco-íris ao redor.
Eu a tinha em meus braços e aquele momento me tirava as palavras, que mesmo não ditas ecoavam dentro de mim. Eu sentia o cheiro dela que vinha de seu corpo e se pregava ao meu. Eu sentia seu sorriso se voltando para mim e seus olhos brilhando ao me olhar. E eu mergulhava em seu beijo quente, nossos lábios num encaixe perfeito.
Meus dias com ela se tornam mais alegres e acesos. Assim como não imagino um rio sem água, não me imagino sem ela.

Ela é a estrela do meu céu,
o sol da minha manhã,
a flor do meu jardim...
Ela é a rima da minha poesia,
a melodia da minha canção,
o ar da minha respiração...
Ela é a direção do meu caminho,
a luz na escuridão,
o bater do meu coração.
Ela é o que eu preciso.
O que eu quero.
O que eu tenho.
Ela é o meu sorriso mais singelo e o luar das minhas noites.

Não entendo de contos de fadas para saber onde começa o "felizes para sempre", mas entendo da vida, para saber que já vivo o meu e ele vai durar até onde o deixarmos. Não sei viver sem ela, assim como não sei viver sem ar.

EM BREVE - POR ELA

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Dia 14 - Uma música que você ouve quando você está com raiva
Geralmente ouço qualquer música quando estou com raiva, mas por ter de escolher uma, coloco essa.
I hate my life - Theory of a Deadman

Clique na música para ver o vídeo
PS: I don't hate my life

In verbis

| terça-feira, 25 de maio de 2010
"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida."
(Clarice Lispector)

A palavra escrita tem a intensidade de transportar quem a lê para diversos cenários e tem várias facetas, onde quem lê interpreta da maneira que lhe convir. As pessoas hoje em dia raramente tem o hábito de escrever, o "escrever" que digo não se resume a scraps ou conversas no msn, falo de escrever com o coração, transmitir em palavras o que se sente e pensa. Transformar simples palavras em objetos de contemplação e admiração do leitor, é triste dizer que da mesma forma que poucas pessoas ainda escrevem, poucas são as que lêem também, poucas se importam com valores culturais e só se interessam por futilidades, mas quem sou eu para julgá-las? Cada um sabe o que é melhor para si.
Enquanto a maioria não lê e não escreve, eu me sento em frente ao computador e vejo as palavras se formando, como se por mágica, diante de mim. Eu escrevo para mim, em primeiro lugar, porque eu gosto, escrevo porque acredito que esse foi um dom que me foi dado e chega uma hora que não devemos deixar nosso talento de lado, seja ele qual for, digo isso porque passei um bom tempo como o que eu costumo denominar de "escritor de gaveta", eu escrevia minhas memórias, contos, pensamentos, etc e simplesmente dobrava o papel e guardava, receoso de que alguém pudesse ler aquilo e assim foi por um bom tempo, até o dia em que resolvi criar o blog e deixar que as pessoas pudessem ler aquilo que eu escrevia e o que para mim eram simples palavras, passaram a ter um significado muito importante.
Agora posso dizer que sou um escritor que é lido e que aquilo que eu escrevo é apreciado e isso me engrandece.
Tento escrever de tudo um pouco, sempre reconhecendo minhas limitações, comecei a escrever contos, coisa que não fazia desde o 3º ano do colegial e posso dizer, sem medo de parecer presunçoso, que sou bom nisso, dizer o contrário seria falsa modéstia, eu não estou me gabando, muito pelo contrário, as críticas e elogios recebidos foram o que me fizeram acreditar nisso.
Tenho que admitir também que sou muito melhor com a escrita do que com a fala, posso ser um tanto eloquente quando falo, mas sou muito mais quando eu escrevo.
Enquanto minha mente transmite para os dedos (que bailam sobre o teclado) as coisas que devem ser escritas, muitas vezes me surpreendo com a capacidade que tenho e aprendo comigo mesmo.
Eu escrevo como uma forma de libertar minhas ideias, deixo minha criatividade fluir. Escrevo para quem quer ler. E escrevo não só com o coração, mas também com a alma.

Pauta para o Tema da Semana do Sílaba Tônica - Tema: Escrever

Obs: O nome do post em latim quer dizer "nas palavras, textualmente."

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Dia 13 - A canção de seu álbum favorito
Better Man - James Morrison

Clique na música para ver o vídeo

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Playlist atualizada =)

Será Natal? Ganhei outro presente

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Primeiro, agradeço imensamente ao Henrique Nogueira do Stoupy por ter me presenteado com esse selo, me senti muito honrado.
Esse selo possui algumas regrinhas, vamos a elas:
Responda a pergunta: Qual o melhor texto que você já escreveu?

Perguntinha díficil, pois gosto de vários textos, mas vou ficar com o Teu beijo, pois foi um texto que mostrou minha evolução.

E indique o selo para cinco blogs.
Outra tarefa difícil, mas aqui vão eles:

Brincando de verdade
Grafite
[Re]construções
Reflexo Exato
Remember

Espero que gostem. E sobre a escolha do texto, leiam e depois me digam se escolhi o texto certo =)

Para ver todos os selos clique aqui.

Crime e castigo

| segunda-feira, 24 de maio de 2010
Trancafiado em minha cela especial eu me sentia um animal enjaulado, atrás das grades frias e impiedosas. Sentando em meu catre fétido com a caneta na mão eu colocava no papel tudo aquilo que não pude dizer. Assim que terminei, chamei o carcereiro e o entreguei o envelope.
- Para quem é a carta? - ele indagou.
- Você não sabe ler? O destinatário está escrito aí e minha letra é bem legível - eu disse com meu tom superior. É espantoso como o setor carcerário emprega pessoas tão incompetentes, pensei comigo.
- Você é mesmo abusado de escrever a ela? - ele disse ao ler para quem a carta se destinava e cuspiu no chão.
- Tenho que concordar com você nesse ponto - respondi e dei-lhe as costas. Senti seu olhar desprezível sobre mim antes que seus passos distantes denunciassem sua partida.
Sentei-me novamente, abracei os joelhos e pensei.

- Você não pode desistir. Ela tem razão, você precisa é de uma boa defesa. Pode nos chamar como testemunhas - meus pais me disseram na noite em que fui preso. Ela tem razão, essas palavras ecoavam em minha mente, me lembrando de vozes que eu talvez não voltaria a ouvir. O fato é que ela não tinha razão. Minha esposa não estava certa, eu não havia agido por impulso.
Enquanto eu senti o sangue quente daquele homem em minhas mãos, eu experimentei uma sensação que jamais tive, eu conheci um poder o qual eu não queria abandonar. Ele havia me agredido no bar e eu agi em auto-defesa, assim pensam todos que estavam lá, mas eu o havia coagido a me agredir, eu o havia pressionado a fazer aquilo, mas disso ninguém sabia. Minha defesa tirou a vida dele com uma faca enfiada na jugular.
Deus, como isso foi bom! Eu precisava sentir aquilo, no fundo de meu ser eu sempre contive esse meu lado negro que gritava por liberdade e deixá-lo solto me fez querer nunca mais aprisioná-lo.

Eu sabia que toda carta escrita era analisada antes de ser enviada. Isso é de praxe e até o presidiário mais tolo deveria saber disso.
E essa seria uma maneira rápida de terminar as coisas, não é ? Pois então decidi não adiar mais o inevitável.
"Eu o matei. Eu quis isso. Eu saboreei aquele momento." Essas foram as dez palavras que eu escrevi na carta. Uma confissão. Eu pagaria pelo meu crime, mas o que me consola é saber que isso não o trará de volta.

Soltei meus joelhos assim que ouvi o bando de passos ferozes que vinham em minha direção. Suponho que a carta já tenha sido examinada. Acredito que não vou precisar mais de testemunhas, meu lado negro havia sido libertado, mas meu lado são ainda permanecia. Confessei. Sufoquei esse lado sombrio que tanto desejava espaço. Sei que não sou inocente, apesar de outra parte de mim alegar isso. Nunca acreditei quando os psiquiatras afirmavam a teoria de dupla personalidade, eu não era duas pessoas dentro de uma, eu era uma pessoa querendo ser duas. Soltei a fera dentro de mim e tive um relance de quem seria a outra pessoa que eu me tornaria, isso me agradou e me assustou.
Como auto-defesa eu matei a fera e com isso matei quem eu sou.

"O prazer de um momento não vale o preço de uma vida", eles encontrarão isso em uma outra carta debaixo da cama, espero que alguém entenda.

Pauta para a 45ª Edição do OUAT

Obs: O nome do post é o nome de um livro de Dostoiévski, porém o texto não tem nada a ver com o livro.
Obs2: Foram dadas três frases para o tema dessa edição, eu poderia escolher uma, mas usei as 3 no texto: "Para quem é a carta?", "Você não pode desistir. Ela tem razão, você precisa é de uma boa defesa. Pode nos chamar como testemunhas" e "Seria uma maneira rápida de terminar as coisas, não é? "
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Dia 12 - Uma música que descreve você
(I Wish I Knew How It Would Feel To Be) Free/One - Lighthouse Family

Clique na música para ver o vídeo

Corri

| domingo, 23 de maio de 2010
Interação

Corri sem olhar para trás, tentando me esconder em cada esquina, me esquivando de cada olhar. Corri sem pensamento de voltar, só queria fugir e estar longe. As ruas me acolhiam, o escuro me abrigava. Meus passo tortos e vacilantes eram constantes. Meu fôlego já me escapava, meu coração palpitava rapidamente, pedindo descanso, mas eu corri. Corri depressa, corri pois essa era a única coisa que me restava a fazer nesse momento.
Puxei mais um pouco de ar, tentando me manter focado no meu objetivo principal. Continuei correndo, mas foi numa curva traiçoeira do fim da estrada que me deparei com o que me perseguia.

Por que eu corri? Tô cansado demais para dizer.
Por que você corria?

Outro texto para interação. Me conte...

Do que você fugia?

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Dia 11 - Uma música que ninguém poderia esperar que você ame
Versos Mudos - Marjorie Estiano

Clique na música para ver o vídeo

Outros carinhos

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Ganhei esse selo da Jaci Macedo do Little Dangerous, muito obrigado pela indicação.
Esse selo não tem regras, as pessoas que o receberam apenas devem repassá-lo a 10 blogs (pensando bem, acho que isso é uma regra, rsrs).
Enfim, meus indicados são:
A menina dos olhos de mel
As palavras sempre ficam
Algodão Doce
Grafite
Janela Flutuante
Parla come mange!
Mais que palavras
Marcos Blogando
[Re]construções
Sutilmente

Selo "Que blog fofo"



Ganhei esse do Dallas Diego do Escritos ao Acaso, muito obrigado por ter lembrado de mim.
Aqui vão as regras:
1. Postar o Selo no Blog - OK
2. Postar as 3 lembranças mais fofas da infância.
3. Indicar 6 blogs fofos.

Lembranças:

1 - Ir para a escola de perua;
2 - Fingir que era ninja junto com meus primos, rs;
3 - Brincar na rua e me sujar todo.

Os indicados:

Encontro comigo mesma
Faça-me sorrir
Juuh'
Meu lado escritora
PE-DRI-NHA
O Diário de Marin Jones

Espero que gostem, se vão repassar ou não, cabe a vocês.
Abraços.

Para ver todos os selos clique aqui.

Sem você

| sexta-feira, 21 de maio de 2010
As estátuas brancas e indiferentes me encaravam por todos os caminhos lúgubres do cemitério. As flores murchas outrora colocadas em arranjos bonitos exibiam a palidez do local. O céu cinzento refletia a dor do meu coração inocente que ainda não entendia a perda que havia sofrido.
Eu nunca tive nada nessa vida, nunca pedi por nada. Eu nem ao menos podia falar. Minha vida se resumia a estar sempre na companhia dele, tentando transmitir todo meu amor através de meus olhos e gestos tolos, e tê-lo era o que me bastava, só ele era o suficiente para trazer alegria ao meu mundinho solitário. Pois, não sei muito das coisas, mas acredito que o que importa não é o que temos, mas sim, quem nós temos na vida. E eu tenho... não, eu tinha ele. Ainda me é recente o corte profundo que não tê-lo por perto me causou, ainda reluto em admitir que não verei mais o seu sorriso ou escutarei sua voz dizendo só para mim que eu era especial. Ainda não quero admitir que sua mão não roçará minha cabeça, atrás das orelhas, me acariciando e me fazendo dormir.
A lápide com o nome dele, o qual não sei ler, está diante de mim. Fria, sem vida. A terra ainda macia por tê-la engolido há pouco tempo. Eu queria avançar em todos eles, naqueles homens de rostos sem emoções, que seguravam pás e o levavam para longe de mim, mas eu não tinha forças. A dor e o vazio me preenchiam de tal forma que até meus movimentos me doíam.
Ele havia partido para não mais voltar e eu me deitaria ali ao lado dele, esperando encontrar o mesmo caminho que ele tomou, esperando encontrá-lo mais uma vez e correr ao seu abraço, pulando de felicidade e abanando meu rabo o mais forte que eu puder.
Não sei quanto aos outros da minha espécie, mas eu posso dizer que uma vida ao lado do dono que tive foi o suficiente para alegar que a cumplicidade e o amor existem.
"Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife... Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele"
Eu dei meu coração ao meu dono e garanto que tive o dele em minhas patas por um tempo. Agora o meu bate por nós dois, pelo menos até o momento de nosso próximo encontro.

Pauta para Bloínquês - Tema: "E o que importa não é o que você tem na vida,mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher."

PS: O trecho ao final do texto foi retirado do livro Marley e Eu - John Grogan
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Dia 10 - Uma música da sua banda favorita
World of our own - Westlife

Clique na música para ver o vídeo

Tamanho importa?

| quinta-feira, 20 de maio de 2010
Hora do conto

Eu o olhava me pergutando se estaria de bom tamanho para ela. Nós, homens, sempre temos essa dúvida sobre qual o tamanho da preferência das mulheres e isso nos enlouquece.
Hoje nossa noite vai ser mais especial! Enviei na mensagem, mas ainda estava apreensivo.
- Você acha que ela vai gostar? Será que ela vai ficar satisfeita? - o tirei e o mostrei timidamente para outra garota.
Ela abafou uma risada, olhando para ele.
- Desculpa, mas é meio pequeno - ela disse ainda aos risos.
- Ah, não é tão pequeno assim, se você olhar desse ângulo - o segurei firme e virei de vários lados para ela analisar.
- Não, é pequeno mesmo - ela repetiu.
- Deixa eu colocar em você? - pedi, ela deu um passo para trás assustada.
- Claro que não, isso vai ser dela, não vou deixar você pôr em mim.
- Mas ela não vai ficar sabendo - argumentei.
- Não importa, um dia vou ganhar um e espero que seja maior que o seu - ela disse debochando e me deu as costas.
Droga, pensei. Tentei me consolar pelo tamanho (que ao meu ver, estava ótimo), mas mostrar para ela só me deixou mais nervoso.
O guardei de volta, com receio de que mais alguém pudesse vê-lo.
Voltei para casa. Será que minha noite seria especial depois dessa?
A amiga dela que poderia me dar um apoio, apenas riu da minha cara. Mulheres e jóias.
O segurei mais uma vez, com vergonha de mim mesmo, mas pensei convicto que minha namorada e futura noiva ficaria satisfeita com o tamanho do diamante naquele anel.
O guardei na caixinha e esperei a noite chegar.

Ah, só pra ficar claro, a maldade está na mente de quem lê, rsrs. Mas confesso que se eu tivesse lido algo assim em outro lugar, eu poderia interpretar de outras formas também.
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Dia 09 - Uma música que faz você cair num sono
Winter Wonderland - Jason Mraz

Clique na música para ver o vídeo

Só emoções

| quarta-feira, 19 de maio de 2010
Selo AADUS


Meu selo voltou para mim e eu fiquei super feliz. Agora tenho que seguir minhas próprias regras, que são as seguintes:
1) - Dizer 2 coisas que fazem você sorrir;
Elogios sinceros e meus cachorros
2) Dizer 1 coisa que faz você sorrir sobre o blog do qual recebeu o selo;
Ganhei o selo da Little Z.* do blog Welcome, que conheci recentemente e me encantei pelos textos dela. O que me faz sorrir sobre o blog dela é que ela sabe usar muito bem as palavras quando quer apresentar um determinado assunto.

3) Indicar o selo para 5 a 20 blogs e avisá-los.

Além das palavras
Aperte o Piii
Azul do meu mar

Lua Crescente
♪Pessoal... Particular♪
Writeland


Selos Pinguinho de Gente




Seguindo as regras desse:
1- Postar os selinhos no seu Blog - OK
2- Me deixar um recadinho - OK
3- Listar cinco coisas que você gosta de fazer.Aqui vão elas:
- Escrever
- Assistir seriados
- Ler
- Rir
- Conversar
4- Indicar 10 Blogs para receber os selinhos.
Aqui estão eles:

Adolescent subjects
Distúrbios Sóbrios
Estrada sem ninguém
Flaws and all
Folhas de meu outono
Juuh'
Kêmula Grohmann
Palavras de Guria
Partes de mim
Sucrilhos e Neurose

5- E deixar um recadinho nos Blogs que você escolher - OK

Prêmio Blog Vip


Única regra a seguir é repassar para 10 blogs.
Repasso para:

A menina dos olhos de mel
A questão é?!
Afogando em palavras
Colorindo minha vida
Faça-me sorrir
Garota Flor
Little Dangerous
Metamorfose Rosa
Sem calendários
Uma dose de tequila

Os selos Pinguinhos de Gente e o Prêmio Blog Vip foram presentes do meu caro Matheus Andrade do Além das palavras, só tenho que agradecer o carinho e reconhecimento.

Prêmio Blog de Ouro




Ganhei esse da Mandy do A menina dos olhos de mel. Muito obrigado pela indicação.

Regras: Responder as perguntas e indicar 10 blogs.

1) Por que eu acho que mereci o prêmio?

Bom, primeiramente porque a Mandy quis me dá-lo, rsrs. Depois porque acredito que as pessoas se indentificam com o que escrevo, seja através de textos com reflexão ou contos.

2) Na minha opinião, qual o post do blog é o que mais merece receber este selo?

Vou citar dois que gostei bastante de ter escrito, o Teu beijo e Tua presença. Ambos foram escritos como pauta para o Bloínquês, dêem uma olhada e me digam depois se escolhi os textos certos.

3) Do blog que indicou-me, o que mais me agrada? Ele mereceu o Prêmio?

Eu passo bastante por lá e as palavras doces e escritas com o coração é o que me agrada. E mereceu, com toda certeza, ter ganhado esse prêmio, assim como merece muito mais.

4) Quem merece receber o selo?

As palavras sempre ficam
Confusion and frustration
Do you have a wish?
É tempo de caminhar sem medo de se perder...
Medo de sonhar
Meu mundo inteiro...
Noites de um verão qualquer
[Re]construções
Reflexo Exato
Trapos de palavras

Espero que tenham gostado.
Grande abraço =)

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Dia 08 - Uma música que você pode dançar
Say Hey (I Love You) - Michael Franti & Spearhead

Clique na música para ver o vídeo

Para ver todos os selos clique aqui.

Confissões

| terça-feira, 18 de maio de 2010
Eu já estava sentado naquela cadeira pela terceira vez, encarando os mesmos pares de olhos.
- Está certo, o que você quer de mim? - perguntei mais uma vez.
- Eu quero a verdade. A verdade que você está escondendo - disse aquele que encenava o papel do policial mau.
- Eu já disse que a verdade não pertence a mim - respondi serenamente e me lembrei daquela tarde uma semana atrás, quando tudo começou.

A igreja estava vazia, meus passos ecoavam pela nave central enquanto eu me dirigia ao confessionário. Sentei-me lá dentro e esperei. Ouvi passos apressados pouco tempo depois. Uma voz arfante e desesperada falou através da tela:
- Padre, eu pequei.
- Qual foi seu pecado, meu filho? - indaguei.
- Eu tirei uma vida - o homem respondeu. Minha voz sumiu, eu não soube como proceder diante daquela confissão - E estou prestes a tirar outra - ele continuou.
- Você se arrepende? - perguntei por fim.
- Sim - ele disse com sinceridade - E é por isso que vou tirar mais uma vida.
Franzi a testa confuso.
- Mas, meu filho, eu...
- Eu só vim buscar perdão, padre, me dê sua benção e alguma penitência.
- Eu não posso deixar você cometer mais um crime - eu falei me preparando para sair do confessionário e assim que o homem percebeu meu gesto, levantou-se a correu pelas portas.
Fiquei com a sensação de missão não cumprida, eu não havia conseguido salvar aquela pobre alma. Mais tarde ao me preparar para fechar as portas, encontrei um pedaço de papel perto da entrada principal. O desdobrei com cuidado e li as linhas.

Mãe,

se você está lendo esse bilhete é porque eu já parti. Peço perdão por esse ato horrendo, mas foi a única saída que eu encontrei.

Do seu filho amado.

Retornei ao meu aposento e fiquei atento aos noticiários. Nada.
No dia seguinte ouço a notícia de um suícidio. Um homem havia desligado os aparelhos que mantinham seu irmão vivo e estava sendo procurado, mais tarde o encontraram em sua casa, pendurado por uma corda no pescoço.

Fui chamado a prestar depoimento quando testemunhas viram aquele homem saindo da igreja. Mas os policiais não entendiam os motivos dele. Eu mesmo tentava não julgá-lo. Seu irmão estava em coma há 5 anos e sem muita esperança de recuperação, a mãe dele sofria ao ver o estado crítico do filho, para tentar aliviar o sofrimento da mãe, ele havia tirado a vida do irmão, mas a culpa o castigou por isso, o que o levou a tirar a própria vida.
Eu não tinha nada a declarar para aqueles policiais e ao notarem isso, me liberaram mais uma vez.
Aquele caso já deveria ter sido encerrado. Aquela história havia acabado.
Na saída da delegacia, uma senhora me abordou com lágrimas nos olhos.
- Padre, meu filho era um homem bom.
- Eu sei que sim - eu disse e a entreguei o bilhete de seu filho - Deus nunca abandona seus filhos, Ele terá misericórdia de seu filho.
Ela não leu o bilhete e continuou a chorar.
- Padre, eu pequei - ela disse com a voz suplicante.
- O que você fez, filha de Deus?
- Eu tirei a vida do meu filho. Eu desliguei os aparelhos - ela revelou.
Fui arrebatado por um tremendo choque.
- Mas...
- Ele fez isso para me livrar da prisão - ela disse apontando para o bilhete - O que devo fazer, padre? Confessar e viver sabendo que a morte de meu outro filho foi em vão ou ficar livre sabendo que causei a morte de meus dois filhos?
- Eu não posso lhe dizer o que fazer, apenas siga seu coração - eu disse.
Aquele caso não estava encerrado, mas eu não queria me envolver mais. Caminhei lentamente de volta à igreja, pensando até que ponto o ser humano é capaz de ir para proteger o outro por amor. Ele havia confessado um crime que não cometeu, depois tirou a própria vida para encerrar o caso e salvar a mãe.
Me perguntei se isso era errado. Quem pode dizer o que é pecado ou não? Não somos todos humanos, sujeitos a erros? Um ato como esse é considerado um crime pela sociedade, um pecado mortal pela igreja, mas quem pode julgar verdadeiramente é Deus, só Ele pode condenar e só Ele pode salvar.

O nosso socorro está em nome do Senhor, / que fez o céu e a Terra.
Salmos 123:8


Pauta para Bloínques - Tema: "Está certo, o que você quer de mim?"
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Dia 7 - Uma música que você lembra de um determinado evento
I gotta feeling - Black Eyed Peas

Clique na música para ver o vídeo

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Playlist atualizada =)

Comece por você

| segunda-feira, 17 de maio de 2010
"I'm gonna make a change,
for once in my life
It's gonna feel real good,
gonna make a diference
Gonna make it right..."

Mudanças? Algumas assustam, outras são necessárias e outras devem ser feitas. Mudar consiste em deixar de lado o trivial e ir em busca de algo novo

"As I, turn up the collar on
my favorite winter coat
This wind is blowing my mind
I see the kids in the streets,
with not enough to eat
Who am I to be blind?
Pretending not to see their needs"

Enquanto estamos no calor de nosso lar, debaixo de um cobertor à noite na cama, existem várias pessoas lá fora enfrentando o frio e quantas vezes fechamos nossos olhos? Fingindo não ver o que se passa. Fingindo que o mundo vai bem e que aquela realidade cruel faz parte de uma realidade que não nos pertence. Quantas vezes mais vamos continuar nos fingindo de cegos ao invés de arrancarmos nossas próprias vendas?

"A summer disregard,a broken bottle top
And a one man soul
They follow each other on the wind ya' know
'Cause they got nowhere to go
That's why I want you to know"

Eles estão lá, se apoiando uns nos outros, sem rumo, sem abrigo, sem carinho. Na esperança de que uma mão amiga os suporte, que um olhar afetuoso se vire em sua direção ou simplesmente desejando ver o fim da própria vida como um saída.

"I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change"

Por isso olhe no espelho, encare seu reflexo e veja alguém que pode fazer a diferença. Veja alguém que não se resume a uma imagem bonita por fora enquanto é oco por dentro. Se pergunte o que você tem feito de bom para alguém além de si mesmo. Tente se lembrar de uma boa ação cometida. Olhe nos próprio olhos e mude. Abandone o egocentrismo. Pare de olhar para o próprio umbigo e arregace as mangas.

"I've been a victim of a selfish kind of love
It's time that I realize
That there are some with no home, not a nickel to loan
Could it be really me, pretending that they're not alone?"

O egoísmo é um dos piores defeitos da humanidade, onde as pessoas na rua caminham olhando para frente sem querer enxergar quem está ao lado. Quando iremos perceber que muitas vezes fingimos não poder ajudar? Que muitas vezes nos pegamos imaginando que se não fizermos algo, alguém vai fazer? E se esse alguém pensar assim também? E se todos pensassem assim? Ajudar o próximo te engrandece como pessoa, te faz sentir mais humano. Ser humano é isso, é acolher, proteger... mas primeiramente temos que perceber onde erramos e onde devemos melhorar.

"A willow deeply scarred, somebody's broken heart
And a washed-out dream
They follow the pattern of the wind ya' see
'Cause they got no place to be
That's why I'm starting with me"

O mundo está cheio de sofrimento, cheio de pessoas cheias de cicatrizes e marcas do sofrimento cotidiano, da falta de amor.
Por isso devemos começar por nós mesmos, começar algo ao invés de esperar por um exemplo ou uma ordem. O mundo não se faz um lugar melhor por si só, não basta apenas esperar, rezar, torcer e permanecer sentado. É preciso agir. É necessário olhar para aquela pessoa do lado e perguntar se ela precisa de ajuda. É preciso achar a saída do nosso mundo particular e ir em direção às ruas dos esquecidos.
Você tem que começar por você.
Peça que a pessoa no espelho mude seus valores.
Diga a ela que isso depende dela mesma.
Comece por você.

"Take a look at yourself, and then make a change..."

Trechos da música "The man in the mirror - Michael Jackson"

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Dia 6 - Uma música que lembra de você de algum lugar

Rainbow - Colbie Cailat

Clique na música para ver o vídeo

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Comu do Blog - Para quem quiser participar =)

Caminhei

| domingo, 16 de maio de 2010
Caminhei sem contar os passos, cheio de perguntas na cabeça, segui pelas calçadas desertas sob o manto azul do céu.
Caminhei sozinho sentindo o vento passar sobre mim, carregando nada além de mim mesmo.
Caminhei segurando as lágrimas que insistiam em cair, mas que fortemente segurei.
Caminhei ao lado da solidão, abraçado ao frio e observando o vazio.
Caminhei sem rumo, sem direção, sem saber onde ir.
Caminhei em busca de um refúgio, um canto para chamar de meu, onde eu pudesse me encostar e chorar em paz.
Caminhei sem saber onde minhas pernas me levariam, sem saber o que a noite escondia.
Caminhei olhando para baixo, sem querer ser visto.
Caminhei com desejo de não voltar, mas voltei.
Caminhei de volta sem as respostas que tanto queria, refiz meus passos pelo caminho contrário.
Caminhei devagar.
Caminhei querendo não deixar de caminhar e procurando me perder pelo caminho.
Caminhei para o lugar onde o primeiro passo havia sido dado, com as perguntas ainda pairando no desconhecido.
Caminhei à toa, mas a caminhada foi boa, apesar de tudo.
Caminhei e esfriei a cabeça.
Caminhei e continuo caminhando, rumo a um destino incerto, rumo ao local onde minhas indagações encontrarão respostas, rumo ao infinito.
Sim, eu caminhei, não me cansei e sempre que tiver vontade seguirei meus passos novamente.

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Dia 05 - Uma música que você lembra de alguém
Vanilla Twilight - Owl City

Clique na música para ver o vídeo

Selo AADUS

| sábado, 15 de maio de 2010
Tenho visto muitas indicações de selos entre os blogs ultimamente e felizmente tenho recebido alguns também (o que me deixa muito feliz), por isso decidi criar meu próprio selo, o Selo AADUS (a arte de um sorriso)

Criei o selo no intuito de presentear os blogs que me fazem sorrir.

Eis aqui o selo


E eis aqui algumas regras que o acompanham (agora eu faço as regras, muáhaha)
- Postar o selo no seu blog (o que já é de praxe);
- Dizer 2 coisas que fazem você sorrir;
- Dizer 1 coisa que faz você sorrir sobre o blog do qual recebeu o selo;
- Indicar o selo para 5 a 20 blogs e avisá-los.

Indicados:

Absolutely Human
As palavras sempre ficam
Brincando de verdade
Cantando a vida
Coração de tinta
Doce Nostalgia
Encontro comigo mesma
Grafite
Liddell
Meu lado escritora
Only the truth
Parla come mangi!
PE-DRI-NHA
Quando eu me chamar saudade
[Re]construções
Reflexo Exato
Revelando sentimentos
Segredos que contei... outros, que guardei.!
Sutilmente
Ver além da máscara

Espero que tenham gostado e além dos indicados quem quiser pegar o selo e repassá-lo fique à vontade.

Um grande abraço a todos =)
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Dia 04 - Uma música que faz você triste
Footprints in the sand - Leona Lewis

Clique na música para ver o vídeo

Para ver todos os selos clique aqui.

Medo de arriscar

| sexta-feira, 14 de maio de 2010
♫ (...) So if you want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain... ♪
November Rain - Guns n' Roses

ELE

Foi em novembro, ainda me lembro quando meus olhos foram atraídos pela beleza dela. Meus lábios se abriram para dizer algo, mas minha voz emudeceu e assim permaneceu. A cada dia que passava eu assistia seu caminhar que passava por mim, sem trocas de olhares, sem menção de conversas, sem notar minha presença. A cada dia eu sentia o cheiro do seu perfume solto no ar, a fragrância suave que o vento levava diretamente a mim. A cada dia, de longe, eu ouvia sua voz, seu riso doce.
E nas noites enquanto eu me deitava em minha cama ou quando ficava olhando as estrelas eu tentava reunir coragem o suficiente para falar com ela, mas na aurora do novo dia todo meu esforço se esvaia. O silêncio da noite era o meu silêncio.
Nos momentos em que eu a encontrava só, via o momento perfeito para uma abordagem sutil, mas minhas pernas se enraizavam no chão e não me deixavam seguir em frente e quando eu notava, havia perdido mais uma oportunidade.
O sorriso dela me encantava, seduzia, mas ao mesmo tempo me repelia. Era um jogo de emoções controversas dentro de mim, uma parte a queria, a desejava ardentemente, enquanto a outra se afastava e se escondia.
Assim meus dias vazios, sem ela ao lado foram passando, as noites frias me davam o sinal para chegar até ela, mas o calor do dia tirava isso de mim.
Na minha cabeça, os pensamentos duelavam entre si, confusões de sim e não, paradoxos intermináveis e dúvidas.
Mas acima de tudo o que mais me prendia era o medo da rejeição. O medo de não ser correspondido e ter chegado a tanto para nada. Esse medo me acorrentava e controlava meus movimentos. Nunca consegui me livrar dele.
Agora tento conviver com o peso da dúvida de não ter arriscado, tento imaginar como tudo teria sido se eu tivesse dado um passo em direção a ela, se minha voz não tivesse falhado e se a coragem alcançada à noite não tivesse ido embora por medo da luz.
Só me resta imaginar, pois as respostas às minha perguntas se foram com ela.

ELA

Foi em novembro, ainda me lembro quando o vi. Mas foi em outro novembro que parti para não mais voltar, pois havia desistido de esperar.

Pauta para Bloínquês - Tema: "novembro, ainda me lembro"

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Dia 03 - Uma música que faz você feliz
Smile - Uncle Kracker

Clique na música para ver o vídeo

Mais um para me deixar feliz

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Ganhei esse selo da Angélica Bernardes do Aperte o Piii e do Matheus do Além das Palavras. Muito obrigado aos dois, fiquei muito feliz com a indicação, é sempre muito bom ser reconhecido.

O selo


Esse selo tem algumas regras a seguir, aqui vão elas:

- pegue o selinho - OK
- responda a pergunta (O que é mágico para você?)
- repasse para 10 blogs
- indique de onde pegou o selinho
- ilustre com uma imagem

O que é mágico para mim?
Acredito que só o simples fato de existir é mágico, mas além de tudo devemos viver a vida, não apenas existir. Mágica é a natureza que nos rodeia, mágicos são os sentimentos puros dentro de nós, mágico é o acordar no próximo dia sabendo que está vivo. Enfim, a magia existe, nos cerca e também vive em nós.

Repassando para:
Constelação de Palavras
Colorindo minha vida
Distúrbios Sóbrios
Doce Nostalgia
Grafite
Liddell
Metamorfoses
PE-DRI-NHA
Reflexo Exato
Sutilmente

Peguei o selinho dos blogs Aperte o Piii e do Além das Palavras. Agradeço mais uma vez.

Uma imagem


Escolhi a imagem pois ela representa o blog, de alguma maneira e por ela ter feito parte do primeiro layout que usei.

Para ver todos os selos clique aqui.

Mecha de cabelo

| quarta-feira, 12 de maio de 2010
Desde muito pequeno meu mundo se resumia àquele hospital, àquelas paredes brancas e sem vida. Eu olhava pela janela e avistava os pássaros em seu vôo livre, os galhos das árvores balançando no ritmo do vento, eu via o mundo através de um vidro. Ser uma criança com câncer não me tirou a vontade de viver, pelo contrário, me deu algo pelo qual lutar, me ensinou que a vida não tem preço.
Meu mundo solitário ganhou cor quando a avistei chegando, usando um vestidinho colorido e simples, os cabelos claros cacheados sacudindo de um lado para o outro. Era mais uma paciente, mais uma guerreira nesse mundo injusto. Mais uma que se preparava para as batalhas que se seguiriam.
Eu com meus nove anos de idade não sabia muita coisa, não conhecia sentimentos nem sensações, mas ao vê-la senti meu coração bater mais forte, um pulsar vivo e contraditório à minha condição, senti-me saudável. Mais tarde pude conhecê-la e conversar com ela, com seus sete anos ela era muito esperta e parecia entender o que estava prestes a acontecer. Todos nós vivemos ali na incerteza do amanhã, sem saber se perderemos a luta para a doença, sem saber até onde sobreviveremos.
Poucas semanas depois tentei vê-la, mas ela fugiu de mim, percebi então que ela não queria que eu a visse sem seus lindos cabelos. O tratamento a ela estava sendo agressivo demais. A alcancei antes que ela pudesse se esconder e disse a ela que a amava daquele jeito, disse que a amava espiritualmente, afinal, não acredito que amamos um corpo, mas sim uma alma. Ela me sorriu e depositou uma mecha de seus cabelos dourados em minha mão.
Passo a passo, dia após dia fomos lutando juntos, sofrendo em união, chorando sobre o ombro um do outro. Eu sentia a dor dela e ela sentia a minha. Tínhamos o mesmo medo, não de morrer, mas de perder um ao outro. Nossas batalhas se tornaram mais difíceis e nosso corpo fraquejava, mas resistíamos. Sabíamos que o outro estava ali, sempre.
Sempre? Sempre é tempo demais, sempre foi tempo demais para nós, principalmente para nós.
Foi em um dia nublado que tentei chegar ao quarto dela, mas fui impedido pelas enfermeiras. Meu coração saltou, bateu mais forte e desesperado. Aquele corredor escuro que nos separava não tinha fim. Senti as lágrimas queimarem e mancharem meu rosto enquanto eu lutava contra os pares de braços que me forçavam a recuar, mas eu não queria. Eu tinha que vê-la mais uma vez. Eu tinha que dizer adeus. De longe pude ver seus pais desconsolados e ouvia os soluços de sua mãe.
Por que a vida dá para depois tirar? Meu grito de "não" ecoou por todo o hospital. O grito sufocante do meu coração me machucou de um jeito que a doença jamais fez. Eu havia perdido aquela luta, meu mundo voltou a ser preto e branco.
No dia seguinte me permitiram ir ao funeral dela. Aquele foi o dia mais triste da minha vida. O caixão pequeno denunciava a injustiça desse mundo cruel. Antes de as pás de terra começarem a ser atiradas sobre ele, apanhei uma mecha escura de cabelo que há muito deixara de nascer em minha cabeça e atirei sobre ele e disse o último adeus.
Voltei para meus dias frios e solitários, enxergando um mundo mais vazio pela ausência dela, tentando achar algum sentido nessa vida sofrida.
Não desisti de lutar, agora eu lutava por nós dois, para conseguir aquilo que ela não pôde ter. Para mantê-la viva através de mim.
Até quando isso vai durar eu não sei. Até onde me permitirei resistir só o tempo pode dizer. Mas eu nunca esqueci dela. A mechinha de seu cabelo está sempre comigo, uma prova de que minha vida teve um valor. Uma prova de que mesmo sem conhecer sentimentos, eu conheci o puro amor e com ele conheci a dor.
Meus dias foram mais felizes quando estive com ela. Agora carrego ela no peito, no bater triste de meu cansado coração e nas lembranças doces que nenhum tratamento pode tirar.
Ela vive em mim. Ela vive de alguma maneira e eu nunca vou abandoná-la.

Pauta para Bloínquês - Tema: "Foi quando ela se escondeu, porque estava sem cabelo, e eu disse que não a amo somente fisicamente e sim espiritualmente, pois não amamos um corpo e sim uma alma."
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Dia 02 - Sua última canção favorita
Evergreen - Westlife

Clique na música para ver o vídeo

Desafio Musical

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A Gabriela Furtado do As palavras sempre ficam me fez um desafio: colocar todos os dias uma música:

Dia 01: A sua canção favorita
Dia 02: a sua última canção favorita
Dia 03: a música que faz você feliz
Dia 04: a música que faz você triste
Dia 05: a música que você lembra de alguém
Dia 06: uma música que lembra de você de algum lugar
Dia 07: a música que você lembra de um determinado evento
Dia 08: a música que você pode dançar
Dia 09: uma música que faz você cair num sono
Dia 10: a música da sua banda favorita
Dia 11: uma música que ninguém poderia esperar que você ame
Dia 12: uma música que descreve você
Dia 13: a canção de seu álbum favorito
Dia 14: a música que você ouve quando você está com raiva
Dia 15: a música que você ouve quando você está feliz
Dia 16: a música que você ouve quando você está triste
Dia 17: a música que você quer jogar em seu casamento
Dia 18: a música que você quer jogar no seu funeral
Dia 19: a música que faz você rir
Dia 20: a sua música favorita neste momento no ano passado

E depois escolher 10 blog's para o desafio:

[Re]Construções
Absolutely Human
Cantando a vida
Doce Nostalgia
Liddell
Meu lado escritora
Molhe-se
Only the truth
PE-DRI-NHA
Sutilmente

OBS: OS ESCOLHIDOS NÃO PRECISAM SEGUIR COM O DESAFIO SE NÃO DESEJAREM E SE ALGUÉM ALÉM DOS ESCOLHIDOS QUISER FAZER, FIQUEM À VONTADE.

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Começo agora o meu:
Dia 1 - Sua canção favorita
You give me something - James Morrison

Clique na música para ver o vídeo

Ser ou não ser?

| segunda-feira, 10 de maio de 2010
"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal."
(Oscar Wilde)

Então até que ponto devemos ser sinceros? Como tudo, a sinceridade, deve ser usada na media certa, se for pouco faz falta e em excesso prejudica. Devemos sim, ser sinceros, mas isso não quer dizer que sempre devemos falar aquilo que pensamos, tem tantas coisas que saem de nossas bocas sem razão e depois nos pegamos dizendo "eu não precisava ter dito aquilo", pois é, às vezes o silêncio é a melhor opção e fala mais do que parece.
A sinceridade deve aparecer em momentos cruciais, em conversas sérias, em conselhos, quando alguém nos pede uma opinião, pode ser que algumas tenham medo de ouvir a verdade e se magoar, mas a verdade é sempre melhor do que uma mentira que só vai fazer bem momentaneamente. Mas além de saber quando falar, devemos saber como nos expressar, tem uma frase que diz assim "A honestidade, sem as regras do decoro, transforma-se em grosseria", e isso é verdade pois a maneira com que colocamos certas coisas pode se tornar rude se não for bem pensada antes de falada.
A conclusão disso tudo, a sinceridade, verdade, honestidade são, indubitavelmente, melhores do que mentiras e falsidades.
Eu prefiro me machucar com uma verdade do que ser iludido por uma mentira que me trará muito mais sofrimento futuramente. Bem, mas esse é apenas meu modo de pensar. Confesso que também peco por excesso às vezes e que também não me atento ao fator "decoro" o que me torna grosseiro diante de algumas pessoas mais sensíveis, que essa maneira minha não seja confundida com insensibilidade, pois eu apenas preciso aprender a selecionar as palavras antes de pronunciá-las e fazer isso de uma forma mais sutil. Enfim, até hoje não me arrependi de ter sido sincero, pois apesar de tudo isso só traz coisas boas e mostra às pessoas que eu sou verdadeiro. Afinal, há também algumas verdades que digo brincando, mas que não deixam de ser verdade.
Se eu puder ser mais ousado, vou dar uma dica (sincera, rsrs), eu diria para arriscarem mais na sinceridade (não esquecendo-se de se apegar ao decoro). O mundo de hoje em dia está tão mergulhado na mentira e enganação que ser honesto já basta para se sobressair na multidão.

Galera, caso tenham sentindo minha ausência, fiquei sumido por esses dias devido a um problema em meu computador (odeio quando isso acontece), mas estou de volta, tem post novo e em breve visitarei vocês. Obrigado a todos que passaram por aqui e um caloroso bem-vindo aos novos seguidores. Grande abraço =)

Onde está?

| quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ó vida! Onde está teu apreço?

Ó paixão! Onde está tua calmaria?

Ó alegria! Onde está teu segredo?

Ó paz! Onde está teu canto?

Ó pureza! Onde está teu pecado?

Ó sonho! Onde está tua realidade?

Ó medo! Onde está tua bravura?

Ó silêncio! Onde está tua voz?

Ó solidão! Onde está teu veneno?

Ó ódio! Onde está teu propósito?

Ó saudade! Onde está teu fim?

Ó morte! Onde está tua distância?

Outro presente

| sábado, 1 de maio de 2010
Ganhei da Amanda Cabral, do Ver além da máscara

Regras:
Diga dois defeitos e duas qualidades suas:
Defeitos? Huum, eu poderia fazer uma lista aqui, hahaha, mas os dois seriam a "impaciência" (em determinados momentos) e o meu jeito "reservado" de ser.
Qualidades? Nunca sei o que dizer sobre mim, mas sem querer parecer presunçoso, acho que minhas duas qualidades destacáveis são o "bom humor" e a "simpatia" =)

Indique esse selo para 6 blogs. (Olha a responsa, bem, indico esses aí...)
As palavras sempre ficam
Doce Nostalgia
Grafite
Only the truth
Quando eu me chamar saudade
[Re]construções

Queria agradecer a Amanda por mais esse selo, meu sincero muito obrigado.
Eu queria indicar o selo a todos que sigo, mas a regra diz apenas 6 blogs, espero ter sido justo na minha escolha e espero que gostem.
Agradeço a todos que estão sempre presentes aqui, aos novos um "bem vindo" e voltem sempre que tiverem vontade.
Se ganhei esse selo que diz que o blog é perfeito, devo isso a vocês, que me motivam a escrever.

Para ver todos os selos clique aqui.
 

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