Keblinger

Keblinger

Passageiro

| segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Tem momentos que a gente pára e reflete, pára e observa... e simplesmete pára mesmo. E em algumas dessas "paradas" a gente devaneia e se sente um conhecedor do mundo, um filósofo, um alguém que sabe das coisas... enrolei até agora pra dizer que numa dessas paradas, eu notei (até porque eu já sabia) como as coisas da vida são efêmeras, os anos, os dias, os minutos... Mas dentro de cada efemeridade, onde as coisas alcançam um fim, elas também alcançam um novo começo, a verdade é essa "pra algo começar outro tem que terminar", isso é lógico, é natural. Uma noite não começa sem o fim de um dia. Um mês não começa antes que o outro termine. E nessas idas e vindas passageiras, nos ponderamos o que não é e o que não precisa ser tão efêmero, eu digo que a efemeridade das coisas está na intensidade que duram, como um abraço apertado, um olhar que diz mais que uma palavra, um sorriso trocado, um riso compartilhado... tudo isso é momentâneo, mas o sentimento que deixa é duradouro. Então pode ser até correto dizer que a efemeridade é duradoura, por mais contraditório que isso pareça. Enfim, no final o tempo não é importante, o que importa é que se viveu, se aproveitou... se durou muito ou pouco, não vale a pena discutir, até porque há segundos que marcam pra sempre e horas que se perdem pra sempre. E o "pra sempre" é muito tempo, um "muito tempo" que ninguém conhece.

1 sorrisos compartilhados:

{ Joyce Silva } at: 30 de junho de 2017 17:21 disse...

Não há dúvidas que o que fica é o momento, nós não temos saudades das pessoas ou dos lugares, temos saudades daquilo que vivemos.

Tenho um amigo que diz que nós vivemos para sempre nos corações que tocamos, que assim seja <3

amo você

 

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